Segundo dia em Alter do Chão (PA): Floresta Encantada + Ilha do Amor + Serra da Piraoca

Tempo de leitura: 5 minutos

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Chegamos ao segundo dia em Alter do Chão com o espírito renovado — aquele clima de descoberta, de deixar se levar pelo que a natureza entrega. E vou dividir aqui nossas vivências, mesclando com o que pesquisamos, pra dar contexto — pra gente e pra quem quiser seguir esse roteiro. Vamos nessa?

Dormimos um pouco mais porque nosso passeio só começava às 10h. Valeu demais — o dia anterior tinha sido puxado, entre viagem, chegadas e primeiro rolê. Levantamos com calma, nos arrumamos e fomos tomar café na Pousada Sombra do Cajueiro. Tapioca, ovos mexidos, bolo, pão de queijo, frutas… Aquele café da manhã bem brasileiro pra dar energia.

Mas já no café veio a parte chata: nossas malas ainda não tinham chegado, e tivemos que gastar parte do tempo lidando com a Azul, tentando descobrir onde estavam. Aquelas instâncias ruins de viagem, né? Mas faz parte: atrasos acontecem, e parece que em passeios como esse é algo comum. Importante manter a calma, respirar fundo.

Depois disso, caminhamos até a ACFA, de onde partem os passeios. A orla estava linda, céu azul, calor bom, manhã ensolarada. Encontramos nosso grupo, embarcamos.

O destino: Igarapé Cuicuera, parte da chamada “Floresta Encantada”. “Cuicuera” significa “areia fina”. Esse passeio é daqueles que mistura contemplação, beleza natural, biodiversidade e silêncio — ou quase. Durante a navegação, guias explicam sobre fauna, flora, ecologia local.

Quando chegamos, já demos um mergulho — a água clara ajuda, e a paisagem é envolvente. Para entrar nos igapós (as florestas inundadas), o barco motorizado não vai; usamos canoa, que permite um contato mais suave com o ambiente. É impressionante ver árvores parcialmente submersas, troncos que emergem um pouco, luz entrando entre as folhas, reflexos na água. Muito mais do que ver, a gente sente. O trajeto até a praia é como um labirinto de verde + água + espelho + som da floresta.

Escolhemos o passeio de uma hora, que incluiu praia — valeu muito. No auge da beleza, a gente relaxou: mergulhos, brincar de pular da estrutura, sentir a areia sob os pés, curtir a fluidez da água. Rolou até identificação com animalzinho: achamos que era uma ariranha, mas acabou sendo uma iguana — mas aquela sensação de natureza viva do nosso lado. Coisa boa.

Quando terminamos o trecho de canoa e voltamos, ainda tivemos o imprevisto de perder os óculos — era pra ser tenso, mas a água cristalina ajudou a encontrar, tudo bem no final.

Depois desse contato íntimo com a floresta e igarapés, seguimos para a Praia da Valéria. Foi um momento de simplesmente contemplar: aquela faixa de areia que parece apontar pra dentro do rio, passeio pela areia, água refrescante, conversa, risadas, relaxamento.

E então fomos para a Ilha do Amor, o cartão postal de Alter do Chão. Muita gente, muitos restaurantes (alguns com cadeiras dentro d’água, o que é uma sensação diferente — molhar os pés enquanto come). Pedimos filé de pirarucu pra compartilhar + petiscos típicos. Alimentamo-nos bem — muito bem. O calor, a água, o sol — tudo conspirando pra que a refeição se tornasse uma experiência além do sabor.

Nicolas aproveitou demais: brincar na areia, mergulhar, correr, fazer amizade com outras crianças que estavam por ali. Aquela liberdade de criança em contato com natureza pura — não tem igual.

Ficamos ali um tempo, descansando, esperando o sol ficar menos forte, preparando para o próximo momento do dia.

Por volta das 16h, partimos para a trilha da Serra da Piroca. Essa é uma subida que exige: são cerca de 2 km (ida), parte plana, parte de subida íngreme — especialmente os últimos metros — e terreno com muitas pedras soltas.

O terreno é bem diferente do que tínhamos antes: ir de tênis seria o ideal, mas… nossas malas ainda não tinham sido entregues, então a gente teve que improvisar e ir de chinelo. Mesmo assim, subimos. Foi duro em alguns pontos, especialmente carregando Nicolas no colo, escorregando um pouco, mancando depois. Mas recompensador.

Do topo, a vista é de arrepiar: 360 graus quase completos. Vê-se a floresta, os rios, a Ilha do Amor, o rio Tapajós, o Lago Verde, possivelmente outras lagoas próximas. O visual se intensifica porque o sol começava a se pôr, pintando tudo de dourado, laranja, rosa. A atmosfera muda. O tempo de subida com nossa experiência foi de uns 45 minutos, ficamos lá em cima uns 20-25 minutos contemplando, tirando fotos, respirando, sentindo calor e vento juntos.

A descida, claro, foi cuidadosa. O sol já minguava, sombras longas, chão irregular. Chegamos à praia ainda com luz suficiente pra mais banho de rio.

Quando voltamos para a praia depois da trilha, vimos uma cerimônia indígena sendo realizada ali perto. Ficamos por alguns instantes observando. É bonito ver como cultura local se expressa, como tradição se mantém viva. Em seguida, seguimos pela Ilha do Amor, buscando pegar alguma canoa ou embarcação de retorno ao centrinho.

Então veio o pôr do sol: aquele show natural. Céu multicolor, reflexos na água, silêncio que se abre. Um barco nos ofereceu a volta por R$ 20 — não pensamos duas vezes. Foi a melhor escolha — voltar nesse momento, relaxar no barco, ver o sol bater no horizonte, o rio refletindo.

Chegamos no centrinho famintos. Escolhemos jantar no restaurante Mãe Natureza — crepe de frango, hambúrguer. Nicolas comeu bem, ficou satisfeito, super feliz.

Depois disso, demos uma volta na praça, vimos a missa na igreja (acontece nas terças e domingos), Nicolas participou rezando — coisa de família, incluída no itinerário da viagem. Estávamos cansados, mas felizes. Voltamos para pousada, e… finalmente, as malas apareceram. Organizar, desfazer mochilas, tomar banho, deitar.

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