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A Lagoa do Japonês é um dos atrativos mais impressionantes do Tocantins — e talvez um dos mais subestimados do Brasil. Localizada no município de Pindorama, nas Serras Gerais do Tocantins, ela surpreende qualquer um que chega: um lago de quase 1 hectare com águas que variam do verde-esmeralda ao azul-turquesa cristalino, cercado pelo cerrado seco e avermelhado. Um oásis no meio do nada que parece ter saído de um roteiro da Tailândia — mas está aqui, a cerca de 240 km de Palmas.
O grande destaque é a gruta submersa em uma de suas extremidades. É lá que a água muda de cor e fica ainda mais azul, mais intensa, quase fluorescente. Nadar até ela — ou chegar de barco — é a experiência que ninguém esquece.
A Lagoa do Japonês já ganhou o selo Travelers’ Choice do TripAdvisor, já serviu de locação para série da Netflix e novela da Globo, e hoje recebe visitantes do Brasil inteiro. Neste guia completo você encontra tudo para planejar sua visita: como chegar, quanto custa, o que fazer, os cuidados necessários e um relato de quem foi com a família inteira — incluindo criança pequena.
O que é a Lagoa do Japonês?
A Lagoa do Japonês é uma piscina natural formada pelo afloramento de nascentes subterrâneas sobre um substrato de rochas sedimentares calcárias. É esse calcário que filtra a água e cria aquela coloração que vai do verde ao turquesa, dependendo do ângulo da luz e da hora do dia. Com cerca de 1 hectare de extensão e profundidade variando entre 1 e 3 metros (chegando a 4 metros na gruta), ela é ideal tanto para quem quer flutuar tranquilamente quanto para quem gosta de mergulhar.
A lagoa fica dentro da Fazenda Sucuriú, propriedade da família Antonioli. A abertura ao turismo organizado é relativamente recente: há cerca de cinco anos, a partir de uma ação do Sebrae Tocantins, a propriedade passou a receber visitantes com estrutura. Hoje o lugar conta com restaurante, bar, área de camping, redário, tirolesa e aluguel de equipamentos.
Antes, o lugar era conhecido como Lagoa da Encantada. O nome atual surgiu de um jeito bem orgânico: para chegar até a lagoa, os visitantes precisavam passar pela casa de um senhor de origem oriental que morava na região. A explicação mais comum era “fica depois da casa do japonês” — e o apelido acabou pegando para sempre.
Sobre o Jalapão e as Serras Gerais
O Jalapão é uma das regiões mais selvagens e espetaculares do Brasil. Localizado no interior do Tocantins, o Parque Estadual do Jalapão abrange cerca de 158 mil hectares de cerrado preservado, com uma paisagem que mistura dunas de areia dourada, fervedouros de água cristalina, cachoeiras poderosas e serras que parecem mudar de cor com a luz do dia.
O que pouca gente sabe é que a região turística conhecida como “Jalapão” vai além dos limites do parque. O circuito de visitas envolve três municípios principais — Ponte Alta do Tocantins, São Félix do Tocantins e Mateiros — e se estende pelas Serras Gerais do Tocantins, uma região adjacente que guarda atrativos igualmente espetaculares, como a própria Lagoa do Japonês e a Pedra Furada.
O cerrado que domina a paisagem é o segundo maior bioma do Brasil e um dos mais biodiversos do planeta — com mais de 11 mil espécies de plantas catalogadas, além de onças, lobos-guará, tamanduás e uma riquíssima fauna de aves. Viajar pelo Jalapão é uma imersão nesse bioma que a maioria dos brasileiros conhece pouco, mas que impressiona a quem chega.
Sobre Pindorama
Pindorama do Tocantins é um município pequeno, com pouco mais de 3 mil habitantes, localizado no sudeste do estado, a cerca de 240 km de Palmas. O nome vem do tupi e significa “terra das palmeiras” — uma referência à vegetação típica do cerrado que domina a região.
A cidade em si é simples, com infraestrutura básica de hospedagem e alimentação. Mas é a porta de entrada para a Lagoa do Japonês, e nos últimos anos vem crescendo no radar do turismo regional graças à visibilidade que o atrativo ganhou. Quem prefere dormir mais perto da lagoa pode se hospedar em pousadas em Pindorama ou na cidade vizinha de Ponte Alta do Tocantins, a cerca de 80 km, que tem opções um pouco mais estruturadas.
Como chegar na Lagoa do Japonês
Saindo de Palmas, são cerca de 240 km com tempo médio de 3h30 de carro. Há duas rotas principais:
Rota 1 — via Ponte Alta do Tocantins: Seguir pela TO-030 passando por Taquaruçu, depois pegar a TO-130 em direção a Pindorama. Essa é a rota que recomendamos — ela permite uma parada na Pedra Furada, em Ponte Alta, que é um atrativo impressionante e combina perfeitamente com a Lagoa do Japonês no mesmo dia.
Rota 2 — via Porto Nacional: Pela BR-010 no sentido Porto Nacional até Silvanópolis, depois pela TO-262 até Pindorama.
A partir de Pindorama: restam cerca de 35 km de estrada de terra. Os primeiros 21 km são pela TO-130 — sem asfalto, mas em condições razoáveis na maior parte do ano. Os últimos 14 km são os mais desafiadores: areia fofa, subidas e uma serrinha que exige atenção — e que na volta pode complicar bastante, especialmente após chuva.
Recomendação de veículo: SUV ou carro com tração 4×4, especialmente no período chuvoso. Carros de passeio podem até chegar no período seco com um motorista experiente, mas não é o ideal. Na nossa viagem, chacoalhamos bastante — e fizemos isso de bom humor porque a expectativa do que estava por vir mantinha o ânimo lá em cima.
Outras distâncias de referência:
- Natividade: ~75 km (~1h30 de terra)
- Ponte Alta do Tocantins: ~80 km
- Brasília: ~800 km (~9h30 de viagem)
Devo ir com guia à Lagoa do Japonês?
Não há obrigatoriedade de guia para visitar a Lagoa do Japonês — diferente de alguns fervedouros do Jalapão, onde o acesso é controlado. Você pode ir por conta própria, desde que tenha veículo adequado e experiência em estradas de terra.
Se não tiver isso, a recomendação é clara: vá com agência. Os últimos 14 km de acesso têm trechos de areia fofa e uma serrinha que já deixou muita gente atolada. Não vale arriscar e ter a experiência estragada por uma pane no meio do cerrado.
As agências em Palmas e Ponte Alta do Tocantins oferecem expedições estruturadas com transporte 4×4, guia local e, em muitos casos, o roteiro inclui a Pedra Furada no mesmo dia. Os pacotes costumam custar entre R$ 450 e R$ 650 por pessoa, geralmente incluindo transporte, guia, água e lanches.
Para quem vai com carro próprio: leve o GPS calibrado, avise alguém da sua rota, leve água extra e um kit básico de emergência. O sinal de celular é instável na estrada de terra.
Quanto custa visitar a Lagoa do Japonês?
O ingresso da Lagoa do Japonês funciona como day use. Os valores praticados são:
- Entrada (day use): R$ 50 por pessoa (verificado em 2024 — confirme o valor atualizado antes de ir)
- Crianças até 12 anos: gratuito, acompanhadas de adulto pagante
- Almoço (self-service): R$ 50 por pessoa, à vontade
- Camping (pernoite): ~R$ 100 por pessoa por noite
- Pacote com agência: R$ 450 a R$ 650 por pessoa (transporte + guia + água/lanches)
Formas de pagamento aceitas: cartão de crédito, débito, dinheiro e Pix.
Os preços costumam ser revistos anualmente. Confirme os valores atualizados pelo Instagram @lagoadojapones ou pelo WhatsApp (63) 99240-8085 antes de ir.
Quem pode visitar a Lagoa do Japonês?
A Lagoa do Japonês é acessível para praticamente todos os perfis — e foi exatamente isso que vivemos na nossa visita em 2024, com a família completa: adultos, adolescente e crianças pequenas.
A lagoa tem profundidade entre 1 e 3 metros, o que a torna segura para quem sabe nadar. Para quem não sabe ou prefere não nadar, há boias e coletes disponíveis para aluguel, além do barquinho que leva até a gruta. Samara foi com Nicolas e Sophia de barco — seguro, tranquilo e com vista privilegiada das formações rochosas pelo caminho.
Crianças pequenas aproveitam muito — há uma prainha rasa, peixinhos para observar no deck e playground no local. Nicolas, mesmo pequeno, adorou cada momento.
O único pré-requisito é a disposição para encarar a estrada de terra até chegar lá. A partir da entrada da propriedade, tudo é plano e de fácil acesso.
Qual a melhor época para visitar a Lagoa do Japonês?
Melhor época: maio a setembro — a estação seca do Tocantins.
Nesse período, a água fica mais cristalina, as cores mais vibrantes, a visibilidade subaquática é excelente e as estradas de terra são muito mais fáceis de percorrer. É a janela ideal tanto para quem vai por conta própria quanto para quem está montando um roteiro pelo Jalapão.
Evite: dezembro a março — período chuvoso. As chuvas podem escurecer a água da lagoa, reduzindo aquela transparência que é o grande charme do lugar. As estradas de terra ficam complicadas, com trechos de areia encharcada e a serrinha podendo virar um pesadelo.
Fins de semana e feriados: independente da época, o fluxo é bem maior. A capacidade máxima simultânea é de 200 visitantes — e nos finais de semana esse limite costuma ser atingido antes do meio-dia. Se tiver flexibilidade, prefira visitar durante a semana.
A Lagoa do Japonês — o que esperar
Infraestrutura
O complexo tem uma estrutura completa para passar o dia inteiro:
- Restaurante com culinária regional (almoço self-service e à la carte)
- Bar com drinks, sorveteria e açaiteria
- Banheiros com vestiário e chuveiro
- Redário e chaise lounges à beira da lagoa
- Pergolado com mesas à beira da prainha
- Playground para crianças
- Área de camping
- Wi-Fi pago
- Aluguel de sapatilhas, coletes, boias e óculos de mergulho
- Estacionamento
A Chef Rubi, filha da região, assumiu o restaurante com uma proposta de valorização da culinária local — caranha frita, panelinha à moda Rubi, farofa de banana e drinks com frutas do cerrado. Depois de um mergulho na lagoa, a fome que bate é das boas.
Mergulho e banho
O banho na lagoa é a experiência central da visita. A água entra pela escadinha do deck principal — e logo os peixinhos aparecem para dar as boas-vindas com suas “bicadinhas” nos pés. São inofensivos, mas a primeira reação é sempre de susto.
A visibilidade subaquática é impressionante: dá para ver o fundo com clareza, observar as formações de calcário e acompanhar os peixes. Para quem leva máscara de mergulho ou GoPro, a experiência fica em outro nível. O aluguel de coletes, boias e sapatilhas está disponível na entrada.
Atenção: não aplique protetor solar, repelente ou qualquer creme antes de entrar. Esses produtos contaminam a lagoa e comprometem a qualidade da água para todo mundo.
A gruta submersa
Se a lagoa já é linda, a gruta é de outro nível.
Ela fica em uma das extremidades, esculpida pela erosão de rochas calcárias ao longo de séculos. Por dentro, a água muda de cor de forma quase surreal — enquanto a lagoa tem tons esverdeados, dentro da gruta o azul fica mais intenso, mais concentrado, com uma luminosidade que só aparece quando a luz do sol atravessa a água limpa e bate no calcário branco.
A distância do deck até a gruta é de cerca de 60 metros — um nado tranquilo para a maioria das pessoas. A profundidade ali pode chegar a 4 metros, então use colete se não for um nadador confiante.
Quando fomos com a família, Samara foi com Nicolas e Sophia no barquinho, garantindo que os pequenos vissem a gruta com segurança. Eu e Heitor decidimos nadar — sem sapatilhas do tamanho certo, cada passada exigiu atenção redobrada nas pedras do fundo. Mas valeu cada metro.
Dentro da gruta, a sensação é de entrar em outro mundo. Aí o tempo virou, chegou vento e chuva forte. Samara e Sophia voltaram de barco, mas eu e Heitor ficamos mais um tempo — uma chuva quente do cerrado não tira você de um lugar assim. Na volta, avistamos uma tartaruga nadando tranquilamente sob a superfície. Um presente inesperado.
Caiaque transparente e barco
Para quem prefere não nadar até a gruta, ou quer uma perspectiva diferente, há duas opções de embarcação.
O barco faz o trajeto do deck até a gruta em poucos minutos — a escolha certeira para famílias com crianças pequenas, como foi no nosso caso com o Nicolas e a Sophia.
O caiaque de acrílico transparente é a opção mais instagramável: o fundo deixa você ver a lagoa por baixo enquanto navega, como se estivesse flutuando sobre a água. O efeito é impressionante e rende fotos únicas. Sujeito à disponibilidade — verifique na entrada.
Tirolesa
Para quem quer adrenalina além da água, a tirolesa é a atração certa. São cerca de 300 metros de extensão cortando parte da lagoa, com uma vista lá de cima que é de parar. A descida sobre a água cristalina, vendo o verde e o azul lá embaixo, é uma das imagens mais bonitas que você vai levar da visita.
Cuidados e regras de visitação
Regras obrigatórias:
- Proibido entrar na lagoa com protetor solar, repelente ou qualquer tipo de creme
- Proibido levar alimentos ou bebidas para a área da lagoa
- Proibida a entrada de pets
- Capacidade simultânea de 200 visitantes — nos picos pode haver espera
Cuidados práticos:
- Use sapatilhas obrigatoriamente. As rochas calcárias são pontiagudas e cortam com facilidade. Aluguel disponível no local — mas se tiver o seu próprio calçado de neoprene, leve.
- Use colete na gruta se não for um nadador experiente — profundidade chega a 4 metros.
- Não entre no interior da gruta sem acompanhamento da equipe do local.
- Respeite a fauna. A tartaruga nada tranquilamente pela lagoa — mantenha distância e não tente tocá-la.
O almoço na Dona Minervina
No caminho para a lagoa, antes de chegar na propriedade, você vai passar pelo restaurante da Dona Minervina — e vale muito a pena parar. Arroz, feijão, frango, farofa no fogão a lenha, com aquele gosto de casa do interior que restaurante de cidade grande não consegue reproduzir.
Chegamos ali depois da Pedra Furada, com fome e poeira na roupa, e saímos renovados. Nicolas aprovou — e criança pequena não mente.
Reserve o almoço com antecedência pelo (63) 99959-5400 — avisar antes garante que a comida esteja pronta na sua chegada.
Dicas práticas para visitar a Lagoa do Japonês
- Chegue cedo — de preferência na abertura, às 8h. A capacidade máxima simultânea é de 200 pessoas e nos fins de semana esse limite é atingido antes do meio-dia. Quem chega cedo aproveita a lagoa no silêncio e com as melhores fotos.
- Leve pelo menos 2L de água e petiscos para a estrada. São 3h30 de carro de Palmas, com boa parte em terra e sem paradas estruturadas pelo caminho — e o calor do cerrado, especialmente entre junho e agosto, pode surpreender.
- Cuidado na serrinha de volta. Os últimos 14 km de acesso têm um trecho de subida que complica depois da chuva. Com veículo com tração 4×4 é tranquilo — sem tração, não arrisque.
- Leve máscara de mergulho e câmera subaquática. A visibilidade no fundo da lagoa e da gruta é impressionante. Uma GoPro ou capinha impermeável para celular vão fazer seus registros ficarem num outro nível.
- Prefira visitar durante a semana. Fins de semana e feriados enchem — a experiência perde em tranquilidade e as filas na entrada do barquinho podem frustrar quem não planejou bem o tempo.
- Confirme os valores antes de ir pelo Instagram @lagoadojapones ou WhatsApp (63) 99240-8085 — os preços são revistos periodicamente.
Vale a pena combinar com a Pedra Furada no mesmo dia
Sim — e muito. A Pedra Furada fica em Ponte Alta do Tocantins, exatamente no caminho de Palmas para Pindorama. A formação de arenito esculpida pelo vento ao longo de milhões de anos impressiona pela grandiosidade — parece um portal para outro mundo.
Foi exatamente o nosso roteiro em 2024: Pedra Furada de manhã, almoço na Dona Minervina e Lagoa do Japonês à tarde. Uma combinação perfeita com dois dos atrativos mais fotogênicos da região no mesmo dia.
Vale a pena visitar a Lagoa do Japonês?
Sim. Sem hesitar.
A estrada chacoalha, os últimos quilômetros testam a paciência e o amortecedor — mas tudo isso some no segundo em que você chega na beira d’água. A lagoa é daqueles lugares que a foto não faz jus. Você precisa estar lá, com os pés na água, sentindo os peixinhos no tornozelo, vendo o azul mudar de intensidade conforme se aproxima da gruta.
A chuva que chegou no meio do nosso passeio? Fez parte da história. A tartaruga debaixo d’água? Um presente. O almoço caseiro antes de chegar? A alma do lugar. Nicolas dançando à noite no Sabor do Cerrado depois de um dia cheio? A confirmação de que esse tipo de viagem cabe em todos os tamanhos de família.
A Lagoa do Japonês é uma das joias do ecoturismo brasileiro. Se ela está no caminho — e para quem vai ao Jalapão, está — não tem justificativa para pular.
Outros atrativos do Jalapão e Serras Gerais
O Jalapão é muito mais do que um único atrativo. O circuito da região reúne cachoeiras, fervedouros, dunas, serras e praias de rio que fazem qualquer roteiro de 7 dias pelo Jalapão parecer curto.
Pedra Furada
Formação de arenito esculpida pelo vento e pela erosão ao longo de milhões de anos, a Pedra Furada é um dos cartões-postais mais icônicos do Jalapão. Localizada em Ponte Alta do Tocantins — a cerca de 80 km da Lagoa do Japonês —, ela impressiona pelo tamanho e pela forma: dois furos que criam jogos de luz e sombra únicos. A trilha até o segundo furo oferece uma vista do cerrado se estendendo até onde os olhos alcançam.
Cânion Sussuapara
O Cânion Sussuapara é um dos cenários mais dramáticos do Jalapão. Paredes rochosas avermelhadas que enquadram um rio de águas verdes — um contraste visual que impressiona. Ideal para quem gosta de paisagens de tirar o fôlego com menos movimento de turistas.
Cachoeira da Velha
Uma das maiores cachoeiras do Jalapão, com queda d’água imponente e mirante com vista panorâmica. A Cachoeira da Velha não permite banho, mas a força e a beleza da queda compensam completamente. Parada obrigatória no roteiro.
Prainha do Rio Novo
Uma faixa de areia branca às margens do Rio Novo, com água cristalina e verde-esmeralda. Perfeita para relaxar e tomar banho — um cenário que parece praia de mar, mas no coração do cerrado.
Praia do Caju
Outra praia de rio espetacular do circuito. A Praia do Caju tem bancos de areia fina, água transparente e o charme de lugar ainda pouco visitado. Ótima opção para uma pausa mais tranquila no roteiro.
Dunas do Jalapão
Quilômetros de dunas de areia dourada no meio do cerrado — uma das paisagens mais inusitadas do Brasil. Chegam a dezenas de metros de altura e o pôr do sol visto do alto é um dos momentos mais fotogênicos de toda a viagem.
Fervedouros do Jalapão
Os fervedouros são piscinas naturais onde a pressão da água subterrânea sobe com tanta força que mantém o corpo flutuando na superfície — mesmo quem não sabe nadar flutua. A água é tão cristalina que parece azul néon. São experiências únicas e protegidas, com acesso controlado e tempo de visita limitado.
Os principais fervedouros do circuito são:
- Fervedouro do Ceiça
- Fervedouro Macaúbas
- Fervedouro Buritizinho
- Fervedouro Encontro das Águas
- Fervedouro do Rio Sono
- Fervedouro Buritis
- Fervedouro Beija-flor
- Fervedouro Bela Vista
- Fervedouro Por Enquanto
Cachoeira do Formiga
Uma das cachoeiras mais charmosas do Jalapão — não pela grandiosidade, mas pela cor da água. A Cachoeira do Formiga tem uma piscina natural de água turquesa e permite banho, o que a torna uma das paradas favoritas dos roteiros pela região.
Cachoeira da Arara
Localizada na região de São Félix do Tocantins, a Cachoeira da Arara é cercada por paredes rochosas e vegetação densa. A trilha até ela já vale pela paisagem.
Serra da Catedral
Formação rochosa imponente que serve de mirante natural para a paisagem do cerrado. A subida exige disposição, mas a vista panorâmica do topo é recompensadora — em dias claros, dá para ver muito além do horizonte.
Cachoeira da Roncadeira e Escorrega Macaco
A Cachoeira da Roncadeira e o Escorrega Macaco ficam próximas e costumam ser visitadas juntas. A Roncadeira tem uma queda alta e barulhenta — o nome vem do som que a água faz ao cair. Já o Escorrega Macaco é exatamente o que o nome sugere: uma rampa natural de pedra onde a água escorrega e você pode descer junto. Uma das experiências mais divertidas do circuito.
Perguntas Frequentes sobre a Lagoa do Japonês
A Lagoa do Japonês fica dentro do Jalapão?
Não exatamente. A lagoa está no município de Pindorama do Tocantins, que faz parte da região das Serras Gerais — diferente do Parque Estadual do Jalapão. Mas como fica próxima ao circuito, a maioria das agências inclui a lagoa nos roteiros, frequentemente combinada com a Pedra Furada.
Precisa de carro 4×4 para chegar na Lagoa do Japonês?
É altamente recomendado, especialmente nos últimos 14 km com areia fofa e serrinha de acesso difícil. No período seco dá para chegar com carros convencionais mais altos e motoristas experientes, mas no período chuvoso o 4×4 é praticamente obrigatório.
Quanto custa a entrada na Lagoa do Japonês?
Em torno de R$ 50 por pessoa (day use, verificado em 2024) — crianças até 12 anos têm entrada gratuita. Almoço à parte, também ~R$ 50. Confirme os valores atualizados antes de ir.
Pode usar protetor solar na Lagoa do Japonês?
Não. Protetores solares, repelentes e cremes contaminam a água cristalina. Evite aplicar antes de entrar — use somente fora da lagoa.
É seguro nadar até a gruta da Lagoa do Japonês?
Sim. São cerca de 60 metros do deck até a gruta — nado tranquilo para a maioria. Profundidade de até 4 metros na gruta — use colete se não for um nadador confiante. Há barco para quem preferir.
Qual a melhor época para visitar a Lagoa do Japonês?
Maio a setembro (estação seca) — água mais cristalina, cores mais vibrantes e estradas mais fáceis. Evite dezembro a março (período chuvoso), quando a água pode escurecer e as estradas ficam complicadas.
Tem onde comer e dormir na Lagoa do Japonês?
Sim — restaurante, bar, sorveteria e açaiteria dentro do complexo. Camping (~R$ 100/noite por pessoa). Pousadas em Pindorama e Ponte Alta do Tocantins (~80 km).
Dá para visitar a Lagoa do Japonês sem agência?
Sim, com veículo SUV ou 4×4 e experiência em estrada de terra. Sem isso, contrate uma agência — pacotes entre R$ 450 e R$ 650 por pessoa em Palmas ou Ponte Alta do Tocantins, geralmente incluindo transporte, guia e lanches.
Conclusão
A Lagoa do Japonês é daqueles lugares que ficam na memória não pelo que você esperava encontrar, mas pelo que te surpreende quando chega lá: o azul impossível da gruta, a tartaruga que aparece do nada, a chuva que cai e não estraga nada — só faz parte da experiência.
Reserve um dia inteiro para a lagoa. Chegue cedo, almoce na Dona Minervina, nade até a gruta, deite na rede um tempo e só vá embora quando o sol começar a baixar.
Já visitou a Lagoa do Japonês? Conta nos comentários como foi — ou se ficou alguma dúvida sobre o roteiro!




























