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A gente chegou no primeiro dia em Alter do Chão meio cansados, mas totalmente animados — e queríamos compartilhar nossa experiência com todas as cores, cheiros, exageros bons e surpresas que vivemos. Então bora nessa viagem com a gente.
Saímos de casa tão cedo — tipo “ainda tá escuro” cedo mesmo, às 3h da manhã — com tudo pronto, mochilas nas costas, café improvisado, expectativa a mil. O plano: pegar voo no Galeão, fazer conexões, e chegar lá no Pará pra mergulhar de cabeça (literalmente) no Tapajós.
No aeroporto, antes de embarcar, a gente tentou resolver algo que já sabíamos que pode dar problema: dinheiro em espécie. Porque muitos passeios por lá pedem taxas comunitárias ou preços que só aceitam dinheiro vivo. Tentei sacar, mas, por causa do horário (e dos limites bancários), só consegui sacar R$ 300; a gente precisava de uns R$ 800. Acabou que ficamos dependentes de ver posteriormente outras possibilidades de saque ou de ajuda.
Fizemos escala em Recife, depois em Belém, até o destino final: Santarém. Mas aí veio o baque: a Azul extraviou nossas malas. 😞 Descobrimos que a bagagem não saiu de Recife. Literalmente só tínhamos as roupas do corpo. Assinamos o termo de extravio, pegamos a papelada, respiramos fundo, confiando que vão achar e nos entregar.
Mesmo com isso, sentimos que já estava valendo cada minuto. Viagem é isso também — imprevisto faz parte.
Quando aterrissamos, tinha um transfer já reservado à nossa espera. Pagamos R$ 110 para ir até Alter do Chão, trajeto de uns 40 minutos. A estrada do aeroporto de Santarém até a vila leva esse tempo mais ou menos, dependendo do motorista, do trânsito, das paradas.
Chegamos na pousada — ficamos na Pousada Sombra do Cajueiro — que já nos acolheu. Deixamos as tralhas, respiramos o ar amazônico (que você percebe logo, pesado e vivo), tomamos água fresquinha, descansamos um pouco.
Não deu nem pra ficar parado. Logo fomos pro centrinho procurar roupas, itens básicos — chinelo, protetor, roupas de banho, fraldas, remédio, essas coisinhas que a gente precisa em uma viagem com criança. Alter do Chão tem lojas simples, mercados pequenos, feirinhas — o essencial a gente acha, embora não tudo o que se quiser.
De volta, a fome e a vontade de água nos levaram logo para a Praia do Cajueiro. Ela fica pertinho do centro, o que ajuda demais quando você só quer entrar na água logo. E que delícia de água! A temperatura nos surpreendeu: morna, acolhedora, nada daquele choque de frio. A sensação de sair do calor úmido amazônico para mergulhar no rio foi quase terapêutica.
O Nicolas se jogou, nadou, não ficou com medo. Com a boia dele ia ficar ainda mais feliz — as boias, aquelas companheiras de infância, sempre trazem alegria extra. Enquanto isso, do lado de fora, o sol castigava: calor forte, abafamento, umidade alta — você sente o suor escorrendo, o ar denso. Mas dentro da água, tudo acalmava. A sombra de algumas árvores próximas ajudava quem queria sair um pouco do sol direto.
Como bom amante de vistas, aproveitei pra botar o drone pra voar um pouco — missão capturar horizontes, captar o contraste entre o rio, as areias, as ilhas. A gente viu:
A praia do Cajueiro de cima, com suas areias claras, o rio Tapajós fluindo sereno.
O centrinho, com casinhas coloridas, barquinhos, pessoas chegando e saindo.
A Praia do CAT — ponto de partida dos barcos de passeio.
A Serra da Piraoca ao fundo, um relevo suave, com árvores densas.
E, claro, a Ilha do Amor, que aparece no horizonte pro lado dele e é quase um ímã fotogênico.
O pôr do sol pintando tudo — céu dourado, reflexos na água, sombra comprida sobre a areia.
Esses momentos de ver tudo de cima renderam umas fotos e uns vídeos que vamos guardar pra sempre.
Depois do mergulho, banho, descanso mínimo, fomos para jantar. Optamos pelo centrinho (quem está visitando vai descobrir: é lá que há mais opções, embora “mais opções” seja relativo — não espere shoppings ou restaurantes muito sofisticados).
Jantamos no restaurante Arco-Íris: crepe + salada pra mim e pra Samara, um prato kids de frango pro Nicolas. Comida simples. Boa. Com aquele tempero local que a gente aprende a gostar logo.
Após comer, batemos perna na praça central, observando como a vila vai se acalmando, as luzes se acendem, conversa de pessoas, risadas, vozes baixas, mosquitos querendo participar. E voltamos pra pousada, porque dia foi longo, até exaustivo.
Alguns dados que a gente foi pesquisando pra entender o que a gente viveu:
Alter do Chão tem clima tropical, com temperaturas altas durante todo o ano; média de uns 27-32 °C durante o dia, e mesmo à noite não cai demais.
O período de seca, entre julho e dezembro, é o ideal pra visitar, pois o nível do Rio Tapajós baixa, expondo faixas de areia lindas, praias, ilhas acessíveis.
A Praia do Cajueiro está bem próxima do centro de Alter do Chão, tem quiosques, árvores para sombra, é um dos primeiros pontos de contato com o rio para quem chega. O sol forte, a umidade alta, o calor abafado são a cara da região nessa época.
Voltando pra pousada, cansados, mas com o espírito leve. Algumas reflexões:
Sempre levar troca de roupas na mochila de bordo: quando bagagem atrasa ou extravia, a gente agradece.
Ter um dinheiro em espécie significativo – porque muitos lugares pedem. Não dá pra depender só de cartão ou PIX, principalmente pra passeios pequenos, com taxas comunitárias.
Protetor solar, repelente, roupa de banho, mochila impermeável, toalha compacta: itens que valem o ouro na mochila.
Descansar o corpo: viagem aérea + calor + mergulho vai pesar amanhã, então dormir cedo é essencial.
E já estamos a mil imaginando o que vem no dia 2: passeios de barco, ver a Ilha do Amor de perto, talvez explorar comunidades ribeirinhas, nadar mais, ver mais pôr do sol (acho que vamos tentar ver na Ponta do Cururu ou outro ponto que dizem ser inacreditável).
Confira o vídeo:
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