Monte Roraima: como é o trekking de 7 dias (guia completo!)

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Monte Roraima como é o trekking de 7 dias (guia completo!) - Vamos Trilhar

O trekking no Monte Roraima é uma das aventuras mais incríveis da América do Sul. Em 7 dias, você vai explorar cachoeiras, paisagens únicas e o famoso “mundo perdido”.

A expedição do Monte Roraima é considerada uma das trilhas mais impressionantes do mundo. Em uma expedição de 7 dias e 6 noites, você atravessa a Gran Sabana, sobe um dos tepuis mais icônicos da América do Sul e descobre paisagens que parecem saídas de um filme pré-histórico. Cachoeiras, formações rochosas surreais, rios de águas cristalinas e um platô que inspirou obras como O Mundo Perdido tornam essa aventura inesquecível.

Neste guia completo, você vai encontrar todas as informações para planejar sua viagem: melhor época para ir, como chegar, custos, roteiro dia a dia, o que levar e principais atrativos do Monte Roraima.

Sobre o Monte Roraima e os parques nacionais

Sobre o Monte Roraima e os parques nacionais - Vamos Trilhar

O Monte Roraima, com seus 2.810 metros de altitude, é um tepui icônico do Escudo Guianês, formado há bilhões de anos e lar de ecossistemas únicos com plantas endêmicas e formações rochosas surreais. 

Ele integra o Parque Nacional do Monte Roraima no Brasil, gerenciado pelo ICMBio para preservar sua biodiversidade rara, incluindo aves como os guácharos e cristais de quartzo espalhados pelo platô. 

No lado venezuelano, faz parte do Parque Nacional Canaima, Patrimônio da UNESCO, que abrange 3 milhões de hectares da Gran Sabana e protege cachoeiras como o Salto Ángel. 

Esses parques promovem o turismo sustentável, com guias indígenas pemón essenciais para a economia local, transmitindo conhecimentos ancestrais e garantindo que visitantes respeitem lendas como a do guardião petrificado no paredão.

A Gran Sabana

A Gran Sabana - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Gran Sabana é uma vasta savana alta na Venezuela, com mais de 15 mil km² de planícies douradas, tepuis imponentes e rios de águas escuras. Essa região, rica em biodiversidade, inclui comunidades pemón que vivem em harmonia com a natureza, e é o cenário inicial do trekking, passando por trilhas com vistas para o Kukenán e o Roraima. 

Durante a expedição, você cruza rios como o Ték e o Kukenán, avista cachoeiras como a Arapopena e sente o contraste entre o sol escaldante e chuvas finas, tudo em um ambiente que evoca um mundo perdido, com pinturas rupestres e lendas indígenas enriquecendo a jornada.

Onde fica o Monte Roraima?

Onde fica o Monte Roraima - Vamos Trilhar

Localizado na tríplice fronteira entre Brasil (5% da área), Venezuela (85%) e Guiana (10%), o Monte Roraima fica no extremo norte da América do Sul, no estado brasileiro de Roraima. 

O acesso principal é via Paraitepuy, uma vila indígena na Venezuela, a cerca de 220 km de Boa Vista (RR), passando por Santa Elena de Uairén. Seu platô isolado por paredes verticais de até 1.000 metros cria um ecossistema único, acessível apenas por trilhas a pé.

Quando ir ao Monte Roraima?

Quando ir ao Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Monte Roraima é acessível o ano todo, mas a estação seca (dezembro a março) oferece trilhas mais secas e vistas claras, ideal para fotos e menos chuvas. 

A estação chuvosa (abril a novembro) traz cachoeiras mais volumosas, mas trilhas lamacentas e neblina no topo – como experimentado em uma expedição com chuvas constantes que encobriram mirantes. 

Em 2025, com variações climáticas, monitore previsões para evitar imprevistos, priorizando meses secos para uma experiência mais confortável.

Como chegar no Monte Roraima?

Como chegar no Monte Roraima - Vamos Trilhar

A jornada começa no Aeroporto de Boa Vista (BVB), com voos de capitais como São Paulo ou Brasília. De lá, agências como a Clube Native buscam você em hostels, como o Hostel Roraima, por volta das 3h40, para um trajeto de 3 horas até a fronteira em Pacaraima. 

Após trâmites de imigração, veículos 4×4 levam 2 horas até Paraitepuy (1 hora em asfalto e 1 em terra), com parada para café no Quarto de Bode. Chegada por volta das 11h30, seguida de almoço e início da trilha. Imprevistos como carros quebrados podem ocorrer, mas equipes experientes resolvem rapidamente.

Qual a melhor época para visitar o Monte Roraima?

Qual a melhor época para visitar o Monte Roraima - Vamos Trilhar

A melhor época é a estação seca, de novembro a março, com menos chuvas (cerca de 40 mm/mês), trilhas firmes e temperaturas de 25-30°C na base a 5-10°C no topo. Evite maio a agosto, pico chuvoso (200-300 mm/mês), quando rios enchem e neblina encobre vistas, como em experiências com chuvas fortes durante descidas. Abril e setembro são transições para quem quer equilíbrio entre cachoeiras cheias e menos multidões.

Onde se hospedar em Boa Vista?

Onde se hospedar em Boa Vista - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Antes do trekking, fique em Boa Vista no Hostel Native ou Hostel Roraima, com quartos simples e transfers inclusos. Em Santa Elena de Uairén, pousadas como Posada Gran Sabana oferecem conforto básico. Durante a expedição, acampamentos rústicos com barracas montadas por guias, como no Rio Ték ou no topo em “hotéis” de rocha. Após o retorno, o Hostel Native em Boa Vista é ideal para um banho quente revigorante.

Quais documentos são necessários para visitar o Monte Roraima?

Quais documentos são necessários para visitar o Monte Roraima - Vamos Trilhar

Brasileiros precisam de RG original (menos de 10 anos) para a Venezuela; passaporte opcional. Certificado de Vacinação contra Febre Amarela (aplicada há pelo menos 10 dias) e comprovante de Covid via Conect Sus são essenciais. Seguro viagem cobre resgates, e leve cópias digitais. Taxas incluem R$50 para entrada no parque e R$500 para drone, com burocracia em Paraitepuy.

Posso fazer o trekking do Monte Roraima sozinho?

Posso fazer o trekking sozinho - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Não é aconselhável nem permitido; o parque exige guias credenciados e grupos organizados para segurança em trilhas remotas sem sinal. Guias pemón, como os da Clube Native, lidam com logística, lendas e emergências, evitando multas ou riscos.

Quanto tempo dura o trekking do Monte Roraima?

Quanto tempo dura o trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

O trekking dura 7 dias e 6 noites, com subidas graduais nos primeiros dias, exploração no topo e descida rápida, totalizando cerca de 90 km. É o formato ideal para imersão sem pressa, incluindo noites no platô.

Quanto custa o trekking do Monte Roraima?

Quanto custa o trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Pacotes em 2025 variam de R$4.500 a R$7.000, incluindo transfers, guias, refeições e equipamentos. Adicione R$1.050 para carregador (dividido), R$500 para drone e extras como taxas de cachoeira (R$10). Agências como Clube Native oferecem valor agregado com suporte personalizado.

O que levar na mochila no trekking do Monte Roraima?

O que levar na mochila no trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Montar a mochila para o trekking no Monte Roraima exige atenção à leveza, versatilidade e proteção contra o clima. Prepare-se para enfrentar desde o sol escaldante da base até noites frias e úmidas no topo.

A mochila ideal deve ter 50 a 60 litros, ser impermeável e pesar no máximo 10 a 15 kg para facilitar o transporte.

Itens essenciais

  • Botas de trekking impermeáveis, com bom suporte para tornozelos (fundamentais para trilhas irregulares e travessias de rios).
  • Papete ou sandália resistente para acampamentos e banhos.
  • Meias extras: de algodão para travessias molhadas e de lã para isolamento térmico à noite.
  • Roupas em camadas:
    • base layer de secagem rápida
    • camisetas com proteção UV
    • fleece ou jaqueta térmica (para noites de até 5°C)
    • calça conversível para maior praticidade
  • Capa de chuva ou poncho robusto (chuvas repentinas são comuns).
  • Chapéu de aba larga ou boné para proteção solar.

Acessórios importantes

  • Bastões de caminhada (essenciais no Passo das Lágrimas).
  • Protetor solar FPS 60+ e protetor labial.
  • Repelente biodegradável contra insetos.
  • Lanterna de cabeça + pilhas extras.
  • Power bank solar (não há eletricidade durante a trilha).
  • Garrafa de 2L com filtro purificador de água.
  • Kit de primeiros socorros: analgésicos, antialérgicos, anti-inflamatórios, band-aids.
  • Lenços umedecidos e papel higiênico biodegradável.
  • Saco de dormir para 0 a 5°C (confirme se a agência fornece).
  • Isolante térmico inflável.

Opcionais

  • Drone (com autorização);
  • Binóculos para observação de aves;
  • Luvas para escalaminhadas.

Embale tudo em sacos plásticos ou dry bags para garantir impermeabilidade. Teste a mochila em trilhas curtas antes da viagem: isso ajuda a ajustar o peso, identificar desconfortos e evitar bolhas durante a expedição.

Carregadores locais

Carregadores locais no trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Os carregadores locais no trekking do Monte Roraima são principalmente indígenas do povo Pemón, um grupo étnico autóctone da Gran Sabana que se autodenomina “pemon”, significando “povo” ou “gente” em sua língua. 

Especificamente, muitos pertencem ao subgrupo Taurepang, que habita as comunidades próximas como Paraitepuy e São Francisco de Yuruani, vivendo em harmonia com a natureza e considerando o Roraima um local sagrado, repleto de lendas ancestrais como a da árvore da vida (azacá) que deu origem à montanha. Esses carregadores são heróis essenciais da expedição, transportando até 25 kg de equipamentos coletivos – como barracas, alimentos e utensílios de cozinha – em cestos tradicionais ou mochilas, aliviando o peso dos turistas e permitindo que foquem na caminhada. 

Sua profissão é vital para a economia local, gerando renda para famílias em uma região remota com poucas oportunidades, e é passada de geração em geração, preservando tradições culturais enquanto promovem o turismo sustentável. 

Na alta temporada, eles podem subir o tepui até quatro vezes por mês, demonstrando uma resistência impressionante adaptada ao terreno íngreme e ao clima variável. 

Além de carregadores, muitos atuam como guias auxiliares, compartilhando mitos pemón sobre o Roraima como o guardião petrificado ou o mundo perdido, e zelando pelo ambiente ao garantir práticas de “leave no trace”. 

Contratá-los custa cerca de R$1.050 por pessoa (dividido em grupos), e é uma forma de apoiar diretamente as comunidades, fomentando o respeito mútuo e a conservação do parque.

Dificuldade do trekking do Monte Roraima

Dificuldade do trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

O trekking no Monte Roraima é considerado de moderado a alto. Não exige habilidades técnicas de escalada com cordas, mas pede bom condicionamento físico e mental para enfrentar cerca de 90 a 95 km em terrenos variados, com altimetria desafiadora e clima imprevisível.

O ganho de altitude é gradual nos primeiros dias, com subidas de 200 a 400 metros diários pela savana até o acampamento base (1.870 m). No entanto, o Dia 3 é o mais exigente: são 800 metros de elevação em apenas 6 a 8 km, no trecho conhecido como Passo das Lágrimas e La Rampa. Ali, o esforço inclui escalaminhadas — apoiando-se em raízes e rochas molhadas por cachoeiras — e exposição a paredões verticais que podem causar vertigem.

No platô do Roraima, a dificuldade se mantém: caminhadas de 10 a 20 km diários em terreno irregular, com poças, vento e neblina que reduzem a visibilidade. Já a descida, especialmente no Dia 6, soma 18 km de perda de altitude de 1.000 metros, sobrecarregando os joelhos em trilhas escorregadias, com travessias de rios que podem chegar à altura da coxa em dias de chuva.

Entre os fatores que aumentam o desafio estão:

  • Sol intenso na base, chegando a 35°C (risco de desidratação).
  • Frio noturno no topo, com temperaturas entre 5 e 10°C.
  • Altitude, que pode causar fadiga ou sintomas leves de mal de montanha (dor de cabeça, náusea).
  • Chuva frequente, mesmo na estação seca, deixando o solo argiloso e escorregadio.

Como se preparar

Para encarar bem a expedição, recomenda-se 2 a 3 meses de treino prévio, incluindo:

  • Fortalecimento de pernas e joelhos (agachamentos, escadas).
  • Treino cardiovascular (corrida ou ciclismo, 3 vezes por semana).
  • Simulações com mochila de 10 kg para adaptação ao peso.

Também é importante fazer um check-up médico, especialmente para pessoas acima de 40 anos ou com condições pré-existentes.

No aspecto mental, cultive a resiliência: o trekking envolve cansaço acumulado, imprevistos climáticos e ajustes de rota. Grupos acompanhados por guias experientes tendem a superar melhor os desafios, transformando a jornada em uma experiência inesquecível.

Quanto se caminha por dia no trekking do Monte Roraima?

Quanto se caminha por dia no trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

A quilometragem varia de acordo com o dia, o terreno e o ritmo do grupo. Em média, são 5 a 8 horas de caminhada por dia, totalizando cerca de 90 km ao longo da expedição.

  • Dia 1 – 14 km (4h): trilha tranquila pela savana, com poucas inclinações. O maior desafio é a exposição ao sol, exigindo hidratação constante até o Acampamento Rio Ték.
  • Dia 2 – 10 km (8h): dia de esforço moderado, com travessias de rios, subidas mais íngremes e parada na Cachoeira Arapopena antes de chegar ao Acampamento Base.
  • Dia 3 – 8 km (5–6h): trecho mais intenso da subida. Apesar da distância menor, são 800 metros de ganho de altitude, com escalaminhadas e o desafiador Passo das Lágrimas.
  • Dia 4 – 10 km (exploração do platô): caminhada por terrenos irregulares com subidas e descidas leves, visitando os principais atrativos do topo.
  • Dia 5 – 6 km (trilha da Fenda): percurso mais leve, mas a chuva pode tornar o trajeto lento e escorregadio.
  • Dia 6 – 18 km (8h): o dia mais longo da expedição, com descida de 1.000 m de altitude. Exige bastante dos joelhos e inclui travessias de rios mais cheios em caso de chuva.
  • Dia 7 – 14 km (3h): retorno plano e rápido até Paraitepuy, geralmente em ritmo acelerado para grupos motivados.

Essas distâncias podem variar conforme as condições climáticas ou pausas do grupo. Por isso, é fundamental treinar a resistência física (endurance) antes da viagem.

Como são os acampamentos no trekking do Monte Roraima?

Os acampamentos no trekking do Monte Roraima são totalmente selvagens e rústicos, pensados para oferecer uma imersão completa na natureza. Não há eletricidade, chuveiros quentes nem Wi-Fi — o foco é a sustentabilidade em um ambiente remoto, protegido pelo Parque Nacional Canaima.

Acampamento Rio Ték (1ª noite – 1.050 m)

Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

  • Barracas duplas ou triplas montadas pela equipe em áreas planas próximas ao rio.
  • Vista panorâmica para os tepuis Kukenán e Roraima.
  • Fogueiras usadas para cozinhar e aquecer contra o frio noturno (15–20°C).
  • Umidade alta e presença de insetos — repelente e redes mosquiteiras são indispensáveis.

Acampamento Base (2ª noite – 1.870 m)

Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

  • Localizado aos pés do paredão do Roraima, em terreno inclinado e com neblina frequente.
  • Banhos em poços gelados de rios próximos (10–15°C), desafiadores mas revigorantes após dias quentes.

Hotéis de Pedra (topo – noites 3 a 5, entre 2.700 e 2.800 m)

Acampamento de Pedra (Guácharos) - Monte Roraima - Vamos Trilhar

  • Abrigos naturais sob rochas salientes ou cavernas, como o Hotel São Francisco, Guácharo e Coati.
  • Protegem contra chuvas intensas (mesmo na estação seca) e ventos que podem chegar a 50 km/h.
  • Temperaturas noturnas variam entre 5–10°C ou menos — indispensável levar saco de dormir quente e isolante térmico.
  • Espaço limitado: geralmente acomoda grupos de 10 a 15 pessoas em superfícies rochosas irregulares.
  • Água coletada de poças ou cachoeiras próximas para higiene básica.
  • Não há banheiros fixos: são usados sistemas portáteis seguindo regras ecológicas.

Condições gerais

  • Solo úmido pode infiltrar barracas (lonas extras ajudam).
  • Trovoadas noturnas são comuns e balançam as estruturas.
  • Em compensação, o céu estrelado sem poluição luminosa é um espetáculo à parte.

Agências como a Clube Native cuidam da montagem e logística, mas o conforto é mínimo. Essa simplicidade favorece a conexão entre o grupo e a natureza, dentro da filosofia “leave no trace” para preservar o ecossistema único do Roraima.

Como são as refeições no trekking do Monte Roraima?

As refeições no trekking do Monte Roraima são preparadas por cozinheiros indígenas pemón, utilizando ingredientes frescos levados por carregadores e adaptados ao ambiente remoto. O cardápio prioriza carboidratos, proteínas e hidratação, garantindo energia para dias de esforço intenso.

As refeições são fartas, variadas e servidas em horários estratégicos: pratos quentes à noite ajudam a combater o frio, enquanto opções leves durante o dia evitam desconforto na caminhada.

Dia 1

Dia 1 - Almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Almoço em Paraitepuy: sanduíche de presunto, tomate e queijo, acompanhado de suco. Prático, calórico e ideal para sustentar a trilha inicial sob o sol forte.

Dia 1 - Jantar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Jantar no Acampamento Rio Ték: arroz, salada fresca e frango grelhado preparados em fogueiras portáteis. O sabor caseiro conforta após o cansaço da jornada, acompanhado de suco natural para reidratação.

Dia 2

Dia 2 - Café da Manhã - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Café da manhã: domplin (massa frita parecida com empanada), ovos mexidos, queijo e suco de limão azedo. Refeição revigorante, rica em vitamina C e perfeita para enfrentar o sol.

Dia 2 - Almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Almoço no Acampamento Militar: batata cozida, cenoura, ovo e pão com suco de pêssego. Simples, nutritivo e rico em potássio para músculos fatigados.

Dia 2 - Jantar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Jantar: arroz com banana e carne, servido dentro das barracas por conta da chuva. O prato quente oferece conforto térmico e proteínas para recuperação noturna.

Dia 3

Dia 3 - Café da Manhã - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Café da manhã (na barraca): ovos, queijo, abacate cremoso e arepa (pão de milho típico venezuelano). Uma refeição rica em gorduras boas, ideal para o dia desafiador da subida.

Almoço: sanduíche de mortadela com ovo e maçã, portátil e prático para ser consumido em mirantes.

Dia 3 - Jantar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Jantar no topo: penne à bolonhesa com molho encorpado, saboroso e reconfortante, perfeito para combater o frio crescente.

Dia 4

Dia 4 - Café da Manhã - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Café da manhã: panquecas recheadas de queijo ou cobertas com calda de caramelo/morango, energéticas para o dia de exploração.

Dia 4 - Almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Almoço: feijoada surpreendente servida às margens das jacuzzis, com feijão, carnes e vegetais. Uma adaptação brasileira que celebra o platô e ajuda a repor ferro.

Dia 4 - Lanche - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Lanche: pipoca.

Dia 4 - Jantar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Jantar: sopa quente com vegetais e temperos locais. Leve, nutritiva e perfeita para noites geladas.

Dia 5

Café da manhã: semelhante ao do dia anterior.

Lanche: abacaxi fresco e goiabada, refrescantes após a chuva.

Dia 5 - Almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Almoço: macarrão com molho de atum, proteico e energético.

Dia 5 - Jantar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Jantar: polenta cremosa com queijo. Apesar de não agradar a todos pela textura, é nutritiva e aquece contra o frio.

Dia 6

Dia 6 - Café da Manhã - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Café da manhã: cereal matinal com leite.

Dia 6 - Almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Almoço no Acampamento Base: arroz “chinês venezuelano” com vegetais e proteínas, saboroso e revigorante após a longa descida. Frutas como laranja e melão completam a refeição.

Dia 6 - Jantar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Jantar no Rio Ték: macarrão à parisiense com queijo e presunto, servido em clima de celebração.

Dia 7

Dia 7 - Café da Manhã - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Café da manhã: domplin, ovo e queijo, simples e energético.

Dia 7 - Almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Almoço em São Francisco: arroz, feijão, repolho, batata e frango. Uma refeição completa, rica em sabores locais, que marca o encerramento da expedição.

Dietas especiais são respeitadas mediante aviso prévio. Todas as refeições seguem princípios de sustentabilidade, utilizando ingredientes regionais sempre que possível para minimizar o impacto ambiental.

Como é para ir ao banheiro no Monte Roraima?

Ir ao banheiro durante o trekking no Monte Roraima segue princípios rigorosos de sustentabilidade e da filosofia “leave no trace” (não deixar rastros). Isso é essencial para preservar o ecossistema frágil do Parque Nacional Canaima, onde qualquer impacto humano pode comprometer a biodiversidade endêmica.

Banheiros ecológicos nos acampamentos

Banheiro no Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Nos acampamentos da trilha — como o Rio Ték e o Base — as agências disponibilizam banheiros ecológicos portáteis. São estruturas simples, geralmente compostas por:

  • uma barraca de privacidade,
  • um assento de plástico,
  • um buraco ou saco plástico revestido com cal (pó alcalino que neutraliza odores, absorve umidade e acelera a decomposição natural).

Após o uso, adiciona-se cal ao saco, que é fechado e recolhido pela equipe de guias pemón. Esses resíduos são transportados até Santa Elena de Uairén, onde recebem descarte adequado, evitando a contaminação do solo e dos rios. Essa prática é obrigatória, pois o platô tem solo pobre e drenagem lenta; qualquer resíduo deixado ali poderia poluir as águas que alimentam cachoeiras e rios abaixo.

Urina (“número 1”)

Para urinar, é permitido utilizar áreas afastadas, mas sempre a pelo menos 60 metros de fontes de água, em conformidade com as diretrizes do ICMBio e da UNESCO, que visam reduzir a erosão e prevenir contaminações.

No topo do platô

Banheiro no Acampamento Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Nos chamados “hotéis” de pedra, como o Guácharo, as opções são ainda mais rústicas. Geralmente, são utilizadas fossas coletivas escavadas ou sacos portáteis semelhantes, muitas vezes com vistas impressionantes (como para o Kukenán), mas com privacidade limitada.

  • Leve lenços umedecidos biodegradáveis e papel higiênico ecológico para a higiene pessoal.
  • Lave as mãos em rios próximos, sempre usando sabão biodegradável.

Cuidados especiais

  • Mulheres devem se planejar para o ciclo menstrual, priorizando copos coletores ou absorventes biodegradáveis.
  • Todos devem manter-se bem hidratados para evitar constipação causada pelo esforço físico e pela altitude.

Respeito ambiental e cultural

Banheiro no Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Esse sistema não apenas protege o ambiente, como também promove respeito cultural aos pemón, que consideram o Roraima um espaço sagrado. Além disso, seguir as regras evita multas ou até proibições de acesso ao parque.

O que fazer no Monte Roraima (principais atrativos)

O trekking no Monte Roraima oferece uma variedade de atrativos ao longo da trilha e no topo, misturando paisagens dramáticas, elementos culturais e geológicos únicos que destacam o “mundo perdido”. Aqui vai uma lista expandida, incluindo pontos da base e subida, com descrições aprofundadas de cada um.

Rio Ték

Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Rio Ték é um rio de águas claras e calmas na vastidão da Gran Sabana, com cerca de 6 km de extensão, servindo como o primeiro marco significativo da trilha após uma caminhada de 12 km desde Paraitepuy. 

Sua travessia, realizada no Dia 2, é tranquila, com profundidade geralmente até os joelhos, mas exige remoção de botas e uso de meias de algodão para melhor aderência nas pedras lisas, evitando escorregões – uma dica prática dos guias pemón que reflete sua adaptação ao terreno úmido. 

O rio faz parte do sistema hidrográfico do Escudo Guianês, com águas puras o suficiente para consumo após purificação, embora os locais bebam diretamente devido à imunidade natural. 

O acampamento às margens, a 1.050-1.100 m de altitude, oferece vistas panorâmicas para os tepuis Kukenán e Roraima, especialmente ao pôr do sol, criando um cenário mágico para o primeiro jantar e pernoite sob um céu estrelado sem poluição luminosa. 

Banhos revigorantes na água “deliciosa” aliviam o cansaço do dia, enquanto culturalmente, o local evoca lendas pemón sobre espíritos aquáticos, promovendo o respeito ao “leave no trace” com uso de produtos biodegradáveis para preservar o ecossistema frágil do Parque Nacional Canaima.

Rio Kukenán

Rio Kukenán - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Rio Kukenán, com cerca de 12 km de extensão, é um rio mais extenso e desafiador na Gran Sabana, cruzado no Dia 2 após o Rio Ték, marcando o encontro de águas que formam um curso principal nomeado em homenagem ao tepui vizinho.

Sua travessia é mais complexa, com profundidade até a cintura, correntes mais fortes e pedras escorregadias, exigindo formação de linhas humanas pelos guias pemón para assistência segura – uma prática cultural que demonstra sua expertise em navegar esses rios sagrados. 

O rio é enriquecido por sedimentos do Escudo Guianês, criando águas escuras tingidas de ferro, e serve como fonte potável após filtragem. O acampamento às margens, a 1.040 m, proporciona vistas impressionantes para os tepuis Kukenán e Roraima, ideal para observação de plantas endêmicas e pôr do sol dramático, com temperaturas mais amenas que permitem noites confortáveis. 

Banhos refrescantes revigoram os trilheiros, enquanto culturalmente, o local está imbuído de mitos pemón sobre o tepui Kukenán como um espírito protetor, reforçando a importância de práticas sustentáveis no Parque Nacional Canaima para evitar contaminação.

Ermita Santa Maria de Tokwono

Ermita Santa Maria Tokwono - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Ermita Santa Maria de Tokwono é uma capela isolada construída nos anos 90 na savana próxima ao Acampamento Rio Ték, nomeada em homenagem a um antigo vilarejo indígena deslocado para áreas como Paraitepuy durante mudanças territoriais. 

Historicamente, foi erguida como um templo próximo ao “templo natural” do Monte Roraima, refletindo crenças apocalípticas ligadas à virada do milênio em 2000, servindo como refúgio espiritual. 

Culturalmente, integra tradições pemón com catolicismo, funcionando apenas em festas religiosas como Corpus Christi, Natal e peregrinações, onde fiéis indígenas e locais se reúnem para rituais que misturam orações cristãs com reverência aos tepuis sagrados. 

A estrutura, a cerca de 1 km do acampamento, oferece um momento de reflexão no Dia 2, com arquitetura simples em meio à paisagem dourada da Gran Sabana. 

Visitar a ermita proporciona uma pausa introspectiva, contrastando o esforço físico da trilha com um toque de espiritualidade, destacando a fusão cultural na região fronteiriça.

Cachoeira Arapopena

Cachoeira Arapopena - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Cachoeira Arapopena é uma cascata inacreditável no Dia 2, acessível por um desvio da trilha principal após cruzar o Rio Kukenán, com cascatas lindas contrastando com o Monte Roraima ao fundo. 

Forma poços profundos esculpidos pela erosão do Escudo Guianês, com águas não muito geladas que incentivam mergulhos revigorantes – uma taxa de R$10 é cobrada para manutenção pela comunidade pemón. 

O nome reflete termos indígenas para “água caindo”, e o local é visto como um oásis sagrado, onde guias compartilham lendas sobre espíritos da natureza. 

O poço aos pés convida até os mais cautelosos a pularem de pedras, oferecendo alívio do calor e fadiga, embora alguns evitem riscos após paternidade; o banho irresistível revitaliza antes de subidas íngremes, tornando-o um destaque emocional da jornada.

Passo das Lágrimas

Paso de las Lágrimas - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Passo das Lágrimas, ou “Paso de las Lágrimas”, é uma dupla de cachoeiras desaguando do paredão rochoso no Dia 3, durante a subida íngreme de 6-8 km ao topo, simbolizando as “lágrimas” dos turistas pelo esforço intenso. 

É uma rampa argilosa de rochas soltas com 800 m de ganho altimétrico, formada por erosão milenar, escorregadia pela água constante, exigindo escalaminhadas com mãos em raízes e pedras. 

Faz parte das rotas indígenas pemón, que contam lendas sobre o paredão como barreira ao mundo perdido. Culturalmente, trekkers tocam a rocha pedindo permissão, reverenciando tradições ancestrais. 

O silêncio respeitoso e a exposição mental testam limites, com vistas impressionantes e sensação de conquista ao superar o trecho, revertido na descida com cuidado aos joelhos.

Rio de Cristais

Rio de Cristais - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Rio de Cristais é uma região surreal no platô, no Dia 4, onde o chão é decorado por milhares de cristais de quartzo translúcidos, criando um tapete reluzente que reflete a luz solar e evoca energias místicas. 

Esses quartzos são resquícios de formações bilionárias do Escudo Guianês, exclusivos dos tepuis, com proibição estrita de remoção para preservar o ecossistema – mochilas são revistadas na saída. 

Os pemón veem os cristais como portais espirituais, contando lendas sobre sua origem divina. 

Pisar ali gera uma mistura de culpa e assombro pela fragilidade, ideal para fotos e meditação, marcando o início de explorações no platô irregular com 10-20 km diários.

Campo de Golfe

Campo de Golfe - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Campo de Golfe é uma extensão plana de areia rosa no platô, no Dia 4, a mais nivelada do tepui, apelidada por sua aparência de campo esportivo, contrastando o relevo irregular esculpido pelo vento e chuva. 

É uma praia rochosa formada por erosão eólica, servindo como ponto de pouso para helicópteros de resgate em emergências. 

Representa a imprevisibilidade da natureza para os pemón, que a veem como um “jardim dos deuses”. 

Oferece pausas relaxantes para contemplação da vastidão, com vento constante adicionando drama, parte de rotas para cachoeiras e jacuzzis.

Cachoeira da Catedral

Cachoeira da Catedral - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Cachoeira da Catedral é uma queda d’água poderosa no platô, no Dia 4, cercada por vegetação densa formando um arco natural como uma catedral gótica, com composição de matos dando charme único. 

É esculpida pela erosão pluvial do tepui, criando quedas fortes em rochas antigas. Seu nome evoca reverência espiritual, semelhante a templos pemón. 

Banhos revigorantes no som ecoante massageiam o corpo cansado, uma surpresa escondida após a Capelinha, intensificando a imersão em um mundo pré-histórico.

Cachoeira da Capelinha

Cachoeira da Capelinha - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Cachoeira da Capelinha é uma cascata menor e íntima no platô, no Dia 4, com poços convidativos para mergulhos, menos volumosa que a Catedral, contrastando com o Roraima ao fundo. 

Forma-se por drenagem do tepui, com águas não tão geladas ideais para relaxamento. O nome sugere uma “pequena capela” natural, inspirando paz espiritual. 

Oferece privacidade para banhos, revigorando após caminhadas, um cantinho escondido que surpreende pela beleza simples em meio ao platô surreal.

La Ventana

La Ventana - Monte Roraima - Vamos Trilhar

La Ventana é um mirante icônico em forma de janela rochosa no platô, no Dia 4, oferecendo vistas panorâmicas para a floresta da Guiana e o tepui Kukenán, embora encoberto por nuvens 70% das vezes devido ao clima úmido. 

Esculpida pela erosão, a borda vertiginosa evoca a isolação do tepui. Os pemón a veem como portal ao infinito, com lendas sobre visões ancestrais. 

Requer coragem para aproximar-se da ponta, gerando adrenalina e sensação de fragilidade, perfeito para fotos épicas em manhãs claras.

Abismo

Abismo - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Abismo é uma garganta profunda no platô, no Dia 4, com vistas vertiginosas para florestas abaixo, frequentemente nublado mas impressionante quando aberto, simbolizando a isolação do tepui. 

Formada por fendas erosivas, com ecos de vento intensificando o drama.É associado a lendas pemón sobre abismos como portais ao submundo. 

Evoca reverência pela escala humana versus natural, uma pausa reflexiva após La Ventana, destacando a vastidão da Gran Sabana.

Jacuzzis

Jaccuzzis - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Os Jacuzzis são piscinas naturais borbulhantes no platô, no Dia 4, com fundos forrados por cristais de quartzo, águas transparentes e geladas consideradas energizantes mesmo por não místicos. 

São formadas por poças erosivas no quartzo antigo, oferecendo um spa natural. Os pemón atribuem propriedades curativas, ligadas a energias telúricas. 

Os banhos revigorantes relaxam os músculos após a caminhada, apesar do frio, com sol intermitente e chuvas adicionando aventura, um destaque revigorante perto do Campo de Golfe.

Maverick

Maverick - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Maverick, ou “Imaguary” para os pemón, é o ponto mais alto do Roraima a 2.810 m, uma formação rochosa maciça que lembra um carro, no Dia 4, oferecendo vistas panorâmicas dos paredões e trilhas percorridas. 

É o pico culminante do tepui, esculpido por erosão, o oitavo mais alto do Brasil. O nome foi adaptado por turistas de termo indígena, simbolizando conquista. 

Subir gera emoção de superação, com danças comemorativas apesar de chuvas, um momento de adrenalina e memória eterna.

Jardim das Fadas

Jardim das Fadas - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Jardim das Fadas é um jardim natural no platô, no Dia 5, repleto de bromélias, flores endêmicas e folhagens carnívoras, criando um cenário encantado que rende fotos incríveis. 

Parecem adaptações botânicas ao solo pobre e úmido do tepui, com mais de 70% de espécies exclusivas. Os pemón o veem como domínio de espíritos fadas, inspirando lendas mágicas. Caminhar por ali parece um conto de fadas, uma pausa botânica na trilha da Fenda, destacando a biodiversidade surreal.

Casa dos Guácharos

Casa dos Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Casa dos Guácharos é um abrigo de cavernas no platô, no Dia 5, habitado por guácharos – aves noturnas semelhantes a águias que se alimentam de frutas e emitem ecos característicos. 

A parte das fendas erosivas do tepui, com profundidade explorada. Os guácharos são sagrados para os pemón, simbolizando mensageiros noturnos em lendas. Deitar no chão e ver esse local, revela uma fauna endêmica, uma pausa sombria e educativa, com sons ecoantes adicionando mistério à exploração.

La Grieta (Fenda)

La Grieta - Monte Roraima - Vamos Trilhar

La Grieta, ou Fenda, é uma fenda gigantesca nos paredões rochosos do platô, no Dia 5, causando assimetria surreal e permitindo vistas para nuvens próximas que parecem tangíveis. 

É resultado de fraturas tectônicas bilionárias, criando labirintos subterrâneos. Os pemón a associam a portais para o submundo, com rituais de respeito. Olhar a movimentação das nuvens intensifica o assombro, uma trilha curta mas impactante na rota da Fenda.

Caverna dos Guácharos

Caverna dos Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Caverna dos Guácharos é uma caverna profunda no platô, no Dia 5, catalogada em 11 km mas inexplorada além por logística, com cachoeira interna e ecos de aves guácharos.

É uma formação úmida por infiltração, destacando a espeleologia do tepui. Os guácharos inspiram lendas pemón sobre guardiões noturnos. Entrar mais de 100 metros com lanterna revela mistérios, cachoeiras internas e sensação de aventura subterrânea, apesar da chuva.

Abismo dos Guácharos

Abismo dos Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O Abismo dos Guácharos é um mirante no platô, no Dia 5, com vistas incríveis para a floresta da Guiana, tepui Kukenán, paredões e Gran Sabana, recompensando o esforço com panoramas que traçam o trajeto percorrido.

É uma garganta ecoante formada por erosão, habitada por guácharos. Os pemón o veem como observatório espiritual. Quando aberto após a chuva, dá uma sensação de adrenalina e reflexão, vendo acampamentos distantes e toda a jornada.

Vale dos Cristais

O Vale dos Cristais é uma depressão no platô cheia de cristais de quartzo espalhados, no Dia 5 ou opcional, criando um vale reluzente que fascina pela beleza mineral. 

Geologicamente, possui quartzos endêmicos do tepui antigo, proibidos de remoção, a multa é pesadíssima. Os pemón contam lendas sobre energias curativas. Explorá-lo a pé destaca a geodiversidade, com meditação e fotos, parte de rotas longas como à tríplice fronteira.

El Fosso

El Fosso é um poço profundo ou fossa natural no platô, acessível por gruta subterrânea ou salto direto quando cheio, considerado um dos mais espetaculares atrativos. 

É um lago profundo entre rochas erosivas, com águas frias. Os pemón o veem como um teste de coragem. O banho gelado ou exploração cavernosa adiciona aventura, um destaque surreal em rotas longas.

Marco da Tríplice Fronteira

O Marco da Tríplice Fronteira é um monumento piramidal no platô marcando a junção de Brasil, Venezuela e Guiana, no Dia 5 opcional em trilhas de 24 km. 

Simboliza conservação transfronteiriça desde a criação dos parques. É um ponto alto do tepui compartilhado entre os 3 países. Celebra a unidade indígena pemón além de fronteiras. 

Nosso roteiro de 7 dias no Monte Roraima

Dia 1 – Boa Vista x Paraitepuy x Acampamento do Rio Ték

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O primeiro dia da nossa expedição ao Monte Roraima começou com aquele friozinho na barriga e uma emoção que já dava o tom de aventura que estávamos prestes a viver. Após uma noite curta, nos encontramos no Hostel Roraima às 3h40 da manhã, ainda sob o céu estrelado. A equipe da Clube Native nos buscou, mas o carro acabou quebrando no caminho, o que adicionou um toque de imprevisibilidade. No entanto, não foi nada que não pudesse ser resolvido: rapidamente, providenciaram outro veículo e seguimos para o ponto de encontro no Hostel Native.

Dia 1 - Lanchonete Quarto de Bode - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Uma vez que todos estavam reunidos, pegamos a estrada em direção à fronteira com a Venezuela. O silêncio da madrugada foi logo quebrado pela empolgação de todos, cada um compartilhando suas expectativas e um pouco de sua história, enquanto o céu começava a clarear. Fizemos uma breve parada para o café da manhã no Quarto de Bode, onde recarregamos as energias para o dia longo que nos esperava.

Dia 1 - Fronteira com a Venezuela (Pacaraima) - Monte Roraima - Vamos Trilhar

De volta ao caminho, por volta das 8h, chegamos a Pacaraima, cidade brasileira na fronteira. A paisagem começou a mudar, e a excitação aumentava conforme nos aproximávamos do nosso destino. Passamos pela imigração, onde os trâmites foram rápidos e organizados, e logo embarcamos em veículos 4×4 para a viagem até a vila de Paraitepuy. Foram duas horas de percurso, das quais a primeira foi em estrada asfaltada. Já na entrada do Parque Nacional, pagamos uma taxa de entrada e logo seguimos viagem pela estrada de terra, cercada por paisagens de tirar o fôlego.

Dia 1 - Paraitepuy - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Às 11h30 chegamos a Paraitepuy, e foi o momento de organizar os últimos detalhes. Almoçamos ali mesmo, saboreando um sanduíche com presunto, tomate e queijo, acompanhado de suco — refeição simples, mas que nos manteve bem alimentados para o início da trilha. Nesse momento, recebemos os sacos de dormir e o isolamento térmico. Esses itens seriam essenciais para nos proteger do frio nas altitudes mais elevadas. Aproveitamos a pausa para contratar os carregadores locais, que desempenham um papel fundamental para que a trilha seja viável, transportando equipamentos e suprimentos. Dividimos o custo com um colega, o que facilitou bastante. Além disso, a contratação desses carregadores representa uma importante fonte de renda para a comunidade.

Dia 1 - Início da trilha do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Com tudo pronto, por volta das 12h, começamos finalmente a trilha de 14 km rumo ao acampamento Rio Ték. Era o início do nosso trekking pelo Monte Roraima, uma caminhada que, embora extensa, não apresenta muitos desníveis, com apenas um trecho inicial mais inclinado. Apesar disso, a exposição direta ao sol tornou a caminhada desafiadora e nos lembrou da importância da proteção: chapéus, roupas com proteção UV e muita água foram essenciais.

Dia 1 -Abastecimento de água no trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

No decorrer da trilha, encontramos alguns pontos de coleta de água, o que foi um alívio. Aproveitamos para nos refrescar e recarregar as garrafas. Esse momento foi uma pausa importante para respirarmos o ar puro, observarmos a beleza da paisagem e nos prepararmos para o restante do percurso. Mantivemos um ritmo constante, de acordo com a orientação dos guias, o que foi fundamental para chegarmos ao destino ainda com a luz do dia.

Dia 1 - Vista do acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 16h, finalmente alcançamos o acampamento Rio Ték, um momento muito esperado. Fomos recepcionados com as barracas sendo montadas, e uma vista inesquecível: ao fundo, os montes Kukenán e o majestoso Monte Roraima, que aparecia imponente sob algumas nuvens. A visão dessas montanhas míticas nos fez sentir uma mistura de respeito e admiração. Era como se, ao mesmo tempo, estivéssemos cada vez mais próximos e, ainda assim, distantes da grandeza do Monte Roraima.

Dia 1 - Vista do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Assim que organizamos nossas coisas no acampamento, alguns de nós optaram por um banho no rio. A água gelada era revigorante, contrastando com o calor da trilha, e cada segundo ali nos ajudava a relaxar e a renovar as energias para o dia seguinte. Ao anoitecer, o cansaço começava a se manifestar, mas a adrenalina ainda estava alta.

Dia 1 - Jantar no Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Às 20h, o jantar foi servido. Sentamos em volta, desfrutando de uma deliciosa refeição: arroz, salada e frango, acompanhados de suco. Após um dia de trilha e sol, essa comida simples e bem preparada foi mais que suficiente para nos aquecer e reabastecer. O espírito de equipe também foi reforçado: era um jantar compartilhado entre pessoas que, embora tivessem começado a jornada como desconhecidos, agora já eram companheiros de aventura.

Em seguida, recebemos algumas instruções essenciais de como lidar com as necessidades básicas no acampamento, especialmente o uso de sacos com cal para os resíduos. Esse sistema improvisado, mas eficiente, era necessário para preservar o ambiente e evitar o acúmulo de lixo. Com essas orientações, pudemos nos organizar para uma noite tranquila, apesar da simplicidade.

Dia 1 - Acampamento do Rio Ték à noite - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 21h, o cansaço venceu a excitação. Aos poucos, fomos nos recolhendo às barracas. O céu, estrelado como raramente se vê, era o cenário perfeito para encerrarmos esse primeiro dia de expedição. Enquanto nos preparávamos para dormir, olhamos uma última vez para o céu e para o Monte Roraima, que permanecia ali, silencioso e imponente. Pensamos nas histórias que o monte guarda e nas emoções que ainda estavam por vir.

Dia 2 – Acampamento Rio Ték a Acampamento Base

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Nem bem o sol despontou, por volta das 5h30, já estávamos acordando. E que despertar incrível! A primeira imagem do dia foi a vista dos imponentes montes Kukenán e Roraima, erguidos como guardiões ancestrais, revelando sua majestade sob a luz suave do amanhecer. Um cenário digno de uma pintura, que nos fez sentir pequenos diante da grandiosidade da natureza.

Dia 2 - Café da Manhã no Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Às 7h30, fomos recebidos com um café da manhã revigorante, essencial para nos preparar para o dia que nos esperava. Havia uma espécie de massa parecida com empanada, chamada “domplin”, acompanhada de ovos e queijo. Para completar, tomamos um suco de limão fresco, que nos energizou e refrescou.

Dia 2 - Vista do Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Após o café, fiz uma breve pausa para estrear a barraquinha do “número 2”, um momento que se tornou especial pela vista privilegiada que ela oferecia para o Kukenán. A paisagem já se mostrava como uma companhia constante e inspiradora.

Dia 2 - Atravessando o Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 8h30, reunimos nossos equipamentos e demos início ao segundo dia da expedição. Em nossa primeira missão do dia, atravessamos o rio Ték. Felizmente, a travessia foi tranquila, pois as águas estavam calmas e rasas. Recebemos a dica de usar meias de algodão para ajudar a evitar escorregões durante a passagem, e funcionou bem. Continuamos o trajeto de papete e meia, pois outros pontos molhados estavam à frente.

Dia 2 - Ermita Santa Maria Tokwono - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A trilha logo nos levou até a Ermita de Santa Maria de Tokwono, um local com uma história interessante. Construída nos anos 90, essa ermida era vista como um templo sagrado próximo ao Monte Roraima. A construção dela foi inspirada pela crença de que o mundo poderia acabar na virada do milênio, então um templo nas proximidades de outro “templo natural” poderia ter uma importância espiritual. Hoje, ela é usada apenas durante festas religiosas, como o Natal e Corpus Christi. A Ermita fica a aproximadamente 1 km do nosso acampamento, e a trilha até lá é serena, oferecendo uma boa oportunidade para contemplação.

Dia 2 - Atravessando Rio Kukenán - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Cerca de vinte minutos depois, chegou a hora de atravessar o rio Kukenán. Essa passagem exigiu um pouco mais de esforço, pois o rio é mais extenso do que o anterior. Além disso, aqui ocorre o encontro de dois rios que, juntos, formam o Kukenán. Aproveitamos esse momento para descansar enquanto aguardávamos o restante do grupo. Após a travessia, continuamos até o acampamento do rio Kukenán, ainda com as meias e papete.

Dia 2 - Visual da Cachoeira Arapopena - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Seguimos adiante e, para nossa surpresa, logo nos deparamos com a cachoeira Arapopena, um dos pontos mais bonitos da expedição até agora. Ela é composta por cascatas que parecem dançar ao som do vento e cria um contraste impressionante com o Monte Roraima ao fundo. A cachoeira tem um poço irresistível, que convida até os mais relutantes a darem um mergulho. A água não estava tão fria e, para quem gosta de aventura, há a opção de pular de uma pedra próxima. Eu me contive, lembrando que agora sou pai e mais cuidadoso. Para quem deseja aproveitar o poço, é cobrada uma taxa simbólica de R$10, pois é uma pequena trilha fora do caminho principal.

Dia 2 - Subindo a trilha do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Com botas nos pés novamente, retomamos a trilha. Nesta parte, o percurso começou a se tornar mais íngreme, e o peso da caminhada foi aumentando. Cada passo exigia mais esforço, mas a beleza do lugar e a motivação do grupo nos mantinham firmes. Saber que estávamos todos juntos, compartilhando desafios e conquistas, criava uma sensação de unidade e superação.

Dia 2 - Almoço no Acampamento Militar - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 12h50, chegamos à metade do percurso do dia, uma boa hora para parar para o almoço. No Acampamento Militar, o cardápio foi batata cozida, cenoura, ovo e pão, acompanhados de suco de pêssego. Foi uma refeição simples, mas nutritiva, e nos deu a energia que precisávamos para a segunda parte do trajeto. Esta pausa também serviu como um momento estratégico para recuperar o fôlego, pois ainda tínhamos um longo caminho pela frente.

Dia 2 - Chegando ao Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Depois do almoço, por volta das 13h50, enfrentamos o segundo trecho de subida do dia. Essa foi, sem dúvida, a parte mais desafiadora. A subida parecia interminável e exigia um ritmo constante, mas adaptado ao cansaço. Fizemos várias paradas ao longo do caminho, e cada pausa era uma chance de contemplar os montes, que de vez em quando surgiam quando as nuvens se dissipavam. Tivemos até a sorte de ver um arco-íris em meio à mudança constante entre o sol e uma chuva fina. Esse clima instável nos obrigava a colocar e tirar as capas de chuva várias vezes, uma dança que se tornou parte da experiência.

Dia 2 - Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Finalmente, por volta das 16h30, alcançamos o acampamento base. A sensação de alívio e realização foi enorme. O acampamento já estava organizado e pronto para nos receber. Arrumei minhas coisas na barraca e, depois de respirar um pouco, comecei a reunir coragem para encarar o banho.

Dia 2 - Tomando Banho no Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Chegar ao local do banho envolvia uma trilha de cinco minutos até um poço pequeno. No entanto, a água era de uma frieza quase congelante, e os guias haviam avisado que essa era, provavelmente, a água mais fria que iríamos enfrentar em toda a viagem. Para dificultar um pouco mais, a neblina ficou mais densa e começou a chuviscar novamente.

Mesmo assim, encarei o banho, e ao retornar para a barraca, uma chuva forte se iniciou, acompanhada de trovoadas. A intensidade da chuva nos fez permanecer nas barracas, e os guias acabaram trazendo nosso jantar diretamente para cada um. A refeição foi arroz, banana e carne, um jantar simples, mas saboroso, perfeito para finalizar um dia de esforço.

Com o som da chuva e dos trovões lá fora, todos ficaram recolhidos nas barracas, descansando e se preparando para o próximo dia, que promete ser o mais exigente da expedição. A ansiedade e o cansaço se misturam, mas sabemos que tudo isso valerá a pena.

Dia 3 – Subida ao Topo

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Hoje chegamos ao terceiro dia da expedição ao Monte Roraima, e que jornada incrível tem sido. Cada passo nos aproxima mais dessa imensidão espetacular e nos faz sentir pequenos diante da grandiosidade da natureza. Desde cedo, a sensação é de encantamento e superação, como se já fôssemos parte desse ambiente mágico.

Dia 3 - Amanhecer no Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Durante a madrugada, fomos acordados algumas vezes pelas rajadas de vento que sacudiam nossa barraca. Apesar do incômodo, ouvir o som da natureza é uma experiência única. Pela manhã, levantamos por volta das 5h30 para apreciar o visual. Os Montes estavam abertos, revelando uma paisagem indescritível que nos deixou boquiabertos. Foi o momento ideal para tirar fotos e guardar na memória esse cenário inesquecível.

Dia 3 - Café da Manhã no Acampamento base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Mas a montanha é imprevisível, e logo o tempo virou. A chuva chegou repentinamente, e tivemos que nos abrigar dentro da barraca. Aproveitamos para descansar enquanto esperávamos ela diminuir. Nosso café da manhã foi servido por volta das 7h30, ainda dentro da barraca devido às condições climáticas. No cardápio, ovo, queijo, abacate e o famoso arepa — simples, mas delicioso e energético, perfeito para o dia desafiador que nos aguardava.

Dia 3 - Vista dos Montes no Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Quando a chuva cessou, os Montes voltaram a se abrir, revelando novamente a paisagem de tirar o fôlego. Reunimo-nos com o guia por volta das 8h45 para receber as orientações e tirar nossas dúvidas.

Dia 3 - Subida escorregadia na trilha do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Às 9h, demos início à subida. Esse trecho é marcado por um solo argiloso, completamente diferente do que havíamos enfrentado até então. Além disso, tivemos que usar as mãos para nos agarrar às raízes — uma verdadeira escalaminhada que adicionou emoção e um pouco mais de exercício ao percurso.

Dia 3 - Paredão do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 9h30, atravessamos um bosque encantador, que mais parecia saído de um conto de fadas. Seguimos em direção ao majestoso paredão de rochas, que alcançamos por volta das 11h. Ao chegar, a sensação foi de pura admiração. O paredão é gigantesco e nos faz perceber o quão pequenos somos diante da natureza. Tocamos as rochas e, seguindo a tradição, pedimos permissão para seguir até o topo.

Dia 3 - Portal do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Mais alguns minutos de caminhada nos levaram ao Portal, um lugar mágico repleto de lendas compartilhadas pelos guias. Aproveitamos para fazer uma pausa no mirante e almoçamos com uma vista privilegiada. Nosso lanche, um sanduíche de mortadela com ovo e uma maçã, havia sido preparado ainda no acampamento. Foi também o momento perfeito para usar o drone e capturar imagens deslumbrantes do local.

Dia 3 - Paso de las Lágrimas - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 13h, chegamos ao emblemático “paso de las lágrimas”, onde duas cachoeiras descem do paredão, criando a impressão de lágrimas escorrendo pela rocha. Esse trecho foi um dos mais desafiadores. Subimos através da água, enfrentando superfícies escorregadias e exigindo muito esforço físico. O silêncio predominava, uma reverência natural que parecia ser imposta pelo lugar.

Dia 3 - La Rampa - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Aos poucos, nos aproximávamos do topo. Por volta das 13h30, alcançamos La Rampa, o último trecho antes do destino final. Subimos grandes pedras que exigiam técnicas de escalaminhada, e a vista era de tirar o fôlego. O cansaço já era evidente, e cada passo parecia uma eternidade.

Dia 3 - Guardião - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Fizemos uma última pausa para apreciar a formação rochosa conhecida como o Guardião, cuja lenda diz que foi a primeira pessoa a subir o Monte e decidiu nunca mais descer, ficando ali para proteger os aventureiros.

Dia 3 - Chegando no platô do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Finalmente, por volta das 14h30, chegamos ao topo do Monte Roraima. A sensação era indescritível: uma mistura de conquista, superação e gratidão. Alguns de nós choraram — a emoção era intensa e contagiante. Mas a jornada ainda não havia terminado. Tínhamos mais uma hora de caminhada até o local de acampamento.

Dia 3 - Acampamento Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Começou a garoar enquanto seguíamos pelo terreno irregular, com várias subidas e descidas. Por volta das 15h30, chegamos ao “hotel”, uma área protegida sob rochas gigantes onde nossas barracas estavam montadas. Apesar do cansaço, alguns se aventuraram a tomar banho no lago, mesmo com a chuva. Eu, no entanto, preferi trocar minhas roupas molhadas e me aquecer na barraca.

Dia 3 - Jantar no Acampamento Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

No final da tarde, o frio começou a apertar. Nosso jantar foi penne à bolonhesa, um prato quente e delicioso que revigorou nossos corpos e almas. Passamos a noite conversando, trocando histórias e nos conhecendo melhor. Foi um momento especial, de união e companheirismo.

Antes de dormir, os guias me chamaram e me entregaram um envelope. Era uma carta da minha família, comemorando minha conquista de ter alcançado o topo. O momento foi profundamente emocionante. As lágrimas vieram com força, e percebi o quanto a saudade pode ser avassaladora. Sempre achei exagero quando via participantes de reality shows chorando ao receber mensagens de seus entes queridos, mas agora entendo completamente.

Encerramos o dia com corações aquecidos, apesar do frio lá fora. A expectativa para os próximos dias da expedição era enorme. Estávamos prontos para enfrentar mais desafios e viver mais momentos inesquecíveis neste paraíso chamado Monte Roraima.

Dia 4 – Rio de Cristais, Campo de Golfe, Cachoeira da Catedral, Cachoeira da Capelinha, La Ventana, Abismo, Jacuzzis e Maverick

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Estamos no topo do Monte Roraima, mas a aventura está longe de acabar. Pelo contrário, este é o dia de explorar as maravilhas desse gigantesco tepui. Como de costume, acordamos por volta das 6h, com a chuva ainda caindo lá fora, criando uma atmosfera desafiadora, mas ao mesmo tempo revigorante.

Dia 4 - Amanhecer no Acampamento Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Após nos prepararmos, tomamos um café da manhã delicioso com panquecas recheadas de queijo ou cobertas com calda de caramelo ou morango. Enquanto isso, conversamos com o guia para alinhar os detalhes do dia. Por volta das 7h30, já estávamos prontos para a jornada.

Dia 4 - Início da caminhada no platô do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Iniciamos nossa caminhada às 8h30, percorrendo cerca de 10 km para desbravar o topo do Monte Roraima. Diferente do que muitos podem imaginar, o platô não é plano. Ele é repleto de pequenas e médias elevações e descidas, além de surpresas ao longo do caminho, como pequenos poços d’água. No entanto, a trilha se mostrou menos exigente do que nos dias anteriores, o que trouxe uma certa leveza ao percurso.

Dia 4 - Rio de Cristais - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 10h, chegamos ao Rio de Cristais, um lugar mágico onde o chão é coberto por milhares de cristais de quartzo. A beleza era tanta que era impossível não sentir um leve pesar por pisar em um local tão único e deslumbrante. Tiramos um momento para admirar a paisagem antes de continuar a trilha.

Dia 4 - Campo de Golfe - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Pouco depois, passamos pelo Campo de Golfe, uma área plana com areia rosa, onde geralmente pousam os helicópteros de resgate. Esse contraste entre a suavidade do terreno e o restante do monte faz do local um ponto curioso e especial.

Dia 4 - Cachoeira da Capelinha - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 11h, alcançamos a Cachoeira da Capelinha, um lugar maravilhoso que nos convidou a trocar de roupa e nos refrescar em suas águas. Quando pensei que nada poderia superar sua beleza, o guia nos revelou um lugar escondido: a incrível Cachoeira da Catedral.

Dia 4 - Cachoeira da Catedral - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Essa queda d’água mais imponente, cercada por uma vegetação exuberante, tinha um charme único que parecia tirado de um cenário de filme. Foi um momento inesquecível, em que a natureza mostrou todo o seu esplendor.

Dia 4 - Mirante La Ventana - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Continuamos nossa jornada sob uma leve garoa e, ao meio-dia, chegamos ao famoso mirante La Ventana, ou “a janela”. De lá, deveríamos ter uma vista impressionante da floresta da Guiana e do Monte Kukenán. No entanto, as nuvens dominavam a paisagem, ocultando a vista. Segundo o guia, isso é comum e acontece em 70% das vezes. Apesar disso, a experiência de estar ali foi emocionante. Para os mais corajosos, era possível ir até a ponta do mirante, mas a sensação de instabilidade no local exigia muita determinação.

Dia 4 - Mirante do Abismo - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Depois, visitamos outro mirante conhecido como Abismo, que também estava coberto por nuvens, deixando-nos imaginar o que se escondia além delas. Seguimos então em direção às famosas jacuzzis naturais, com uma breve parada para admirar uma pequena cachoeira que alimenta essas piscinas.

Dia 4 - Jaccuzzis - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 13h, finalmente chegamos às jacuzzis, piscinas naturais de água cristalina, cujo fundo é forrado por cristais de quartzo. Mesmo para aqueles que não acreditam em energias místicas, o ambiente transmite uma sensação única de vitalidade. O banho foi uma experiência incrível, apesar da água ser gelada. O sol apareceu momentaneamente, permitindo que eu voasse o drone e capturasse imagens espetaculares. Porém, uma chuva forte chegou repentinamente, me obrigando a pousá-lo rapidamente e molhando alguns de meus pertences. Quando o sol voltou, aproveitei para mergulhar novamente nas águas cristalinas. Foi revigorante e inesquecível.

Dia 4 - Almoço nas Jaccuzzis - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Após essa pausa refrescante, a fome começou a apertar. Para nossa surpresa, o almoço foi uma deliciosa feijoada servida à beira das jacuzzis. A refeição, combinada com o cenário ao redor, tornou o momento ainda mais especial. Enquanto comíamos, era impossível não pensar nos milhões de anos que o vento levou para esculpir o topo desse monte, criando uma paisagem de tirar o fôlego.

Dia 4 - Olhando para o Maverick - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Com o espírito renovado, retomamos a trilha, mesmo com a chuva retornando. Nosso próximo destino era o Maverick, ou Imaguary, como é chamado pelos locais. Este é o ponto mais alto do Monte Roraima, com 2.810 metros de altitude. Seu nome popular surgiu devido à semelhança com o formato de um automóvel. Os turistas, tendo dificuldade em pronunciar o nome original, passaram a chamá-lo de Maverick.

Dia 4 - Vista do topo do Maverick - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 15h, chegamos ao tão esperado cume. Lá do alto, a vista era de tirar o fôlego. Mesmo com os paredões cobertos por nuvens, a sensação de estar ali, olhando para tudo o que já havíamos percorrido, foi indescritível. Era um momento de pura adrenalina e emoção, uma conquista que ficará gravada na memória.

Tentei novamente voar o drone para capturar imagens, mas a chuva voltou a atrapalhar, e precisei pousá-lo rapidamente. Descemos do Maverick em clima de celebração, com nosso grupo dançando e comemorando a conquista enquanto percorríamos os 2 km de volta ao acampamento.

Dia 4 - Mirante do Abismo Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Antes de encerrar o dia, o guia nos levou a um abismo localizado a apenas 100 metros do acampamento. Embora ainda estivesse encoberto pelas nuvens, começava a se abrir, dando sinais de que a paisagem poderia ser revelada em breve. Voltamos ao acampamento, onde fomos recebidos com pipoca quentinha. Aproveitamos para trocar as roupas molhadas por roupas secas e confortáveis, e nos reunimos para conversar até a hora do jantar.

O dia terminou com uma deliciosa sopa, perfeita para nos aquecer da noite fria. Após as orientações do guia para o próximo dia, nos recolhemos às 21h, cansados, mas imensamente felizes e realizados por um dia tão memorável no Monte Roraima.

Dia 5 – Jardim das Fadas, Casa dos Guácharos, La Grieta (Fenda), Caverna dos Guacharos, Abismo dos Guácharos

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Mais um dia memorável nesse paraíso que é o topo do Monte Roraima! Hoje tivemos a oportunidade de escolher entre duas trilhas espetaculares: uma que nos levaria até a Tríplice Fronteira, passando por El Fosso e o Vale dos Cristais, totalizando 24 km, e outra mais curta, de aproximadamente 6 km, até a Fenda. Optamos pela segunda, mas já sabíamos que o dia seria repleto de paisagens deslumbrantes.

Dia 5 - Jardim das Fadas - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Após um café da manhã reforçado, saímos do acampamento por volta das 9h. Às 10h chegamos ao Jardim das Fadas, um lugar mágico, repleto de flores e folhagens que pareciam ter saído de um conto. As câmeras não pararam um segundo – cada canto era um cenário perfeito.

Dia 5 - Casa dos Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Cerca de meia hora depois, alcançamos a Casa dos Guácharos, onde fomos apresentados às aves que dão nome ao lugar. Essas criaturas, que lembram águias, têm hábitos noturnos e se alimentam exclusivamente de frutas. O ambiente era misterioso e fascinante, com cavernas que pareciam ter histórias a contar.

Dia 5 - La Grieta - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Nossa próxima parada foi La Grieta, a famosa Fenda, e que visão surreal! A fenda gigante cria uma assimetria nos paredões rochosos que tira o fôlego. A proximidade das nuvens dava a sensação de estarmos literalmente no céu. Ficamos ali por um tempo, imersos na grandiosidade do lugar, tentando captar cada detalhe e sentir a energia daquele espaço.

Dia 5 - Caverna dos Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A volta ao acampamento começou por volta das 12h, mas ainda tivemos uma última parada emocionante na Caverna dos Guácharos. Segundo o guia, ela tem 11 km já catalogados, embora as expedições não tenham ido além por limitações logísticas. Tivemos a chance de entrar cerca de 100 metros e fomos surpreendidos por uma cachoeira no interior da caverna – uma cena quase inacreditável.

Dia 5 - Chuva no platô - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Já do lado de fora, fomos recebidos por uma chuva forte, mas nada que diminuísse nosso entusiasmo. Chegando ao acampamento, encontramos uma recepção calorosa com abacaxi e goiabada. Pouco depois, o almoço foi servido: macarrão com molho de atum, uma refeição simples, mas que caiu muito bem depois da trilha.

Dia 5 - Vista do Abismo Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Enquanto a chuva continuava, aproveitamos o tempo para descansar e conversar. Assim que ela deu uma trégua, percebemos que o Mirante do Abismo Guácharo, que ficava ao lado do acampamento, estava acessível. Corremos para lá e fomos presenteados com uma vista deslumbrante: a floresta da Guiana, o Monte Kukenán, os paredões e a vasta Gran Sabana. Foi emocionante identificar o trajeto que fizemos nos últimos dias e relembrar cada acampamento por onde passamos.

Dia 5 - Jantar no Acampamento Guácharos - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Conforme o dia foi chegando ao fim, o cansaço começou a nos alcançar. Às 19h, foi servido o jantar: uma polenta com queijo que, sinceramente, não agradou muito, mas foi suficiente para encerrar o dia. Logo depois, quase todos nós já estávamos recolhidos em nossas barracas, preparando-nos para o próximo desafio: a descida do Monte Roraima.

Que dia incrível! Mesmo com a chuva e o esforço físico, a beleza do Monte Roraima continua a nos surpreender e compensar cada segundo dessa jornada. Amanhã será um novo capítulo dessa aventura inesquecível.

Dia 6 – Descida até Acampamento do Rio Ték

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Hoje iniciamos o caminho inverso da nossa jornada, descendo o imponente Monte Roraima. Com um aperto no coração, deixamos para trás o topo e todas as memórias que criamos lá em cima. A descida não seria apenas física, mas também emocional.

Dia 6 - Início da descida - Pedra da Tartaruga - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Às 7h30, saímos do acampamento Guácharo. Em cerca de uma hora, chegamos a La Rampa, um ponto de contemplação onde aproveitamos para apreciar mais uma vez as paisagens incríveis que nos cercavam. Porém, logo depois, a neblina tomou conta do cenário, ofuscando parte da beleza.

Dia 6 - Descida da La Rampa - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Iniciamos a descida de fato, um verdadeiro teste para os joelhos. Apesar do esforço físico intenso, não podíamos deixar de nos maravilhar com tudo ao nosso redor: a grandiosidade do monte e a vastidão da natureza.

Dia 6 - Almoçando no Acampamento Base - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por volta das 11 horas, chegamos ao acampamento base para uma merecida pausa. Lá, fomos recepcionados com laranjas e melões frescos antes do almoço, um delicioso “arroz chinês venezuelano”. Esse momento foi essencial para renovar nossas energias.

Dia 6 - Descendo a trilha do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Antes que pudéssemos descansar por muito tempo, a chuva começou a cair forte. Decidimos retomar a trilha mais cedo para não atrasarmos. O trajeto de descida parecia ainda mais desafiador com a chuva incessante. O que subimos em dois dias foi feito em uma única jornada, e ficamos completamente encharcados. Chegamos ao ponto de travessia do Rio Kukenán, onde nos abrigamos da chuva enquanto esperávamos o restante do grupo por cerca de 40 minutos.

Dia 6 - Atravessando o Rio Kukenán cheio - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Com os rios mais cheios devido à chuva, a travessia foi emocionante e repleta de adrenalina. Primeiro, atravessamos dois rios com dificuldade, a água estava batendo na nossa cintura em alguns pontos.

Dia 6 - Chegando no Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Por fim, enfrentamos o Rio Ték. Tínhamos que passar descalços, apenas de meia, para manter o máximo de segurança. Quando chegamos ao outro lado, como em um presente da natureza, o tempo abriu, e o sol nos acompanhou pelo restante do dia.

Dia 6 - Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Lá pelas 15h30, alcançamos o acampamento do Rio Ték, o último da expedição. A sensação era de missão praticamente cumprida. Depois de quase oito horas de caminhada, era hora de relaxar. Aproveitamos o momento para tomar nosso último banho de rio, apesar da água estar gelada. Ficamos ali conversando e relembrando as experiências até o jantar.

Dia 6 - Grupo no Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

O cardápio da noite foi macarrão à parisiense, servido em meio a um clima de celebração. A alegria e a emoção eram palpáveis, unindo todo o grupo em um sentimento de gratidão e realização. Sabíamos que essa experiência tinha mudado nossas vidas para sempre. Entre risadas e conversas, prolongamos a noite até às 21h, um pouco mais tarde que o habitual.

Agora, com o coração cheio de memórias, nos preparamos para o último dia dessa jornada inesquecível.

Dia 7 – Volta para Boa Vista

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Chegamos ao fim da nossa expedição ao Monte Roraima com sentimentos mistos: a satisfação de termos completado esse desafio incrível e a nostalgia de nos despedirmos de um dos lugares mais impressionantes do planeta.

Dia 7 - Café da Manhã no Acampamento do Rio Ték - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Nosso dia começou cedo, com um café da manhã reforçado: domplin, ovo e queijo. Precisávamos de energia para enfrentar o trajeto final.

Dia 7 - Caminhada final do Trekking do Monte Roraima - Vamos Trilhar

Saímos em ritmo acelerado e, para nossa surpresa, percorremos os quase 14 km até Paraitepuy em apenas 2 horas e 50 minutos, bem abaixo do tempo médio de 4 horas que o guia havia mencionado.

Dia 7 - Chegada em Paraitepuy - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Ao chegarmos em Paraitepuy, fomos calorosamente recebidos pelo pessoal da agência. Para quem apreciava uma cerveja, havia uma gelada esperando; no nosso caso, preferimos uma coca-cola gelada, que caiu perfeitamente. Também nos ofereceram bananas e outras guloseimas, que foram muito bem-vindas após a caminhada.

Dia 7 - Fiscalização em Paraitepuy - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Antes de seguirmos viagem, passamos pela fiscalização do Parque. Fizeram uma revista em todos os pertences, garantindo que nada tivesse sido retirado do Monte Roraima — uma medida essencial para preservar a integridade do local.

Dia 7 - Trajeto de 4x4 para almoço - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Em seguida, embarcamos nos veículos 4×4 rumo à comunidade de São Francisco de Yuruani, a cerca de 26 km de Paraitepuy.

Dia 7 - Medalha da Clube Native - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Lá, almoçamos uma refeição simples, mas deliciosa: arroz, feijão, repolho, batata e frango. Foi nesse momento que recebemos uma surpresa emocionante da agência: uma medalha simbólica para cada um de nós, representando a superação desse grande desafio. Durante a tarde, tivemos um tempo para explorar a feirinha de artesanato local. Aproveitamos para comprar lembrancinhas e trocar nossas últimas conversas com os moradores da região, o que tornou o momento ainda mais especial.

Agência Clube Native - Monte Roraima - Vamos Trilhar

Depois disso, partimos rumo a Boa Vista, nosso destino final. Foram mais 26 km até a fronteira, sob uma forte chuva. Ali, trocamos de carro e seguimos por mais 3 horas até Boa Vista, sempre acompanhados pelo barulho da chuva, que parecia se despedir junto conosco dessa aventura.

Chegando ao Hostel Native, pudemos finalmente tomar um banho de chuveiro após sete dias. A sensação foi indescritivelmente revigorante, como se cada gota de água lavasse a poeira e o cansaço acumulados da expedição.

Para fechar com chave de ouro, saímos para jantar com o grupo no restaurante Recanto da Peixada, onde celebramos as conquistas e relembramos os melhores momentos da expedição. Do restaurante, segui direto para o aeroporto, encerrando oficialmente nossa jornada pelo Monte Roraima.

Essa experiência ficará gravada para sempre em nossas memórias, um misto de desafios superados, paisagens deslumbrantes e a certeza de que nos conectamos com algo muito maior do que nós mesmos.

Agência Monte Roraima (Clube Native)

Agência Clube Native - Monte Roraima - Vamos Trilhar

A Clube Native, baseada em Boa Vista, é especialista em trekking Roraima, com guias pemón bilíngues, logística impecável (mesmo com imprevistos) e foco sustentável. Pacotes 7 dias R$5.500-6.500 incluem tudo, com reviews 5 estrelas por suporte emocional e cultural, como cartas surpresa.

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