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Você está procurando algum lugar para se refrescar e aliviar todo esse calor? No Rio de Janeiro existem várias cachoeiras que você pode fazer isso. E uma delas é a Cachoeira das Almas, que fica na Floresta da Tijuca.
Acompanhe, a seguir, tudo o que você precisa saber sobre ela!
Ficha Técnica
Localização: Parque Nacional da Tijuca – Setor A, Grajaú, Rio de Janeiro, RJ.
Dificuldade: Passeio – Nível 1 e Nível 2 [Depende de qual caminho escolher] (entenda o que isso significa – http://bit.ly/1OS9Cad)
Altitude: 563 metros.
Tempo: Aproximadamente 30 minutos.
Atrativos: Cachoeira.
Sobre o Parque Nacional da Tijuca
O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi criado em 6 de julho de 1961 por meio de um decreto presidencial. Essa medida consolidou diversas áreas de proteção — no caso do parque, formou-se uma área protegida de cerca de 3.950 hectares.
Em 1991, o Parque Nacional da Tijuca foi reconhecido como Reserva da Biosfera pela Unesco, reforçando seu valor ecológico e cultural.
Hoje, a administração do parque é responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
A sociedade civil também desempenha um papel importante, por meio de organizações como a Associação dos Amigos do Parque Nacional da Tijuca.
Quanto à abrangência territorial, o Parque Nacional da Tijuca está localizado em 3,5% da área total do município do Rio de Janeiro, situando-se em uma região central que se mistura à paisagem urbana.
Sua vasta extensão é dividida em quatro setores:
- Setor Floresta da Tijuca: Inclui o Pico da Tijuca, o Pico Tijuca Mirim, o Pico Andaraí Maior, o Pico do Papagaio, o Mirante do Excelsior, além da Cachoeira das Almas e a Cascatinha Taunay.
- Setor Serra da Carioca: Abriga o Parque Lage, o famoso Morro do Corcovado e a Vista Chinesa, pontos turísticos icônicos da cidade.
- Setor Pedra Bonita/Pedra da Gávea: Engloba a Pedra Bonita, a Pedra da Gávea, a Agulhinha e a popular Rampa de Voo Livre.
- Setor Pretos Forros/Covanca: Cobre a Serra dos Pretos-Forros e a Covanca, áreas de grande relevância ambiental.
Essa divisão facilita a gestão e o aproveitamento do parque, que combina preservação ambiental com atividades de lazer para moradores e turistas.
Os visitantes do Parque Nacional da Tijuca têm a oportunidade de explorar uma vasta gama de atrações naturais e históricas.
Por lá, trilhas bem sinalizadas levam a mirantes com vistas panorâmicas da cidade, como o Pico da Tijuca e a Vista Chinesa.
Para os mais aventureiros, a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita oferecem rotas desafiadoras, além de serem pontos de partida para a prática de voo livre.
É muito importante destacar também que o parque abriga cachoeiras, como a Cascatinha Taunay, e locais históricos, como o Parque Lage, que mescla beleza natural com arquitetura.
Em suma, é um destino que une ecoturismo, esportes ao ar livre e contemplação, proporcionando uma experiência completa.
Como chegar na Floresta da Tijuca?
Para chegar à Floresta da Tijuca, uma das áreas mais visitadas do Parque Nacional da Tijuca, os principais acessos se dão pela Zona Norte e Zona Sul do Rio de Janeiro.
Quem sai da Zona Sul pode seguir pela Rua Jardim Botânico e depois subir pela Estrada Dona Castorina, em direção à Vista Chinesa, até chegar à entrada do parque. Outra opção é acessar pelo Alto da Boa Vista, via Estrada da Cascatinha, que leva diretamente ao coração da floresta.
Se a partida for pela Zona Norte, o melhor caminho é pela Usina, subindo pela Estrada Velha da Tijuca até o Alto da Boa Vista. De lá, é possível seguir as placas indicativas até a entrada da Floresta da Tijuca. Esse trajeto é bem sinalizado, e a estrada oferece vistas deslumbrantes da vegetação local, além de diversos pontos de parada.
Já quem opta pelo transporte público tem à disposição linhas de ônibus que levam até o Alto da Boa Vista — como as linhas 301 e 302. A partir desse ponto, é possível acessar a entrada do parque e suas trilhas a pé ou de carro.
Táxis e aplicativos de transporte também são opções práticas para quem deseja mais comodidade no deslocamento até a Floresta da Tijuca.
No detalhe:
Ônibus
O importante é você pegar um ônibus que passe pela Praça Afonso Viseu. Chegando nela você entrará no Parque e começará a trilha pelo caminho que preferir — mais adiante, veja detalhes das diferentes opções.
Confira os ônibus que você pode pegar:
- 301- Barra da Tijuca x Rodoviária
- 302- Rodoviária x Recreio dos Bandeirantes
- 345- Candelária x Barra da Tijuca
- 448- Maracaí x São Conrado
Metrô
Você não consegue chegar até o Parque de metrô. Na verdade, você pode usá-lo para chegar até a estação Uruguai ou Saens Peña e de lá você pega um ônibus até a Praça Afonso Viseu.
Carro
Saindo da Tijuca: A Rua da Boa Vista começa no final da Rua Conde de Bonfim com o nome de Avenida Edison Passos.
Saindo da Barra da Tijuca: A Rua da Boa Vista começa na Estrada da Barra da Tijuca, próxima à Praça do Aleijadinho, com o nome de Estrada das Furnas.
Sobre a Cachoeira das Almas
A Cachoeira das Almas está situada no setor Floresta da Tijuca. Mais precisamente, ela fica a cerca de três quilômetros da entrada principal do parque, e seu acesso se dá por uma trilha relativamente fácil e bem sinalizada.
A caminhada, que segue ao lado do Riacho das Almas, é factível para todos os níveis de preparo físico, com terreno predominantemente plano e cercado pela exuberante Mata Atlântica.
Com uma queda d’água de cerca de 4 metros de altura, a queda d’água se forma ao longo do Riacho das Almas, compondo um cenário sereno em meio à densa vegetação da Mata Atlântica. A água cristalina e fria desce por rochas cercadas de verde, criando um poço onde é possível tomar banho e relaxar.
Quanto ao nome “Cachoeira das Almas”, ele tem origem histórica: ali os escravizados realizavam ali rituais religiosos, o que lhe conferiu um significado espiritual.
Hoje, a Cachoeira das Almas é um ponto de encontro para quem busca momentos de tranquilidade, contemplação da natureza e a oportunidade de se refrescar em suas águas limpas e geladas.
O trajeto até a cachoeira oferece mais do que a recompensa final de um banho. Durante a trilha, o visitante passa por pontes de madeira, clareiras e pequenas quedas d’água, proporcionando uma experiência rica em contato com a natureza. Além disso, há poços acessíveis ao longo do percurso, permitindo pausas para descanso e banho antes de chegar à cachoeira principal.
Como é a trilha para a Cachoeira das Almas?
Tenha em mente que para chegar à Cachoeira das Almas existem três diferentes acessos. São três trilhas:
- Via Playground
- Via Sede do Parque
- Via Restaurante “A Floresta”
→ Assista a este vídeo e, em seguida, confira descrições detalhadas dos três acessos:
1. Trilha via Playground
Início da trilha
A trilha via Playground é uma das rotas mais conhecidas do Parque Nacional da Tijuca. Seu percurso começa próximo à Capela Mayrink e é considerado de dificuldade moderada, sendo ideal para aqueles que gostam de explorar a natureza de forma mais leve.
O caminho é bem sinalizado e inclui passagens por trechos arborizados e algumas subidas suaves. Durante a caminhada, você vai apreciar a fauna e flora típicas da Mata Atlântica, além de alguns pequenos riachos.
Essa trilha se estende por cerca de 3,5 km, proporcionando uma experiência imersiva na natureza antes de chegar à cachoeira. Ela inclui algumas clareiras e pontes de madeira, que adicionam charme ao caminho.
Ao final, a Cachoeira das Almas recompensa os trilheiros com suas águas refrescantes e um ambiente tranquilo, ideal para relaxar e se reconectar com a natureza
Vale ressaltar também que essa trilha é para os mais aventureiros e para quem está com disposição, pois é a mais longa.
Trilha do Mesquita
Essa trilha é chamada de Trilha do Mesquita até a bifurcação que leva até o Caminho das Almas ou o Mirante do Excelsior. Ela é uma caminhada praticamente em linha reta o tempo inteiro e segue à direita do Rio das Almas.
Nela, você passará em paralelo ao Recanto dos Pintores e, pelo Centro de Visitantes do Parque, pela Praça do Tai-Chi e chegará ao ponto de encontro com a trilha da Cachoeira das Almas via Sede do Parque ou Caminho das Almas.
São cerca de 2,7 quilômetros de percurso, que proporcionam uma caminhada leve e adequada para todos os níveis de experiência com trilhas.
Também existe a opção de voltar para a Estrada Dona Castorina, saindo do Centro de Visitantes e seguir ela até a Sede do Parque, como mostra a imagem abaixo.
Trilha via Sede do Parque (Caminho das Almas)
Início da trilha pela estrada
Se você escolheu não começar a trilha pelo Playground, pode subir mais um pouco a estrada principal do Parque, passando pelo Centro de Visitantes, pelo Meu Recanto e chegar até a Sede do Parque. Logo à direita dela, existe um estacionamento onde você pode deixar o seu carro e pegar a trilha para a Cachoeira das Almas.
Caminho das Almas
Logo no início você já tem que escolher se vai para a direita (Estrada do Excelsior) ou para a esquerda (Caminho das Almas). Esse ponto também é o caminho para quem está fazendo a trilha via Playground.
Seguindo o Caminho das Almas, bem perto do início, você já vai encontrar um pequeno poço que é próprio para banho. Ideal para quem vai com crianças. Ele é novo foi aberto para visitação mais recentemente.
Voltando para a trilha, você continuará tendo uma caminha leve, quase sempre plana e com poucas subidas, caminhando ao lado do Rio das Almas, passando por pontes de madeira, até chegar ao destino final.
Trilha via Restaurante “A Floresta”
Início da trilha pela estrada
Caso você não queira chegar até a Cachoeira das Almas pelas trilhas anteriores, existe uma outra mais curta e mais fácil sendo apenas uma descida. Para isso, você deverá subir a estrada principal do Parque por cerca de 3 km, até chegar ao Restaurante “A Floresta”.
A trilha mais curta
Próximo ao Restaurante, você verá uma placa indicando o caminho para a Cachoeira das Almas.
A partir daqui não tem mistério, é só descer a trilha e fica de olho para seguir para o caminho da esquerda na bifurcação. Se você for em frente, irá em direção ao Lago das Fadas. Com menos de 10 minutos você fez a trilha mais curta da Cachoeira das Almas e agora poderá se refrescar um pouquinho! \o/
Mapa da trilha
Outras cachoeiras do Setor Floresta do Parque Nacional da Tijuca
Dê uma olhada, a seguir, no detalhamento das cachoeiras que consideramos mais imperdíveis no Setor Floresta do Parque Nacional da Tijuca.
Cascatinha Taunay
A Cascatinha Taunay é a maior queda d’água do Parque Nacional da Tijuca, com uma impressionante altura de 35 metros.
Formada pelas águas do Rio Tijuca e outros afluentes, ela é um dos cartões-postais do parque e pode ser facilmente acessada pela entrada principal na Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista.
A beleza da queda d’água foi imortalizada pelo pintor francês Nicolas-Antoine Taunay no início do século XIX, e o local ainda guarda vestígios históricos, como a ponte de pedras em estilo romano construída em 1860.
Embora o banho diretamente na cascata seja proibido, os visitantes podem se refrescar no poço de banho Job de Alcântara, localizado logo abaixo da ponte.
Quanto ao acesso à Cascatinha Taunay, ele é fácil e rápido. A área é aberta diariamente das 8h às 17h.
Cascata Baronesa
A Cascata da Baronesa é uma das mais recentes a serem abertas ao público, em julho de 2016. Com fácil acesso (situada próxima ao Recanto Paulo e Virgínia), ela se tornou um ponto popular para quem deseja se refrescar após caminhadas em trilhas como o Circuito das Grutas ou o Pico da Tijuca.
Para chegar até ela, percorre-se uma trilha para leve, adequada para todos os níveis de preparo físico. E ela oferece uma bela recompensa com suas águas cristalinas; o ambiente ao redor é cercado pela rica vegetação da Mata Atlântica, oferecendo um cenário natural e sereno.
→ Saiba mais:
Cascata Diamantina
Pequena e charmosa queda d’água localizada no coração da Floresta da Tijuca, a Cascata Diamantina se destaca por seu cenário pitoresco, cercada por formações rochosas arredondadas que proporcionam uma sensação de estar dentro de uma gruta natural.
A trilha que leva até a Cascata Diamantina faz parte do popular Circuito das Grutas, que também inclui outras cachoeiras e cavernas, como a Gruta do Morcego e a Gruta Major Archer, proporcionando uma experiência rica para quem aprecia natureza e aventura.
Para acessá-la, percorre-se um percurso de cerca de 13 km que envolve passagens por raízes e rochas, além de alguns trechos de “trepa-pedra”. Estamos falando, portanto, de uma trilha considerada de dificuldade moderada — ela é bem sinalizada.
→ Saiba mais:
Cascata Gabriela
A Cascata Gabriela é uma pequena e tranquila queda d’água ideal para um passeio relaxante. Seu nome é uma homenagem à Gabriela Hermínia, irmã do Barão d’Escragnolle, que frequentava o local.
Ela é de fácil acesso, com uma trilha leve de aproximadamente cinco minutos, partindo do estacionamento do restaurante Os Esquilos. O percurso é bem sinalizado e quase totalmente plano — excelente opção para visitantes de todas as idades.
Além da queda d’água, a Cascata Gabriela tem poços de banho. E o cenário ao seu redor é cercado pela vegetação exuberante da Mata Atlântica. Em síntese, ela é uma excelente opção para quem busca uma alternativa menos movimentada em comparação com outras cachoeiras do parque.
→ Saiba mais:
→ Confira também nosso Guia de Atrativos do Parque Nacional da Tijuca
Neste blogspot exclusivo, nós detalhamos 57 atrativos imperdíveis para quem quer aproveitar a Floresta da Tijuca ao máximo. Para acessá-lo, clique aqui!
Você ainda pode ir a conteúdos específicos, para conferir detalhes em texto, imagens e vídeos. Tais como:
- Caminho Dom Pedro Augusto.
- Cachoeira do Amor, no Alto da Boa Vista.
- Bico do Papagaio.
- Serrilha do Bico do Papagaio.
- Pico da Tijuca e Tijuca Mirim.
- Vista Chinesa.
- Cascata Gabriela.
- Mirante da Cascatinha e Alto do Cruzeiro.
- Circuito das Grutas.
- Pico do Perdido (Pico do Grajaú).
- Pedra Bonita.
O que você achou do nosso roteiro da trilha da Cachoeira das Almas, na Floresta da Tijuca? Explore outros conteúdos do nosso blog e siga-nos: Facebook, YouTube, Instagram, Tik Tok, Pinterest.



















