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A gente dirigia rumo à Itaúnas, numa manhã quente de estrada quando de repente avistamos algo gigante à beira da BR-101: o Grande Buda de Ibiraçu. Mesmo sabendo da existência dele, não esperávamos que estivesse justo no nosso trajeto. Foi inevitável: parámos.
O monumento está no Mosteiro Zen Morro da Vargem, no município de Ibiraçu, Espírito Santo. Trata-se de uma estátua de aproximadamente 35 metros de altura e cerca de 350 toneladas, feita de concreto, aço e ferro. Duzentas toneladas de peso não bastam: ela é considerada a maior estátua de Buda esculpida no Ocidente.
O projeto foi idealizado por Daiju Bitti, abade do mosteiro, em conjunto com o artista plástico Genésio Gomes de Moura e sua família. A inciativa envolveu mais de 40 profissionais e teve um custo estimado em cerca de R$ 4 milhões.
Sua inauguração oficial para visitação pública ocorreu em agosto de 2021, depois de atrasos, inclusive causados pela pandemia de COVID-19.
O que vimos: estacionamento gratuito, entrada livre (ou muito acessível), jardins bem cuidados, lago, cachoeira, estátuas menores, bosques, restaurante, lojinha, etc. Isso tudo bate bem com o que achamos, e os dados oficiais confirmam grande parte. Aqui vão os destaques:
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A Praça Torii: é onde a estátua está localizada, às margens da BR-101 Norte.
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Logo na entrada há um portal estilo japonês, o Portal Torii, marcando esse espaço de transição simbólico.
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Há um Jardim Zen / Lago da Serenidade com areia, pedrisco, pedras, que formam desenhos no solo lembrando fluxos de água, aspectos contemplativos.
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Ao lado da estátua grande existem 15 estátuas menores de Buda, cada uma de cerca de 2,5 metros de altura.
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Também há uma capela (Nossa Senhora da Penha) localizada na Praça Torii, inaugurada em 2022, simbolizando um diálogo inter-religioso entre budismo e catolicismo.
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Espaços de lazer: bosque, trilhas, espaço para contemplação, para piquenique, etc.
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Loja de artesanatos / souvenires, e uma escola/ oficina de cerâmica (“Escola Oficina de Cerâmica Kanzeon”) que atende comunidades próximas. Isso condiz com o que vimos.
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Restaurante “Parada Ibiraçu” (ou similar) com boas opções, vista para o monumento, ideal para uma parada de estrada.
A experiência de a gente ter passado por ele sem planejar, ver de longe e decidir conhecer parece comum: o Buda se vê da rodovia, e chama atenção. O que pode diferir um pouco ou requerer atenção:
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O horário de visitação: embora o local seja acessível, o mosteiro e suas dependências tem horários específicos (particularmente domingos para o mosteiro) para visitas guiadas.
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A estrada de acesso pode ser afetada em dias de chuva; o trajeto até o mosteiro pode ficar escorregadio.
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A nova praça no entorno está em planejamento ou em vias de construção; ou seja, algumas infraestruturas que podem melhorar ainda não estavam totalmente prontas.
Quando paramos, esperávamos algo imponente (já sabíamos que o Buda era grande), mas ficar ali, de perto, no Portal Torii, ver os jardins, lago, até uma pequena cachoeira com vista pro Buda, deu outro nível de impacto. O calor estava forte, mesmo cedo; o sol bateu direto entre 9h-10h, tirando um pouco do conforto, mas não do encanto.
Ficamos cerca de uma hora pelas redondezas, explorando os jardins, entrando no bosque, fotografando, comprando lembranças, vendo a lojinha de artesanato. Sentimos uma vibração de tranquilidade — talvez por causa da natureza, do silêncio intercalado com vozes baixas, dos espaços contemplativos, da presença espiritual que aquele lugar transmite.
O restaurante que usamos tem bom cardápio, foi um ponto de descanso bem vindo: uma sombra, água fresca, vista bonita. Também observamos famílias, pessoas sozinhas, visitando, contemplando; não é apenas turismo de passagem, mas também de conexão.
Para a gente, aquele momento foi mais do que “parar pra ver uma estátua grande”; é ver como monumentos desse tipo podem mudar a paisagem cultural e turística de uma região. Alguns fatores que destacam importância:
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O Grande Buda já virou ponto turístico forte no Norte do Espírito Santo, atraindo visitantes de outras cidades.
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Ele entra no circuito “Caminhos da Sabedoria”, uma proposta que envolve espiritualidade, cultura, contemplação e diálogo inter-religioso.
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Há planos de expandir a infraestrutura: museu sensorial no interior do Buda, um café panorâmico, melhoramentos na praça, iluminação, convivência, acessibilidade.
Parar nesse lugar foi inesperado, mas valeu muito. Sentimos que é um ponto de encontro entre espiritualidade, arte, natureza, turismo. Mesmo com o calor, com algumas falhas de infraestrutura que percebemos (sombra limitada, talvez sinalização que deixe a desejar pra quem não conhece), o site tem um cuidado visível no paisagismo, no respeito ao ambiente, no acolhimento.
A gente sai de lá com vontade de voltar, talvez em época de menos calor, para aproveitar melhor o bosque, fazer uma trilha, observar o frescor das águas na cachoeira, talvez assistir a alguma cerimônia ou evento espiritual ali, se for permitido.
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