Maragogi (AL): Piscinas Naturais e Caminho de Moisés – Litoral Norte de Alagoas, Dias 1 e 2

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A viagem começou no aeroporto, com mala, voo para Recife e umas duas horas de estrada pela frente. Eu, a Samara e o Nicolas íamos passar oito dias pelo Litoral Norte de Alagoas, e esse vídeo cobre os dois primeiros: a chegada a Maragogi e o passeio de barco pelas Piscinas Naturais e pelo Caminho de Moisés.

Voar para Recife e não para Maceió foi decisão prática. A passagem saiu por cerca de metade do preço e o aeroporto fica mais perto de Maragogi, a uns 125 km. A cidade fica na divisa com Pernambuco, dentro da Costa dos Corais, a maior área de proteção ambiental marinha do Brasil. É essa barreira de recifes que dá ao mar da região a fama de Caribe brasileiro e que forma as piscinas naturais a poucos quilômetros da praia quando a maré baixa.

Chegamos com fome em Maragogi e fomos conhecer a pousada. Ficamos na Casa Manoa, numa rua de frente para a praia, com cama grande, berço para o Nicolas e piscina. À noite jantamos na orla, uma lasanha, para comemorar seis anos de casamento. Data assim a gente não deixa passar só porque está de mala feita.

O segundo dia amanheceu com trovão. Choveu forte logo cedo, o céu ficou cinzento e a praia de Maragogi levou um temporal que fez a gente duvidar do passeio de barco. Esperamos, e o tempo foi abrindo até sobrar um céu limpo o bastante para seguir o plano. Os passeios da viagem foram feitos em parceria com a Ahaya Milagres, a agência receptiva local, e saímos de barco com a equipe deles.

A primeira parada foram as Piscinas Naturais. O guia explicou que o recife tem cerca de 136 km, de Tamandaré a Maceió, e é o segundo maior do mundo, atrás só da Grande Barreira de Corais da Austrália. Dá para alugar máscara de snorkel ali mesmo, e quem quiser pode fazer um mergulho opcional e contratar um fotógrafo subaquático. Os peixes chegam tão perto que vêm até a mão. Lá no meio do mar não tem nada para comer nem beber, então vale resolver isso antes de embarcar.

Na segunda parada, o Caminho de Moisés, o banco de areia não apareceu inteiro. A maré não estava na mais baixa e a água ficou na altura do tornozelo, sem o caminho aberto que aparece nas fotos. Mesmo assim o lugar tem estrutura: aluguel de jet ski e um bar flutuante onde dá para tomar uma bebida. A chuva fina voltou enquanto a gente estava lá, e o barqueiro acabou chamando todo mundo de volta.

Voltamos ao Meraki Beach Club, ponto de apoio indicado pela equipe da Ahaya. O passeio de buggy que estava previsto para depois foi adiado, então ficamos por ali, almoçando com show de forró e o Nicolas no playground. Dois dias que começaram com avião, estrada e chuva terminaram com os pés na areia de um recife de mais de cem quilômetros.

Esse passeio faz parte da viagem completa de 8 dias pelo Litoral Norte de Alagoas, que também está no blog.

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