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O primeiro Parque Nacional do Brasil reúne pontos imperdíveis para contemplar a paisagem e diversas vias de escalada, como a Pedra do Altar. Ela é uma formação rochosa com forma de um santuário ou altar próxima de um dos picos mais conhecidos do Brasil, das Agulhas Negras, no Parque Nacional do Itatiaia.
A Pedra do Altar fica no Planalto do Itatiaia, ou parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, e faz parte da Serra da Mantiqueira. É um dos pontos mais altos na divisa entre os Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, e próximo de São Paulo.
Vamos apresentar mais dicas para você aproveitar o melhor da Pedra do Altar.
Ficha Técnica
Extensão (ida): 6 Km
Tempo médio (ida): 3 horas
Altitude máxima: 2.665 metros
Exposição: alta, pouca vegetação rasteira
Grau de dificuldade: moderado
Horário de visitação: entrada de 7 às 14 horas, permanência até 17h
Taxa de entrada: R$ 32,00 (com descontos informados aqui), somente em dinheiro.
Sobre o Parque Nacional do Itatiaia
Localizado na Serra da Mantiqueira, o Parque Nacional do Itatiaia tem 30 mil hectares, abrangendo áreas de Resende e Itatiaia (RJ) e de Bocaina de Minas, Alagoa e Itamonte (MG), até a divisa com São Paulo.
A altitude varia de 700 a 2791 metros, com maior ponto no pico das Agulhas Negras. O PNI é dividido em duas partes, sendo Agulhas Negras, Pedra do Altar e Prateleiras as mais conhecidas da Parte Alta (planalto); Centro de Visitantes, Mirante do Último Adeus e Três Picos da Parte Baixa.
O nome Itatiaia significa língua Tupi-guarani “pedra cheia de pontas”, como diversas rochas no PNI. Mais detalhes sobre o parque podem ser obtidos aqui.
Acesso ao parque
O acesso ao parque é pago, com taxas iguais para as partes alta e baixa de R$ 32,00 por pessoa, sendo meia entrada (R$ 16,00) para moradores no Brasil e Mercosul e taxa reduzida de R$ 3,00 durante a baixa temporada e fora de feriados para moradores de cidades do entorno. Há gratuidades para menores de 12 anos e para maiores de 60 anos. Fique atento, pois os valores podem mudar, por isso sempre confira no site do parque.
Se for ficar mais de um dia, aproveite para fazer o pagamento único e buscar desconto, geralmente reduzem as diárias seguintes em 50% nos fins de semana e feriados, e em 90% nos dias de semana.
É possível acampar e ficar hospedado no Abrigo Rebouças. Ótima dica para aproveitar o nascer do dia e as escaladas.
Esse abrigo foi construído em 1950 e seu nome foi dado para homenagear o geólogo André Pinto Rebouças. São 16 pessoas no abrigo e 10 barracas com até três pessoas em cada.
Indicamos que reserve diretamente no portal do Parque Nacional do Itatiaia, onde pode verificar as disponibilidades, os preços e acessar as normas de uso definidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para o parque.
São cobrados por pessoa R$ 30,00 por dia para o Abrigo Rebouças e R$ 18,00 por dia para o camping, sem descontos. Não aceitam cartão, somente dinheiro, por isso programe-se.
Lembre que a Pedra do Altar fica no acesso da parte alta do parque, e funciona das 7:00h às 14:00h, com permanência até 17:00h.
Depois do portão são mais 3 km em estrada bem complicada que, se for de carro vai exigir bastante dele pra chegar até o Abrigo Rebouças, onde há área para estacionamento sem cobrança. Porém, no período de reprodução do sapo flamenguinho pode ser proibido o acesso de carros próximo do abrigo, por isso verifique se seu trajeto e destinos estão disponíveis quando passar pela portaria do parque.
Sobre a Pedra do Altar
A Pedra ou Morro do Altar está entre as 15 montanhas mais altas do Brasil, com 2.665 metros de altitude e recebeu esse nome por de assemelhar a um altar ao vê-la de longe. Sua fama virou ponto de cerimônias de casamentos.
Fica próximo das Agulhas Negras, na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia (PNI). Do seu topo podemos ver a paisagem da região, como mostramos na nossa visita.
História da trilha da Pedra do Altar
A trilha da Pedra do Altar tem suas raízes ligadas à criação do Parque Nacional do Itatiaia, inaugurado em 30 de julho de 1937 como o primeiro parque nacional do Brasil, por iniciativa do então presidente Getúlio Vargas. Idealizado para proteger a rica biodiversidade da Serra da Mantiqueira e suas formações geológicas únicas, o parque logo atraiu cientistas, naturalistas e montanhistas.
A Pedra do Altar, com seus 2.665 metros de altitude, emergiu como um dos destinos mais emblemáticos da região, beneficiada por sua localização próxima ao Pico das Agulhas Negras e por sua acessibilidade relativa em comparação a outros picos. Não há registros precisos sobre a abertura oficial da trilha, mas ela acompanha o surgimento do montanhismo no Brasil, que ganhou força nas décadas de 1940 e 1950 com clubes como o Centro Excursionista Brasileiro (CEB). Ao longo dos anos, a trilha evoluiu de um caminho exploratório para um clássico do ecoturismo, atraindo aventureiros em busca de suas vistas panorâmicas e da conexão com a natureza intocada do parque.
Como chegar na trilha da Pedra do Altar
Chegar à trilha da Pedra do Altar exige planejamento, já que o acesso é feito pela Parte Alta do Parque Nacional do Itatiaia, via Posto Marcão. Para quem vai de carro, o trajeto começa na BR-116 (Rodovia Presidente Dutra), em direção a Engenheiro Passos, onde você deve pegar a saída para a RJ-163 (Rio-Caxambú). Siga por cerca de 26 km até a Garganta do Registro, um ponto de referência na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. A partir daí, uma estrada de terra de 14 km, em condições variáveis dependendo do clima, leva até o Posto Marcão – recomenda-se um veículo com tração 4×4, especialmente em épocas chuvosas.
Para quem opta por transporte público, a Viação Cidade do Aço opera linhas de Resende ou Itatiaia até a Garganta do Registro; dali, é possível caminhar os 14 km ou contratar um transfer com motoristas locais. No Posto Marcão, paga-se a taxa de entrada (cerca de R$ 17 a R$ 34, dependendo da data e nacionalidade, valores de 2023), e o horário de acesso é restrito das 7h às 14h. Do posto, são mais 3 km de caminhada ou carro até o Abrigo Rebouças, o marco inicial da trilha. A logística exige sair cedo para aproveitar o dia e evitar contratempos.
O que você vai ver na trilha da Pedra do Altar?
A trilha da Pedra do Altar é uma verdadeira galeria de paisagens naturais que encantam os sentidos. Desde o início no Abrigo Rebouças, você atravessa campos de altitude salpicados de vegetação rasteira e flores silvestres, com o Pico das Agulhas Negras (2.791 m) e o Maciço das Prateleiras dominando o horizonte. Um dos destaques é a Ponte Pênsil, uma estrutura rústica que balança sobre um vale, proporcionando uma vista dramática das montanhas e um toque de adrenalina.
Ao longo do caminho, lagos naturais refletem o céu, e a vegetação alterna entre florestas de araucárias e campos abertos, lar de espécies como o lobo-guará e o pássaro beija-flor-de-gravata-vermelha.
Uma bifurcação opcional leva à Cachoeira Aiuruoca, com suas águas cristalinas caindo entre rochas. Ao alcançar o topo da Pedra do Altar, a recompensa é uma vista de 360 graus que abrange o Vale do Paraíba, a Serra Fina, o Maciço da Serra dos Órgãos e, em dias de céu limpo, até a silhueta distante da Baía de Angra dos Reis. Cada passo revela um novo ângulo da grandiosidade da Serra da Mantiqueira.
A trilha da Pedra do Altar é segura?
A trilha da Pedra do Altar é considerada segura para quem tem experiência em montanhismo, mas não é isenta de desafios. Com cerca de 12 km ida e volta e um ganho de elevação significativo, o percurso inclui trechos íngremes, rochas escorregadias e áreas expostas ao vento e ao sol. A sinalização é razoavelmente clara, com placas e marcações em pontos-chave, mas bifurcações e trechos menos definidos podem desorientar os menos atentos – o uso de GPS ou mapa é aconselhável.
O clima é um fator crítico: a altitude elevada (acima de 2.600 m) traz mudanças bruscas, como nevoeiro denso, chuvas repentinas e temperaturas que podem cair abaixo de 5°C mesmo em dias ensolarados. Esses elementos aumentam o risco para quem não está preparado. Acidentes são raros, mas a exposição prolongada exige cautela. Para iniciantes ou visitantes de primeira viagem, um guia é quase indispensável, e todos devem monitorar a previsão do tempo e evitar subir em condições adversas.
Devo ir com guia para a trilha da Pedra do Altar?
Ir com um guia para a trilha da Pedra do Altar é altamente recomendável, especialmente se você não tem familiaridade com trilhas de montanha ou com o Parque Nacional do Itatiaia. Embora o trajeto seja parcialmente sinalizado, as condições variáveis do terreno e do clima podem tornar a navegação tricky – bifurcações mal marcadas e nevoeiro denso são desafios comuns.
Um guia experiente não só garante a segurança, orientando em trechos técnicos e evitando desvios desnecessários, mas também enriquece a experiência com histórias sobre a região, dicas de observação da fauna (como o sauá e o quati) e informações sobre a geologia local.
Para montanhistas experientes com equipamentos como GPS e bom preparo físico, ir sozinho é viável, mas mesmo eles podem se beneficiar da expertise local para otimizar tempo e evitar imprevistos. Guias podem ser contratados no Posto Marcão ou em agências de turismo em Itatiaia e Resende, com preços variando entre R$ 150 e R$ 300 por grupo (valores aproximados de 2023).
Quem pode fazer a trilha da Pedra do Altar?
A trilha da Pedra do Altar é voltada para caminhantes com experiência e bom condicionamento físico, já que exige resistência para enfrentar cerca de 6 a 8 horas de caminhada (ida e volta), trechos íngremes e uma altitude que pode causar desconforto em quem não está aclimatado.
Não é indicada para crianças menores de 12 anos, idosos com limitações de mobilidade ou pessoas com condições de saúde como hipertensão não controlada ou problemas respiratórios, devido ao esforço físico e à rarefação do ar acima dos 2.600 metros. Iniciantes em trilhas podem tentar, desde que treinem previamente em percursos mais leves e vão acompanhados de um guia. É fundamental ter disposição para carregar mochila, lidar com variações climáticas e caminhar em terrenos irregulares. Para quem já faz trilhas moderadas regularmente, a Pedra do Altar é um desafio acessível e recompensador.
Quando fazer a trilha da Pedra do Altar?
O período ideal para subir a Pedra do Altar é entre abril e setembro, na estação seca da Serra da Mantiqueira. Nesses meses, as chuvas são raras, o terreno fica menos escorregadio e a visibilidade é máxima, permitindo aproveitar as vistas panorâmicas sem a interferência de nuvens ou nevoeiro. As temperaturas diurnas variam entre 15°C e 25°C, caindo à noite, o que torna a caminhada agradável.
Já o verão (dezembro a março) é menos indicado: as chuvas frequentes aumentam o risco de escorregões, raios e alagamentos em trechos baixos, além de obscurecer a paisagem. Mesmo na estação seca, o clima em altitude é imprevisível, então consultar a previsão no site do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) ou aplicativos como Windy é essencial antes de partir. Feriados prolongados podem atrair mais visitantes, então prefira datas menos movimentadas para uma experiência mais tranquila.
Cuidados ao fazer a trilha da Pedra do Altar
Fazer a trilha da Pedra do Altar exige preparação cuidadosa para garantir segurança e conforto. Hidrate-se bem, levando no mínimo 2 litros de água por pessoa, já que não há fontes confiáveis no caminho. Vista roupas leves em camadas – como camiseta dry-fit, fleece e uma jaqueta impermeável – para se adaptar às oscilações de temperatura e possíveis chuvas.
Botas de cano alto com solado aderente são indispensáveis para proteger os tornozelos e evitar escorregões em rochas molhadas; evite tênis comuns. Protetor solar, chapéu e repelente são essenciais contra o sol forte e insetos nos trechos de mata. Carregue lanches energéticos (castanhas, barras de cereais, chocolate) para manter a disposição. Não subestime o clima: evite subir com chuva ou nevoeiro, que reduzem a visibilidade e aumentam os riscos. Respeite as regras do parque – não faça fogueiras, não deixe lixo e mantenha-se na trilha sinalizada para preservar o ecossistema frágil da região.
A trilha para a Pedra do Altar
Saindo do portão da parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, demora em média uma hora para caminhar os 3 km até o Abrigo Rebouças, que fica a 2.350 metros de altitude.
Do abrigo são mais 3 km de trilha que margeia o pico das Agulhas Negras, passa por cinco lagos, diversos morros e pela nascente do rio Campo Belo a 2.350 metros de altitude. São até duas horas do abrigo ao topo da Pedra do Altar.
Em todo o trajeto desde o portão devemos tomar cuidado na caminhada, pois apesar de ter pouca declividade, o solo é de terra com blocos de rocha presos e soltos, que podem causar torção de pé.
Indicamos que use botas de cano mais alto para essa trilha, afinal ninguém vai querer voltar do meio do trajeto, quando a paisagem é mais encantadora.
Essa trilha segue rodeada por rochas incríveis, como as Agulhas Negras, além da vegetação adaptada, os campos de altitude e os vales suspensos, onde nascem rios da região.
Uma alternativa de trilha para os experientes é fazer o Circuito dos Cinco Lagos, que segue por caminho que inicia logo após o primeiro estacionamento da parte alta do parque, entrando à esquerda da estrada que leva para o abrigo. Esse caminho é mais complicado e indicamos que vá acompanhado de guias locais ou de aventureiros que conhecem esse trajeto. Também perde a vista do pico das Agulhas Negras enquanto caminha para a Pedra do Altar.
Início da trilha
O caminho para a Pedra do Altar tem 6 Km e começa no Posto Marcão, que é a entrada da Parte Alta do PNI.
No portão de acesso do parque é feita a cobrança e podemos obter informações, como as condições do caminho.
Estrada até o Abrigo Rebouças
Do portão da Parte Alta seguindo pela trilha principal, que é bem marcada, larga e sinalizada, são 3 Km até a entrada do Abrigo Rebouças, que está a 2.350 metros de altitude, e leva em média 40 minutos.
Atravessando o lago do Abrigo Rebouças
A partir do abrigo devemos atravessar o lago pelo caminho de mureta sobre a água, em meio à paisagem deslumbrante.
Trilha em direção ao Pico das Agulhas Negras
Do Abrigo Rebouças devemos continuar a trilha que leva ao pico das Agulhas Negras e tem placa sinalizando.
Ponte Pênsil
Seguimos atravessando uma ponte pênsil com vistas para o pico das Agulhas Negras e para o maciço das Prateleiras.
Bifurcação (Agulhas ou Pedra do Altar)
Uma bifurcação com placa do parque indicando Agulhas Negras para a direita, e Pedra do Altar e a cachoeira do Aiuruoca para a nossa esquerda, para onde vamos.
Bifurcação (Pedra do Altar ou Asa de Hermes)
Seguindo, outra bifurcação indica Asa de Hermes para a direita e Pedra do Altar para a esquerda, nosso destino.
Logo mais há um mirante com vista imperdível para o pico das Agulhas Negras e o vale com o maciço das Prateleiras. Não perca a oportunidade de tirar fotos daqui em dias claros.
Bifurcação (Pedra do Altar ou Cachoeira do Aiuruoca)
Mais para frente outra bifurcação indica a cachoeira Aiuruoca para a esquerda e a Pedra do Altar para a direita, para onde vamos.
Subindo a Pedra do Altar
Uma subida mais íngreme à frente nos leva para a parte em que seguiremos andando sobre a rocha da Pedra do Altar até o topo.
Vista da Pedra do Altar
Chegar no topo da Pedra do Altar é compensador, principalmente em dias de tempo aberto, afinal essa é uma das 15 montanhas mais altas do Brasil.
Do topo estamos a 2.665 metros de altitude, que pode ser visto de longe principalmente pelo formato que se assemelha a um altar.
Fica próximo das Agulhas Negras, na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia (PNI). Do seu topo podemos ver a paisagem da região, como a face sul do Maciço das Agulhas Negras, a Asa de Hermes, as Prateleiras, as nascentes dos rios Campo Belo e Aiuruoca e muito mais…
Voltando pelo mesmo caminho
No retorno indicamos que siga pelo mesmo caminho, que é o mais intuitivo e seguro. Para quem pretende voltar pela trilha dos 5 lagos, indicamos que vá acompanhado de quem conhece este caminho e com o uso de GPS.
Dependendo das condições de tempo no período da visita, é possível ainda visitar a cachoeira do rio Aiuruoca. Outro atrativo próximo é o conjunto de blocos soltos sobre uma laje conhecidos como Ovos de Galinha, mas o acesso nem sempre está mantido.
O que levar para a trilha da Pedra do Altar?
Para uma experiência segura e agradável na Pedra do Altar, prepare uma mochila com itens essenciais:
- Água: Mínimo de 2 litros por pessoa (ou 3 litros em dias quentes).
- Comida: Lanches práticos como sanduíches, frutas secas, castanhas, barras de cereais e chocolate.
- Roupas: Camiseta leve, fleece, jaqueta impermeável corta-vento, boné ou chapéu, e uma muda extra de meias.
- Proteção: Protetor solar (FPS 50+), óculos de sol e repelente contra mosquitos.
- Calçados: Botas de trekking de cano alto (já amaciadas) e meias de lã ou sintéticas.
- Equipamentos: Bastões de caminhada (ajudam na estabilidade), lanterna com pilhas extras (caso demore), e um celular carregado com mapa offline.
- Segurança: Kit básico de primeiros socorros (band-aids, analgésico, antisséptico) e um apito para emergências.
- Outros: Saco de lixo para trazer todo resíduo de volta e uma câmera ou celular para fotos. Leve tudo em uma mochila confortável e evite excesso de peso para não comprometer o ritmo da caminhada.
Mapa da trilha
Não há um mapa oficial impresso distribuído rotineiramente no Parque Nacional do Itatiaia, mas você pode obter informações no Centro de Visitantes do Posto Marcão ou usar ferramentas digitais. O trajeto da Pedra do Altar começa no Abrigo Rebouças, a 3 km do Posto Marcão, e segue inicialmente pela mesma trilha do Pico das Agulhas Negras. Após cerca de 1,5 km, passa-se pela Ponte Pênsil, e uma bifurcação à direita leva à Pedra do Altar, totalizando cerca de 6 km só de ida. Aplicativos como Wikiloc e AllTrails oferecem mapas detalhados com coordenadas GPS, que podem ser baixados para uso offline – uma precaution importante, já que o sinal de celular é fraco na região. Estude o percurso com antecedência, anote pontos de referência (como a Ponte Pênsil e a bifurcação para a Cachoeira Aiuruoca) e, se possível, leve uma bússola ou um mapa impresso como backup. Guias locais também podem orientar sem depender de tecnologia.
Dicas para quem deseja subir a Pedra do Altar
Para aproveitar ao máximo a trilha da Pedra do Altar, siga estas dicas práticas:
- Planeje com antecedência: Reserve sua entrada no parque pelo site do ICMBio e confirme hospedagem em Itatiaia, Resende ou pousadas próximas, como na Vila de Maringá.
- Saia cedo: Chegue ao Posto Marcão às 7h para iniciar a trilha logo e evitar o limite de entrada às 14h, garantindo tempo para subir e descer com calma.
- Treine antes: Faça caminhadas de 10-15 km em terrenos variados para se preparar fisicamente.
- Cheque o clima: Consulte a previsão dias antes e na véspera; desista se houver chuva ou tempestades previstas.
- Vá com guia se for iniciante: A experiência local reduz riscos e melhora a aventura.
- Hidrate-se e alimente-se: Coma um café da manhã reforçado e leve snacks para repor energia.
- Preserve o ambiente: Não deixe rastros – leve seu lixo de volta e respeite a fauna e flora. Essas medidas ajudam a transformar o desafio em uma experiência inesquecível e segura.
Outras dicas
Há opções de condutores de visitantes para a parte alta, tanto para atividades diárias, quanto para dias seguidos com pernoite e travessias, além de escalada normal e avançada. Para quem prefere se guiar sozinho, deve assinar um Termo de Responsabilidade no portão e indicamos o uso de GPS e/ou mapa e bússola.
O parque funciona o ano todo, porém o período mais indicado para acessar a parte alta do parque é durante o inverno, quando chove menos, as trilhas ficam mais seguras e a paisagem mais visível.
Entre as proibições do parque estão a entrada de animais domésticos, o acesso a trilhas não autorizadas (devemos nos certificar na entrada se podemos ir onde desejamos) e fazer fogueira. Como não há lanchonetes ou restaurantes no parque, programe-se bem.
Por fim, lembre-se de se proteger contra a radiação solar e mosquitos principalmente durante o verão. Leve e beba água. No inverno, faz mais frio durante a manhã e a noite, que combina com as opções de restaurantes, lanches e cafés em municípios do entorno.
Uma cidade próxima da parte alta do parque é Itamonte, no Estado de Minas Gerais, acessada da Garganta do Registro seguindo noroeste pela rodovia BR-354.
Na sua despedida, leve o lixo que produziu. Faça sua parte para manter essa paisagem equilibrada.
Outros atrativos próximos da Pedra do Altar
Pico das Prateleiras
O Pico das Prateleiras, com 2.548 metros, é conhecido por suas formações rochosas que lembram prateleiras empilhadas, criando um cenário quase surreal. Localizado a poucos quilômetros da Pedra do Altar, sua trilha parte do Abrigo Rebouças e é mais técnica, exigindo escalaminhadas e alguma habilidade com mãos e pés em rochas lisas. A vista do topo abrange o Vale do Aiuruoca e o Pico das Agulhas Negras, tornando-o um favorito entre fotógrafos e montanhistas experientes. O acesso leva cerca de 3 a 4 horas (ida) e é recomendado apenas com guia para novatos devido à exposição e à falta de sinalização em alguns trechos.
Pedra do Sino de Itatiaia
A Pedra do Sino, com 2.670 metros, é a nona montanha mais alta do Brasil e uma joia menos explorada do parque. Seu nome vem do som que o vento produz ao passar pelas rochas, um detalhe que encanta os visitantes. A trilha, que também começa no Abrigo Rebouças, é moderada, com cerca de 10 km ida e volta, mas exige atenção à navegação, pois as marcações são escassas. Do cume, avistam-se o Vale do Paraíba e as serras vizinhas em um ambiente mais isolado e silencioso, ideal para quem busca solitude e vistas amplas sem a multidão de outros picos.
Cachoeira Aiuruoca
A Cachoeira Aiuruoca é um oásis acessível por uma bifurcação na trilha da Pedra do Altar, a cerca de 2 km do Abrigo Rebouças. Suas águas geladas caem de uma altura modesta entre rochas cobertas de musgo, formando um poço raso perfeito para um mergulho revigorante. Cercada por vegetação densa e campos de altitude, é um ponto de parada popular para descansar após a subida à Pedra do Altar. A caminhada extra até a cachoeira adiciona cerca de 1 hora ao roteiro, mas vale pela beleza e pela sensação de frescor em meio à montanha.
Pico das Agulhas Negras
O Pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros, é o ponto culminante do Rio de Janeiro e o quinto mais alto do Brasil. Sua trilha, que começa no mesmo Abrigo Rebouças, é um desafio de 8 km (ida e volta) que envolve escaladas com cordas, passagens estreitas e trechos expostos. A vista do topo revela um mar de montanhas, incluindo a Pedra do Altar e a Serra Fina, mas a dificuldade técnica e a altitude exigem preparo avançado e, idealmente, um guia. É uma aventura reservada para montanhistas experientes em busca de superar limites e contemplar um dos cenários mais icônicos do país.
Cachoeira das Flores
Próxima ao Abrigo Rebouças, a Cachoeira das Flores é uma queda d’água delicada que deságua em um poço cristalino, cercado por rochas e vegetação rasteira. Seu acesso é fácil, a cerca de 1 km do abrigo, tornando-a perfeita para um banho relaxante após a trilha da Pedra do Altar. O nome vem das flores silvestres que pontuam a área, especialmente na primavera, criando um contraste encantador com as rochas escuras. É um ponto menos concorrido, ideal para quem quer fechar o dia com tranquilidade e um contato direto com a natureza.
Morro do Couto
O Morro do Couto, com 2.680 metros, é o segundo pico mais alto do Parque Nacional do Itatiaia e o oitavo do Brasil. Sua trilha, de cerca de 6 km ida e volta a partir do Posto Marcão, é mais curta e menos exigente que a da Pedra do Altar, mas não menos impressionante. O cume oferece uma vista de 360 graus do Vale do Paraíba, da Serra da Mantiqueira e, em dias claros, até da Pedra da Mina. É uma ótima alternativa para quem busca uma caminhada moderada com recompensas visuais comparáveis às dos picos mais altos, sendo acessível a trilheiros intermediários com preparo razoável.
































