Viagem para Bali: o que fazer em Ubud

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terraço destaque - Bali Ep 1

Bali é uma das ilhas da Indonésia mais populares atualmente e se mantém basicamente através do turismo que vem crescendo nos últimos anos. Quem nunca viu aquela foto no Instagram de uma plantação de arroz ou de praias com águas transparentes, ou estátuas budistas debaixo d’água, certo? Pois é, Bali é a ilha que oferece tudo isso e muito mais. Também é conhecida como a ilha dos deuses, uma vez que é repleta de templos hinduístas, montanhas, lindas costas, paisagens vulcânicas e até mesmo praias com areia preta.


Eu tive a oportunidade de viajar por 10 dias ao redor da ilha e também visitar a ilha vizinha, Lombok. Confesso que, pelo fato de eu querer explorar o máximo possível, foi meio corrido como vocês vão ver. Por isso, já aconselho com antecedência a se planejarem para ficar mais que 10 dias se forem seguir o mesmo roteiro.

Esse guia vai ser separado em alguns posts já que são vários dias de viagem que eu gostaria de compartilhar com vocês nos melhores detalhes possíveis para facilitar a sua visita.

Então vamos lá!

Dia 1 – Chegando em Bali e Ubud

Já aviso que talvez esse primeiro post fique um pouco mais longo que os próximos, mas é só porque eu sinto a necessidade de compartilhar algumas informações extras com vocês para proporcionar o melhor da sua viagem!

Denpasar é o local onde o aeroporto fica. A primeira impressão ao desembarcar não foi das mais agradáveis para mim, porque dezenas ou até centenas de pessoas tentaram me vender produtos ou oferecer insistentemente transporte por preços absurdos. O pior é que muita gente que não tem muita noção dos preços acaba pagando mais que o dobro do preço original, então isso é algo bom de se informar antes de chegar lá! E quanto à comunicação, nem se preocupem, a maioria das pessoas de lá entendem inglês por ser um local tão turístico. Às vezes podem ter uma certa dificuldade para entender, mas no geral é bem tranquilo de se comunicar com qualquer pessoa por lá.

A recomendação que recebi de outros mochileiros que viajaram pela ilha foi a de, ao chegar no aeroporto, caminhar uns minutos para fora do aeroporto e pegar taxis que fossem da empresa “Blue Bird”, mas pra sempre perguntar qual é o preço antes de embarcar ou se certificar que o taxímetro esteja ligado no veículo. Também existem aplicativos como Uber, Go-Jek e Grab Car, porém só são permitidos em alguns locais da ilha. A maior parte em que os aplicativos são permitidos é ao redor de Denpasar, Kuta e etc.. porém muitos motoristas acabam fazendo corridas nos demais locais mesmo assim (às vezes podem tentar te cobrar mais, mas aí é só questão de negociar pelo chat do aplicativo mesmo). Eu particularmente usei o Grab Car com a opção de corrida de moto para economizar bastante, uma vez que o preço é quase a metade das corridas de carro.

Resumindo, se você vai para Bali, você realmente tem que saber o preço das coisas e aprender a barganhar por tudo e com todos. Fico à disposição de qualquer dúvida também, viu? Só mandar mensagem pelo Instagram lá @vamostrilhar ou @wootsong.

No meu caso, eu acabei aceitando a corrida de um dos locais mesmo, já que eu não tinha comprado um cartão SIM para o meu celular no aeroporto (para variar custava muito mais caro lá). Acabei pagando 350 mil rúpias indonésia, o que dá mais ou menos uns 80 reais, do aeroporto até Ubud. Essa viagem leva em torno de uma hora ou mais, dependendo do trânsito, e são só 23km para percorrer. É, o trânsito de Bali é algo de outro mundo. Assim como na maioria dos lugares do Sudeste Asiático, chega a ser meio caótico de tanta moto e gente dirigindo meio que “sem regra”.

Bom, agora que já comentamos todos os pontos a se cuidar na sua viagem, vamos ao que importa, né?

Eu sinceramente me senti totalmente fascinado pela paisagem, pelas pessoas, pela arquitetura, religião, tudo. Tudo é muito diferente da nossa realidade. Todas as pessoas que eu conheci de lá foram super amigáveis e de bom coração, de verdade.

Ah, e sabe aqueles portões maravilhosos que vemos nas fotos da Indonésia? Nem se preocupa, a cada quadra que você caminha você encontra um diferente. Até saindo do aeroporto mesmo já tem um bem grandinho.

Portão - Bali Ep 1

Depois de quase duas horas de viagem muito bem aproveitadas por causa do motorista que fala inglês muito bem e pôde me contar sobre cada lugar que passávamos, cheguei ao meu primeiro destino em Bali: Ubud.

Ubud

Ubud é uma cidade totalmente diferente de qualquer outro lugar em Bali. E ao contrário do que esperamos dos melhores locais de Bali, não tem praia alguma. Ao invés disso, a área é tomada por verde.

Para falar a verdade, a maioria das pessoas que eu encontrei por lá eram da Europa, o que tornou a experiência bem legal, visto que houve toda aquela troca de experiência e culturas não só com a do sudeste asiático.

Se locomover por Bali é algo bem simples para falar a verdade (exceto quando você está no aeroporto hehe). Você vai encontrar motoristas dispostos a fazer a sua viagem de forma customizável por diversos preços em tudo quanto é lugar. Fiquei hospedado em um hostel, como a maioria dos mochileiros fazem, mas se você for acompanhado de mais pessoas, vale a pena reservar um AirBnb que acaba saindo o mesmo preço e a acomodação normalmente é bem melhor.

O primeiro local que resolvi visitar ficava em torno de 20 a 30 minutos da cidade e foi o famoso terraço das plantações de arroz chamado “Tegalalang”. Eu acabei pagando 200.000 rupias indonésias, que dividi com uma menina da Eslováquia, de Ubud até o terraço, incluindo uma visita à plantação do famoso café de Bali que era logo do lado. O ideal é ter gente para viajar com você e cortar os preços pela metade ou mais até, não só em transporte, mas em acomodação, tours e etc. E acredite, o que não falta é gente querendo explorar todos os lugares por lá.

O terraço é bem grande com vistas maravilhosas de tudo quanto é lugar, e mesmo sendo cheio de turistas, a experiência é demais! Ah, a entrada é em torno de 10.000 rupias, e quando você começa a caminhar pelos caminhos das plantações de arroz, existem uns três ou quatro portões que você é “obrigado a fazer uma doação” para passar e continuar o caminho.

Então, não faça como eu que fui para lá só com notas consideravelmente de valor alto, já que eles não aceitam moedas como doação. Sinceramente, dá para passar uma ou até duas horas explorando o local de tantos caminhos que existem e tão grande que é!

Terraço 1 - Bali Ep 1 Terraço 2 - Bali Ep 1 **Spoiler de um dos posts que vem pela frente: eu gostei tanto de Ubud que acabei voltando e fiz o mesmo passeio outra vez.

Depois de caminhar horas pelas plantações, caminhamos uns 5 minutos dali até um local que eles mostravam gratuitamente como era produzido o famoso “Luwak Coffee”. Ok, antes de eu começar a contar sobre esse tour, é legal dar uma resumida em como ele é feito: existe esse gato selvagem lá, que nem parece muito com um gato na verdade.

Luwak - Bali Ep 1

O animal come o grão de café e, segundo os guias, sabe escolher os grãos de melhor qualidade (eu não comprei essa, mas né, foi o que me disseram). O que acontece é que o gato não consegue digerir o grão de café e o suco gástrico do estômago dele tira a amargues do café. Os locais coletam as fezes do animal, limpam, deixam no sol, descascam o grão, deixam no sol de novo, esmagam e isso tudo leva no mínimo dez dias até chegar ao produto final.

Muita gente acha meio nojento, mas depois de ver pessoalmente todo o processo, ver os animais, a maioria das pessoas acaba provando. Até porque dizem que é o café mais caro do mundo, né? Eles me contaram que em Nova Iorque, uma xícara é em torno de 25 dólares americanos e lá eu paguei 50 mil rúpias, o que dá em torno de US$3,70 só.

Café - Bali Ep 1

Mas tenho que confessar que o melhor do tour do “Luwak Coffee” nem foi tudo isso, ao fim da apresentação deles, você ganha 14 xícaras de diferentes sabores de chá e cafés e é então que eles te oferecem o café Luwak. Se você gostar de qualquer bebida deles, eles vendem de tudo em uma lojinha no fim do tour.

Xícaras - Bali Ep 1

Terminando o passeio com o nosso motorista que ficou esperando o tempo todo por nós, voltamos para Ubud e ficamos caminhando por lá. Sinceramente, não há nada melhor que sair explorando os lugares e se surpreender com o “não planejado”, como esse templo que ficava na rua principal de Ubud, mas de certa forma, escondido:

Templo - Bali Ep 1

Dei a sorte de ir para lá quando estava acontecendo pela primeira vez um evento chamado “Ubud and Beyound” com muita comida de rua, música ao vivo e recreação. Não comentei antes, mas a comida lá é muito boa e barata em qualquer lugar. Você consegue fazer uma refeição de tamanho decente por cerca de 50 mil rúpias, o que dá em torno de 12 reais.

Para fechar o dia, fomos comparar preços de tours do nascer do sol no vulcão “Batur”. Mas essa história fica para o próximo episódio dessa viagem.

Como disse antes, qualquer dúvida sobre acomodação, locais, preços, tudo isso, se sintam à vontade para perguntar! Tem muitos locais que eu acabei não visitando e que eu não comentarei nesses posts, mas pesquisei bastante e posso ajudar se quiserem.

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