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No quinto dia da nossa viagem, deixamos Itaúnas rumo a Conceição da Barra. No caminho, resolvemos fazer uma parada na Praia de Guaxindiba — e foi uma daquelas surpresas que a estrada reserva pra quem vai sem pressa. O céu estava nublado, uma chuvinha fina caía, mas o lugar tinha uma energia boa demais. A praia é onde o Rio Itaúnas encontra o mar, formando um cenário de tirar o fôlego.
Assim que chegamos, deu pra sentir a mistura das águas: o doce do rio se fundindo com o salgado do mar. É o tipo de encontro que cria paisagens diferentes a cada hora do dia, conforme a maré sobe ou desce. Como estava alta, a água do mar invadia o rio, formando pequenas ondas. Mesmo assim, o Nicolas se jogou na brincadeira: nadou, correu na areia e jogou bola até cansar.
O bom de Guaxindiba é justamente essa dualidade — você escolhe onde quer mergulhar: no rio mais tranquilo ou no mar com mais movimento. É um dos melhores lugares da região pra quem viaja em família. As águas rasas do rio são seguras pra crianças e, quando a maré baixa, surgem bancos de areia que deixam o cenário ainda mais bonito.
A praia em si é simples, com pouca estrutura, o que pra gente foi um ponto positivo. Nada de barracas grandes ou som alto — só o barulho das ondas e o vento batendo nas árvores. O acesso é fácil, dá pra chegar de carro sem complicação, e há espaço pra estacionar perto da areia. Por isso, aos finais de semana costuma ficar cheia, especialmente no verão. Mas como fomos durante a semana e o tempo estava fechado, pegamos ela praticamente só pra nós.
O visual é daqueles que fazem a gente respirar fundo e pensar: “é por isso que viajamos”. A faixa de areia é larga, o rio corta a paisagem num tom esverdeado e, ao fundo, o mar se abre com força. Quando o sol aparece, o reflexo na água cria uma cor dourada linda pra fotos. Também vimos algumas pessoas pescando, principalmente nos trechos onde o rio se encontra com o mar — parece ser um ponto famoso entre os locais.
Pra quem vai visitar, vale ficar atento às marés. Quando ela sobe, o mar toma parte do rio e as correntes ficam mais fortes. Já na maré baixa, o ambiente muda completamente: dá pra caminhar até o ponto da foz e ver o encontro das águas de perto. Se a ideia for relaxar, recomendamos ir de manhã, quando o movimento é menor e a luz é perfeita pra curtir o visual.
Como a praia não tem muita estrutura, é bom levar o essencial: água, lanche, guarda-sol e protetor solar. A gente levou tudo na mochila e deu certo. Não há quiosques fixos por perto, então quem quiser almoçar pode voltar pra Conceição da Barra, onde há restaurantes simples com boa comida capixaba.
O que mais gostamos em Guaxindiba foi justamente o clima de tranquilidade. Nada de pressa, nada de multidão. É um lugar que ainda conserva o jeito rústico das praias do Espírito Santo — e isso o torna especial. Ver o Nicolas brincando entre o rio e o mar, com a areia molhada grudando nos pés, foi o tipo de momento simples que fica guardado na memória.
Antes de ir embora, ficamos um tempo só observando o encontro das águas. O som das ondas se misturando com o correr do rio cria uma trilha sonora natural, perfeita pra encerrar o dia. Quando pegamos a estrada novamente, a sensação era de leveza — como se aquela parada tivesse lavado a alma.
A Praia de Guaxindiba é assim: um respiro entre um destino e outro. Um lugar que não exige muito, mas entrega tudo. Pra quem ama natureza, silêncio e paisagens autênticas, é parada obrigatória no norte capixaba. E pra quem viaja em família, é sinônimo de diversão segura e momentos genuínos à beira d’água.
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