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A primeira vez que ouvi falar em fervedouro foi numa roda de bar, quando um amigo voltou de uma viagem ao Tocantins com uma foto esquisita: ele flutuando em posição de “X”, sem colete, sem boia, só a água e um sorriso de idiota no rosto. Perguntei o que era aquilo. Ele falou: “fervedouro do Ceiça”. Não entendi nada na hora. Mas fiz uma nota mental de que algum dia eu ia chegar lá.
Quando finalmente fui ao Jalapão pela primeira vez, em 2016, o Ceiça foi uma das primeiras paradas. E posso dizer: aquela foto do meu amigo fez sentido assim que entrei na água e senti o chão sumindo dos meus pés, substituído por uma força que me empurrava pra cima como se eu fosse uma rolha de champanhe.
Em janeiro de 2024, voltei ao Ceiça, dessa vez com a família, e a experiência confirmou tudo que eu já sabia: esse fervedouro tem algo que vai além da beleza da água.
O Fervedouro do Ceiça é uma das atrações mais famosas e mais significativas do Jalapão. É o primeiro fervedouro que foi aberto ao público na região, e ainda hoje é considerado um dos mais visitados e um dos mais bonitos. Se você está planejando uma viagem ao Jalapão, ele vai estar no seu roteiro. Não tem como escapar.
Sobre o Jalapão
O Jalapão fica no estado do Tocantins, no Brasil Central, e é uma das últimas grandes fronteiras do ecoturismo brasileiro. A região é protegida pelo Parque Estadual do Jalapão, que cobre uma área de cerca de 34 mil km², com paisagens que alternam entre chapadas, veredas, dunas de areia avermelhada, cachoeiras cristalinas e os famosos fervedouros.
É um lugar que desafia qualquer expectativa: no meio do Cerrado seco e quente, você encontra água em abundância. E não qualquer água: nascentes de uma transparência que parece fabricada em laboratório.
A cidade-base principal para explorar o Jalapão é Mateiros, um município pequeno que se transformou num polo de ecoturismo nas últimas décadas. É de Mateiros que a maioria dos roteiros parte, e é por lá que ficam a maior parte dos fervedouros, incluindo o Ceiça.
Para chegar ao Jalapão de avião, o aeroporto mais próximo é o de Palmas, a capital do Tocantins. De Palmas até Mateiros são aproximadamente 400 km, com boa parte do trecho final em estrada de terra. Isso explica por que a maioria das pessoas opta por fazer a viagem com agência ou alugando um veículo 4×4.
Sobre os Fervedouros
Fervedouros são nascentes de água subterrânea que brotam do solo com pressão suficiente para impedir que as pessoas afundem. É um fenômeno chamado ressurgência: a água sobe de aquíferos subterrâneos (no caso do Jalapão, principalmente do Aquífero Urucuia, uma das maiores reservas de água doce do Brasil) e emerge por entre as areias quartzosas do fundo com força impressionante.
O resultado é uma piscina natural onde você literalmente flutua sem fazer nenhum esforço. Você deita na água, abre os braços, e fica suspenso. Tente ir pro fundo: você não vai. A água não deixa. É uma das experiências mais estranhas e ao mesmo tempo mais relaxantes que você vai ter na vida.
A coloração da água costuma ser azul-turquesa ou verde-esmeralda, dependendo do fervedouro e da época. E o entorno (buritis, bananeiras, samambaias) deixa tudo ainda mais surreal, como se você tivesse caído dentro de uma pintura.
Ao todo, pesquisadores catalogaram mais de 120 fervedouros na região do Jalapão, mas apenas uma fração está aberta à visitação. Cada um tem suas próprias características: tamanho, pressão da água, coloração, entorno e estrutura de apoio. Se quiser conhecer todos os que visitamos ao longo das duas viagens, confira nossa lista completa dos 9 fervedouros do Jalapão.
O Fervedouro do Ceiça
O Ceiça não é o maior fervedouro do Jalapão. Não é o que tem a maior pressão. Mas tem um título que nenhum outro tem: foi o primeiro fervedouro da região a ser aberto ao público, e é essa história que o torna especial.
A propriedade onde fica o fervedouro pertencia a uma senhora chamada Dona Glorinha. Durante muito tempo o fervedouro foi chamado pelo nome dela, em homenagem à proprietária que decidiu abrir o lugar para os visitantes. Quando Dona Glorinha faleceu, o local passou a ser chamado pelo apelido de seu filho: Ceiça. O nome ficou, virou referência, e hoje aparece em qualquer guia sério de viagem ao Jalapão.
Esse detalhe importa porque o Ceiça não é apenas uma atração turística. É um símbolo de como o turismo de base comunitária transformou a região. Antes de o ecoturismo chegar ao Jalapão, essas famílias viviam da pecuária e da subsistência. Hoje, a visitação responsável gera renda direta para os moradores e incentiva a preservação das nascentes.
As águas
A água do Ceiça é azul-cristalina, com aquela tonalidade que parece irreal. A nascente principal está no centro do poço e é bem forte: a flutuação acontece sem esforço, e você percebe a pressão assim que entra na água. É uma sensação que mistura leveza e massagem ao mesmo tempo.
O entorno do fervedouro é coberto por bananeiras e vegetação nativa densa, o que cria uma sombra agradável e um verde intenso que contrasta com o azul da água. É um dos fervedouros mais fotogênicos do Jalapão. A concorrência é alta, mas o Ceiça segura bem o posto.
Logo fora da nascente principal, a água escoa e forma um pequeno aquário natural: um córrego raso e cristalino onde você consegue ver cada detalhe do fundo. Vale tirar uns minutos para caminhar por ele antes ou depois de entrar no fervedouro.
E o acesso ao Ceiça é feito por esse mesmo córrego. Diferente de outros fervedouros que você chega por trilha seca, aqui você entra pela água antes de chegar ao poço principal. É um detalhe pequeno, mas que torna o lugar ainda mais charmoso.
Capacidade e tempo de permanência
A capacidade máxima do Ceiça é de 6 a 10 pessoas por vez (o que os funcionários informam no local é o que vale). Se houver fila, o tempo de permanência é limitado a 10 a 20 minutos por grupo.
Se você for em baixa temporada ou num dia de semana, tem boa chance de pegar o fervedouro praticamente vazio, e aí pode ficar bem mais tempo. Já em alta temporada, principalmente nos fins de semana, a fila pode aparecer. Nesse caso, entre, aproveite, saia e volte para o fim da fila para repetir quantas vezes quiser.
Como chegar?
O Fervedouro do Ceiça fica a cerca de 25 km de Mateiros, com acesso pela rodovia TO-110, no sentido São Félix do Tocantins. Você vai seguir pela TO-110 por aproximadamente 24 km até o Restaurante Mandala, onde pega uma estrada secundária à esquerda por mais 1,2 km. Tem sinalização no local. Estacione no pátio: há banheiro por lá, mas não há lanchonete ou restaurante.
No período seco (maio a setembro), o acesso pode ser feito por veículos comuns em boas condições. No período de chuvas (outubro a abril), trechos de terra podem ficar impraticáveis sem tração 4×4.
Para chegar ao Jalapão saindo de Palmas, a rota é: Palmas, Ponte Alta do Tocantins, Mateiros e Fervedouro do Ceiça. O percurso total de Palmas até Mateiros fica entre 7 e 9 horas, com boa parte em estrada de terra. Se você vai por conta própria, carro 4×4 é altamente recomendado para os trechos finais. Com agência, o transporte já está incluído e os guias conhecem cada buraco da estrada.
Devo ir com guia?
Para o Fervedouro do Ceiça especificamente, o guia não é obrigatório. O acesso é relativamente simples, tem sinalização e os próprios funcionários da propriedade orientam os visitantes.
No entanto, para explorar o Jalapão de forma mais completa e segura, a recomendação de quem já foi duas vezes é clara: vale muito a pena ir com guia local ou com agência. Os motivos são práticos.
As estradas de terra do Jalapão são traiçoeiras, especialmente em dias de chuva. Ficar atolado num trecho remoto sem conhecer a região não é a situação mais agradável. Guias experientes conhecem as condições de cada estrada, os horários com menos fila em cada fervedouro e os melhores ângulos para foto (sim, isso importa).
Outro ponto: para as Dunas do Jalapão, o guia é obrigatório. Então se você está montando um roteiro completo, incluir uma agência ou guia credenciado desde o início simplifica tudo.
Quanto custa?
A entrada no Fervedouro do Ceiça custa R$ 20 por pessoa (verificado em janeiro de 2024; confirme antes de ir, pois os valores podem sofrer reajustes).
O valor é cobrado pelos proprietários da terra e é revertido para a manutenção do local e para a família que cuida do fervedouro. É um dos atrativos mais baratos do Jalapão e, considerando a experiência, a relação custo-benefício é excelente.
Não há restaurante no local, então planeje o almoço em outro ponto do roteiro. O Fervedouro do Ceiça costuma ser combinado com outros fervedouros e atrativos próximos no mesmo dia.
Quem pode fazer a trilha?
O Ceiça é um dos atrativos mais acessíveis do Jalapão. Não há trilha propriamente dita: o acesso é feito por um percurso curto e plano, pela beira do córrego natural. É adequado para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida que consigam caminhar em terreno irregular.
A flutuação é segura para quem não sabe nadar, justamente porque a pressão da água impede que você afunde. Mesmo assim, é bom manter atenção com crianças pequenas dentro da água e sempre respeitar as orientações dos funcionários no local.
Uma observação: a entrada no córrego e no fervedouro é feita pela água, então prepare-se para molhar os pés antes mesmo de chegar ao poço principal.
Qual a melhor época para visitar?
A melhor época para visitar o Fervedouro do Ceiça (e o Jalapão em geral) é entre maio e setembro, no período seco. Nessa época as estradas estão mais transitáveis (inclusive para quem vai de carro próprio), a transparência das águas está no pico com tons azul e turquesa mais intensos, e o clima é quente e estável, perfeito para passar o dia explorando fervedouros sem surpresas de chuva.
Entre outubro e abril, o clima fica úmido e as chuvas chegam com frequência. O acesso a alguns atrativos pode ser prejudicado, e a água dos fervedouros pode ficar com coloração mais escura por causa dos sedimentos carregados pelas chuvas. Não é impossível visitar nessa época, até porque a vegetação fica mais verde e exuberante, mas a experiência nos fervedouros costuma ser mais impactante na seca.
Se for na temporada seca, tente ir nos dias de semana e chegue cedo: a maioria dos grupos com agência organiza as visitas da manhã até o início da tarde, então chegar antes das 9h garante menos concorrência nas filas.
Regras de visitação
Os fervedouros do Jalapão são ecossistemas frágeis, e as regras de visitação existem para preservá-los. Respeite todas elas:
- Proibido entrar no fervedouro com protetor solar, repelente ou qualquer produto cosmético na pele. Isso é levado muito a sério: espere pelo menos 1 hora após a aplicação de qualquer produto antes de entrar na água.
- Não jogar lixo no local nem nos arredores.
- Não fazer barulho excessivo: o entorno tem fauna nativa e os outros visitantes merecem paz.
- Respeitar o limite de pessoas por vez e o tempo de permanência quando houver fila.
- Não tentar forçar mergulhos no fundo: além de não funcionar, pode danificar o leito de areia da nascente.
- Fotografar e filmar é liberado, inclusive dentro da água, se tiver câmera aquática. Só não atrapalhe quem está tentando curtir em paz.
Dicas
- Leve câmera à prova d’água. A vista de dentro do fervedouro, com o sol passando pela água e a areia dançando em espiral no fundo, é completamente diferente de qualquer foto tirada de fora. Câmera aquática ou uma bolsa protetora para o celular resolvem bem.
- Chegue cedo ou na hora do almoço. Os grupos com agência costumam passar pelo Ceiça no meio da manhã. Se você for por conta própria, antes das 9h ou depois das 12h pode pegar o fervedouro com menos gente.
- Planeje o protetor solar com antecedência. Se você vai visitar mais de um fervedouro no dia (e vai, porque o Ceiça normalmente fica junto com o Macaúbas, o Buritizinho ou o Rio Sono), aplique o protetor solar pela manhã e espere bem antes de entrar em qualquer nascente.
- Leve água e lanches. Não há estrutura de alimentação no Ceiça. Se quiser comer, planeje parar em um restaurante nos fervedouros que têm estrutura completa, como o Rio Sono ou o Bela Vista.
- Combine com outros fervedouros no mesmo dia. O Ceiça fica numa rota que passa também pelo Fervedouro das Macaúbas e pelo Fervedouro Buritizinho. Dá para visitar os três no mesmo dia sem pressa.
- Não entre logo depois de uma chuva forte. A água pode estar mais turva e a experiência não será tão bonita. Se chover de noite, vale esperar algumas horas para a nascente clarear.
- Use roupa de banho confortável. O acesso é feito por água, então esqueça o tênis de corrida: calçado de borracha ou sandália com boa aderência é o ideal.
Outros atrativos do Jalapão
O Jalapão tem muito mais além do Ceiça. Na nossa viagem pela região em janeiro de 2024, conhecemos uma série de atrativos que juntos formam um roteiro inesquecível. Veja os principais:
Pedra Furada Um conjunto impressionante de blocos de arenito esculpidos por séculos de chuva e vento, formando arcos e portais naturais. É um dos melhores lugares do Jalapão para ver o pôr do sol. Fica a cerca de 30 km de Ponte Alta do Tocantins.
Lagoa do Japonês Uma lagoa de águas verde-esmeralda e turquesa escondida em Pindorama do Tocantins, com gruta submersa, tirolesa de 300m, caiaque transparente e estrutura de camping e restaurante. Costuma ser combinada com a Pedra Furada no roteiro do primeiro ou segundo dia.
Cânion Sussuapara Uma fenda estreita nas rochas de arenito avermelhado, com paredes úmidas e vegetação densa: samambaias, musgos e um microclima completamente diferente do Cerrado lá fora. Fica a cerca de 20 km de Ponte Alta do Tocantins e é a porta de entrada oficial para o Jalapão.
Cachoeira da Velha A maior cachoeira do Jalapão, com queda de aproximadamente 15 metros de altura e 100 metros de largura. O volume de água é tão grande que não é permitido banho, mas o visual é de tirar o fôlego. Tem até uma lenda: dizem que o espírito de uma senhora que amava o lugar ainda vaga por lá.
Praia do Caju (Rio Novo) Uma praia de rio de águas cristalinas às margens do Rio Novo, onde os peixinhos circulam entre seus pés e você literalmente bebe a água direto do rio. A experiência é diferente de qualquer coisa: água corrente, fresca e transparente, cercada de vegetação nativa.
Prainha do Rio Novo Outra parada às margens do Rio Novo, logo ao lado da Cachoeira da Velha. Praia fluvial de areia clara e águas calmas, perfeita para uma pausa no meio do roteiro.
Dunas do Jalapão O cartão-postal mais famoso do Jalapão. Dunas de areia alaranjada em pleno Cerrado, que refletem a Serra do Espírito Santo e criam um espetáculo visual único no Brasil. O pôr do sol aqui é uma experiência à parte.
Fervedouro Macaúbas Circundado por palmeiras macaúbas típicas do Cerrado, com água de transparência impressionante e flutuação generosa. Um dos mais bonitos e tranquilos do roteiro.
Fervedouro Buritizinho O menor fervedouro de Mateiros, com águas de tonalidade âmbar escura resultante da decomposição orgânica das folhas de buriti. Tem estrutura completa: restaurante, camping e pousada. A trilha de 250m até a beira do fervedouro já é um passeio à parte.
Fervedouro Encontro das Águas O que tem a maior pressão do Jalapão: você literalmente é catapultado para cima assim que entra. Fica num ponto onde dois rios de cores diferentes se encontram e formam um verde-esmeralda hipnotizante. Capacidade para apenas 4 pessoas.
Fervedouro do Rio Sono Cercado pela vegetação abundante, tem águas cristalinas um pouco mais frias que os outros fervedouros. Tem restaurante com comida caseira e redário.
Fervedouro Buritis Piscina natural que, vista de cima com drone, tem formato de coração, o que explica o sucesso nas redes sociais. Cercado por buritis altos, com águas azul-cristalinas e flutuação potente. Fica a cerca de 18 km de Mateiros.
Cachoeira do Formiga Uma das mais bonitas que já vimos: um poço de água cristalina com queda d’água de uns 2 metros, forte o suficiente para funcionar como hidromassagem natural. Não é gelada como muita gente imagina, o que é ótimo para quem não tem tolerância a água fria.
Fervedouro Beija-flor Um dos mais novos e menos frequentados, descoberto há poucos anos. Trilha curta e sombreada levando a um poço circular de água azul vibrante. Limite de 10 pessoas e 20 minutos por grupo: o controle rigoroso mantém o lugar intocado.
Fervedouro Bela Vista O maior fervedouro do Jalapão, com cerca de 15 metros de diâmetro e profundidade impressionante. Tem torre de observação, hospedagem, restaurante e piscina natural. Fica próximo a São Félix do Tocantins.
Fervedouro Por Enquanto O mais instagramável de todos, com águas azul-turquesa quase fluorescentes. Tem pousada no local, o que permite pernoitar e acordar direto na beira do fervedouro: talvez a melhor experiência de hospedagem do Jalapão.
Cachoeira da Arara Cachoeira de difícil acesso, na Serra do Espírito Santo, com beleza selvagem e trilha de aventura. Para os que querem ir além dos atrativos do roteiro principal.
Serra da Catedral Formação rochosa imponente, ideal para quem quer subir e ter uma vista panorâmica do cerrado tocantinense.
Cachoeiras da Roncadeira e Escorrega Macaco Duas cachoeiras próximas à cidade de Palmas, que costumam ser a primeira parada de quem chega ao Tocantins vindo de avião. A Roncadeira tem um rapel de 70 metros que vale muito a pena para quem gosta de aventura.
Perguntas frequentes sobre o Fervedouro do Ceiça
O que é o Fervedouro do Ceiça?
O Fervedouro do Ceiça é uma nascente de água subterrânea localizada em Mateiros, no Jalapão (TO). A pressão da água ao brotar do solo é tão forte que impede as pessoas de afundar: o fenômeno é chamado de ressurgência. Foi o primeiro fervedouro da região a ser aberto ao público e é um dos mais visitados do Jalapão.
Quanto custa a entrada no Fervedouro do Ceiça?
A taxa de entrada é de R$ 20 por pessoa (valor verificado em janeiro de 2024). O fervedouro fica em propriedade privada e o valor arrecadado vai para a família que administra o local.
O Fervedouro do Ceiça é adequado para crianças?
Sim. Como a pressão da água impede que os visitantes afundem, o Ceiça é seguro para crianças e para quem não sabe nadar. O acesso é simples e sem trilha extensa. Mantenha atenção com crianças pequenas dentro da água e siga sempre as orientações dos funcionários no local.
Qual a melhor época para visitar o Fervedouro do Ceiça?
Entre maio e setembro, durante o período seco do Cerrado. Nessa época, as estradas estão mais transitáveis, a água fica mais transparente e o clima é estável. De outubro a abril, as chuvas podem turvar a água e dificultar o acesso.
Preciso de guia para visitar o Fervedouro do Ceiça?
Para o Ceiça especificamente, não é obrigatório. No entanto, para explorar o Jalapão como um todo (especialmente as Dunas, onde o guia é obrigatório), ir com guia local ou agência especializada torna a experiência muito mais segura e completa.
Posso usar protetor solar no Fervedouro do Ceiça?
Não. É proibido entrar em qualquer fervedouro do Jalapão com protetor solar, repelente ou qualquer produto cosmético na pele. Aguarde pelo menos 1 hora após a aplicação antes de entrar na água.
O Fervedouro do Ceiça é daqueles lugares que você visita e leva na memória por muito tempo. Não pela espetacularidade: o Bela Vista é maior, o Encontro das Águas tem mais pressão, o Por Enquanto tem a água mais turquesa. Mas o Ceiça tem história. Tem o peso de ter sido o primeiro, de ter aberto o caminho para que todo o ecoturismo do Jalapão se desenvolvesse como conhecemos hoje.
Entrar na água ali é entrar em algo que começou há décadas, por uma senhora que simplesmente abriu a porteira da sua propriedade para que estranhos pudessem sentir o que ela sentia todo dia. Isso é bonito demais para ignorar.
Vamos trilhar?
Você já foi ao Fervedouro do Ceiça? Conta pra gente nos comentários: adoramos saber como foi a experiência de cada um!







