Cachoeira das Andorinhas: o que fazer em Aldeia Velha (RJ)

Tempo de leitura: 5 minutos

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Nosso dia começou cedinho — por volta das 7 h — e chegamos acordados com uma surpresa agradável: apesar da previsão de chuva, o sol já brilhava forte no céu. Acordar com aquele clarão foi um sinal de que estávamos prestes a vivenciar algo especial na natureza. Após nos arrumarmos, descemos para o café da manhã na Pousada dos Pássaros (na qual estávamos hospedados) às 8h. E olha, foi um café bem servido: variedade de pães, frutas, sucos, bolos — o tipo de refeição que nos deixa prontos para aventuras.

Decidimos que, antes de seguir para a cachoeira, íamos dar uma volta pela pousada e confirmar tudo que ela oferece — afinal, férias em família com criança e pet pedem conforto e estrutura. Vimos o parquinho infantil, a brinquedoteca onde o Nicolas se animou só de olhar, a piscina tradicional e também uma piscina com água do rio. O lago com patos e gansos virou quase atração adicional para ele, e o balanço à beira do verde fez o Tico (nosso cachorro) vibrar de tanta curiosidade. O rio que corta a propriedade tem estrutura para curtir o dia inteiro — quase ficamos por ali, mas fomos disciplinados porque a cachoeira nos esperava.

Saímos da pousada e fizemos os cerca de 5 km de estrada de terra até a entrada da cachoeira. A estrada já estava melhor do que nossa visita de 2016: parte asfaltada nas subidas, trechos de chão batido bem cuidados. Isso facilita bastante, sobretudo com criança no carro. Na entrada, pagamos a taxa de R$ 15 por pessoa, recebemos a pulseira de identificação e ouvimos as instruções de visitação, é o protocolo para garantir segurança e preservação do local. Essa parte de cobrança e organização está registrada por fontes sobre o local.

Logo ao entrar, encontramos o chamado “Poço do Israel” — um poço amplo, de profundidade moderada, indicado inclusive para crianças. Ali vimos boias disponíveis para relaxar na água, e espreguiçadeiras à beira. Há ainda uma tirolesa que termina na água — com custo extra — que dava direito a três descidas por cerca de R$ 10. Aproveitamos para fazer um banho rápido ali (não por muito tempo, pois o Nicolas já demonstrava cansaço). Esse poço é uma excelente forma de introdução ao ambiente, com leveza e segurança.

Depois do primeiro banho, seguimos pela trilha que cruza uma ponte sobre o rio, antes era necessário atravessar direto pela água. A trilha é curta e tranquila. Em pouquíssimo tempo chegamos até o restaurante do local e logo depois atravessamos outro ribeiro até a vista da Cachoeira das Andorinhas propriamente dita.

Na queda principal, estamos diante de 19 metros de altura e de um poço bem generoso, em alguns trechos bastante profundo, em outros mais raso e próprio para a família. Há possibilidade de rapel contratando no local. A água cristalina, o som da queda e o cenário de mata ao redor criaram um momento de verdadeira imersão.

Decidimos que eu iria subir com meu pai para explorar os poços situados acima da queda principal, enquanto a Samara ficou com o Nicolas e minha mãe mais à beira, para garantir conforto e segurança. Ali cabe registrar que crianças pequenas não são recomendadas nas partes mais elevadas por conta do risco.

Um dos primeiros poços acima é o “Poço do Pilão” (também chamado no passado de Poço do Diabo), localizado acima da queda principal, somente para contemplação, porque o único acesso seria pular.

Logo acima está o “Poço da Gamela”, para mim o destaque absoluto: uma boa queda d’água para “massagem natural” nas costas, e a sensação de entrar atrás da água. Mas atenção: a saída exige atravessar a beira de um precipício cuja correnteza pode ser traiçoeira. Uma corda está ali para segurar, mas o elemento de risco existe.

Ainda mais acima, já andando pelo leito do rio entre rochas lisas, chegamos ao “Poço da Jibóia”, que estava vazio e me presenteou com um momento só meu para aproveitar, nadar até a queda e receber a massagem da água. Ótimo momento de introspecção e aventura leve.

Retornamos à Cachoeira das Andorinhas, dessa vez já com toda a família reunida. Samara e Nicolas nos encontraram, e fizemos um banho conjunto: nadei no poço profundo, fui até atrás da queda (há uma “gruta” formada pela água e ponderação da rocha), e para a Samara e o Nicolas aproveitamos a parte mais rasa, onde ele podia brincar com segurança. Esse mix “família + aventura leve” foi ideal para nós.

Para fechar com chave de ouro, almoçamos no próprio local: comida caseira feita no fogão à lenha, buffet self-service com direito a duas proteínas (pagamos R$ 35 por pessoa). Simples, mas saborosa, aquele tipo de refeição que reconecta com o campo e com a natureza. Depois, fizemos uma última parada no Poço do Israel para um banho rápido, mas como o Nicolas já estava com sono, resolvemos seguir para a pousada e encerrar o passeio com calma.

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