Aldeia Velha (RJ): O que fazer em 4 dias em família

Tempo de leitura: 7 minutos

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Decidimos passar quatro dias em Aldeia Velha, o pequeno paraíso escondido no pé da Serra do Mar, entre os municípios de Silva Jardim e Casimiro de Abreu, para relaxar, brincar com nosso filho Nicolas e usar de base para duas cachoeiras incríveis. A seguir, contamos como foi cada dia, entre expectativas, imprevistos, descobertas e dicas para quem também quer embarcar nessa.

Dia 1 – Chegada e ambientação

Saímos do Rio de Janeiro por volta das 13h com bastante expectativa… e paciência. O trânsito até Aldeia Velha levou mais de três horas, embora pudesse durar menos de duas sob condições ideais. Chegamos quase às 17h, o que nos deu pouco tempo para aproveitar o dia com sol — já já anoiteceu.

Depois de fazer check-in na Pousada dos Pássaros, deixamos as malas no quarto e fomos conhecer o entorno dela. Observamos a área verde, o rio próximo, o clima de vila tranquila… e já sentimos que havíamos acertado na escolha.

Para o jantar, tentamos conhecer o centro da vila. Achamos que haveria boas opções, mas, para nossa surpresa, a maioria dos estabelecimentos vendia lanches rápidos (hambúrgueres, cachorro-quente), não era bem o que estávamos buscando. Fomos então para o Restaurante Bicho do Mato, onde pedimos um crepe napolitano e nhoque ao molho sugo; meus pais pediram macarrão de palmito à bolonhesa e o mesmo crepe; e uma jarra de 1 litro de suco de acerola para beber. A comida estava saborosa, embora o atendimento tenha sido um pouco demorado.

Voltamos à pousada com a certeza de que ali dormiríamos bem — e precisávamos descansar para o dia seguinte.

Dica: Se chegar tarde, reserve o jantar com antecedência ou opte por restaurantes que aceitam reserva via WhatsApp. Trânsito e acesso às estradas de terra podem atrasar a chegada.

Dia 2 – Cachoeira das Andorinhas e mergulho na natureza

Acordamos às 7h com o sol forte, embora a previsão fosse de chuva, o céu colaborou. O café da manhã foi servido às 8h na pousada, com boa variedade de pães, frutas, sucos e algumas delícias simples de roça. Recuperamos as energias para o dia.

Antes de sair, exploramos a estrutura da pousada: brinquedoteca para o Nicolas, parquinho, lago com patos e gansos, piscinas — uma delas com água do rio — e espaço para o nosso cachorro Tico. Ótimo para famílias com criança e pet.

Saímos de carro, percorremos cerca de 5 km em estrada de terra para chegar à entrada da Cachoeira das Andorinhas. A estrada estava melhor do que em nossa visita anterior, com alguns trechos asfaltados nas subidas. Pagamos a taxa de entrada (~R$15 por pessoa) na guarita, recebemos a pulseira e as instruções de uso.

Logo ao entrar vimos o “Poço do Israel” — ótimo para crianças: amplo, não muito profundo, com boias e espreguiçadeiras. Também existe uma tirolesa que cai direto na água (custo adicional). Em seguida, fizemos a trilha para a Cachoeira das Andorinhas: atravessamos uma ponte sobre o rio, passamos por agradável trilha e outro trecho de rio até chegar à queda principal — 19 metros de altura.

Decidimos explorar os poços acima da cachoeira principal. Primeiro, o “Poço do Pilão” (ou “Poço do Diabo”) — contemplação pura, sem banho. Depois, o “Poço da Gamela” — para mim, o mais intenso: queda de água, massagem natural, mas exige atenção porque há correntes e risco. Subimos ainda mais e chegamos ao “Poço da Jibóia” — estava vazio, parte rasa, parte funda, com queda d’água também.

Voltamos ao poço principal, nadamos no lugar mais profundo, fomos até a “gruta” atrás da queda d’água — experiência top. Havia uma área para crianças, o que foi ótimo para o Nicolas acompanhar meu pai e eu nessas explorações.

Para o almoço: restaurante no local, comida caseira, fogão à lenha, ~R$35 por pessoa com comida à vontade (2 proteínas). Simples, mas saborosa. Depois, ainda no local, fizemos uma parada no Poço do Israel para banho rápido. O Nicolas estava com sono, então partimos de volta para a pousada.

Na pousada: descanso para o Nicolas — soneca. E nós curtimos a piscina ao sol, brinquedoteca para ele brincar, o Tico a correr pelo gramado. No fim da tarde, jantamos no Restaurante Bicho do Mato de novo — a comida ok, mas o atendimento foi bem demorado desta vez. Voltamos cedo para descansar.

Dica: Para visitar a Cachoeira das Andorinhas, leve água, protetor solar, tênis antiderrapante para as pedras escorregadias e chegue cedo para evitar filas no restaurante. O local permite banho em poços diversos e você pode contratar rapel ou tirolesa se quiser.

Dia 3 – Cachoeira Macharet e mais natureza com criança

Novamente acordamos cedo, por volta das 7h — dia lindo de novo (mesmo com previsão de chuva). Tomamos café e pegamos destino à Cachoeira Macharet, a cerca de 6 km da pousada, logo após a Cachoeira das Andorinhas. A estrada de terra também acessível para carro baixo se for com calma.

Chegamos cedo e fomos um dos primeiros. No local, havia estrutura legal: entrada paga (R$15 por pessoa), e faixa de isenção para crianças até 10 anos e maiores de 64. A entrada tinha uma área com parquinho — casinha de árvore, toboáguas de água da cachoeira — o Nicolas já foi direto. Ele se jogou no toboágua menor e adorou. No maior, pediu pra desistir quando chegou no “finalzinho”.

Descemos para as piscinas naturais: primeiro um poço com área de areia ideal para criança brincar enquanto eu entrei na água verde-esmeralda e fria na medida certa. Fomos subindo: segundo poço — mais fundo, duas quedas, grutinha — um dos meus favoritos. Depois mais acima: terceiro poço com corda para escorregar por pedra direto na água — pura diversão! E um quarto poço, mais rasinho, ideal para o Nicolas brincar tranquilo. A volta para a pousada foi marcada pela soneca do Nicolas no carro (graças a Deus) e uma leve chuvinha quando chegamos. Eu aproveitei para dar um rolê com o Tico pela estrada da vila enquanto ele brincava na brinquedoteca.

Para o almoço: self-service no restaurante da cachoeira (R$69 o quilo), bom para recarregar. Depois ficamos curtindo o entorno, relaxando, aproveitando o ambiente. À noite, jantamos no centrinho, em restaurante próximo à igreja matriz, eu de macarronada, Samara escolheu sopa de aipim com camarão, delícia e mais rápido no atendimento. Voltamos para dormir com aquela sensação de missão cumprida no quesito natureza.

Dica: Mesmo para crianças pequenas, a Macharet funciona muito bem porque há poços rasos + mais tranquilos. Mas atenção: as trilhas leves exigem tênis confortável e cuidado com as pedras molhadas. Leve muda de roupa, toalha e dinheiro para eventual almoço local que pode demorar em dias de movimento.

Dia 4 – Manhã livre e volta para casa

O último dia amanheceu chuvoso. Como estávamos com o carro e o caminho de volta para o Rio já nos chamava, aproveitamos a manhã para curtir a pousada: café tranquilo, roupa de banho, brincadeira leve com o Nicolas, o Tico explorando a área verde. Não fizemos trilha nem cachoeira neste dia por causa do clima. Por volta do meio-dia pegamos estrada e voltamos para o Rio de Janeiro com boas memórias e muitos registros.

Dica final: Se o tempo fechar, use a manhã para relaxar na hospedagem ou fazer um passeio leve — Aldeia Velha oferece estrutura de lazer na pousada (parquinho, brinquedoteca, piscina) que salva o dia. E aproveite o trajeto de volta para refletir na natureza e desacelerar.

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