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A Praia do CAT é a única faixa de areia do centro de Alter do Chão acessível a pé, sem barco e sem travessia. Fica ao lado do Centro de Atendimento ao Turista, na orla do Rio Tapajós, a menos de dez minutos caminhando da praça principal (e a cerca de 38 km de Santarém pela PA-457). É o ponto de partida dos passeios de barco, o melhor pôr do sol do centrinho, e a prova de que nem todo paraíso amazônico exige esforço para chegar.
Sobre Alter do Chão

Alter do Chão é uma vila ribeirinha de cerca de 7.000 habitantes encravada na margem direita do Rio Tapajós, no oeste do Pará. O apelido “Caribe Amazônico” não é exagero de nenhum folder de agência: as águas turquesas do Tapajós, combinadas com areias brancas e finas que surgem e desaparecem com as estações, criam um cenário que você para no meio do caminho só pra confirmar que é real.
Mas Alter é mais do que praia. A biodiversidade inclui botos cor-de-rosa que aparecem nas proximidades das praias, tartarugas amazônicas, jacarés e mais de 300 espécies de aves catalogadas na Floresta Nacional do Tapajós, a FLONA, que começa praticamente no quintal da vila. Nas comunidades ribeirinhas ao longo do Tapajós e do Rio Arapiuns, o turismo de base comunitária conecta o visitante com um modo de vida que resiste há séculos: artesanato em cerâmica tapajônica, farinha de mandioca feita à mão, culinária com peixes do rio, carimbó ao vivo nas noites de quinta-feira.
Economicamente, a vila depende do turismo e da pesca sustentável, e boa parte do dinheiro que circula fica mesmo na comunidade. Você vai notar isso nos guias locais, nos barqueiros da Associação, nas pousadas familiares e nos restaurantes com pratos do dia escritos à mão num quadro negro.
História de Alter do Chão
A presença humana em Alter do Chão tem pelo menos 8.000 a 10.000 anos. Pinturas rupestres e sambaquis encontrados na região são evidências de povos indígenas pré-colombianos que já conheciam muito bem as margens do Tapajós.
Em 1626, o explorador português Pedro Teixeira fundou uma aldeia missionária nas terras dos Borari, povo indígena que ainda hoje preserva tradições vivas, como o culto à Nossa Senhora da Saúde, padroeira da vila. Elevada a vila em 1758, Alter integrou as missões jesuíticas que mesclaram catolicismo com rituais nativos, e dali nasceu a Festa do Sairé: uma celebração de mais de 300 anos que acontece todo setembro, misturando danças, procissões e o folclore do boto encantado num espetáculo que toma conta de cada rua do centrinho.
No século XX, a proximidade com Belterra, o fracassado projeto de Henry Ford para plantações de borracha nos anos 1930, trouxe influências arquitetônicas americanas que ainda aparecem em algumas construções da região. O turismo de massa chegou mesmo nos anos 2000, quando o jornal britânico The Guardian elegeu Alter do Chão uma das praias mais bonitas do mundo em 2009. A vila pesqueira virou polo de ecoturismo, mas sem perder a essência: os ateliês de cerâmica seguem abertos, os barqueiros ainda conhecem cada banco de areia pelo nome, e o chorinho de sexta-feira na casa da Dona Glória continua sem ingresso.
Onde fica a Praia do CAT

A Praia do CAT fica no coração de Alter do Chão, ao longo da orla do Rio Tapajós, ao lado do Centro de Atendimento ao Turista, a cerca de 38 km do centro de Santarém pela PA-457. Para quem está no centrinho, é só seguir a rua da orla em direção ao rio: você vai passar pela Praça Central, continuar pela promenade e a praia aparece naturalmente à sua frente, com vista aberta para o Tapajós e, ao fundo, os morros cobertos de floresta.
A localização é privilegiada: perto de pousadas, restaurantes e lojinhas de artesanato. A Praia do Cajueiro fica a menos de 5 minutos caminhando pela orla. A Ilha do Amor é visível do outro lado do rio.
Alter do Chão está na margem direita do Rio Tapajós, próxima ao encontro dele com o Rio Arapiuns, dois dos afluentes mais bonitos da bacia amazônica. A água turquesa do Tapajós tem baixo teor de sedimentos, o que explica a transparência e a cor que remete mesmo ao Caribe. Geograficamente, o destino varia radicalmente com as estações: no verão amazônico, surgem praias extensas e bancos de areia; na cheia, os igapós (florestas inundadas) tomam conta e transformam o cenário num labirinto de árvores submersas que você só navega de canoa.
Como chegar na Praia do CAT

Da praça central de Alter do Chão, são 5 a 10 minutos caminhando pela orla do Rio Tapajós. Não é preciso pegar barco, fazer travessia nem contratar passeio algum: a entrada é gratuita e o acesso é livre o ano todo.
A pé, o jeito mais fácil (e gratuito)
Siga pela beira do rio, passe pelo centrinho, desça em direção à água. Você vai ver o letreiro do CAT e a estrutura de barracas. Praia na sua frente, rio logo adiante. Se estiver vindo da Praia do Cajueiro, é ainda mais simples: continue pela orla no mesmo sentido e chegue em menos de 5 minutos.
Vindo de Santarém
O aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca (STM), em Santarém. Azul, Gol e Latam operam voos regulares saindo de Belém (1h10), Manaus, Brasília e outras capitais, a maioria com conexão em Belém ou Brasília. De Santarém até Alter do Chão, as opções são:
- Transfer privado: a forma mais cômoda, especialmente chegando com bagagem e criança. Custa em torno de R$ 100 a 150 e leva cerca de 40 a 45 minutos.
- Táxi ou Uber: disponível no aeroporto, preço similar ao transfer.
- Ônibus: sai do centro de Santarém, não do aeroporto (você precisa primeiro ir ao Shopping Rio Tapajós ou à Praça Tiradentes). Passagem em torno de R$ 4 a 5, com saídas a cada 30 minutos. É a opção mais barata, mas a mais trabalhosa com mala grande.
A vila é compacta, e boa parte dos pontos de interesse fica a pé. Para praias mais distantes, a opção são as lanchas dos barqueiros da orla, e para locais dentro da própria vila, como a Praia do CAT, você não precisa de nenhum transporte.
Quando ir para a Praia do CAT

A Praia do CAT funciona o ano todo, mas a paisagem muda bastante com a estação. De agosto a dezembro, no auge do verão amazônico, a areia está no seu máximo: faixa ampla, água baixa, sol generoso. Já em julho, mês da nossa visita, o rio ainda está em transição: a cheia já baixou bastante e a areia começa a aparecer, mesmo sem o volume que ela tem em outubro ou novembro.
De janeiro a junho, no auge da cheia, o rio sobe e a faixa de areia diminui consideravelmente, em alguns anos quase desaparece. Mas a passarela e o deck seguem acessíveis, o pôr do sol não muda, e as barracas continuam abertas. O CAT perde areia, mas não perde charme.
O fim de tarde é o melhor horário em qualquer época: o sol começa a baixar na direção do rio, a temperatura cai um pouco, o vento vem do Tapajós e a praia ganha aquela luz dourada que você vai querer fotografar. Chegue com pelo menos 30 minutos de antecedência para garantir um bom cantinho, especialmente nos fins de semana.
Uma dica que a gente aprendeu na prática: se puder, vá durante a semana. Os fins de semana na alta temporada enchem muito, especialmente as praias mais acessíveis como a Ilha do Amor e a própria Praia do CAT. E se você estiver planejando a viagem inteira, vale conferir também nosso guia sobre a melhor época para visitar Alter do Chão mês a mês.
Sobre a Praia do CAT

A Praia do CAT é a praia do centro de Alter do Chão: a que você consegue chegar sem pegar barco, sem fazer travessia, sem contratar passeio. É só caminhar pela orla.
O nome vem do Centro de Atendimento ao Turista, o CAT, que fica bem na entrada da praia. A estrutura inclui barracas com petiscos e sucos regionais, redes sobre a água e (após a reforma concluída em 2025) uma passarela de madeira que avança sobre o Rio Tapajós e virou um dos pontos mais bonitos para ver o entardecer sem sair do centrinho.
O que diferencia o CAT das outras praias de Alter não é só a localização, é o clima. Enquanto a Ilha do Amor atrai turistas em peso, o CAT tem uma frequência mais local: os moradores que passam a tarde na beira do rio, os músicos que chegam com violão, as famílias com crianças na rasa da beira. A gente chegou num fim de tarde e encontrou uma árvore generosa para deixar as coisas, entrou na água, e ficou ali, curtindo o rio no ritmo de Alter. Sem pressa, sem barulho excessivo (bem, com algum barulho, mas daquele tipo que você aprende a filtrar quando precisa).
Nos últimos anos, o CAT também virou hub de eventos: DJ sets ao entardecer, barzinhos com drinks regionais, noites animadas às quintas e fins de semana. A praia é versátil: tranquila de manhã, animada quando o sol começa a cair.
A Praia do CAT ganhou relevância turística junto com o boom do ecoturismo em Alter do Chão nos anos 2000. Com a criação do Centro de Atendimento ao Turista, que deu nome à praia, o espaço passou a funcionar como ponto de informação e orientação para visitantes, naturalmente se tornando um ponto de encontro na orla. Diferente das praias mais antigas e ancestrais da região, como a Ilha do Amor, o CAT é um atrativo urbano, parte da vila, não separado dela. Suas raízes culturais estão no povo Borari, que habitava essa margem do Tapajós há séculos, mas sua identidade contemporânea é a do turismo acessível: o lugar onde o visitante chega no primeiro dia, ainda sem roteiro definido, e já tem o Tapajós aos pés.
A reforma da passarela, concluída em 2025, é o capítulo mais recente dessa história. O deck de madeira que avança sobre o rio melhorou o acesso, trouxe mais segurança e tornou o espaço mais inclusivo para pessoas com mobilidade reduzida. Durante nossa visita, em julho de 2024, ele ainda estava fechado para as obras, mas mesmo sem a passarela, o charme do lugar estava intacto.
O que fazer na Praia do CAT
Banho de rio nas águas mornas do Tapajós

A primeira coisa que chama atenção na água do Tapajós é a temperatura. Não é fria como os rios de serra, é morna, acolhedora, exatamente o tipo de água que convida a ficar. A cor varia entre o verde e o turquesa dependendo da luz e da época, e a beira é rasa e calma: ótima para crianças e para quem não é bom nadador.
Um dado que pouca gente sabe e que verificamos depois de voltar para casa: a Prefeitura de Santarém monitora regularmente a balneabilidade das praias de Alter do Chão. No relatório de agosto-setembro de 2024, a Praia do CAT foi classificada como PRÓPRIA/EXCELENTE para banho nos dois parâmetros microbiológicos analisados, Escherichia coli e coliformes termotolerantes. A água do Tapajós é naturalmente ácida, o que inibe a proliferação de organismos causadores de doenças. Você pode entrar sem receio.

Uma precaução importante, essa sim: arraste os pés na areia ao entrar na água. Raias podem estar no fundo raso (não é comum, mas acontece). Arrastar o pé espanta antes de você pisar. É um hábito que os nativos passam para todo visitante e que você aprende rápido.
Na nossa última tarde no CAT, julho de 2024, último dia de oito na região, o Nicolas (quase 2 anos na época) foi direto para a beira e ficou chapinhando na rasa enquanto a gente procurava uma árvore para deixar nossas coisas e se afastar um pouco do barulho. Encontramos um cantinho mais tranquilo, entramos na água, e ficamos ali um bom tempo ouvindo o rio, água, vento, risos de criança. É o tipo de final de tarde que Alter entrega sem esforço. Use protetor solar biodegradável: o sol amazônico é intenso e o rio merece o cuidado.
O pôr do sol do CAT: um dos melhores de Alter sem sair da vila

O pôr do sol mais famoso de Alter do Chão é o da Ponta do Cururu, uma língua de areia a cerca de 30 minutos de barco, sem estrutura nenhuma, com o Tapajós abrindo largo na sua frente. É belíssimo, mas exige passeio contratado e organização logística.
O pôr do sol do CAT é diferente. É o pôr do sol que você pode assistir de chinelo, com uma cerveja na mão, sem ter planejado nada. O sol desce exatamente na direção do rio, o reflexo se estende pelas águas calmas do Tapajós e o céu vira uma paleta que vai do laranja ao rosa profundo. As silhuetas dos barcos na água, o centrinho iluminado ao fundo, a brisa que chega do rio na hora certa.
Fomos ao CAT no nosso último dia em Alter, depois do city tour por Santarém, já cansados, já com a saudade antecipada instalada no peito. E mesmo assim, ou talvez por isso, aquele pôr do sol ficou. Ficamos próximos à água, observando as cores, sem falar muito. Às vezes o Tapajós faz esse trabalho sozinho.
O deck e a passarela: o que mudou com a reforma de 2025

Durante nossa visita, em julho de 2024, a passarela de madeira do CAT estava fechada para reforma. Descemos pela rua lateral, andamos até a areia e chegamos à beira do rio sem dificuldade, o local não perdeu o encanto. Mas deu para ver o potencial que a estrutura teria quando concluída.
A reforma foi entregue em 2025, e o feedback dos visitantes é positivo: a passarela agora avança sobre o rio de forma mais segura, com melhor acabamento e maior acessibilidade. É um dos pontos mais fotográficos do centrinho, especialmente no fim de tarde quando a luz bate de lado no deck de madeira. Se você for visitar, o deck já está liberado e vale muito a visita, tanto pelo visual quanto pela comodidade de ter um espaço estruturado à beira d’água.
Ponto de partida dos passeios de barco

O CAT não é só praia, é também o hub logístico de Alter do Chão. A maioria dos passeios de barco que saem da vila parte da orla próxima ao CAT ou das imediações. É aqui que você encontra a Associação de Barqueiros, onde é possível contratar lanchas para o Roteiro de Praias, a Floresta Encantada, o Canal do Jari e outros passeios.
Se você ainda não fechou passeio e quer pesquisar preços no local, o CAT é o lugar certo para chegar cedo e conversar com os barqueiros. Uma dica que vale: tente se juntar a outros viajantes para dividir o valor da embarcação, os preços costumam ser fechados por barco, não por pessoa.
Eventos e vida noturna
O CAT tem uma segunda versão que começa quando o sol some. DJs em fins de semana, barzinhos com drinks regionais como o Gin Tucuxi e coquetéis com frutas amazônicas, mesas espalhadas pela areia com luzes incandescentes. Às quintas-feiras, o centrinho ganha vida com o Carimbó da Quinta do Mestre, e quem está na região do CAT nessa noite ouve a festa chegando. Se você curte uma noite mais animada depois de um dia de passeio, o CAT entrega isso sem ter que procurar muito longe.
Praia do CAT na seca e na cheia

Das praias do centrinho de Alter do Chão, o CAT é uma das que mais resistem à cheia, justamente por estar posicionada na orla urbana, com a passarela e a estrutura fixa garantindo acesso mesmo quando o rio sobe.
No verão amazônico (agosto a dezembro), a faixa de areia é generosa. Você tem espaço para estender a canga, montar seu cantinho à sombra e passar horas na beira do rio. A água baixa deixa a praia mais rasa e acessível, perfeita para crianças. Em julho, a transição já está avançada: o rio ainda pode surpreender com o nível mais alto do que em setembro, mas a areia já começa a se formar na maior parte dos dias.
No pico da cheia (fevereiro a junho), a areia diminui, em alguns anos bastante, em outros menos, dependendo do volume de chuvas. A estrutura de barracas permanece, a passarela segue acessível e o pôr do sol continua lá. O CAT perde extensão, mas não perde funcionalidade.
A diferença em relação à Ilha do Amor, por exemplo, é significativa: a Ilha do Amor pode praticamente desaparecer na cheia máxima. O CAT, por ser parte da orla urbana, mantém a estrutura e o acesso o ano todo, o que o torna uma boa opção em qualquer época de visita.
Dicas para visitar a Praia do CAT em Alter do Chão

| Item | Informação |
| Entrada | Gratuita |
| Melhor horário | Fim de tarde (a partir das 16h) para o pôr do sol |
| Estrutura | Barracas com petiscos, bebidas e frutos regionais |
| Banheiro | Não garantido, passe pela pousada antes de sair |
| Arraias | Arraste os pés na areia ao entrar na água |
| Protetor solar | Use versão biodegradável para preservar o rio |
| Dinheiro | Leve espécie, muitos quiosques não aceitam cartão |
| Sinal de celular | Pode falhar em alguns pontos da orla |
| Caixa eletrônico | Há apenas um na praça principal, saque antes de sair |
| Repelente e chapéu | Essenciais para qualquer visita em Alter do Chão |
Praia do CAT ou Ilha do Amor: qual visitar primeiro?

As duas são praias do centrinho de Alter do Chão e vivem sendo comparadas, mas na prática são experiências diferentes que se complementam bem.
A Praia do CAT é a praia do dia a dia de Alter. Acesso a pé, sem custo, sem travessia. Mais frequentada por moradores locais do que por turistas. Clima mais tranquilo (especialmente de manhã e nos dias de semana). Melhor posicionada para o pôr do sol direto no rio. É onde você vai quando quer o Tapajós sem mediação: chega, tira o chinelo e entra.

A Ilha do Amor é o cartão-postal. Precisa de travessia de catraia (R$ 5, menos de 5 minutos), tem mais estrutura (quiosques, restaurantes, redes dentro d’água), mais movimento e a areia mais extensa. No auge da seca, dá até para ir a pé caminhando pela areia. É o spot de Alter do Chão: fotogênico, animado, cheio de vida.
A resposta honesta: visite as duas. O CAT no fim de tarde para o pôr do sol, a Ilha do Amor durante o dia para um banho mais longo com estrutura. Se só puder escolher uma e quiser o Tapajós sem complicação, o CAT resolve.
Onde nos hospedamos em Alter do Chão

Ficamos na Pousada Sombra do Cajueiro, a menos de 2 minutos a pé da Praia do Cajueiro e a cerca de 7 minutos do CAT caminhando pela orla. É uma hospedagem familiar, com chalés de madeira, varanda com rede e café da manhã com açaí fresco, tapioca e frutas regionais. Com o Nicolas pequeno, o diferencial foi a cozinha disponível: poder fazer um mingau à noite sem depender de restaurante faz toda a diferença quando se viaja com bebê.
O staff foi atencioso do início ao fim: ajudaram com transfer, indicaram passeios, deram dicas de onde sacar dinheiro (que foi um tema recorrente na nossa viagem, tem só um caixa eletrônico no centrinho). Preços em torno de R$ 250 a 350 por noite para casal com café da manhã, dependendo da temporada. Na alta, reserve com antecedência, lota rápido, especialmente em setembro.
Outras opções por perfil:
- Mais estruturado: Vila Eden ou Beloalter Hotel, vistas para o Tapajós e mais infraestrutura
- Mais econômico: Pousada do Mingote, boa localização sem pesar no bolso
- Com cozinha: acomodações de temporada no Airbnb, ideal para quem viaja com criança ou quer mais autonomia
Uma dica que vale ouro: hospede-se em Alter do Chão, não em Santarém. Fazer o trajeto de 40 minutos de ida e volta todo dia cansa e desperdiça tempo de viagem. Estar a pé dos passeios, do centrinho e das praias faz toda a diferença.
Outros atrativos próximos à Praia do CAT
Praia do Cajueiro (5 min a pé)
A Praia do Cajueiro fica a poucos minutos caminhando pela orla em direção à pousada de mesmo nome. Com areia branca e águas calmas do Tapajós, é sombreada por cajueiros que dão nome tanto à praia quanto à pousada mais famosa da região. Menos movimentada que a Ilha do Amor, é perfeita para um banho tranquilo ou para passar a tarde observando o rio. Foi nosso primeiro contato com o Tapajós, chegamos exaustos com malas extraviadas e o rio nos recebeu com a mornidão dele, como contamos no relato do primeiro dia da nossa viagem em Alter do Chão.
Centro Histórico de Alter do Chão
A Igreja de São Sebastião, do século XVIII, e a Praça do Çairé guardam a mistura de história indígena com colonização portuguesa que define o caráter da vila. Ruas de paralelepípedos, cerâmica tapajônica nas lojinhas, lanchonetes com açaí puro e barraquinhas de artesanato que abrem à tarde. À noite, a praça vira ponto de encontro com shows regionais, vendedores de comida e a energia desacelerada de uma vila que não tem pressa.
Ilha do Amor (travessia R$ 5)
O cartão-postal de Alter do Chão. Acessível por uma travessia rápida de catraia (R$ 5), a Ilha do Amor tem areia branca, restaurantes pé na areia e mesas dentro d’água. Na seca total, dá para chegar caminhando pela areia. É o spot perfeito para stand-up paddle, vôlei de praia ou simplesmente deitar e olhar para o horizonte com a Serra da Piraoca ao fundo.
Trilha da Serra da Piraoca
Saindo da Ilha do Amor, você pode fazer a Trilha da Serra da Piraoca, uma subida de cerca de 2 km com 110 metros de desnível até o ponto mais alto de Alter do Chão. No topo, a vista é de 360°: Rio Tapajós, Lago Verde, Lago das Piranhas e toda a vila lá embaixo. É de tirar o fôlego, literalmente, porque o trecho final em pedras soltas é puxado. Não vá de chinelo.
Outros passeios de Alter do Chão
Floresta Encantada. Passeio de canoa pelos igapós inundados da região do Caranazal: árvores com os troncos submersos, copa fechada, luz filtrada, silêncio de floresta. O guia conduz a embarcação entre os troncos como se navegasse num labirinto verde. Disponível principalmente na cheia (fevereiro a julho), quando a água está alta. Dura de 30 minutos a 1 hora e custa em torno de R$ 50 a 80 por pessoa. Contamos como foi no nosso guia da Floresta Encantada em Alter do Chão.
Canal do Jari. Um dia inteiro de navegação em lancha pelo canal que conecta o Tapajós ao Amazonas. Paradas para avistar fauna (jacarés, iguanas, papagaios, botos), visita ao Jardim da Vitória-Régia da Dona Dulce, almoço regional incluído. Custo médio de R$ 120 a 200 por pessoa. Contamos tudo no relato do nosso terceiro dia em Alter do Chão, com o Canal do Jari.
Roteiro de Praias. Exploração de uma sequência de bancos de areia e praias fluviais ao longo do Tapajós: mergulhos em águas cristalinas, piqueniques, relaxamento em areias praticamente desertas. Ideal para quem tem os passeios mais densos já feitos e quer um dia de pura praia. Custa em torno de R$ 150 a 250 por pessoa. Veja mais no nosso guia do Roteiro de Praias em Alter do Chão.
Floresta Nacional do Tapajós (FLONA). Uma imersão de um dia inteiro numa reserva de mais de 527 mil hectares. Trilha de 9,1 km na mata primária saindo da Comunidade Jamaraquá, a Sumaúma centenária de mais de 50 metros de altura, o Igarapé do Paulo com água cristalina no meio da floresta. Fomos com o Nicolas, com quase 2 anos, e vale para todos os perfis. Custo: R$ 120 a 180 mais taxa de entrada. Contamos tudo no nosso guia completo da FLONA Tapajós saindo de Alter do Chão.
Tartarugas Amazônicas, Rio Arapiuns. Passeio de base comunitária na Comunidade de Coroca, no Rio Arapiuns. Participação na soltura de filhotes de tartaruga-da-amazônia (aprovada pelo IBAMA), visita ao meliponário, banho em praias fluviais. Custo: R$ 220 por pessoa, mais R$ 60 de almoço e R$ 25 de taxa comunitária. Um dos passeios mais especiais que fizemos, contamos tudo no nosso relato do dia das Tartarugas Amazônicas no Rio Arapiuns.
Turismo de Cura, Rio Arapiuns. Jornada pelas comunidades de Arimum e Urucureá com banhos em igarapés, rituais indígenas, produção de artesanato em palha e conexão com tradições amazônicas. Custo em torno de R$ 200 a 300. Uma experiência que vai muito além do turismo convencional, leia o nosso relato do Turismo de Cura no Rio Arapiuns.
City Tour de Santarém. A 40 minutos de transfer de Alter do Chão, Santarém merece pelo menos meio dia. Mercado Municipal de manhã cedo (com botos saltando na água para pegar restos de peixe, não é de cinema, é de todo dia), Forte de Santo Cruz, Museu de Santarém e o encontro das águas do Tapajós e do Amazonas. Custo: R$ 100 a 200 incluindo transporte. Foi o mesmo passeio que fizemos antes de chegar ao CAT no nosso último dia, e contamos tudo no relato do City Tour de Santarém saindo de Alter do Chão.
Se você está organizando a viagem inteira, também vale espiar nosso roteiro completo de Alter do Chão em 9 dias e a lista com as 22 praias que visitamos na região, incluindo praias mais afastadas do centrinho, como Ponta do Muretá e Aramanaí. E se depois de Alter do Chão você quiser continuar explorando o Pará, vale considerar um bate e volta até a Ilha do Marajó, outro destino paraense que mistura praias fluviais, búfalos e cultura ribeirinha, com uma vibe bem diferente da amazônica de Alter.
Perguntas frequentes sobre a Praia do CAT

A Praia do CAT tem entrada cobrada?
Não. A entrada é completamente gratuita e o acesso é livre o ano todo, sem necessidade de reserva ou agendamento.
Dá para ir a pé até a Praia do CAT?
Sim, é exatamente assim que a maioria das pessoas chega. Da praça central de Alter do Chão, são cerca de 5 a 10 minutos caminhando pela orla do Rio Tapajós. Nenhum barco, nenhuma travessia, nenhum custo de transporte.
A água da Praia do CAT é limpa para banho?
Sim, e tem dado oficial que comprova. A Prefeitura de Santarém monitora regularmente a balneabilidade das praias de Alter do Chão. No relatório de agosto-setembro de 2024, a Praia do CAT foi classificada como PRÓPRIA/EXCELENTE para banho nos parâmetros microbiológicos de Escherichia coli e coliformes termotolerantes. A água do Tapajós é naturalmente ácida, o que inibe organismos causadores de doenças.
Qual o melhor horário para visitar a Praia do CAT?
O fim de tarde, a partir das 16h, é o melhor horário. O sol desce na direção do rio, criando o reflexo dourado no Tapajós que você vai querer fotografar. Para quem prefere mais tranquilidade, a manhã é mais calma, especialmente nos dias de semana.
A Praia do CAT tem quiosques e restaurantes?
Sim. Há barracas com petiscos, bebidas e sucos regionais. A estrutura não é a mais completa de Alter, para refeições mais elaboradas, os restaurantes do centrinho ficam a menos de 10 minutos a pé. Leve dinheiro em espécie, pois nem todos os quiosques aceitam cartão.
A Praia do CAT funciona na época da cheia?
Sim, mas com menos areia. No pico da cheia (fevereiro a junho), o Rio Tapajós sobe e a faixa de areia diminui consideravelmente. A passarela e as barracas continuam acessíveis, e o pôr do sol segue sendo um dos melhores do centrinho. Quem vai na cheia não perde o local, perde um pouco de areia, só.
Qual a diferença entre a Praia do CAT e a Praia do Cajueiro?
As duas ficam na orla do centrinho e são acessíveis a pé, mas têm personalidades diferentes. A Praia do Cajueiro é mais sombreada, mais quieta e tem o famoso cajueiro centenário que dá nome ao local, ideal para quem quer um banho tranquilo e uma tarde preguiçosa. O CAT tem estrutura um pouco maior (barracas, passarela, eventos), é mais movimentado no fim de tarde e é o melhor ponto para o pôr do sol direto no rio. As duas ficam a menos de 5 minutos uma da outra caminhando pela orla.
Vale a pena visitar a Praia do CAT?

A gente foi à Praia do CAT no último dia da nossa viagem, em julho de 2024. Já tínhamos feito o Canal do Jari, a FLONA, a Serra da Piraoca, o Arapiuns. Estávamos no oitavo dia, cansados, com a viagem de volta já marcada. E mesmo assim fomos.
O deck ainda estava em reforma. Descemos pela rua lateral, chegamos na areia, entramos na água. O Nicolas brincou na rasa. A gente achou uma árvore para deixar nossas coisas, se afastou um pouco do barulho e ficou ali, ouvindo o rio, vendo o céu virar laranja, rosa, dourado.
Foi a última vez que o Nicolas tocou no Tapajós naquela viagem. E ficou.
Isso é o que a Praia do CAT entrega sem esforço: o Tapajós na sua versão mais acessível. Sem precisar acordar cedo, sem contratar passeio, sem travessia. Só você, o rio e o pôr do sol que Alter do Chão distribui com uma generosidade que parece injusta para quem nunca foi.
Vale a pena? Não tem nem discussão.
Conta pra gente nos comentários se você já conheceu a Praia do CAT, ou se ficou com alguma dúvida sobre a visita!