Praias próximas ao centro de Alter do Chão (PA): Praia do Cajueiro e Praia do CAT

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Alter do Chão, no coração da Amazônia paraense, é conhecida como o “Caribe Amazônico” graças às suas águas cristalinas e às areias brancas que emergem durante a vazante do Rio Tapajós. Além dos pontos mais famosos, como a Ilha do Amor e a Serra da Piraoca, existem praias bem pertinho do centrinho que guardam um charme especial e nos conquistaram pela simplicidade e beleza: a Praia do Cajueiro e a Praia do CAT. Ambas são acessíveis a pé, ficam na orla principal e foram parte essencial da nossa experiência em Alter.

Logo no início da viagem, depois de deixar nossas coisas na pousada, aproveitamos para dar uma volta no centrinho e comprar roupas e itens básicos de necessidade. Na volta, o calor úmido e abafado típico da Amazônia parecia nos empurrar direto para dentro do rio. E foi exatamente isso que fizemos: paramos na Praia do Cajueiro, que já fica praticamente de frente para a vila, e nos entregamos a um banho refrescante nas águas do Tapajós. O nome da praia vem de um imenso cajueiro que garante sombra generosa na areia, sendo ponto de encontro de moradores e turistas. A cena é simples, mas encantadora: barquinhos atracados, areia fina e clara, e uma vista privilegiada do rio, da Ilha do Amor e até da Serra da Piraoca.

A temperatura da água foi uma surpresa incrível: nada de frio, era morninha e super agradável, quase como um convite ao relaxamento total. O Nicolas, nosso pequeno, não teve receio algum de brincar ali, entrando e saindo da água com uma alegria contagiante. Se tivesse levado a sua boia, teria sido ainda mais diversão. O contraste do abafado do lado de fora com a sensação de alívio dentro da água tornou a experiência ainda mais marcante. Foi nesse momento também que aproveitamos para soltar o drone e registrar o cenário do alto. As imagens mostraram toda a beleza de Alter: a praia do Cajueiro, o centrinho, a Ilha do Amor ao fundo e até a Praia do CAT, que visitaríamos depois, com o pôr do sol tingindo o céu de tons dourados e alaranjados.

A Praia do Cajueiro é elogiada não só pela atmosfera tranquila, mas também por sua acessibilidade. Por estar colada no centrinho, dá para chegar facilmente caminhando. Não exige barco, nem deslocamento longo, o que a torna perfeita para quem quer curtir sem pressa. Além disso, é um lugar ótimo para se ambientar, seja no início da viagem, como foi o nosso caso, ou no fim, quando a vontade é desacelerar.

Depois de aproveitar o Cajueiro, deixamos a Praia do CAT para o fim, como nosso último contato com as águas do Tapajós em Alter do Chão. O CAT é o Centro de Atendimento ao Turista e, além de ponto de informações, ele conta com um belo deck de madeira que avança em direção ao rio. No entanto, durante a nossa visita, esse deck estava fechado para reformas, o que nos fez chegar até a praia a partir da rua da pousada onde estávamos hospedados. Descemos tranquilamente, atravessamos a areia e fomos caminhando até o espaço ao lado do deck.

Apesar da estrutura fechada, o local não perdeu o encanto. Montamos nosso cantinho embaixo de uma árvore, um pouco afastados de um grupo que fazia barulho com música alta e cigarro, e ali ficamos só curtindo. O Nicolas se divertiu bastante brincando na areia, enquanto a gente aproveitava mais um banho de rio. Havia uma sensação diferente nessa praia, talvez por sabermos que era nosso último pôr do sol em Alter. E que pôr do sol! Assim como nos outros dias, o espetáculo foi impressionante, mas havia algo de especial em encerrar a viagem dessa forma. O céu ganhou tons de vermelho e laranja refletidos na água calma do Tapajós, criando aquele cenário que a gente guarda não só em fotos, mas na memória e no coração.

Essas duas praias, o Cajueiro e o CAT, carregam a simplicidade que representa bem Alter do Chão. Elas não têm a fama de outras, como a Ilha do Amor, nem exigem passeios de lancha para chegar, mas oferecem experiências autênticas e especiais. No Cajueiro, a sombra do cajueiro centenário, a areia branca e a vista ampla já entregam uma tarde perfeita. No CAT, a atmosfera de despedida com o pôr do sol e o contato com o cotidiano da vila dão um charme próprio.

Vale lembrar que Alter do Chão tem um ciclo natural muito particular: as praias só existem de fato na época da seca, que vai de agosto a dezembro ou janeiro. No período da cheia, muitas delas desaparecem completamente sob as águas do Tapajós. Escolhemos viajar na época da vazante, e isso fez toda a diferença para curtir não só o Cajueiro e o CAT, mas também as demais praias e passeios da região.

Outro ponto que nos marcou foi o clima. Durante o dia, o sol é intenso, o calor é forte e a umidade pode ser desgastante. Por isso, o banho de rio se torna ainda mais necessário e prazeroso. As águas do Tapajós, mornas e cristalinas, funcionam como um alívio imediato e renovador. Para quem viaja com criança, como nós, essa característica é um presente, porque as crianças se sentem mais confortáveis para brincar.

Se fôssemos dar dicas para quem pretende visitar, diríamos: vá na época da seca para aproveitar as praias em sua melhor forma, leve bastante protetor solar, água e, se for com crianças, boias ou brinquedos para areia. Se curtir fotografia ou quiser registrar memórias únicas, levar um drone é uma excelente pedida, porque a vista aérea de Alter é simplesmente espetacular. E, claro, reserve um tempo para assistir ao pôr do sol em pelo menos uma dessas praias — é uma experiência transformadora.

Encerrar nossa estadia em Alter do Chão com a Praia do CAT foi como fechar um ciclo. Começamos nossa jornada pelo Cajueiro, nos encantando com a simplicidade e a beleza natural, e terminamos no CAT, com um pôr do sol inesquecível, em um espaço que simboliza a chegada e a despedida dos turistas. Foi um resumo perfeito do que Alter representa: acolhimento, natureza grandiosa e momentos que ficam gravados na memória.

No fim das contas, a Praia do Cajueiro e a Praia do CAT provaram que, em Alter do Chão, não é preciso ir longe para viver experiências marcantes. Às vezes, as melhores lembranças estão nas praias logo ali, a poucos passos do centrinho, onde a natureza se mistura ao cotidiano da vila e cria cenários que nenhum outro lugar no mundo consegue reproduzir.

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