Cachoeira da Arara no Jalapão (TO): tudo o que você precisa saber

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Cachoeira da Arara no Jalapão (TO) tudo o que você precisa saber - Vamos Trilhar

Eram 6h40 da manhã quando acordamos no Fervedouro Por Enquanto com um único objetivo no radar: chegar na Cachoeira da Arara antes de qualquer outro grupo. Depois de um café reforçado (e uma tapioca fresca que o Nicolas devorou com o entusiasmo de sempre), encaramos 50 minutos de estrada de terra vermelha, aquele típico cascalhão tocantinense que balança a alma e a carroceria.

Foi em janeiro de 2024, na nossa segunda viagem ao Jalapão, dessa vez com a família inteira, Samara, Nicolas, Heitor e Sophia. E o esforço de acordar cedo valeu cada minuto: quando chegamos, o lugar era todo nosso. Só as duas quedas rugindo, o silêncio do cerrado ao redor e a sensação de que a Cachoeira da Arara estava esperando por nós.

Se você está planejando sua viagem ao Jalapão, este atrativo de São Félix do Tocantins é parada quase obrigatória, e este guia conta tudo o que você precisa saber antes de chegar lá.

 

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O que é o Jalapão, a região onde fica a Cachoeira da Arara

Sobre o Jalapão - TO - Vamos Trilhar

O Jalapão não é um lugar. É um estado de espírito. Localizado no Centro-Leste do Tocantins, o Jalapão é formado por um conjunto de municípios (Mateiros, São Félix do Tocantins, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo são os principais) distribuídos entre o Parque Estadual do Jalapão, com 159 mil hectares criados em 2001, e a APA Estadual do Jalapão, com 461 mil hectares criados em 2000.

A vegetação predominante é o cerrado e o campo limpo com veredas, o que já explica o aparente paradoxo: como uma região de paisagem quase árida pode ter tantas águas cristalinas? Fervedouros, cachoeiras, rios de água potável e dunas de areia convivem lado a lado. É esse contraste que faz o Jalapão ser considerado um dos destinos de ecoturismo mais impressionantes do Brasil.

Para chegar à região, o ponto de partida é quase sempre Palmas, capital do Tocantins, que tem voos diretos de São Paulo, Brasília e outras capitais. A partir de Palmas, a maioria dos pacotes começa o roteiro circular passando por Ponte Alta, Mateiros e São Félix, e a Cachoeira da Arara entra exatamente no trecho final, na saída de São Félix em direção de volta à capital.

São Félix do Tocantins, a cidade-base para conhecer a Cachoeira da Arara

São Félix do Tocantins é um município pequeno, com pouco mais de 2.000 habitantes, localizado no coração geográfico do Jalapão, a cerca de 260 km de Palmas. Era distrito de Novo Acordo e se tornou município independente com a chegada do turismo e a valorização da região.

A cidade é, ao mesmo tempo, porta de entrada e de saída do Jalapão para quem vem da zona dos fervedouros. Nos arredores estão alguns dos fervedouros mais visitados da região: o Fervedouro do Ceiça, o Fervedouro Bela Vista e o Fervedouro Jatobá. O Rio Sono, que passa pela cidade, é potável e oferece momentos de banho e, para os corajosos, rafting no trecho até a Cachoeira da Arara.

A infraestrutura é simples mas funcional. Há pousadas confortáveis, restaurantes com culinária tocantinense e o artesanato em capim dourado, símbolo da região, vendido diretamente por produtores locais. Se você quiser comprar peças de capim dourado com consciência, dê preferência a artesãos das comunidades de Mumbuca ou do Prata, que praticam a coleta sustentável.

Como é a Cachoeira da Arara: quedas, piscina natural e paisagem

A Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

Fica em: zona rural de São Félix do Tocantins, a 22 km da sede da cidade na direção de Palmas, pela rodovia TO-030. São 18 km de asfalto até a entrada, mais 4 km de estrada de terra.

Altura da queda: aproximadamente 5 metros.

Destaque visual: dupla queda d’água. O mesmo córrego se bifurca antes de chegar à borda, criando uma queda principal mais forte e uma queda lateral mais suave, os dois véus caem lado a lado sobre uma piscina natural ampla.

A primeira impressão é de que a cachoeira é menor do que parece nas fotos. E é. Mas quando você chega e para na beira da piscina natural, começa a entender por que todo mundo lembra daqui.

Tomando banho na Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

O paredão é completamente coberto de samambaias e musgos: um tapete verde intenso que contrasta com as pedras douradas da região. A água tem aquela tonalidade levemente dourada típica das cachoeiras do Jalapão, por conta dos minerais do cerrado e da reflexão do sol nas rochas. Nosso guia explicou que o nome vem das araras-canindé que habitavam o lugar décadas atrás. Com a chegada dos humanos, elas migraram. Hoje restam as histórias e, quem sabe, a esperança de que projetos de preservação as tragam de volta.

Mergulhando no poço da Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

A piscina natural formada na base da queda é generosa em tamanho, com variação de profundidade: partes rasas para crianças, partes fundas para mergulhos. Dá para nadar, se sentar nos troncos de palmeira que servem de “bancos naturais” dentro da água, e até passar por trás da queda principal, que cai um pouco afastada do paredão.

As águas são geladas, mesmo no calor dos meses de visitação. Mas você se acostuma em segundos. E aí não quer mais sair.

Como chegar na Cachoeira da Arara, no Jalapão

Como chegar na Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

A Cachoeira da Arara fica na zona rural de São Félix do Tocantins, a 22 km do centro da cidade sentido Palmas, pela rodovia TO-030. São cerca de 18 km de asfalto até avistar uma entrada à esquerda (a placa existe, mas esteja atento, a estrada de terra começa sutil), seguidos de mais 4 km de estrada de terra até o receptivo.

Todo o percurso final é em estrada de terra. Veículo 4×4 é obrigatório no Jalapão, não existe alternativa para esse trecho.

Se você estiver em um pacote com agência, o que é o mais comum, o transporte está incluído e seu guia saberá exatamente onde virar. Se for por conta própria, programe o GPS para a região e confirme com a pousada de São Félix as referências atualizadas da entrada: a sinalização existe, mas pode variar.

A cachoeira está no trajeto natural de volta a Palmas, o que faz dela uma parada orgânica no último dia de roteiro para a maioria dos visitantes.

Precisa de guia para visitar a Cachoeira da Arara?

Precisa de guia para visitar a Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

Para a Cachoeira da Arara em si, guia não é obrigatório. Você pode chegar por conta própria, pagar a entrada e curtir o lugar sem nenhum acompanhamento profissional.

Mas a Cachoeira da Arara costuma ser visitada no contexto de uma viagem de vários dias pelo Jalapão, e aí a história muda. O Jalapão todo exige planejamento sério. As estradas são longas, de terra, exigem veículo 4×4, e a maioria dos outros atrativos do roteiro fica em áreas privadas com regras de acesso específicas. Sem agência, você também fica sem o contexto histórico e natural que um bom guia entrega no caminho.

A nossa experiência foi com guia, e o diferencial foi exatamente esse: saber a história das araras, entender a geologia que cria as águas douradas, e ouvir sobre a relação das famílias da região com o lugar. Essas histórias não aparecem nas placas, elas vêm de quem conhece o território de verdade.

Se for possível contratar um pacote com agência local de São Félix ou Mateiros, vale muito a pena.

Quanto custa o ingresso da Cachoeira da Arara

Quanto custa visitar a Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

O ingresso para a Cachoeira da Arara não tem um valor fixo amplamente divulgado online, já que o local é de propriedade privada e os valores podem variar por temporada e gestão.

⚠️ Confirme os valores diretamente com sua agência ou com a propriedade antes da viagem. Os valores dos atrativos no Jalapão costumam ser reajustados anualmente.

Para referência geral da região, os ingressos de cachoeiras e fervedouros no Jalapão giram entre R$ 15 e R$ 40 por pessoa (valores de referência, sujeitos a reajuste). O restaurante do local funciona à parte, com reserva obrigatória, e não está incluído no ingresso da cachoeira.

Se você estiver em um pacote fechado com agência, provavelmente as entradas nos principais atrativos já estão incluídas, confirme na contratação.

Quem pode fazer a trilha até a Cachoeira da Arara

Quem pode visitar a Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

A trilha da Cachoeira da Arara é curta e acessível, sem obstáculos técnicos. A partir do receptivo, o percurso até a beira da cachoeira é de poucos minutos, sem subidas íngremes, apenas uma caminhada leve em terreno natural.

O local é adequado para praticamente todos os perfis:

  • Crianças: podem ir tranquilamente, especialmente para brincar na parte rasa da piscina natural. O tronco de palmeira dentro da água serve bem de apoio.
  • Idosos: o percurso não oferece grandes desafios, mas o terreno é irregular, então calçado fechado com sola aderente é recomendado.
  • Pessoas com mobilidade reduzida: o local não tem estrutura acessível formal, confirme com a propriedade antes de ir.

O único cuidado real é com a correnteza nas proximidades da queda. A pressão da água, especialmente após chuvas, pode ser mais forte do que parece. Respeite os limites indicados no local.

Qual a melhor época para visitar a Cachoeira da Arara

Qual a melhor época para visitar a Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

A melhor época para visitar o Jalapão é de maio a setembro, o período de seca da região. É quando as estradas de terra estão mais trafegáveis, o céu fica limpo e as águas dos fervedouros e cachoeiras aparecem no seu nível mais cristalino.

O período chuvoso vai de dezembro a março. Nessa época, as estradas de terra ficam bem comprometidas, alguns trechos chegam a ser intransitáveis mesmo com 4×4, e vários atrativos ficam temporariamente fechados ou com acesso restrito.

Para a Cachoeira da Arara especificamente, chuva forte pode deixar a correnteza mais violenta e turvar levemente a água. A nossa visita, em janeiro de 2024, foi fora da estação seca, e mesmo assim as águas estavam bonitas o suficiente para valer a pena.

Regras de visitação da Cachoeira da Arara

Regras de Visitação da Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

Cada atrativo do Jalapão tem suas regras específicas, e a Cachoeira da Arara não foge disso. Considere estas orientações gerais:

  • Não jogue lixo em hipótese alguma. O Jalapão é destino de conservação e os proprietários são muito sérios com isso.
  • Evite usar protetor solar convencional na cachoeira (prefira versões minerais ou ecológicas).
  • Respeite os limites de acesso indicados na propriedade.
  • O restaurante funciona exclusivamente com reserva antecipada, não apareça sem reserva esperando comer.
  • Siga as orientações do guia ou do proprietário sobre horários e acesso.

Não existe um horário de funcionamento fixo amplamente divulgado, confirme com sua agência ou diretamente com a propriedade.

O restaurante da Cachoeira da Arara e o ponto final do rafting no Rio Sono

Restaurante perto da Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

Uma das particularidades mais interessantes da Cachoeira da Arara é que o receptivo da propriedade também é o ponto de chegada do rafting no Rio Sono, que cobre cerca de 12 km de descida em corredeiras pelo cerrado tocantinense. Quem faz o rafting chega diretamente no restaurante da cachoeira, uma combinação que fecha o dia com chave de ouro.

O restaurante em si é simples, como tudo no Jalapão. Comida caseira, feita com ingredientes da própria fazenda e da região. No nosso almoço, o strogonoff de legumes, que acabou sendo acidentalmente vegano, era tão bom que a Samara e eu passamos um tempo considerável discutindo por que comida tão simples fica tão boa no interior.

Atenção: o restaurante funciona somente com reserva prévia. O proprietário precisa saber quantas pessoas vão almoçar para preparar as refeições. Não tente aparecer sem avisar, você vai encontrar a cozinha desabastecida.

Para fazer reserva, o ideal é acionar sua agência, que já tem contato direto com o local. Se for por conta, ligue ou mande mensagem com pelo menos um dia de antecedência.

Dicas de quem já visitou a Cachoeira da Arara

Dicas de visitação para a Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

  • Chegue cedo. Chegamos como o primeiro grupo do dia e tivemos o lugar só para nós por quase uma hora. Depois que outros grupos chegaram, a energia mudou. Vale o esforço de acordar cedo.
  • Calçado fechado no caminho. O terreno até a beira da cachoeira parece fácil, mas é irregular. Não vá de chinelo, você vai se arrepender na hora de sair da água e precisar caminhar de volta.
  • Cuidado com o drone. Nós quase perdemos o nosso. Sem sinal de GPS e com os ventos da cachoeira, o equipamento foi fazer o que quis. Um gavião-real apareceu do nada e quase o pegou no ar. Salvamos por pouco, mas foi tensão de cinema. Se for filmar com drone, escolha um ponto afastado da queda e tenha cuidado com ventos.
  • GoPro e câmeras: atenção com a areia dos fervedouros. Aprendemos da pior forma: a nossa GoPro travou por conta da areia que entrou nos fervedouros do dia anterior. Limpe bem o equipamento antes de chegar na cachoeira.
  • Reserve o restaurante antes. Se quiser almoçar no local, não esqueça de reservar com antecedência. A comida vale muito a pena.
  • Combine com o rafting. Se tiver um dia reservado para São Félix, fazer o rafting de manhã e encerrar com o almoço na cachoeira é um dos combos mais satisfatórios do roteiro.
  • Leve repelente. Próximo à vegetação densa e à água parada, os insetos aparecem. É o Jalapão, prepare-se.

Como foi a nossa visita à Cachoeira da Arara

Placa da Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

Chegamos ainda com a luz baixa da manhã, o cerrado em silêncio e nenhum outro carro no estacionamento de terra batida. Fomos direto para a beira da piscina natural, e por quase uma hora o lugar foi só nosso: as duas quedas, o som da água nas pedras e a família se revezando entre nadar e descansar nos troncos de palmeira que ficam dentro d’água.

Descendo as escadas da Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

O Nicolas foi o primeiro a entrar, sem pestanejar com a água gelada, enquanto a Sophia e o Heitor preferiram testar a temperatura aos poucos na parte mais rasa. Samara aproveitou para tirar fotos do paredão coberto de samambaias, aquele verde que contrasta com a pedra dourada e que nenhuma foto de agência captura direito.

Vista da Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

O momento de tensão do dia ficou por conta do drone: com o vento forte que desce da queda e sem sinal de GPS por ali, o equipamento ficou instável no ar bem na hora em que um gavião-real resolveu se aproximar para investigar. Conseguimos recolher a tempo, mas o coração disparou. Depois de secar, seguimos para o restaurante da propriedade, que também recebe quem termina o rafting no Rio Sono, e fechamos o passeio com um almoço caseiro que valeu cada quilômetro de estrada de terra até ali.

Por volta das 9h30 já tinha chegado o segundo grupo do dia, e foi nesse momento que entendemos por que vale tanto a pena madrugar para a Cachoeira da Arara: a experiência de ter o lugar praticamente para si é rara em qualquer roteiro do Jalapão.

Outros atrativos do Jalapão para combinar com a Cachoeira da Arara

A Cachoeira da Arara é uma das muitas joias do roteiro jalapoeiro. Confira abaixo os principais atrativos, todos visitados por nós em nossa viagem de 7 dias pelo Jalapão.

Pedra Furada

Uma formação rochosa que impressiona pela escala: uma imensa pedra com um buraco perfeitamente circular no centro, esculpido pelo vento ao longo de milhares de anos. A trilha até o ponto de vista é curta, mas o cenário é cinematográfico. Um dos mirantes mais fotogênicos do Jalapão. Cobrimos tudo sobre o atrativo no nosso guia completo da Pedra Furada.

Lagoa do Japonês

Em Pindorama do Tocantins, a Lagoa do Japonês é aquela atração que parece boa demais para ser verdade, e é real. Uma lagoa de cerca de 1 hectare com águas verde-esmeralda, uma gruta submersa a 60 metros do deck (com até 4 metros de profundidade), tirolesa de 300 metros, caiaque transparente e restaurante no local. Visitamos com as crianças e foi sucesso total. Saiba mais no nosso guia da Lagoa do Japonês.

Cânion Sussuapara

Uma fenda de pedra calcária que racha a paisagem do cerrado. O Cânion Sussuapara é uma parada obrigatória logo no início ou no final do roteiro, fica em Ponte Alta e é facilmente acessível. Contamos a história do lugar no nosso artigo completo sobre o Cânion Sussuapara.

Cachoeira da Velha

A maior cachoeira do Jalapão fica dentro do Parque Estadual e impressiona pelo volume d’água, com uma queda em formato de ferradura de aproximadamente 15 metros de altura e 100 metros de largura. O banho não é permitido pela força da correnteza, mas contemplar a queda já vale a parada. Confira nosso artigo sobre a Cachoeira da Velha.

Prainha do Rio Novo

O Rio Novo é de água potável. Isso por si só já é surreal. A Prainha do Rio Novo é exatamente o que o nome diz: uma orla de areia branca às margens de um rio de água cristalina, onde dá para tomar banho com peixinhos nos pés e ouvir o silêncio do cerrado. Cobrimos tudo no nosso guia completo da Prainha do Rio Novo.

Praia do Caju (Rio Novo)

Às margens do Rio Novo, a Praia do Caju é uma pausa refrescante no roteiro. A água é limpa, há redários e dá para relaxar com peixinhos circulando ao redor. Contamos toda a experiência no nosso artigo sobre a Praia do Caju.

Dunas do Jalapão e Lagoa dos Jacarés

As dunas são a imagem mais icônica do Jalapão, aquelas ondulações de areia dourada no meio do cerrado. A Lagoa dos Jacarés, ao pé das dunas, é a cereja do bolo: um espelho d’água onde o pôr do sol pinta a paisagem de vermelho. Saiba tudo no nosso guia completo das Dunas.

Fervedouro do Ceiça

O primeiro fervedouro aberto ao público na região, e ainda um dos mais visitados e bonitos, com nascente forte e água azul intensa. Fica em Mateiros, na rota que também passa pelo Macaúbas e pelo Buritizinho. Confira o nosso guia do Fervedouro do Ceiça.

Fervedouro Macaúbas

Um dos maiores fervedouros do Jalapão e de maior pressão. Destaca-se pelas águas verde-esmeralda e pela intensidade da nascente. Cobrimos todos os detalhes no nosso artigo sobre o Fervedouro Macaúbas.

Fervedouro Buritizinho

Um dos menores do Jalapão, com piscina em formato de gota e fundo de pedras, cenário muito fotogênico. Leia mais no nosso guia do Fervedouro Buritizinho.

Fervedouro Encontro das Águas

Onde dois rios com características diferentes se encontram: tonalidades distintas, temperaturas distintas, e a beleza de ver as águas demorarem a se misturar. Detalhamos a visita no nosso artigo sobre o Encontro das Águas.

Fervedouro do Rio Sono

O Rio Sono tem água potável e o seu fervedouro é o único de formato quadrangular da região, com várias nascentes reunidas no mesmo poço. Um dos pontos de destaque em Mateiros. Saiba mais no nosso guia do Fervedouro do Rio Sono.

Fervedouro dos Buritis

Outro fervedouro de Mateiros, com formato de coração visto do drone e um visual de buritis e bananeiras ao redor que é típico do cerrado mais úmido. Cobrimos em detalhes no nosso artigo sobre o Fervedouro dos Buritis.

Cachoeira do Formiga

As águas azul-turquesa da Cachoeira do Formiga são conhecidas no mundo inteiro. A queda tem quase dois metros de altura e a pressão da água cria um efeito de hidromassagem natural. É uma das cachoeiras mais fotografadas do Jalapão. Veja tudo no nosso guia completo da Cachoeira do Formiga.

Fervedouro Beija-flor

Um dos fervedouros mais recentes e menos frequentados da região, com boa capacidade e águas muito cristalinas. Detalhamos no nosso artigo sobre o Fervedouro Beija-flor.

Fervedouro Bela Vista

Com pousada própria e estrutura confortável, o Bela Vista é frequentemente o último banho antes de pegar a estrada de volta. Saiba mais no nosso guia do Fervedouro Bela Vista.

Fervedouro Por Enquanto

Foi aqui que dormimos na noite antes de visitar a Cachoeira da Arara. Águas translúcidas, pousada aconchegante e aquela sensação de que o tempo parou. Leia nosso artigo sobre o Fervedouro Por Enquanto.

Serra da Catedral

Uma formação rochosa de quartzito que imita as torres de uma catedral gótica, às margens da TO-030, no caminho de volta para Palmas. A parada para fotos é quase obrigatória. Cuidado com as pedras lisas: dois cortes nos pés e um no joelho foram a nossa contribuição para a estatística.

Cachoeira da Roncadeira e Cachoeira Escorrega Macaco

Ficam em Taquaruçu, distrito de Palmas, e são ótimas opções para complementar o roteiro de volta. Cobrimos as duas no nosso guia completo das Cachoeiras da Roncadeira e Escorrega Macaco.

Perguntas Frequentes sobre a Cachoeira da Arara no Jalapão

Perguntas Frequentes sobre a Cachoeira da Arara - Jalapão - TO - Vamos Trilhar

Onde fica a Cachoeira da Arara no Jalapão?

A Cachoeira da Arara fica na zona rural de São Félix do Tocantins, a 22 km da sede da cidade na direção de Palmas, pela rodovia TO-030. Os 4 km finais são em estrada de terra.

Precisa de guia para visitar a Cachoeira da Arara?

Guia não é obrigatório para a cachoeira em si, você pode visitar por conta própria. Mas como o atrativo faz parte de um roteiro mais longo pelo Jalapão, e as estradas exigem veículo 4×4 e conhecimento do terreno, contratar uma agência local é altamente recomendado para o contexto geral da viagem.

Qual a melhor época para visitar a Cachoeira da Arara?

Entre maio e setembro, no período de seca do Tocantins. As estradas ficam mais trafegáveis, o céu limpo e as águas mais cristalinas. Evite o período chuvoso, de dezembro a março, quando as estradas do Jalapão ficam comprometidas.

O restaurante da Cachoeira da Arara é aberto para todos?

O restaurante funciona exclusivamente com reserva antecipada. O proprietário precisa saber o número de pessoas com antecedência para preparar as refeições. Não é possível aparecer sem reserva.

A Cachoeira da Arara é adequada para crianças?

Sim. A trilha é curta e acessível, e a piscina natural tem variação de profundidade com partes rasas apropriadas para crianças. O único cuidado é manter supervisão próxima às zonas de correnteza mais forte, especialmente perto da queda principal.

O rafting termina na Cachoeira da Arara?

Sim. O rafting no Rio Sono, um trajeto de cerca de 12 km pelo cerrado, tem como ponto de chegada o receptivo da Cachoeira da Arara, onde também fica o restaurante. Muitos grupos combinam a descida do rio com o almoço no local.

O Jalapão nunca entrega seus segredos de mão beijada. A Cachoeira da Arara prova isso: aparentemente simples no papel, ela fica na memória pelo conjunto: a dupla queda, o verde do paredão, o tronco de palmeira dentro da água, a comida caseira do restaurante e a sensação de que esse canto do Tocantins ainda tem muito para revelar. Se você ainda não foi ao Jalapão, vai, e quando for, não pule essa parada.

Conta pra gente nos comentários se você já visitou a Cachoeira da Arara ou se ficou alguma dúvida sobre o roteiro!

 

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