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Acordamos mais tarde do que de costume naquela manhã em Alter do Chão. Depois de tantos dias intensos e cheios de atividades, o corpo já estava pedindo descanso, e a sorte é que o passeio da Floresta Encantada só começaria às 10h. Foi quase um presente poder levantar sem pressa, sem o despertador insistente, e aproveitar um ritmo mais calmo.
Assim que nos arrumamos, descemos para o café da manhã da Pousada Sombra do Cajueiro, que já virou um dos nossos cantinhos preferidos em Alter. A mesa estava recheada: tapioca feita na hora, ovos mexidos bem cremosos, bolo caseiro, pão de queijo quentinho e uma seleção de frutas tropicais super frescas. Foi aquela refeição que já dá energia para o dia inteiro.
Mas nem tudo foi perfeito. Mais uma vez perdemos alguns minutos preciosos ligando para a Azul, já que nossas malas ainda não tinham chegado. A sensação era de frustração, porque, além de estarmos em um lugar tão incrível, ainda tínhamos que lidar com essa preocupação. Mesmo assim, tentamos não deixar que isso estragasse a vibe do dia.
Depois do café, seguimos caminhando até a ACFA, que é o ponto de partida de praticamente todos os passeios de Alter. O caminho foi um presente à parte: a orla estava simplesmente maravilhosa naquela manhã ensolarada, com o rio brilhando sob o sol e um calor típico da região amazônica.
Encontramos nosso grupo, embarcamos e partimos. O destino: o Igarapé Cuicuera, que em tupi significa “areia fina”.
Durante a navegação, recebemos uma verdadeira aula sobre a região, sua fauna e flora. É incrível como Alter do Chão e os arredores oferecem uma diversidade tão única. Aprendemos sobre as árvores que ficam submersas durante a cheia, sobre os pássaros que fazem do lugar sua casa e sobre os igapós — esses “labirintos naturais” formados pelas árvores alagadas que já estávamos ansiosos para conhecer.
Quando chegamos, aproveitamos para dar um mergulho refrescante no rio enquanto aguardávamos a canoa. Isso porque para entrar no igapó, barcos motorizados são proibidos. A ideia é preservar o ambiente e também garantir que o passeio seja silencioso, apenas com o som da natureza.
Na hora de decidir, tínhamos duas opções:
Passeio de 30 minutos (R$70), sem parada na praia.
Passeio de 1 hora (R$100), incluindo a praia.
Nem pensamos duas vezes: escolhemos o de 1 hora. Queríamos a experiência completa — atravessar o igapó e ainda curtir a praia no final.
Nosso guia foi o Jair, que com uma habilidade impressionante conduzia a canoa por entre as árvores. A sensação era de estar dentro de um cenário de filme: troncos submersos, raízes se entrelaçando, raios de sol atravessando a copa e refletindo na água. Era um espetáculo de luz e sombra que nos deixava de boca aberta.
O trajeto até a praia durou cerca de 20 minutos, e em alguns momentos passávamos tão perto das árvores que chegávamos a dar umas leves batidas no tronco. Mas tudo fazia parte da experiência — uma imersão real naquele ecossistema. O clima era totalmente contemplativo. Parecia que o tempo desacelerava para que pudéssemos absorver cada detalhe.
Quando finalmente chegamos à praia, a sensação foi de recompensa. Colocamos nossos pertences em uma das mesas de madeira disponíveis e corremos para a água.
Ali havia uma pequena estrutura com uma plataforma para mergulhos. A altura era de uns dois metros, nada muito radical, mas suficiente para garantir boas risadas e adrenalina. É claro que aproveitamos para pular várias vezes!
A água não estava tão funda nesta época do ano, então algumas vezes chegamos a encostar os pés no fundo. Mesmo assim, foi pura diversão.
E então aconteceu uma das cenas mais inesperadas do passeio: estávamos nadando tranquilamente quando algo caiu de uma árvore direto na água. A primeira reação foi de susto. Pensamos até que poderia ser uma ariranha — afinal, já tínhamos visto uma de relance no igapó. Mas, para nossa surpresa, era uma iguana! O bicho começou a nadar ao nosso lado e depois escalou uma árvore com uma agilidade impressionante. Ficamos hipnotizados acompanhando aquele espetáculo da natureza tão de perto.
Na hora de voltar, entramos novamente na canoa para refazer o caminho pelos igapós. Foi quando percebi que meus óculos tinham sumido. A sensação de desespero bateu na hora, porque sem eles seria complicado continuar a viagem.
Voltamos até a praia para procurar e, por sorte, conseguimos encontrá-los dentro da água. Graças à transparência cristalina do rio, foi possível localizar o acessório perdido. Uma sorte tremenda! Depois do susto, seguimos viagem de volta ao ponto inicial.
De lá, pegamos novamente o barco e partimos para a Praia da Valéria, nossa segunda parada. Assim que o guia falou o nome, rimos lembrando de uma coincidência curiosa: tanto eu quanto o Leandro (meu antigo chefe) tínhamos atualmente uma chefe chamada Valéria. A brincadeira foi inevitável.
A praia era lindíssima, formada por um extenso banco de areia que avançava pelo rio como se fosse uma ponta. Caminhamos por aquele cenário encantador, explorando as formas desenhadas pela natureza e tirando várias fotos.
Depois, nos jogamos na água morna e ficamos cerca de uma hora simplesmente relaxando, conversando e apreciando a paisagem. Era aquele tipo de momento que não pede pressa, apenas contemplação.
Para encerrar o passeio, o barco nos levou até a famosa Ilha do Amor, o cartão-postal de Alter do Chão. Mesmo já tendo visto várias fotos, estar lá pessoalmente foi outra experiência. A ilha realmente faz jus ao nome: um banco de areia em formato de coração, cercado pelas águas do Tapajós e com uma vista espetacular.
Passamos um tempo aproveitando a vibe do lugar, que reúne tanto turistas quanto moradores locais. Foi a forma perfeita de fechar um passeio que uniu natureza, aventura, aprendizado e momentos inesquecíveis.
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