Tempo de leitura: 21 minutos

A Praia do Cajueiro, em Alter do Chão, foi o primeiro contato que tivemos com o Rio Tapajós, e já foi o suficiente para entender por que a vila é chamada de Caribe Amazônico. Chegamos em julho de 2024, depois de uma viagem longa, sem as malas (extraviadas pela companhia aérea), sem roupas de banho e com um bebê de quase 2 anos no colo. E mesmo assim, a água morna e clara do Tapajós resolveu tudo em questão de minutos.
A Praia do Cajueiro fica a menos de 10 minutos a pé do centrinho de Alter do Chão, no Pará, e é um dos primeiros pontos de contato com o rio para quem chega na vila. Areia fina e branca, água doce e tranquila, um cajueiro centenário que faz sombra na beira do rio, e uma vista direta para a Ilha do Amor no horizonte. Simples, acessível e genuína.
Neste guia, contamos tudo sobre a praia: onde fica, quando ir, como chegar, o que fazer, e o que vivemos por lá em família.
Sobre Alter do Chão
Onde fica e como funciona a vila
Alter do Chão é um distrito de Santarém, no oeste do Pará, localizado na margem direita do Rio Tapajós, a cerca de 34 km do centro de Santarém. Não é uma cidade grande: é uma vila ribeirinha com cerca de 5 mil habitantes, ruas de chão batido, restaurantes simples na beira da praça, barquinhos atracados na orla e aquela atmosfera de lugar que o tempo respeita.
Apesar da simplicidade, Alter do Chão ganhou reconhecimento internacional. Em 2009, a revista britânica The Guardian a listou entre as dez praias mais bonitas do Brasil. O apelido “Caribe Amazônico” não é exagero de marketing: quando as águas baixam na seca e os bancos de areia branca emergem do Tapajós, o visual é de outro nível.
A vila tem o essencial para uma boa viagem: pousadas confortáveis, restaurantes com culinária amazônica de qualidade, quiosques de artesanato e barqueiros experientes para levar você aos passeios. Não espere luxo nem shoppings. Espere autenticidade.
O ritmo das águas: seca e cheia no Tapajós
A coisa mais importante que você precisa entender sobre Alter do Chão, e sobre a Praia do Cajueiro, é que a paisagem muda completamente dependendo da época do ano.
O Rio Tapajós tem duas estações bem definidas:
| Período | Estação | O que acontece na Praia do Cajueiro |
| Julho a dezembro | Seca (verão amazônico) | Areia exposta, água baixa e cristalina, praia plena |
| Janeiro a junho | Cheia | Rio sobe, areia some parcialmente ou totalmente |
Na seca, a praia existe em sua forma completa: areia larga, bancos expostos, água rasa e transparente. É nessa época que as fotos de Alter do Chão que circulam na internet foram tiradas.
Na cheia, a Praia do Cajueiro pode desaparecer quase completamente sob as águas do Tapajós. Não é uma tragédia: a região tem outros encantos nessa época, como a Floresta Encantada, navegável de canoa entre as copas das árvores. Mas se o seu objetivo é praia, planejar para o período seco é fundamental.
Fomos em julho de 2024, já no início da seca, e a diferença foi gritante: a areia estava larga, a água estava cristalina e a praia, plena.
Sobre a Praia do Cajueiro
Onde fica e como é a praia
A Praia do Cajueiro fica na orla principal de Alter do Chão, praticamente de frente para o centrinho da vila. É a praia mais próxima de quem chega: você sai da pousada, caminha uns 5 a 10 minutos pela orla e já está na beira do rio.
A praia forma uma faixa de areia branca e fina que se estende por cerca de 1 km às margens do Tapajós. As águas são calmas, rasas perto da beira e de temperatura morna, nada do frio de rios que a gente espera no sul do país. A sensação de entrar na água é quase terapêutica, especialmente após o calor úmido e abafado que caracteriza a Amazônia.
Do lado de fora, o sol castiga. Dentro da água, tudo acalma.
Por que se chama Praia do Cajueiro
O nome vem do cajueiro centenário que domina a paisagem da praia, uma árvore de copa larga que projeta sombra generosa sobre a areia e funciona como ponto de encontro natural de moradores e visitantes. É embaixo dele que a vida acontece: quem não quer sol demais, quem chegou cedo, quem ficou até o fim. O cajueiro virou símbolo da praia e deu nome à pousada mais famosa da região, a Pousada Sombra do Cajueiro, onde nós ficamos.
O que torna essa praia especial
Ao contrário da Ilha do Amor, que exige travessia de barco e tende a ficar bem movimentada, a Praia do Cajueiro é acessível a pé, gratuita e mantém uma atmosfera mais local. Moradores passam por lá no fim do dia, crianças brincam na beira, barqueiros preparam as embarcações para os passeios do dia seguinte.
Ela não é espetacular no sentido cinematográfico. É charmosa no sentido verdadeiro: simples, honesta, bonita sem precisar se esforçar. E tem uma vista que não cansa (Ilha do Amor ao longe, Serra da Piraoca ao fundo, o pôr do sol se espalhando sobre o rio em cores de laranja e rosa).
Como chegar na Praia do Cajueiro
De Santarém até Alter do Chão
Não há aeroporto em Alter do Chão. O ponto de chegada é o Aeroporto Internacional de Santarém, Maestro Wilson Fonseca (STM), que recebe voos diários de Belém, Brasília, Manaus e São Paulo, geralmente com conexão.
A partir do aeroporto, você ainda está a cerca de 34 km de Alter do Chão. As opções para cobrir esse trecho:
- Transfer privado: a forma mais cômoda. Pagamos R$ 110 pelo trajeto de uns 40 minutos. Vale muito a pena chegar sem estresse, especialmente se você está com criança ou bagagem. Reservável antecipadamente pelas pousadas.
- Táxi/Uber: disponíveis no aeroporto e no centro de Santarém. Valores semelhantes ao transfer, mas com menos garantia de disponibilidade dependendo do horário.
- Ônibus intermunicipal: a opção mais barata (R$ 10 a 15), mas exige primeiro ir ao centro de Santarém e depois pegar outro ônibus. Demorado e trabalhoso: funciona para mochileiros com tempo e paciência.
A estrada entre Santarém e Alter do Chão (Rodovia Fernando Guilhon + PA-457) é asfaltada e em boas condições. O trajeto é de aproximadamente 40 minutos a 1 hora, dependendo do tráfego e da hora do dia.
Dentro de Alter do Chão: a pé, de bike ou buggy
Uma vez na vila, a Praia do Cajueiro fica a menos de 1 km do porto principal: você chega a pé em 5 a 10 minutos pela orla, sem necessidade de transporte. Siga pela rua principal em direção ao rio e a praia vai aparecer à sua esquerda.
Se quiser explorar outras praias ou passeios próximos, as opções são:
- A pé: funciona bem para o Cajueiro, a Praia do CAT e o centrinho
- Bike alugada: R$ 20/hora em pontos no centrinho, boa para passeios mais longos pela orla
- Mototáxi: comum e barato para trajetos dentro de Alter
Na alta temporada, evite carro particular: estacionamento é escasso e o trânsito na orla vira um caos.
Qual a melhor época para visitar a Praia do Cajueiro?

A resposta direta: julho a dezembro, quando o verão amazônico está em plena seca e a praia existe em sua forma completa.
| Período | Praia do Cajueiro | Clima | Para quem é |
| Jul–dez | Areia larga, água cristalina | Quente e seco (30–35°C) | Quem quer praia, sol e banho |
| Set | Praia plena + Festival do Sairé | Alta temporada | Quem quer praia + cultura local |
| Jan–jun | Areia reduzida ou submersa | Quente e chuvoso | Quem curte floresta e ecoturismo |
Setembro merece menção especial: além das praias estarem no auge, é quando acontece o Festival do Sairé, a maior manifestação folclórica do oeste do Pará, mistura de rituais católicos e indígenas que existe desde o século XVII. A vila lota, mas o clima é único.
Se você vai na cheia (janeiro a junho), a Praia do Cajueiro pode desaparecer quase completamente. Não desanime: a Floresta Encantada e os passeios de observação de fauna seguem valendo muito a visita.
A Praia do Cajueiro é boa para banho?

Sim, e com dados oficiais para comprovar. Segundo a Prefeitura de Santarém, que monitora regularmente a qualidade das praias de Alter do Chão, no último relatório de balneabilidade disponível a Praia do Cajueiro foi classificada como PRÓPRIA para banho, categoria SATISFATÓRIA pelo parâmetro de Escherichia coli. Todas as demais praias de Alter do Chão avaliadas no mesmo estudo também foram classificadas como próprias.
A água do Tapajós é naturalmente ácida, o que inibe a proliferação de mosquitos e organismos causadores de doenças. É uma das razões pelas quais as praias fluviais da região têm aparência tão limpa e cristalina.
Algumas orientações práticas para o banho:
- Arraste os pés na areia ao entrar na água: raias podem estar no fundo raso. Não é comum, mas acontece. Arrastar o pé espanta antes de você pisar.
- Evite protetor solar convencional. Use versão biodegradável para não poluir o rio e preservar o ecossistema.
- As águas são calmas e rasas perto da beira, ótimo para crianças e para quem não é bom nadador.
O que fazer na Praia do Cajueiro
Banho e relaxamento
A experiência mais simples e mais satisfatória: entrar na água. A temperatura morna do Tapajós, bem diferente do frio dos rios serranos do Sudeste, surpreende quem vai pela primeira vez. Não é calor de piscina, é uma mornidão agradável que convida a ficar.
A parte mais rasa, perto da beira, tem fundo de areia fina e é perfeita para crianças. Quem quiser nadar um pouco mais tem espaço de sobra. Não há ondas, correnteza forte ou perigo aparente: é o tipo de água que deixa você completamente relaxado.
Montar um cantinho embaixo do cajueiro centenário, estender uma canga e passar a tarde ali é programa completo.
Pôr do sol
O pôr do sol da Praia do Cajueiro é um dos pontos altos da visita. O sol desce na direção do rio, e o reflexo das cores na água (laranja, dourado, rosa) cria uma cena que parece editada. A Ilha do Amor aparece no horizonte como silhueta, e o centrinho iluminado ao fundo completa o quadro.
Chegue com pelo menos 30 minutos de antecedência para garantir um bom cantinho. Nos meses de alta temporada (setembro em diante), a praia fica mais movimentada no fim do dia. Se quiser mais paz, vá no meio da tarde e fique até o sol sumir.
Drone e fotografia
A Praia do Cajueiro é um dos melhores pontos de Alter do Chão para voos de drone: altitude suficiente para capturar o contraste entre a areia branca, o azul do Tapajós, a vegetação densa e o centrinho colorido. De cima, também aparecem a Praia do CAT, a Ilha do Amor ao fundo e a Serra da Piraoca elevando o horizonte.
Verifique a regulamentação local da ANAC antes de voar. Em geral, são áreas não restritas e sem interferência com tráfego aéreo, mas vale conferir.
Como foi nossa experiência na Praia do Cajueiro

Chegamos em Alter do Chão em julho de 2024, depois de um dia longo demais: saímos do Rio às 3h da manhã, fizemos escala em Recife e Belém, e ainda descobrimos no aeroporto de Santarém que a companhia aérea havia extraviado nossas malas. Literalmente só tínhamos as roupas do corpo.
O transfer nos levou direto para a Pousada Sombra do Cajueiro. Deixamos o pouco que tínhamos no quarto, respiramos fundo, e fomos pro centrinho em busca do essencial: chinelo, protetor solar, roupas de banho, fraldas pro Nicolas, que tinha quase 2 anos na época. Alter do Chão tem lojinhas simples que resolvem o básico. Não espere variedade, mas o necessário você encontra.
Na volta do centrinho, não houve nem discussão sobre o que fazer em seguida. O calor úmido amazônico, aquele que você sente no corpo como um abraço denso, o suor escorrendo sem dar trégua, empurrava a gente direto para dentro do rio.
A Praia do Cajueiro estava praticamente de frente para a pousada. Descemos até a areia e entramos na água.
A temperatura foi a primeira surpresa: morna. Não fria, não quente, morna, acolhedora, como se o rio soubesse que a gente estava precisando de conforto. O Nicolas se jogou sem medo, chapinhando nas poças rasas perto da beira, rindo de um jeito que só crianças conseguem rir quando estão completamente no momento. Sem a boia dele, ficou um pouco mais cauteloso nas partes mais fundas, mas nada que impedisse a diversão.
Do lado de fora da água, o sol castigava forte. A umidade alta deixava o ar pesado, denso. Mas dentro do Tapajós, tudo se resolvia.
Aproveitei para soltar o drone. As imagens de cima mostraram uma Alter do Chão que não se vê do chão: a curva suave da praia do Cajueiro com areia clara, o centrinho com casinhas coloridas e barquinhos, a Praia do CAT ao lado, a Serra da Piraoca ao fundo e, no horizonte, a Ilha do Amor, tudo banhado por um pôr do sol que pintou o céu de dourado e laranja.
Foi o tipo de momento que você não esquece. Chegamos exaustos, sem bagagem, com um bebê que não tinha dormido direito no dia. E saímos dali recarregados, que é exatamente o que uma boa praia de rio faz.
Se quiser ver esse dia em detalhes, contamos tudo no relato do nosso primeiro dia em Alter do Chão.
Onde nos hospedamos em Alter do Chão
Pousada Sombra do Cajueiro (nossa escolha)
Ficamos na Pousada Sombra do Cajueiro, que fica a menos de 2 minutos a pé da praia homônima. A hospedagem é familiar, com chalés de madeira, varanda com rede, café da manhã que inclui açaí fresco, tapioca e frutas regionais. O staff é atencioso: nos ajudaram com transfer, indicações de passeios e até dicas de onde sacar dinheiro (spoiler: faça isso antes de sair de Santarém).
Preços em torno de R$ 250 a 350 por noite para casal com café, dependendo da temporada. Na alta temporada, reserve com antecedência: lota rápido.
Outras opções por perfil
- Mais confortável: Villa Eden ou Beloalter Hotel, com vistas para o Tapajós e estrutura mais completa
- Mais econômica: Pousada do Mingote, ideal para quem quer economizar sem abrir mão da localização
- Com cozinha própria: busque acomodações de temporada no Airbnb, prático para quem viaja com criança e quer autonomia de horários
Uma dica que vale ouro: hospede-se em Alter do Chão, não em Santarém. Você vai querer estar a pé dos passeios, do centrinho e das praias. Fazer o trajeto de 40 minutos de ida e volta todos os dias cansa e desperdiça tempo de viagem.
Dicas práticas para visitar a Praia do Cajueiro
O que levar na mochila
- Protetor solar biodegradável: obrigatório para não poluir o rio. Os convencionais podem ser usados longe da água, mas na hora do banho, troque
- Repelente: a umidade atrai insetos, especialmente no fim do dia
- Dinheiro em espécie: muitos quiosques, barqueiros e passeios comunitários não aceitam cartão. Saque em Santarém antes de ir
- Garrafa reutilizável: o calor amazônico exige hidratação constante
- Roupa de banho extra: você vai molhar todo dia, sem exceção
- Mochila impermeável ou saco à prova d’água: para proteger eletrônicos nos passeios de barco
- Toalha compacta: ocupa menos espaço e seca mais rápido
Segurança: raias e protetor solar na Praia do Cajueiro
A principal ameaça no banho são as raias, que ficam no fundo arenoso raso. A picada é dolorosa e pode causar inchaço. O antídoto é simples: arraste os pés na areia ao entrar na água em vez de dar passos normais. Isso espanta as raias antes de você pisar nelas.
Fora isso, as águas são calmas, sem correnteza forte na beira e sem perigo real. É um dos tipos de banho mais tranquilos que existe.
Dicas para famílias com crianças pequenas
A Praia do Cajueiro é excelente para crianças. A água é morna, o fundo é de areia, a beira é rasa e calma. Nicolas, com quase 2 anos, brincou sem dificuldade na parte rasa, mas recomendamos:
- Levar boia ou colete salva-vidas para quem ainda não nada
- Aplicar protetor solar biodegradável com frequência: o sol amazônico é intenso
- Levar snack e água, pois o calor consome energia rápido em crianças pequenas
- Ir no início da manhã ou no final da tarde para evitar o pico de calor entre 11h e 15h
Como evitar multidões na Praia do Cajueiro
- Dias de semana são sempre mais tranquilos do que finais de semana
- Manhã cedo garante a praia quase deserta
- Feriados e setembro (Festival do Sairé) são as épocas mais cheias: prepare-se ou abrace o movimento
Outros atrativos próximos à Praia do Cajueiro
Praia do CAT
A Praia do CAT (Centro de Atendimento ao Turista) fica a menos de 5 minutos da Praia do Cajueiro, caminhando pela orla. É o ponto de partida dos barcos de passeio e tem um deck de madeira que avança sobre o rio. Durante nossa visita, o deck estava fechado para reformas, mas mesmo assim o local não perdeu o charme. Perfeita para fechar o dia com um pôr do sol, como contamos no relato do nosso oitavo dia em Alter do Chão, quando fizemos o city tour de Santarém e voltamos para ver o sol se pôr por lá.
Ilha do Amor e Trilha da Serra da Piraoca
O cartão-postal de Alter do Chão. Acessível por uma travessia rápida de catraia por R$ 5, a Ilha do Amor tem areia branca, restaurantes pé na areia e mesas dentro d’água, tudo em uma ilha que na seca total dá para ir a pé. Contamos essa experiência completa, incluindo a subida até o mirante panorâmico com vista 360°, no nosso guia da Ilha do Amor e da Trilha da Serra da Piraoca.
Outros passeios de Alter do Chão
Floresta Encantada
Uma navegação de canoa pelos igapós inundados: árvores submersas, silêncio de floresta, fauna amazônica em torno. Melhor na cheia, quando o canal está cheio e o passeio vira um labirinto verde de fazer inveja a qualquer cenário de filme. Detalhamos como funciona no guia da Floresta Encantada em Alter do Chão.
Rio Arapiuns
Os passeios pelo Rio Arapiuns levam a praias mais selvagens, à Comunidade Coroca com suas tartarugas amazônicas e meliponário, e às experiências de turismo de cura nas comunidades ribeirinhas. Para quem quer ir além das praias do Tapajós, é o destino certo.
Floresta Nacional do Tapajós (FLONA)
A imersão na FLONA Jamaraquá é uma das experiências mais marcantes que Alter tem a oferecer: trilha de 9 km na mata primária, a Sumaúma centenária de 50 metros de altura e um igarapé de águas cristalinas no meio da floresta. Exige disposição física, mas é um dia que ninguém esquece, como contamos no relato do nosso dia na FLONA Tapajós.
Perguntas frequentes sobre a Praia do Cajueiro
A Praia do Cajueiro tem cobrança de entrada?
Não. O acesso é gratuito. Alguns quiosques cobram pelo uso de cadeira ou guarda-sol (R$ 10 a 20), mas entrar na praia e usar a areia é livre.
Quando a Praia do Cajueiro some?
Durante a cheia do Rio Tapajós, entre janeiro e junho, o nível do rio sobe e a areia da praia diminui ou some completamente. O pico da cheia costuma ser entre março e maio. Na seca (julho a dezembro), a praia está em plena forma.
Qual a diferença entre a Praia do Cajueiro e a Ilha do Amor?
São praias diferentes, com propostas diferentes. A Praia do Cajueiro fica na margem da vila, é acessível a pé, gratuita e tem atmosfera mais local e tranquila. A Ilha do Amor exige travessia de barco (R$ 5), tem mais estrutura (restaurantes, mesas na água, barracas com sombra) e é o cartão-postal clássico de Alter. As duas valem a visita: o Cajueiro é o aperitivo perfeito antes de conhecer a Ilha.
A Praia do Cajueiro é segura para crianças pequenas?
Sim. A água é morna, rasa perto da beira e sem correnteza forte. Levamos o Nicolas com quase 2 anos e ele brincou sem nenhum problema. Recomendamos boia ou colete para crianças que ainda não nadam, e atenção redobrada na hora de entrar na água (arraste os pés por causa das raias).
Dá para ver pôr do sol na Praia do Cajueiro?
Sim, e vale muito a pena. O sol desce em direção ao rio, criando reflexos dourados e alaranjados que se estendem por toda a superfície do Tapajós. A Ilha do Amor aparece em silhueta no horizonte. Foi dali que voamos o drone e capturamos tudo de cima, imagens que ficaram gravadas na memória.
Tem estrutura na praia, quiosques e banheiros?
A Praia do Cajueiro tem alguns quiosques simples com guarda-sol, cadeira e vendas de bebidas e lanches. A estrutura não é sofisticada, mas resolve para uma tarde de praia. Banheiro público não é garantido: recomendamos passar pela pousada antes de sair.
A Praia do Cajueiro foi o nosso primeiro contato com o Rio Tapajós e, mesmo sendo a praia “mais simples” de Alter do Chão (sem a fama da Ilha do Amor, sem a estrutura da Praia do CAT), ela ficou marcada. Talvez justamente por isso: porque foi onde chegamos exaustos, sem bagagem, com um bebê, e o rio fez o trabalho de reconectar a gente com o que importava.
Se você está planejando a viagem, comece pelo nosso relato do segundo dia em Alter do Chão para ter uma ideia do que mais espera você além do Cajueiro. E se quiser planejar cada dia da viagem, acompanhe os demais relatos das nossas aventuras em Alter do Chão.
Conta pra gente nos comentários: você já conheceu a Praia do Cajueiro? O que achou?






