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No nosso terceiro dia em Aldeia Velha, acordamos cedo — por volta das sete da manhã — com o céu praticamente limpo e um sol tímido se espalhando pela pousada, logo no início de um dia que prometia. Depois de um café da manhã animado na charmosa Pousada dos Pássaros, onde recarregamos as energias com delícias simples e gostosas, colocamos os tênis no carro e partimos para explorar mais um cantinho especial da região: a Cachoeira Macharet.
A Cachoeira Macharet fica situada em Aldeia Velha, distrito de Silva Jardim, no coração da Mata Atlântica, perto da divisa com Casimiro de Abreu — um cenário de natureza exuberante e preservada. Partimos da pousada animados, sabendo que era cerca de 5 km até lá — e o acesso, embora por estrada de terra em parte, já contava com trechos asfaltados, o que facilita bastante (uma boa notícia para quem vai de carro “baixo”, como nós). Chegamos bem cedo e fomos praticamente os primeiros a estacionar — o que sempre dá aquela sensação de privilégio.
Logo que paramos, notamos uma ducha logo ali no estacionamento: útil para tomar uma lavada rápida depois do banho de cachoeira ou para se refrescar na saída. Do outro lado da rua, a entrada da cachoeira, bem organizada com cobrança de taxa de entrada (na época que fomos, R$ 15 por pessoa; crianças e maiores de 64 isentos — nossos pais e o Nicolas entraram nessa faixa).
Logo ao entrar, fomos recebidos por um parquinho bacana, com casinha na árvore, toboáguas de água da própria cachoeira e letreiro “Eu Amo Macharet”. O Nicolas nem hesitou: foi direto pro menorzinho dos toboáguas e se jogou — adorou. O maior parecia chamar bastante atenção, mas na beiradinha ele desistiu, tímido, e rimos com ele porque super fazia sentido. Haviam também bancos, espreguiçadeiras, gangorra que joga na água, pontes sobre poços: toda a estrutura nos transmitia “venha pra relaxar e curtir”.
Logo depois do parquinho descemos para conhecer os poços — e foi aí que a magia realmente começou.
O primeiro poço que encontramos tinha uma “praia” de areia — isso deu o tom perfeito: o Nicolas brincando na areia, nós na água. A cor da água? Um tom verde lindo, cristalino, o tipo de água que mais parece de publicidade de natureza. A temperatura era geladinha — o que, pra mim, foi um choque ótimo: refrescante, convidativa, sem ser “congelante”.
Depois desse, fomos subindo — e encontramos o segundo poço, que entrou direto para os meus favoritos. Era mais profundo, com duas quedas-d’água — uma delas escondida numa espécie de grutinha. Dá pra nadar até lá, explorar, flutuar — parecia cena de filme. Fiquei ali mais tempo, contemplando, nadando, ouvindo a água caindo, o som das folhas, dos pássaros… puro ecoturismo sensorial.
Subindo ainda mais, localizamos um terceiro poço que a Samara também curtiu bastante. Tinha uma corda dependurada próximo à queda, escorregando por uma pedra direto na água, diversão garantida. Ao redor desse poço várias pontes suspensas/unindo as margens, que funcionavam como mirantes naturais: ótimos para fotos, para ver o vale da água, para sentir o local de cima. A sensação era de “descobrimos um segredo da natureza”.
Depois seguimos para o quarto poço — esse mais rasinho, ideal para o Nicolas brincar à vontade. Ficamos um bom tempo ali, ele se divertindo, nós relaxando. Quando a fome bateu, fomos para o restaurante da cachoeira que funciona em sistema self-service (na ocasião R$ 69/kg) — prático, saboroso, ideal para recarregar antes de mais explorações.
Ainda após o almoço, o Nicolas subiu no cavalinho de brinquedo no espaço, e eu aproveitei pra explorar uma trilha próxima aos chalés que também estavam em construção, interessante pensar numa próxima vez hospedando ali. Seguindo a trilha achei mais um poço, uma prainha com árvore caída que deixava a água meio turva, ali só contemplamos mas não entramos. E para “fechar” exploramos mais acima: subimos o rio pelas pedras e achamos mais um poço, com duas quedas e área ampla, só molhamos os pés porque o tempo começou a virar.
Se você está pensando em conhecer Aldeia Velha com família (seja criança, pet, ou ambos), ou mesmo sozinho para relaxar na natureza, a Cachoeira Macharet entrega: bons banhos de cachoeira, estrutura — o que muitas vezes falta em destinos mais “selvagens” — e a natureza vibrante de uma região que preserva a Mata Atlântica.
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