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A primeira vez que estive no Fervedouro dos Buritis foi em 2016. A chuva tinha chegado dias antes, e o que eu encontrei não era a piscina natural azul-esmeraldada das fotos. Era um poço de água barrenta, cor de barro molhado, onde mal dava pra enxergar a própria mão. Fui embora com aquela sensação de missão incompleta.
Em 2024, voltei. Com Samara, Nicolas, Heitor e Sophia. Céu limpo, seca de cartilha, e o Buritis me esperando do jeito que eu sempre soube que ele era. Quando o drone subiu e o formato de coração apareceu na tela, ficou claro que a espera tinha valido a pena.
O Fervedouro dos Buritis é uma das nascentes mais famosas do Jalapão: água que brota do subsolo com tanta pressão que impede qualquer pessoa de afundar, emoldurada por palmeiras buritis imensas e bananeiras carregadas de frutos. Fica em Mateiros, no Tocantins, a cerca de 34 km do centro da cidade pela TO-110, e está na lista obrigatória de qualquer roteiro pela região. O ingresso custa entre R$20 e R$25 por pessoa (referência 2024/2026), o acesso a pé é de 300 metros em terreno plano e a melhor época para visitar é de maio a setembro, na estação seca.
Neste guia, conto tudo: o que é, como funciona, como chegar, quanto custa, quem pode ir, a melhor época, o que esperar. E o que nenhum outro artigo conta, porque nenhum outro esteve lá nas duas condições opostas que esse fervedouro pode oferecer.
O que é o Jalapão?
O Jalapão fica no estado do Tocantins, a cerca de 300 km de Palmas (a capital), e é um dos destinos de ecoturismo mais impressionantes do Brasil, e um dos menos óbvios. A contradição começa no apelido: “o deserto das águas”. No meio de um cerrado seco e alaranjado, brotam rios cristalinos, cachoeiras esverdeadas, praias fluviais de areia branca e mais de 100 fervedouros.
O Parque Estadual do Jalapão, criado em 2001, tem cerca de 158 mil hectares e abrange o município de Mateiros, além de partes de Ponte Alta do Tocantins, São Félix do Tocantins e Novo Acordo. Mateiros é a principal base para quem quer explorar os fervedouros. A maioria dos atrativos fica ao longo da TO-110, que conecta a cidade a São Félix.
Além da natureza, o Jalapão carrega uma identidade cultural forte. A Comunidade Quilombola do Mumbuca é o berço do artesanato de capim dourado, fibra natural colhida no cerrado que, nas mãos das artesãs locais, vira bolsas, chapéus e bijuterias de uma beleza singular. Comprar uma peça ali não é souvenir: é apoiar uma tradição que sobrevive há gerações.
O que são os fervedouros?
Fervedouro é o nome que damos às nascentes de água subterrânea que afloram em piscinas naturais com uma pressão tão forte que o corpo simplesmente não afunda. Pode tentar. Não vai conseguir. A água te empurra de volta pra cima como se estivesse num colchão líquido.
O fenômeno é alimentado pelo Aquífero Urucuia, uma das maiores reservas de água subterrânea do Brasil, que percola pelo arenito do cerrado por décadas antes de brotar na superfície. A transparência da água é resultado direto desse filtro natural: ela chega tão pura que nos fervedouros mais rasos dá pra enxergar cada grão de areia branca no fundo.
Se você quiser entender melhor o circuito completo antes de decidir seu roteiro, temos um guia com os 9 fervedouros que visitamos no Jalapão, com as características de cada um e o que esperar de cada experiência.
O Jalapão tem mais de 100 fervedouros catalogados, mas apenas 13 a 20 deles estão abertos ao público, todos em propriedades privadas ao longo da TO-110. Cada um tem uma personalidade própria: formato, cor da água, pressão da nascente, vegetação ao redor, infraestrutura. O Fervedouro dos Buritis é um dos mais famosos, e vou te contar o porquê.
Como chegar ao Fervedouro dos Buritis?
O Fervedouro dos Buritis fica na zona rural de Mateiros (TO), a cerca de 34 km do centro da cidade pela TO-110, o que dá uns 15 a 20 minutos de carro na estação seca.
De Palmas até Mateiros: são aproximadamente 300 km, com boa parte do trecho em estrada pavimentada, mas o trecho final, a partir da TO-110, já envolve estrada de terra. Quem vai de carro alugado precisa verificar se o contrato permite estradas não pavimentadas (muitos locados em Palmas têm restrições). A opção mais prática para a maioria é fechar um pacote com agência local, com o transporte já incluso.
De Mateiros até o fervedouro: pegue a TO-110 sentido São Félix do Tocantins. A sinalização turística na região é básica, praticamente inexistente em alguns trechos. Com guia, você não precisa se preocupar com isso. Sem guia, GPS e uma ligação antecipada para a propriedade são fundamentais.
A trilha de acesso: ao chegar na fazenda, ainda tem uma trilha de 300 metros até o fervedouro. É terreno plano, sem desnível: qualquer pessoa faz em menos de 5 minutos. O caminho começa em terra batida, passa por tablado de madeira e termina numa escada de madeira que dá acesso direto à água.
Na chuva (outubro a abril): a estrada de terra fica escorregadia e pode ter trechos com atoleiro. Veículo 4×4 é essencial nesse período.
Devo ir com guia?
Guia não é obrigatório para visitar o Fervedouro dos Buritis. Você compra o ingresso diretamente na entrada da propriedade.
Mas vou ser direto: ir sem guia no Jalapão é se complicar à toa.
A região tem estradas de areia com pouca sinalização, e se perder entre as propriedades privadas é mais fácil do que parece. A grande vantagem de ter um guia local é logística: ele sabe a sequência ideal para encaixar dois, três ou até cinco fervedouros no mesmo dia, evitando longas esperas e otimizando as rotas. Em 2024, visitamos cinco fervedouros em um único dia sem correria. Só foi possível porque o guia conhecia os horários de menor movimento de cada propriedade.
Se a ideia é fazer o roteiro por conta própria, chegue cedo em cada fervedouro, leve dinheiro em espécie e confirme os acessos por telefone com cada propriedade antes de sair.
Quanto custa?
O ingresso do Fervedouro dos Buritis custa entre R$20 e R$25 por pessoa (referência 2024/2026; confirme antes de ir, pois cada propriedade define seu próprio preço e pode reajustar).
O pagamento é feito na entrada da fazenda, direto com os moradores. Leve dinheiro em espécie: o sinal de celular na região é instável, e Pix e maquininha nem sempre funcionam.
Há um restaurante no local que serve almoço e funciona como bar. A comida caseira é boa, e almoçar ali enquanto aguarda a vez de entrar faz parte da experiência. Faça reserva com antecedência pelo telefone da propriedade, especialmente em julho e agosto.
Se você estiver viajando com uma agência, a entrada nos fervedouros geralmente já está incluída no pacote. Verifique antes de pagar novamente na porteira.
Quem pode visitar?
Praticamente todo mundo. Essa é uma das grandes qualidades do Buritis: não exige preparo físico nenhum.
A trilha de acesso tem 300 metros em terreno plano e sem desnível: qualquer pessoa faz em menos de cinco minutos. O fervedouro tem profundidade de aproximadamente 1,20 metro: suficiente para adultos flutuarem sem encostar no fundo, mas raso o bastante para crianças maiores ficarem confortáveis com supervisão.
Crianças menores de 1,20m devem entrar acompanhadas de um adulto, mas isso não é empecilho nenhum. Nicolas, que ainda é bem pequeno, adorou a experiência em 2024: ficava tentando empurrar o corpo pra baixo e rindo cada vez que a água o jogava de volta pra cima.
Quem não sabe nadar também pode ir tranquilo. A pressão da nascente não deixa afundar. A profundidade existe, mas a física do fervedouro não te deixa chegar lá.
Qual a melhor época para visitar o Fervedouro dos Buritis?
Maio a setembro é a janela ideal: estação seca, estradas transitáveis, água cristalina e aquele tom azul-esverdeado das fotos.
Julho e agosto têm o maior movimento. Se você quer encontrar menos gente na fila de cada fervedouro, maio e junho têm a água igualmente boa, mas com bem menos turistas.
E o que acontece na chuva? Lembro bem da visita de 2016: a água do Buritis estava completamente turva, numa tonalidade marrom-avermelhada que tornava a experiência visual irreconhecível. A pressão continuava lá, mas o charme do fundo de areia branca, da cor azul-esverdeada. Tudo isso some. Se o objetivo é aquela imagem que você vê nas fotos, evite outubro a abril.
Regras de visitação
Os fervedouros do Jalapão são ecossistemas extremamente frágeis. A pressão da nascente sustenta um equilíbrio delicado de microorganismos, flora aquática e areia. Qualquer produto químico que entre na água (protetor solar, repelente, shampoo, sabonete) pode comprometer esse equilíbrio de forma irreversível.
As regras principais:
- Protetor solar e repelente são proibidos antes de entrar na água. Aplique somente após sair. Para proteção solar durante a espera, use roupas com proteção UV.
- Não pise na vegetação da borda do poço. As plantas que crescem na margem fazem parte do ecossistema e são extremamente frágeis.
- Respeite o limite de pessoas e o tempo de permanência. No Buritis: 10 pessoas por vez e 20 minutos de banho por grupo. Na baixa temporada, os moradores costumam ser flexíveis: em 2024, ficamos quase uma hora sem que houvesse problema.
- Evite barulho excessivo. Sem caixinha de som, sem gritos. O silêncio faz parte da experiência.
- Não leve lixo para a área do fervedouro. Nada de embalagens, garrafas descartáveis ou restos de comida.
- Na chegada, os moradores da propriedade explicam todas as regras antes de você entrar. Escuta com atenção. Eles conhecem aquele lugar melhor do que qualquer guia impresso.
O Fervedouro dos Buritis: a experiência de verdade
Chegamos ao Buritis no final da tarde do quarto dia de viagem, depois de já termos visitado o Fervedouro do Ceiça, o Macaúbas, o Rio Sono e o Encontro das Águas. Eu estava com as expectativas lá em cima, com um fundo de apreensão, por causa daquela visita frustrada de 2016.
A trilha de acesso já deu o tom. São 300 metros de terra batida e tablado de madeira, mas o que mais chamou atenção foi a fauna espontânea da fazenda: galinhas, pintinhos, perus e um par de cavalos cruzaram o caminho enquanto a gente avançava. Nicolas, completamente encantado, foi entoando “Pintinho Amarelinho” do começo ao fim da trilha. Virou a trilha sonora oficial do nosso dia. Papagaios fizeram companhia perto da cabana de espera.
Quando chegamos ao fervedouro, havia apenas uma outra visitante. Era quase fim de tarde, a luz estava lateral e a água tinha aquele tom azul-esverdeado que varia conforme o ângulo do sol. Descemos a escadinha de madeira, tocamos o fundo de areia branca, que se move suavemente como se estivesse respirando, e a nascente assumiu o controle.
Não tem como descrever a flutuação de um fervedouro sem soar exagerado. Mas é literalmente isso: você não afunda. Pode tentar forçar o corpo pra baixo quanto quiser. A pressão da água te sustenta, e a areia fina do fundo cria uma dança constante sob os pés. A transparência é tão absoluta que dá pra enxergar cada detalhe a 1,20 metro de profundidade.
O drone subiu. Na tela do celular, o formato de coração ficou nítido: o contorno do poço, emoldurado pelos buritis e pelas bananeiras (Nicolas ficava apontando pra elas e repetindo “nana” a cada novo fruto que aparecia), desenhava uma silhueta que não parece obra da natureza, mas é. Quando a luz bateu diferente, a água virou azul puro.
Ficamos bem além dos 20 minutos. Os moradores, vendo que não havia fila, deixaram o tempo correr. Foi uma das paradas mais tranquilas de toda a viagem, e a comparação com o que eu havia visto em 2016 tornava tudo ainda mais valioso.
Os buritis que dão nome ao lugar, aliás, não são só cenário. Suas folhas são usadas pelas artesãs do Mumbuca para produzir as peças de capim dourado, o artesanato mais característico de toda a região do Jalapão.
Fervedouro dos Buritis ou Buritizinho? Entenda a diferença
Essa confusão aparece toda hora nos grupos sobre o Jalapão: os nomes são parecidos e as descrições online frequentemente embaralham os dois. Para deixar claro de uma vez: são atrativos completamente distintos, com personalidades opostas.
| Fervedouro dos Buritis | Fervedouro Buritizinho | |
| Formato | Coração (visto do drone) | Gota |
| Tamanho | Maior | Menor |
| Capacidade | 10 pessoas | 6 pessoas |
| Profundidade da nascente | Menor, flutuação mais firme | Maior, flutuação mais suave |
| Ingresso (ref. 2024/26) | R$20 a R$25 | R$20 |
| Estrutura | Restaurante, bar, cabana | Restaurante |
| Vibe geral | Icônico, fotogênico | Intimista, tranquilo |
O Buritis é o mais famoso dos dois e o mais fotogênico, especialmente para drone. O Buritizinho é menor, mais reservado, com nascente mais funda que reduz a sensação de flutuação, mas compensa com transparência de água excepcional e fila bem menor.
Se der, vá nos dois. Ficam relativamente próximos e têm experiências bem diferentes. Você pode ler nosso guia completo do Fervedouro Buritizinho antes de decidir.
Dicas práticas
- Leve dinheiro em espécie. Sinal fraco, Pix que não carrega, maquininha que trava: isso é padrão no Jalapão. Separe o valor das entradas em notas antes de sair da pousada.
- Não use protetor solar ou repelente antes de entrar na água. Aplique somente após sair. Para proteção solar, opte por camiseta UV durante a espera.
- Suba o drone com a luz alta, entre 10h e 14h o formato de coração fica mais nítido e o contraste da água com a vegetação é mais intenso.
- Combine o Buritis com outros fervedouros no mesmo dia. O Rio Sono, o Macaúbas e o Ceiça ficam na mesma rota: essa foi a sequência que fizemos e funcionou muito bem.
- Faça reserva no restaurante com antecedência. Principalmente em julho e agosto, quando o movimento é alto.
- Chegue cedo na alta temporada. No pico do verão, a espera em cada fervedouro pode ser longa. Madrugador tem vantagem.
- Não pise na borda do poço. A vegetação marginal é frágil e parte fundamental do ecossistema da nascente.
- Câmera à prova d’água é ouro. O fundo de areia branca em movimento é um dos melhores cenários para foto subaquática de todo o Jalapão.
- Vá na seca. A diferença entre a água clara de maio/junho e a água turva de novembro é gritante. Já passei pelos dois extremos.
Outros atrativos para combinar com o Fervedouro dos Buritis
O Fervedouro dos Buritis é um dos destaques, mas o Jalapão está cheio de atrativos que justificariam a viagem sozinhos. Abaixo, um panorama dos principais para você já ir montando o roteiro.
Pedra Furada Formação rochosa com arco natural escavado pela erosão, às margens do Rio Sono. A trilha tem escadas e é acessível. Do mirante, o cerrado se estende infinitamente. Conheça mais sobre a Pedra Furada no Jalapão.
Lagoa do Japonês Lagoa de aproximadamente 1 hectare com águas verde-esmeralda, gruta submersa a 60 metros do deck, tirolesa de 300 metros e caiaque transparente. Fica em Pindorama do Tocantins e é uma das paradas mais completas do roteiro. Veja o guia completo da Lagoa do Japonês.
Cânion Sussuapara Paredões de arenito alaranjado que formam uma fenda estreita por onde a luz entra filtrada. Um dos cenários mais dramáticos de toda a região. Vale a trilha de acesso. Veja nosso guia do Cânion Sussuapara.
Cachoeira da Velha Uma das maiores cachoeiras do cerrado, com mais de 100 metros de largura. O banho é proibido pela força da correnteza, mas o rafting até os pés do véu é uma das experiências mais marcantes do roteiro.
Prainha do Rio Novo Praia fluvial de água potável às margens do Rio Novo, com peixinhos que chegam nos seus pés e redários espalhados à beira-d’água. Perfeita para descansar entre um atrativo e outro.
Praia do Caju Também às margens do Rio Novo, a Praia do Caju tem água cristalina, areia branca e uma tranquilidade que convida a ficar mais do que o planejado.
Dunas do Jalapão Areia alaranjada contrastando com o verde dos buritis e o azul do céu. O pôr do sol daqui é considerado um dos mais bonitos de todo o Brasil. Veja o guia do passeio pelas Dunas do Jalapão.
Fervedouro do Ceiça O pioneiro. Primeiro fervedouro aberto ao público no Jalapão e ainda um dos mais visitados. Bananeiras, água azul intensa e nascente de boa pressão. Saindo de Mateiros pela TO-110, cerca de 25 km. Confira mais sobre o Fervedouro do Ceiça e outros fervedouros do Jalapão.
Fervedouro Macaúbas Um dos maiores da região, com pressão intensa e água azul-esverdeada de deixar qualquer um boquiaberto. A sensação de flutuação aqui é uma das mais marcantes do circuito. Temos um guia completo do Fervedouro Macaúbas.
Fervedouro Buritizinho Menor e mais intimista, mas com uma transparência de água que chega a ser absurda. Nascente funda, flutuação mais suave, fila menor. Nosso guia completo do Fervedouro Buritizinho tem tudo que você precisa saber.
Fervedouro Encontro das Águas Onde o Rio Formiga encontra o Rio Sono: dois tons de água, duas temperaturas, um único ponto de convergência hipnotizante. A pressão da nascente aqui é a mais forte entre todos os que visitamos. Mais detalhes no guia do Fervedouro Encontro das Águas.
Fervedouro do Rio Sono Diferente dos outros por ter múltiplas nascentes espalhadas pelo mesmo poço: você pode flutuar em vários pontos e sentir pressões diferentes em cada um. Água azul brilhante, ótima para fotos subaquáticas. Veja o guia completo do Fervedouro do Rio Sono.
Cachoeira do Formiga Água verde-esmeralda de tirar o fôlego, temperatura agradável mesmo no calor do cerrado. O banho é feito no leito do rio. A cachoeira em si tem uma força que proíbe a entrada, mas o percurso até ela já vale cada passo. Confira o guia da Cachoeira do Formiga.
Fervedouro Beija-Flor Menos famoso, mais tranquilo. Um dos favoritos de quem já fez o circuito completo: poço circular azul com controle rigoroso de visitantes que garante uma experiência quase privada. Veja nosso guia do Fervedouro Beija-flor.
Fervedouro Bela Vista O maior fervedouro da região: 15 metros de diâmetro, profundidade estimada em até 80 metros e cor que vai do azul ao verde-esmeralda dependendo da estação. Tem a melhor infraestrutura do circuito, com restaurante, pousada, camping e torre de observação. Muito concorrido. Chegue cedo. Confira o guia do Fervedouro Bela Vista.
Fervedouro Por Enquanto O nome estranho esconde uma das experiências mais especiais: pousada no local e a possibilidade de banho noturno com o poço iluminado. Água azul-turquesa e movimento bem menor do que os fervedouros mais badalados. Saiba mais sobre o Fervedouro Por Enquanto.
Cachoeira da Arara Menos frequentada, emoldurada por vegetação densa. O nome vem das araras que habitam a região. E aparecem mesmo, se você tiver sorte. Visitamos no sexto dia pelo Jalapão. Confira o guia da Cachoeira da Arara.
Serra da Catedral Formações rochosas esculpidas pela erosão milenar do arenito que lembram catedrais naturais. Um dos pontos mais contemplativos e menos turísticos do Jalapão, ótimo para respirar entre os atrativos mais movimentados.
Cachoeira da Roncadeira e Escorrega Macaco A Roncadeira é uma das maiores cachoeiras do Tocantins, com queda de cerca de 15 metros e opção de rapel. Ao lado, o Escorrega Macaco entrega o que o nome promete: um tobogã natural de pedras polidas que lança você direto numa piscina natural. Ficam mais próximas de Palmas: encaixe no roteiro de chegada ou saída. Veja o guia das Cachoeiras da Roncadeira e Escorrega Macaco.
Perguntas frequentes sobre o Fervedouro dos Buritis
O Fervedouro dos Buritis vale a pena visitar?
Vale a visita, especialmente na estação seca, de maio a setembro, quando a água está cristalina e o formato de coração aparece com toda a clareza. É um dos atrativos mais fotogênicos e memoráveis do Jalapão. A atmosfera rural da trilha de acesso e a gestão familiar da propriedade tornam a visita ainda mais especial.
Qual a diferença entre o Fervedouro dos Buritis e o Buritizinho?
São dois atrativos distintos. O Buritis é maior, tem formato de coração visto do drone, capacidade para 10 pessoas e flutuação firme: a nascente é mais rasa, então a pressão é mais intensa. O Buritizinho é menor, formato de gota, nascente mais funda (o que reduz a sensação de flutuação) e capacidade para 6 pessoas, mas compensa com transparência de água excepcional e ambiente mais tranquilo.
Posso usar protetor solar no Fervedouro dos Buritis?
Não. Nenhum produto químico (protetor solar, repelente, shampoo ou sabonete) é permitido na água. A regra existe para proteger o ecossistema frágil da nascente. Aplique somente após sair do fervedouro. Para proteção solar durante a espera, use roupas com proteção UV.
Preciso de guia para visitar o Fervedouro dos Buritis?
Guia não é obrigatório: o ingresso é comprado diretamente na propriedade. Mas é altamente recomendado: as estradas têm pouca sinalização, e um guia local otimiza o roteiro para que você visite mais de um fervedouro no mesmo dia sem estresse.
Dá para visitar o Fervedouro dos Buritis com crianças pequenas?
Sim. A trilha tem 300 metros em terreno plano e sem desnível: qualquer criança faz facilmente. O fervedouro tem cerca de 1,20 metro de profundidade: crianças menores devem entrar acompanhadas de um adulto. A experiência da flutuação costuma ser a favorita das crianças. É impossível não rir quando a água joga o corpo de volta pra cima.
Qual a melhor época para visitar o Fervedouro dos Buritis?
De maio a setembro, na estação seca. Fora desse período, as chuvas deixam a água turva com coloração marrom-avermelhada, comprometendo completamente a experiência visual. Julho e agosto têm o maior movimento; maio e junho são iguais em qualidade, com bem menos turistas.
Quanto tempo dura a visita ao Fervedouro dos Buritis?
O tempo oficial de permanência na água é de 20 minutos por grupo (máximo 10 pessoas). Na baixa temporada, quando não há fila, os proprietários costumam ser flexíveis. Somando espera, almoço no restaurante local e trilha: reserve pelo menos 1h30 a 2h para a visita completa.
Como combinar o Fervedouro dos Buritis com outros atrativos no mesmo dia?
O Buritis fica na mesma rota que o Rio Sono, o Macaúbas, o Ceiça e o Encontro das Águas, todos ao longo da TO-110. Em 2024, visitamos cinco fervedouros em um único dia nessa sequência. Com guia e planejamento de horários, dá pra fazer três ou quatro fervedouros confortavelmente em um dia.
O Fervedouro dos Buritis é daqueles lugares que a gente recomenda sem medo de errar, seja para quem nunca ouviu falar do Jalapão, seja para quem já conhece a região e quer aprofundar o roteiro. A combinação de paisagem única, experiência sensorial que não tem igual e gestão comunitária faz dele um dos símbolos do que o Jalapão tem de melhor.
Se você estiver planejando a viagem e quiser ver como encaixar o Buritis no roteiro completo, dá uma olhada no nosso resumo do que fazer em 7 dias pelo Jalapão. Lá a gente detalha dia a dia tudo que fizemos, com distâncias, logística e dicas de hospedagem.
Ficou alguma dúvida? Deixa nos comentários. A gente responde.












