Ilha do Amor + Trilha da Serra da Piraoca: o que fazer em Alter do Chão (PA)

Tempo de leitura: 7 minutos

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Quando planejamos nossa viagem para Alter do Chão, já sabíamos que a Ilha do Amor era parada obrigatória. O cartão-postal mais famoso da região, conhecido por sua beleza natural e pela atmosfera vibrante, é daqueles lugares que realmente merecem o título de “paraíso amazônico”. Mas além de curtir as águas calmas do Tapajós e aproveitar a estrutura da ilha, queríamos também encarar a trilha da Serra da Piraoca, que prometia um visual de tirar o fôlego.

O resultado? Um dia inteiro repleto de experiências únicas, diversão em família, comida saborosa e paisagens que vão ficar guardadas na memória para sempre.

O movimento já era grande quando atravessamos para a Ilha do Amor. Não é à toa que o local é o principal cartão-postal de Alter do Chão: a faixa de areia branquinha que aparece entre o rio Tapajós e o Lago Verde é simplesmente deslumbrante.

Assim que chegamos, fomos impactados pela energia do lugar. De um lado, música e movimento, com várias mesas e restaurantes montados à beira da água. Do outro, silêncio e tranquilidade, com trechos praticamente desertos que revelavam um lado mais sereno da ilha. Essa dualidade é o que torna o passeio tão especial – dá para escolher entre o agito ou a calmaria, dependendo do que você procura.

Logo na entrada, já vimos a oferta de atividades. Tinha caiaque, stand up paddle e até o clássico passeio de banana boat, que sempre arranca risadas. Mas decidimos começar pelo básico: escolher um restaurante, pegar uma mesa com cadeiras dentro d’água e mergulhar de cabeça nessa experiência tipicamente paraense.

Depois de uma volta rápida, escolhemos um restaurante que nos agradou pela localização e estrutura. A mesa que conseguimos ficava dentro do rio, de modo que podíamos relaxar com os pés na água enquanto aproveitávamos a vista e o ambiente descontraído.

O cardápio trazia várias opções da culinária local, com destaque para os peixes amazônicos. Não pensamos duas vezes: pedimos um filé de pirarucu para compartilhar, que custava R$100, e complementamos com alguns petiscos, como isca de pirarucu e manjubinha frita.

A comida demorou um pouco a chegar, mas valeu totalmente a pena. O pirarucu estava saboroso, suculento e muito bem servido. Os petiscos também agradaram todo mundo. No fim das contas, a refeição foi suficiente para nos cinco e meio (afinal, tínhamos uma criança de dois anos que come pouquinho) sairmos satisfeitos e felizes.

Enquanto comíamos, o cenário ao redor nos encantava: crianças brincando na areia, grupos de amigos rindo dentro d’água, casais tomando cerveja gelada ao som de música ao vivo. Era aquele tipo de momento que mistura lazer, natureza e cultura local em perfeita harmonia.

Nosso pequeno Nicolas estava radiante. Ele passou boa parte do tempo brincando na areia e acabou fazendo amizade com outras crianças, inclusive com um garotinho que também se chamava Nicolas – coincidência que rendeu boas risadas.

Além disso, se divertiu bastante no rio, ora com a mamãe, ora sozinho, mesmo sem boia. A água calma e quentinha era perfeita para as brincadeiras. Foi lindo ver como ele se sentiu à vontade, aproveitando cada segundo.

Para nós, como pais, é sempre especial observar como ele interage com o mundo e como esses momentos simples de diversão acabam se tornando memórias preciosas.

Depois do almoço e das brincadeiras, aproveitamos para descansar um pouco na mesa dentro d’água, conversando e observando o movimento. Esperamos o sol baixar um pouco para não nos expormos tanto ao calor forte da Amazônia.

No fim da tarde, voltamos para o banho de rio. Dessa vez, a experiência foi ainda mais gostosa, porque o sol estava mais ameno, e a água parecia ainda mais agradável.

Mas nosso dia estava longe de acabar. Por volta das 16h, decidimos caminhar pela Ilha do Amor e seguir para o início da trilha da Serra da Piraoca, a aventura que reservamos para o entardecer.

A caminhada pela ilha até a entrada da trilha foi surpreendente. Notamos como a paisagem mudava ao longo do percurso: de um lado, mais agitação e barracas; do outro, trechos desertos, com águas mais calmas e silenciosas.

Essa parte já foi um passeio por si só, porque nos mostrou um contraste diferente do que havíamos vivido até então. Era como se a Ilha do Amor tivesse várias facetas, cada uma revelando uma beleza única.

A trilha da Serra da Piraoca começa com um caminho de areia e depois se transforma em um terreno de terra. São cerca de 2 km de caminhada, a maior parte plana, até chegar ao trecho final, onde a subida é íngreme, com 110 metros de altura.

O desafio é real, principalmente para quem, como nós, estava de chinelo, já que nossas malas não haviam chegado com o voo da Azul e não tínhamos tênis. Isso tornou a subida mais cansativa, ainda mais carregando o Nicolas em alguns momentos.

O solo cheio de pedras soltas aumentava a dificuldade, e eu acabei até me machucando um pouco na descida. Ainda assim, cada passo valia a pena pela expectativa do que veríamos lá em cima.

Quando chegamos ao topo, encontramos uma construção em formato de cruz e até um banco para descansar. Mas foi caminhando mais alguns metros por uma trilha secundária que encontramos o grande prêmio: uma vista 360 graus simplesmente espetacular.

De lá, era possível ver toda a floresta amazônica, os rios imponentes, a Ilha do Amor e a vila de Alter do Chão. O cenário já seria incrível por si só, mas tivemos a sorte de chegar justamente na hora em que o sol começava a se pôr.

O céu se pintava de laranja, rosa e dourado, refletindo nas águas e criando um espetáculo da natureza. Ficamos cerca de 25 minutos admirando a paisagem, registrando fotos e, claro, gravando na memória aquele momento único.

A subida levou em torno de 45 minutos, e a descida foi mais rápida, embora exigisse cuidado redobrado pelas pedras soltas. Fizemos questão de voltar antes que escurecesse para chegar à praia ainda com um pouco de luz.

Ao descer, nos deparamos com uma cena curiosa: um grupo participando de uma cerimônia com um indígena. Assistimos por alguns instantes e depois seguimos nosso caminho pela Ilha do Amor, aproveitando o clima agradável do entardecer.

No meio do trajeto, o céu nos presenteou novamente: um pôr do sol deslumbrante, pintando o horizonte com tons vibrantes que refletiam nas águas tranquilas.

Quando pensávamos que teríamos que caminhar toda a extensão da ilha para pegar a canoa de volta ao centrinho, um barco se aproximou e nos ofereceu a travessia por R$20. Para nossa surpresa, era o mesmo barqueiro que havia nos levado pela manhã ao passeio da Floresta Encantada. Não pensamos duas vezes e aceitamos a carona dali mesmo.

Já no centrinho, decidimos aproveitar a noite para jantar. Escolhemos o restaurante Mãe Natureza, um dos mais tradicionais da vila.

Pedimos um crepe de frango e um hambúrguer, que chegaram bem servidos e saborosos. Nicolas também comeu bastante e ficou feliz com as opções.

Depois do jantar, ainda demos uma volta pela pracinha, onde havia uma missa acontecendo na igreja local. Nicolas, todo encantado, pediu para rezar e fez sua oração para o “papai do céu”. Foi um momento singelo e emocionante.

Soube que as missas são celebradas apenas às terças-feiras e domingos, o que reforçou nossa sensação de sorte por termos presenciado essa cena.

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