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A gente já tinha passado pelo Fervedouro Macaúbas, que nos deixou de queixo caído com a cor verde-piscina daquelas águas. Mas quando chegamos ao Buritizinho — o menor dos fervedouros de Mateiros — a surpresa foi de outro tipo. Não foi a grandiosidade. Foi a intimidade.
O Fervedouro Buritizinho fica na zona rural de Mateiros, no Tocantins, a cerca de 29 km do centro da cidade pela TO-110. É o menor fervedouro aberto à visitação no Jalapão — cabe no máximo 6 pessoas por vez — e é exatamente esse tamanho compacto que faz dele um dos mais especiais. A água tem um azul-turquesa intenso, o fundo é o único com pedras aparentes entre todos os fervedouros da região, e a profundidade chega a cerca de 6 metros, a maior de Mateiros. A experiência é mais parecida com flutuar num aquário natural do que com qualquer coisa que você já tenha feito. Silencioso, bonito demais, inesquecível.
Visitamos o Buritizinho em 2024, com a família — Samara, Nicolas, Heitor e Sophia — e saímos querendo voltar. Se você está planejando uma viagem ao Jalapão e quer saber tudo sobre o Fervedouro Buritizinho — como chegar, quanto custa, o que esperar dentro da água e como encaixar no roteiro — você está no lugar certo. Conta pra gente nos comentários se ficou alguma dúvida!
Sobre o Jalapão
O Jalapão fica no estado do Tocantins, no coração do Brasil, e é uma das regiões mais impressionantes do país para quem busca natureza de verdade. Uma combinação de cerrado, dunas, rios cristalinos, cachoeiras e os famosos fervedouros formam um cenário que parece inventado — mas é real, e está bem ali.
A cidade base da maioria dos roteiros é Mateiros, a cerca de 300 km de Palmas (a capital do Tocantins), com 5 a 6 horas de estrada, boa parte dela de terra. O circuito clássico sai de Palmas, passa por Ponte Alta do Tocantins, entra em Mateiros, segue para São Félix do Tocantins e volta para Palmas ao fim da viagem — fazendo o contorno do Parque Estadual do Jalapão. Em cada parada, um atrativo diferente te espera. Confira todos os nossos conteúdos sobre o Jalapão para planejar do zero.
Sobre os Fervedouros
O Jalapão ficou famoso no Brasil por causa dos fervedouros — e quem nunca ouviu falar vai ter dificuldade de entender só pelo nome. Não é água quente. O nome vem das bolinhas que borbulham na superfície, parecendo água fervendo. A experiência, no entanto, é de água cristalina e refrescante.
Um fervedouro é uma nascente subterrânea que chega à superfície com pressão suficiente para manter uma camada densa de água e areia em suspensão. Quando você entra, essa pressão ascendente age contra a gravidade — e você simplesmente não afunda. Não importa quanto tente mergulhar: a força da água te empurra de volta para cima. É o Aquífero Urucuia em ação, um dos maiores reservatórios de água subterrânea do Brasil, que alimenta toda a rede de nascentes da região.
Estima-se que existam mais de 100 fervedouros no Jalapão. Desses, apenas cerca de 20 estão abertos à visitação — todos em propriedades particulares, administrados por famílias locais. Cada um tem sua personalidade: cor de água diferente, tamanho, pressão e vegetação ao redor. Se quiser conhecer a fundo o fenômeno, confira nosso guia completo sobre os fervedouros do Jalapão. O Buritizinho é o menor de todos — e, na nossa opinião, um dos mais bonitos.
O Fervedouro Buritizinho
Chegamos ao Buritizinho logo após o Fervedouro Macaúbas, num dia que já prometia muita água boa. A estrada de terra levou até o receptivo — uma estrutura simples, com estacionamento de terra batida, um deck de madeira e o cheiro de cerrado misturado com cozinha caseira vindo do restaurante ao lado. Deu pra sentir que aquele lugar tinha algo diferente ainda antes de entrar.
O nome vem das palmeiras de buriti que circundam a nascente — a mesma vegetação que é símbolo visual do Jalapão. O sufixo “-zinho” não é à toa: ele realmente é o menor dos fervedouros abertos em Mateiros, com uma piscina no formato de gota e capacidade para apenas 6 pessoas por vez. Mas não deixe o tamanho enganar você.
A trilha de acesso
Do receptivo até a nascente, são 250 a 300 metros de caminhada suave em meio ao cerrado. Nada de desnível, nada de pedras traiçoeiras. Dá pra fazer de chinelo — mas a trilha em si já vai preparando o clima: palmeiras de buriti emoldurando o caminho, pássaros que você ouve antes de ver, e, no meio do percurso, o Rio Formiga correndo mansinho à direita.
Quando chegamos, outro grupo estava usando o fervedouro. Em vez de esperar parado, descemos no Rio Formiga mesmo — a água era fria, o balanço pendurado na árvore estava chamando, e Nicolas e os outros já tinham pulado antes que a gente terminasse de tirar as sandálias. A espera passou num piscar de olhos.
Dentro da Nascente – o que sentir e o que ver
Quando o grupo saiu e foi nossa vez, a gente entrou com cuidado pela escadinha de madeira. A água estava fria, transparente de um jeito que impressiona — dava para ver cada detalhe do fundo enquanto você flutuava. E o fundo do Buritizinho é diferente de todos os outros que visitamos: não é apenas areia. Tem pedras aparentes, fendas de onde a nascente borbulha, e pequenas correntes que sobem do chão como se a terra estivesse respirando. É hipnótico.
A pressão da nascente aqui é mais suave que no Ceiça ou no Encontro das Águas. Você flutua — sem dúvida — mas não é empurrado com força. É uma flutuação contemplativa, quase meditativa. Você nada devagar, olha para o fundo com pedras e borbulhas, olha para o céu emoldurado pelos buritis, e o tempo simplesmente para.
Os 20 minutos passaram ridiculamente rápido. Saímos com aquela sensação de querer ficar mais — que é, talvez, o melhor sinal de que o lugar vale muito a pena.
O Rio Formiga – mais do que uma área de espera
O Rio Formiga fica colado ao fervedouro, e é uma atração à parte. A água é calma, transparente, ótima para banho. Tem um balanço de corda preso numa árvore que os meninos não largaram — e tem a boia cross, que custa R$10 por pessoa e dá direito a descer o rio quantas vezes quiser.
Descemos a boia cross antes de almoçar. O percurso é curto, mas a sensação de escorregar pela correnteza enquanto o cerrado passa dos dois lados é das boas. Se você tiver crianças na viagem, aviso logo: essa parte vai disputar com o fervedouro pelo lugar favorito do dia.
Como chegar ao Fervedouro Buritizinho?
O Buritizinho fica na zona rural de Mateiros, a cerca de 29 km do centro da cidade, com acesso pela TO-110 sentido São Félix do Tocantins. A estrada é de terra — e, na temporada seca, está em boas condições para veículos 4×4. Na época das chuvas, pode complicar bastante.
Saindo de Mateiros: siga pela TO-110 sentido São Félix por aproximadamente 29 km. O receptivo do Buritizinho fica à beira da estrada, com sinalização. Do estacionamento até a nascente são mais 250 a 300 metros de trilha a pé.
Saindo de Palmas: a capital do Tocantins fica a cerca de 300 km de Mateiros, com 5 a 6 horas de viagem pelas rodovias TO-050, TO-255 ou TO-030. Você vai precisar de um dia inteiro de deslocamento para chegar à região dos fervedouros.
Um detalhe importante: veículo 4×4 é essencial. As estradas de areia do Jalapão não perdoam carros de passeio comuns — especialmente se chover. Como não tem muito sinal de celular na região, baixe o mapa offline antes de sair ou confie no seu guia.
O Buritizinho fica bem posicionado na sequência lógica dos fervedouros da TO-110. A ordem que a gente fez — e que funciona muito bem — foi: Ceiça → Macaúbas → Buritizinho → Encontro das Águas. Tudo no mesmo dia, sem pressa. Confira como foi o nosso dia completo pelos fervedouros do Jalapão para ter uma ideia da logística.
Devo ir com guia?
Não é obrigatório. Mas é altamente recomendado — especialmente se for sua primeira vez no Jalapão.
A sinalização nas estradas de terra é simples, e quem não conhece a região pode perder tempo (e gasolina) procurando a entrada certa. Além disso, um bom guia conhece o melhor horário para cada fervedouro, sabe quando a fila vai estar menor e consegue organizar o dia de forma que você não passe mais tempo esperando do que nadando.
A nossa viagem de 2024 foi feita com guia local, e a diferença é grande: ele sabia exatamente quanto tempo ficar em cada lugar, tinha as informações dos preços de entrada de cabeça e ainda contou histórias sobre cada fervedouro que nenhum site jamais registrou. Se você quiser ir por conta, é possível — mas vá com GPS offline, pesquise a sequência dos fervedouros e reserve um dia só para esse circuito.
Quanto custa visitar o Fervedouro Buritizinho?
| Item | Valor (referência 2024) |
| Entrada no fervedouro | R$15 a R$20 por pessoa* |
| Boia cross no Rio Formiga | R$10 (ilimitado) |
| Almoço no restaurante | R$35 por pessoa (à vontade) |
*O valor mais citado nas fontes consultadas é R$15. Referências de 2025/2026 já apontam R$20 em alguns relatos. Confirme o valor atualizado na chegada.
Leve dinheiro em espécie. Essa é uma regra de ouro no Jalapão. A maioria das propriedades e fervedouros fica em zonas rurais sem sinal estável — e máquina de cartão que falha é mais comum do que você imagina. Saia da pousada com notas, não com esperança no PIX.
O almoço no restaurante do Buritizinho, aliás, vale muito. Comida caseira feita na hora, com aquele sabor de interior que só aparece quando a cozinha é da família. Depois de um dia de fervedouros, é exatamente o que o corpo pede.
Quem pode fazer a trilha?
Qualquer pessoa. Sem exagero.
A trilha de acesso tem 250 a 300 metros de caminhada plana, sem desnível, sem obstáculos. Dá para fazer com criança no colo se precisar — e fizemos com crianças pequenas sem nenhuma dificuldade. Não precisa de tênis técnico, condicionamento físico ou qualquer preparo especial.
Dentro da nascente, o único ponto de atenção é a profundidade: o Buritizinho tem cerca de 6 metros de profundidade — a maior entre os fervedouros de Mateiros. A pressão suave da nascente sustenta os adultos com facilidade, mas crianças menores devem entrar acompanhadas dos responsáveis. A experiência é tranquila e segura, muito mais contemplativa do que adrenalínica.
Para quem busca flutuação intensa e pressão de nascente forte, o Encontro das Águas (a apenas 500 metros do Buritizinho) vai surpreender mais. O Buritizinho é para quem quer sentir o Jalapão com calma.
Qual a melhor época para visitar o Fervedouro Buritizinho?
A melhor época para visitar o Fervedouro Buritizinho — e o Jalapão como um todo — é entre maio e setembro, durante a estação seca. Nesse período as estradas de terra estão em melhores condições, a água do fervedouro fica mais cristalina (sem a turbulência das chuvas) e o céu limpo garante luz ótima para as fotos. A temperatura do ar fica em torno de 30 a 34°C durante o dia — e a água refrescante do fervedouro fica ainda melhor.
A janela ideal dentro da temporada seca é maio a julho. Em agosto e setembro, a seca já está avançada: a vegetação começa a ressecar, o ar fica mais seco e as estradas ficam com mais areia fofa.
Na estação das chuvas (outubro a abril), o Jalapão ainda recebe visitantes, mas a experiência muda bastante. A água dos fervedouros fica mais turva, as estradas podem travar até o melhor 4×4, e alguns atrativos podem estar temporariamente fechados.
Melhor horário dentro do dia: chegue antes das 9h. O movimento começa a aumentar depois disso, e o Buritizinho com capacidade de só 6 pessoas enche rápido. De manhã cedo, a luz é mais suave, a temperatura ainda não está no pico e as chances de entrar sem espera são bem maiores.
Regras de Visitação
Os fervedouros do Jalapão são ecossistemas frágeis. As regras de visitação existem para preservá-los — e precisam ser levadas a sério.
- Proibido entrar com protetor solar, repelente, shampoo ou qualquer produto químico. Esses produtos contaminam a nascente e afetam a pureza da água. O ideal é não aplicar nada na pele antes de entrar. Se precisar de protetor no dia, aplique somente depois de sair da água.
- Proibido fumar nas áreas do fervedouro
- Proibido levar bebidas alcoólicas para dentro da área da nascente
- Capacidade máxima: 6 pessoas por vez
- Tempo de permanência: 20 a 30 minutos por grupo — controlado pelos responsáveis do local
- Não pise nas bordas do poço — a vegetação ao redor da nascente é parte do ecossistema e deve ser preservada
Essas regras valem para todos os fervedouros da região. Quem desrespeita não só prejudica o meio ambiente como estraga a experiência de quem vem depois. Seja um viajante consciente.
Dicas para aproveitar melhor a visita ao Buritizinho
- Chegue antes das 9h. O Buritizinho tem capacidade para apenas 6 pessoas — e a fila pode se formar rápido em alta temporada. De manhã cedo você tem mais chance de entrar logo na primeira rodada.
- Leve dinheiro em espécie. Cartão e PIX podem falhar na zona rural do Jalapão. Separe as notas antes de sair da pousada: R$15–20 de entrada, R$10 para a boia cross e R$35 se for almoçar no local.
- Vista o maiô ou o short de banho ainda na pousada. Vai economizar tempo e facilitar a transição entre os fervedouros do dia.
- Leve câmera à prova d’água ou GoPro. O fundo do Buritizinho — com as pedras e as fendas borbulhantes — é um dos mais fotogênicos do Jalapão. As fotos subaquáticas ficam incríveis aqui.
- Use tênis ou sandália fechada para a trilha. São só 300 metros, mas o chão pode ter pedrinhas e raízes.
- Não aplique protetor solar antes de entrar na água. Se precisar de proteção solar, use após sair. A regra é clara e existe por um bom motivo: preservar a nascente.
- Aproveite o Rio Formiga enquanto espera. Se o fervedouro estiver cheio na sua chegada, desça no rio: o balanço e a boia cross valem muito — e o tempo de espera passa sem que você perceba.
- Combine com outros fervedouros no mesmo dia. A sequência Ceiça → Macaúbas → Buritizinho → Encontro das Águas é possível em um único dia bem organizado. O Encontro das Águas fica a apenas 500 metros daqui — é quase impossível não visitar.
- Almoce no restaurante local. O almoço a R$35 (à vontade) é comida caseira de verdade. Depois de um dia de fervedouros com aquele calor do Tocantins, você vai querer sentar, comer bem e recuperar as energias.
- Não confunda o Buritizinho com o Fervedouro Buritis. São dois atrativos completamente diferentes. O Buritis fica dentro do Parque Estadual do Jalapão, a 18 km do centro de Mateiros. O Buritizinho fica na TO-110, antes do Encontro das Águas. Muita gente confunde — não seja essa pessoa no planejamento.
Outros Atrativos do Jalapão
O Fervedouro Buritizinho é só um dos capítulos de uma viagem que não para de surpreender. O Jalapão tem um catálogo de atrativos que dá para passar mais de uma semana explorando — e ainda assim sair com a sensação de que faltou tempo. Confira o que mais vale a pena incluir no seu roteiro:
Pedra Furada — Uma formação rochosa impressionante com um buraco no meio, de onde dá para ver a paisagem do cerrado como moldura. Ideal para fotos que ninguém vai acreditar que são reais.
Lagoa do Japonês — Lagoa de água verde-esmeralda com gruta submersa, tirolesa e caiaque transparente. Visitamos com toda a família e foi uma das paradas mais completas da viagem.
Cânion Sussuapara — Um cânion com paredes de arenito vermelho que se abrem para uma piscina natural no fundo. A descida é parte da aventura.
Cachoeira da Velha — Uma das mais bonitas do Jalapão, com queda d’água larga e uma prainha ao pé. Parada quase obrigatória nos roteiros de mais dias.
Prainha do Rio Novo — Praia fluvial às margens do Rio Novo, com água potável, areia branca e cajueiros. Tranquila, diferente e surpreendente.
Praia do Caju (Rio Novo) — Às margens do mesmo Rio Novo, com águas tão limpas que dá pra beber direto. Visitamos com chuva forte no terceiro dia — e mesmo assim foi incrível.
Dunas do Jalapão — Dunas de areia dourada no meio do cerrado, com uma lagoa no pé. O contraste visual é de parar o coração — especialmente no fim de tarde, quando a luz bate de lado.
Fervedouro do Ceiça — O primeiro fervedouro a ser aberto ao turismo no Jalapão. O mais tradicional, com pressão de nascente intensa e vegetação de bananeiras ao redor. Ótimo para fotos subaquáticas.
Fervedouro Macaúbas — Um dos maiores e mais novos fervedouros abertos. Água em tom verde-piscina intenso, diferente da maioria. Chegamos cedo e ficamos praticamente sozinhos por meia hora.
Fervedouro Encontro das Águas — A 500 metros do Buritizinho, é o fervedouro com a maior pressão de nascente da região. Você não flutua — você é empurrado para cima. Imperdível para quem quer sentir o fenômeno ao máximo.
Fervedouro do Rio Sono — Menor e mais frio de todos os que visitamos. Praticamente sem fila e com uma qualidade de silêncio que os fervedouros maiores raramente têm. Entrada a R$15 na nossa visita de 2024.
Fervedouro Buritis — Dentro do Parque Estadual do Jalapão, a 18 km do centro de Mateiros. Água que varia entre verde e azul dependendo da luz do dia. Um dos mais conhecidos e fotografados da região.
Cachoeira do Formiga — Cachoeira com poço de cor turquesa intensa, ótima para banho. Uma das mais procuradas do Jalapão — e com razão.
Fervedouro Beija-flor — Menor e mais reservado. Para quem quer uma experiência realmente intimista, sem fila.
Fervedouro Bela Vista — O mais profundo de todos (15 metros de diâmetro), com água azul intensíssima. É o único que oferece visitação noturna — se você tiver a chance de mergulhar no Bela Vista de noite, não pense duas vezes.
Fervedouro Por Enquanto — Bem grande, com infraestrutura completa (restaurante, camping, pousada). Se quiser passar mais dias na região dos fervedouros, é uma boa base. Confira como foi a nossa noite no Fervedouro Por Enquanto e no Beija-flor no quinto dia de viagem.
Cachoeira da Arara — Visitamos no sexto dia de viagem, combinada com a Serra do Espírito Santo. Queda com poço generoso e acesso por trilha de cerrado.
Serra da Catedral — Mirante natural com vista de 360° do cerrado e das serras do Jalapão. Ótimo para quem quer entender a dimensão geográfica da região de cima.
Cachoeira da Roncadeira — Queda de água imponente com névoa que você sente antes de chegar. Fechou nosso sétimo dia de viagem com chave de ouro.
Cachoeira Escorrega Macaco — Um escorregador natural de pedra liso que despeja no poço. Os adultos caem em criança. Combinada com a Roncadeira no mesmo dia, é uma parceria perfeita.
Quer ver como encaixamos todos esses atrativos em 7 dias com a família? Confira o nosso roteiro completo de 7 dias pelo Jalapão — com tudo organizado dia a dia, com dicas de onde dormir e comer. E se quiser só os fervedouros, veja o resumo dos 9 fervedouros que visitamos com comparativo entre eles.
Perguntas Frequentes Sobre o Fervedouro Buritizinho
Onde fica o Fervedouro Buritizinho?
O Fervedouro Buritizinho fica na zona rural de Mateiros, no Tocantins, a aproximadamente 29 km do centro da cidade pela rodovia TO-110, sentido São Félix do Tocantins. Do receptivo até a nascente, são mais 250 a 300 metros de trilha a pé — plana e fácil.
Quanto custa a entrada no Fervedouro Buritizinho?
A entrada custa entre R$15 e R$20 por pessoa (confirme o valor atualizado na chegada — referência 2025). Além da entrada, há boia cross no Rio Formiga por R$10 (ilimitado) e almoço no restaurante local por R$35 por pessoa, à vontade. Leve dinheiro em espécie — máquina de cartão pode falhar na zona rural.
Precisa de guia para visitar o Fervedouro Buritizinho?
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado — especialmente para quem visita o Jalapão pela primeira vez. A sinalização nas estradas de terra é simples, e um bom guia local otimiza a sequência dos fervedouros e os horários de visitação, evitando filas desnecessárias.
O Buritizinho é indicado para crianças?
Sim. A trilha de acesso tem apenas 250 a 300 metros planos, sem desnível. A experiência dentro da nascente é suave e contemplativa. O único ponto de atenção é a profundidade — cerca de 6 metros — então crianças pequenas devem entrar acompanhadas dos responsáveis.
Qual a diferença entre o Fervedouro Buritizinho e o Fervedouro Buritis?
São dois atrativos completamente distintos. O Buritizinho é o menor fervedouro de Mateiros, com formato de gota, fundo com pedras, localizado na TO-110. O Buritis fica dentro do Parque Estadual do Jalapão, a 18 km do centro de Mateiros, com água que varia entre verde e azul. Muita gente confunde os dois — não deixe acontecer no seu planejamento.
Posso usar protetor solar no Fervedouro Buritizinho?
Não. É proibido entrar na água com qualquer produto químico — protetor solar, repelente, shampoo, condicionador. A regra existe para preservar a pureza da nascente. Se precisar de protetor solar no dia, aplique somente depois de sair da água.
O Fervedouro Buritizinho não é o maior, não é o de maior pressão e não é o mais famoso do Jalapão. Mas tem algo que os outros não têm: aquela sensação de ter encontrado um segredo. A água mais transparente, o fundo com pedras que nenhum outro fervedouro da região tem, o silêncio de estar com só mais 5 pessoas num lugar que parece ter sido criado para você.
A gente saiu de lá com vontade de voltar — e isso, na nossa experiência de tantas trilhas e aventuras pelo Brasil, já diz tudo. Vale muito a pena.
Conta pra gente nos comentários se você já visitou o Buritizinho ou se ainda está planejando a viagem. E se ficou alguma dúvida sobre o roteiro, hospedagem ou qualquer outro atrativo do Jalapão, é só perguntar!
Vamos trilhar? 🌿












