Tempo de leitura: 24 minutos
No terceiro dia da nossa expedição pelo Jalapão em janeiro de 2024, estávamos com o carro coberto de areia avermelhada, o sol rasgando a pele e o termômetro beirando os 38°C. Aí chegamos. A água verde-esmeralda estava ali, quieta, cristalina, absurdamente bonita. Essa foi a Cachoeira do Formiga no Jalapão, e, até hoje, ela é a minha favorita de todas as que já visitei no Brasil.
Se você está planejando uma viagem ao Jalapão, pode ter certeza: essa cachoeira vai parar nas suas fotos, no seu coração e provavelmente na história que você vai contar pra todo mundo de volta.
Neste guia, contei tudo o que você precisa saber antes de chegar lá: de como a cachoeira ganhou esse nome até as regras de visitação e todos os outros atrativos da região.
Sobre o Jalapão
O Jalapão é daqueles destinos que você precisa ver para acreditar. Uma região do sudeste do Tocantins que, à primeira vista, parece contraditória: dunas douradas de areia no meio do cerrado, rios brotando do chão com uma força que não deixa ninguém afundar, cachoeiras de água esmeralda cercadas por buritis e samambaias.
O nome vem da jalapa, uma raiz típica da região com propriedades medicinais bastante usada na cultura popular. E, assim como a planta, o Jalapão é forte, resistente e cheio de surpresas para quem decide explorá-lo.
A região ocupa cerca de 34 mil km² de cerrado preservado, distribuídos entre os municípios de Mateiros, São Félix do Tocantins, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo. O subsolo guarda o Aquífero Urucuia, um dos maiores reservatórios de água subterrânea do país, e é justamente essa riqueza hídrica que explica tanta água limpa no meio de uma paisagem que parece árida.
O Parque Estadual do Jalapão foi criado em 2001 pela Lei Estadual nº 1.203 e protege mais de 158 mil hectares concentrados em Mateiros. Junto com a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins e o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, forma uma das maiores áreas contínuas de cerrado conservado do Brasil.
Não é destino para pressa, não é destino para quem quer conforto de shopping center. É lugar de poeira no carro, estrada de areia fofa, silêncio no fim do dia e natureza em estado bruto. Uma viagem que exige esforço, mas recompensa com experiências que ficam gravadas na memória para sempre. Se você quiser ter uma visão geral de tudo antes de ir, confira o nosso roteiro de 7 dias pelo Jalapão — ele vai te ajudar a montar o roteiro perfeito.
Sobre Mateiros
Mateiros é a cidade-base do Jalapão e o ponto de partida para visitar a maioria das atrações mais icônicas da região, incluindo a Cachoeira do Formiga.
O município fica localizado a aproximadamente 300 km de Palmas, a capital do Tocantins. Para se ter uma ideia de como é remota: antigamente, o vilarejo não tinha nem energia elétrica. Quando o ecoturismo começou a atrair atenção, Mateiros virou um centro de expedição do IBAMA, e foi a partir daí que surgiu o Parque Estadual do Jalapão.
O nome da cidade vem dos veados mateiros, que eram encontrados em grande quantidade na região. Hoje, a maior parte da fauna ainda está preservada. Não é raro ouvir histórias de animais aparecendo no caminho durante as expedições.
É uma cidade pequena, simples e hospitaleira. Não espere shopping, grandes restaurantes nem balada. O que você vai encontrar é o calor humano dos moradores, boas pousadas, restaurantes com comida caseira e o silêncio reconfortante de uma região que ainda não foi tomada pelo turismo de massa.
Como chegar na Cachoeira do Formiga
Chegar na Cachoeira do Formiga exige planejamento e paciência para encarar a estrada.
De Palmas (ponto de partida mais comum)
A partir de Palmas, você percorre cerca de 150 km de asfalto pela TO-030 até Santa Tereza do Tocantins e depois pela TO-130 até Ponte Alta do Tocantins. A partir daí, são mais 160 km de estrada de terra até Mateiros, trecho que exige veículo com tração nas quatro rodas. No total, de Palmas a Mateiros são aproximadamente 310 km, com uma viagem de 5 a 6 horas dependendo das condições da estrada.
Da cidade de Mateiros até a Cachoeira do Formiga são mais 33 km pela rodovia TO-110, no sentido de São Félix do Tocantins. O trecho final tem areia fofa e pode ter trechos enlameados na época de chuvas, daí a necessidade de um bom 4×4.
Ao chegar ao ponto de acesso, você faz uma trilha de aproximadamente 10 minutos para chegar até a cachoeira. É uma caminhadinha tranquila, sem dificuldade alguma.
De avião
O Aeroporto de Palmas (PMW) recebe voos de Brasília, São Paulo, Goiânia e outras capitais. Dali, você pode alugar um carro 4×4 ou contratar uma agência local que já resolve toda a logística.
Devo ir com guia?
A resposta honesta é: sim, vale muito a pena.
Tecnicamente, se você tiver um veículo 4×4 e experiência em dirigir em estradas de terra e areia fofa, é possível ir por conta própria. Mas as estradas do Jalapão não são bem sinalizadas, e trechos de areia mole podem pegar de surpresa até quem acha que sabe o que está fazendo. Já viram carro atolado literalmente no meio de nada, sem sinal de celular e sem ninguém por perto.
As agências locais oferecem pacotes completos que incluem transporte em veículo 4×4, guia ambiental, alimentação, hospedagem e ingressos nos atrativos. Para quem não conhece a região, essa é de longe a opção mais segura, mais cômoda e muitas vezes mais barata do que tentar organizar tudo avulso.
Se você for em grupo e dividir os custos, o valor fica bastante razoável. O nosso roteiro de 6 dias pelo Jalapão tem mais detalhes sobre como planejamos a logística das duas viagens que fizemos à região, incluindo a decisão de ir com agência.
Quanto custa a Cachoeira do Formiga?
| Item | Valor (verificado em 2025) |
| Ingresso (diária) | R$ 50,00 por pessoa |
| Camping na área | R$ 30,00 adicionais por pessoa/noite |
| Pacote de expedição (4 a 6 dias) | A partir de R$ 1.800 por pessoa (varia por agência e número de participantes) |
Atenção: os valores dos ingressos sofreram reajuste significativo em relação a anos anteriores (quando custavam R$ 10 a R$ 20). Confirme os valores atualizados diretamente com a propriedade ou agência antes de ir.
O pagamento normalmente é feito em dinheiro. O sinal de internet na região é instável e pode não permitir pagamentos via PIX ou cartão. Leve dinheiro trocado.
Quem pode visitar a Cachoeira do Formiga?
A Cachoeira do Formiga é uma das atrações mais acessíveis do Jalapão. A trilha de acesso tem menos de 10 minutos de caminhada, sem obstáculos significativos. Pode ser feita por qualquer pessoa em condições físicas básicas, incluindo crianças e idosos.
O próprio ambiente da cachoeira também é bastante democrático:
Perto da queda principal, a água tem mais força e forma uma espécie de hidromassagem natural, ideal para quem gosta de adrenalina. Mais afastado da queda, o rio fica mais tranquilo, com piscinas naturais e águas calmas, ótimo para quem viaja com crianças ou prefere um banho mais relaxante. Há também um pequeno deck de madeira para quem quer dar uns saltos (com cuidado!).
Melhor época para visitar a Cachoeira do Formiga
O Jalapão tem duas estações bem definidas: a seca e a chuvosa. E elas fazem toda a diferença na experiência.
Estação seca (maio a setembro) — época recomendada
As estradas estão em melhores condições, o risco de atolamento é menor e a visibilidade da água fica perfeita. O céu azul e o calor fazem do mergulho na Cachoeira do Formiga uma experiência ainda mais alucinante. É o período de maior movimento turístico. Se quiser evitar multidões, prefira os meses de maio, junho ou setembro.
Estação chuvosa (outubro a abril)
A vegetação fica mais verde e vibrante, criando um cenário diferente e bonito. Mas as estradas podem ficar muito difíceis, com trechos alagados e atoleiros que podem interromper completamente o trajeto. A visita ainda é possível, mas exige mais cuidado e planejamento.
Fomos em janeiro de 2024, plena estação chuvosa, e a estrada foi um baita desafio. Mas a cachoeira estava com uma vegetação exuberante ao redor que compensou cada lamaçal do caminho. Se for nessa época, contrate um guia experiente e não abra mão do 4×4 com boa tração.
A temperatura média anual da região fica em torno de 27°C, podendo chegar a bem mais com a sensação térmica. À noite, o termômetro pode cair para 17°C. Leve uma blusa para as noites.
Regras de visitação da Cachoeira do Formiga
A Cachoeira do Formiga fica dentro de uma propriedade privada pertencente a remanescentes de quilombolas. É justamente essa preservação que mantém o lugar tão bonito e bem cuidado. As regras existem para proteger o ecossistema. Respeite-as.
O que não fazer na Cachoeira do Formiga
🚫 Não use protetor solar nem repelente antes do banho: os produtos químicos comprometem a qualidade da água e prejudicam a fauna local
🚫 Não deixe lixo — nem orgânico, nem embalagem, nada
🚫 Não leve comida industrializada para dentro da área da cachoeira
🔊 Evite música alta: além de incomodar outros visitantes, afugenta a fauna da mata ciliar
🐠 Não pesque e não maltrate os peixes: a fauna aquática é parte do ecossistema
🏕 Camping apenas nas áreas designadas
A Cachoeira do Formiga no Jalapão
Por que tem esse nome?
Muita gente chega lá esperando encontrar formigas gigantes em algum lugar e não acha. A história é bem mais simples: a cachoeira leva o nome do Rio Formiga, que a forma. Aproximadamente 1,5 km acima da queda fica a nascente desse rio. Uma informação que o guia contou pra gente enquanto estávamos dentro d’água, e que ficou na cabeça.
Curiosidade: outra versão que corre por lá atribui o nome às formigas que habitam a vegetação ao redor. Mas a versão do Rio Formiga é a que tem mais respaldo histórico.
Coloração da água
O que primeiro bate nos olhos quando você chega é a cor da água. Não é azul, não é verde: é um misto dos dois, uma espécie de azul-esmeralda que parece ter sido pintado digitalmente. Mas não, é real.
A explicação está no fundo: a areia branca calcária reflete a luz de uma maneira única, e combinada com a vegetação ao redor cria aquele tom absurdamente bonito. De fora você já consegue ver os troncos e a areia branquinha no fundo da piscina. Quando você mergulha e abre os olhos, a visibilidade é impressionante.
A água não é gelada como a de muitas cachoeiras de montanha. Tem uma temperatura bastante agradável, perfeita para o calor do cerrado. Ficamos cerca de 4 horas nessa cachoeira, entre mergulhos, saltos do deque e uma caminhada rio acima para chegar num trecho mais tranquilo.
Se você tiver snorkel, leve. Vale muito ver de baixo d’água.
Área kids
Um dos grandes trunfos da Cachoeira do Formiga é ter espaço para todo tipo de visitante. Se você vai com família ou com crianças, não precisa se preocupar.
Seguindo o curso do rio para longe da queda principal, você encontra trechos com águas bem mais calmas e piscinas naturais de rasa a funda. É o que chamamos de “área kids”: uma parte onde dá pra relaxar sem a força da correnteza, perfeito para quem não sabe nadar ou prefere um banho mais tranquilo.
A combinação funciona bem: os mais aventureiros ficam na queda principal (e no deque para saltos), enquanto as crianças e quem prefere calmaria curtem o trecho mais suave. No nosso relato do quinto dia pelo Jalapão, você encontra mais detalhes de como foi essa experiência com toda a família.
Dicas para visitar a Cachoeira do Formiga
- Leve no mínimo 2L de água por pessoa: a trilha é curta, mas o calor do Jalapão é sério
- Leve dinheiro vivo e trocado: o pagamento do ingresso é feito no local e o sinal de internet é péssimo
- Calçado fechado para a trilha: os 10 minutos até a cachoeira têm pedras e terreno irregular
- Vá cedo ou no final da tarde: para evitar o horário mais quente do dia e a maior concentração de visitantes
- Evite feriados prolongados: a Cachoeira do Formiga é muito popular e fica bastante cheia
- Leve snorkel: a visibilidade debaixo d’água é incrível e você vai se arrepender se não levar
- Não use protetor solar antes do banho: aplique só depois, quando já tiver saído da água
- Leve uma sacola para lixo: saia do jeito que chegou, ou melhor
- Reserve pelo menos 2 a 4 horas no local: uma hora é pouco, acredite
- Passe na Cabana da Jane no caminho: um pequeno comércio local com artesanatos de capim dourado e lembranças autênticas do Jalapão. Saímos de lá com as mãos cheias.
Como foi nossa visita na Cachoeira do Formiga
Acordamos mais tarde que nos outros dias daquela expedição, às 7h, e descemos para o café da manhã já sem a companhia dos outros hóspedes da pousada, todos espalhados havia tempo pelas trilhas do Jalapão. Comemos com calma, sem pressa de arrumar as coisas, e só às 8h saímos de carro para o nosso primeiro destino: a Cachoeira do Formiga.
O trajeto levou cerca de uma hora, mas fizemos questão de parar no caminho na Cabana da Jane. É fácil passar direto por ali sem perceber, fica na beira da estrada e parece só mais um barraquinho qualquer, mas Jane é artesã da região e vende peça feita por ela mesma e pelas mulheres locais: capas de almofada em capim dourado, biojoias, cerâmicas com aquela cara do Tocantins que não se encontra em loja nenhuma. Pedimos para ver como ela trançava as fibras, e ela foi mostrando sem pressa, entre uma venda e outra. Saímos de lá com as mãos cheias e sem arrependimento nenhum do tempo perdido. Já no carro de novo, seguimos direto para a Cachoeira do Formiga.
A Cachoeira do Formiga fica dentro de uma propriedade particular pertencente a remanescentes de quilombolas, a cerca de 33 km de Mateiros, e é justamente essa gestão que mantém o lugar tão preservado. Diferente de outros pontos do Jalapão, ela não tem limite de visitantes nem restrição de horário, o que explica os vários carros já estacionados quando chegamos. Fila de gente querendo entrar num lugar que, segundo o guia nos contou já dentro d’água, deve o nome ao Rio Formiga, cuja nascente fica cerca de 1,5 km acima da queda. Tem quem diga que o nome vem das formigas que habitam a mata ao redor, mas a versão do rio é a que mais se sustenta.
A trilha até lá não passa de 100 metros, toda estruturada com decks de madeira que preservam a vegetação nativa e facilitam a vida de quem vai com criança pequena. Tem até wi-fi por ali, o que na prática significava poder mandar foto pra família na hora, algo que em quase nenhum outro ponto do Jalapão é possível.
A primeira vista da água já diz por que tanta gente enfrenta a estrada de terra até aqui. Não é azul nem verde, é os dois ao mesmo tempo, um tom que parece pintado e que, segundo o guia, vem da areia branca calcária refletindo a luz lá do fundo. Dava para ver os troncos submersos e a areia clara mesmo de longe, antes de qualquer mergulho.
Fomos primeiro para a chamada área kids, um trecho mais afastado da queda principal onde a água chega a 1,40 m e a correnteza praticamente não existe. O Nicolas, que ainda está aprendendo a confiar na água, preferiu ficar no colo, meio desconfiado com o barulho da queda mais adiante, mas foi só observando o movimento e já se divertiu.
Eu e o Heitor fomos direto para o poço principal, onde em alguns pontos não se alcança o chão. Ali perto da queda a correnteza pega firme, então a maioria das pessoas fica nas bordas ou se segura num tronco que separa o poço do resto do rio. Ficamos indo e voltando, testando cada canto, enquanto a Samara e a Sophia escolheram os decks para descansar e curtir a vista de cima.
Não resisti e tirei o drone da mochila para pegar as imagens de cima. Dessa vez o protagonista não era eu boiando no meio da água, e sim o contraste entre o verde da mata ciliar e aquele azul esmeralda que só de olhar já parecia irreal.
Quando o guia chamou para o almoço, o restaurante ainda não estava pronto, então aproveitamos para dar mais um mergulho. Foi nesse segundo round que a Samara topou ir até perto da queda e nadou bastante, e a gente ficou registrando tudo enquanto dava.
O almoço veio cheio de pratos regionais, e comemos com aquela fome de quem passou a manhã inteira na água. De lá seguimos viagem, com a sensação de ter passado por um dos pontos mais bonitos e, ao mesmo tempo, mais tranquilos de visitar de todo o Jalapão. Banheiro, deck, sinal de internet, trilha curta: uma estrutura que não tira o clima selvagem do lugar, só torna ele possível para quem vai com criança pequena ou com os pais mais velhos.
Ficou aquela imagem na cabeça: a água parada, verde-azulada, com o Nicolas no colo olhando tudo de longe e o resto de nós já ensopado, sem pressa nenhuma de sair.
Outros atrativos do Jalapão
O Jalapão tem tanta coisa boa que uma lista não faz jus. Mas vou colocar aqui os principais atrativos que você pode combinar no roteiro. A maioria fica a poucos quilômetros da Cachoeira do Formiga. Para uma visão completa de tudo, vale conferir nossa lista com 32 lugares imperdíveis do Jalapão e região.
Cachoeiras do Jalapão
Cachoeira da Velha
A maior cachoeira do Parque Estadual do Jalapão, com impressionantes 100 m de largura e 15 m de queda no Rio Novo. O banho é proibido pela força da correnteza, mas o rafting até os pés do véu é uma das experiências mais marcantes que você pode ter no Jalapão. Confira tudo sobre a Cachoeira da Velha no nosso guia completo.
Cachoeira da Arara
Uma cachoeira com duas quedas vigorosas e um poço amplo de águas cristalinas com tonalidade dourada, provavelmente pelos minerais e pela reflexão do sol nas rochas. O nome vem das araras-vermelhas que habitavam a área antes da ocupação humana. Contamos nossa visita com mais detalhes no guia da Cachoeira da Arara.
Cachoeiras da Roncadeira e Escorrega Macaco
Foram as primeiras que conhecemos no início da expedição. A Cachoeira da Roncadeira tem uma queda imponente e águas refrescantes: o nome vem do barulho que a água faz ao cair. A Escorrega Macaco forma um tobogã natural de pedra lisa onde você literalmente se joga. Muito divertida e bastante fotogênica. Confira o guia completo das Cachoeiras da Roncadeira e Escorrega Macaco.
Fervedouros do Jalapão
Os fervedouros do Jalapão são nascentes de rios subterrâneos onde a pressão da água é tão grande que cria o fenômeno da ressurgência: você literalmente não consegue afundar, não importa o quanto tente. Cada fervedouro tem a sua personalidade. Alguns dos que visitamos:
Fervedouro Macaúbas
O maior fervedouro da região de Mateiros, com uma ressurgência de grande pressão. As águas são mornas e a sensação de boiar sem esforço é algo que deixa qualquer um em êxtase. Veja tudo sobre o Fervedouro das Macaúbas no nosso guia completo.
Fervedouro Buritizinho
Um fervedouro menor e mais intimista, cercado por buritis. Ótimo para quem quer um banho mais tranquilo e menos concorrido. A profundidade do poço surpreende para o tamanho da piscina. Leia tudo sobre o Fervedouro Buritizinho.
Fervedouro Encontro das Águas
O mais forte de todo o circuito turístico. Dois rios com colorações distintas se encontram aqui, gerando um visual único. A pressão da nascente é tanta que nem tentando com toda a força você consegue afundar. Confira o guia do Fervedouro Encontro das Águas.
Fervedouro Beija-flor
Pequeno, bonito e bem menos lotado que os mais famosos. Tem controle de visitantes e limite de 10 pessoas por vez, o que garante uma experiência mais especial. Foi uma das melhores surpresas do roteiro. Saiba mais no guia do Fervedouro Beija-flor.
Com 15 metros de diâmetro e profundidade estimada em 80 metros, é o maior fervedouro da região, e o que mais impressiona pela cor esmeralda da água.
O nome curioso esconde um fervedouro bastante especial, com águas azul-turquesa e uma pousada anexa que oferece mergulho noturno com iluminação subaquática. Um dos destinos mais diferentes de todo o roteiro.
Outros pontos de interesse
Pedra Furada
Um bloco gigante de arenito com um furo esculpido pelo tempo, pelo vento e pela chuva. A Pedra Furada é um dos pontos mais fotografados do Jalapão, especialmente no pôr do sol, quando a luz atravessa o orifício e cria uma imagem de tirar o fôlego. Fica a cerca de 30 km de Ponte Alta do Tocantins. Temos um guia completo com tudo sobre a Pedra Furada no Jalapão.
Lagoa do Japonês
Em Pindorama do Tocantins, a Lagoa do Japonês chega como um bônus inesperado no roteiro. Águas azuladas e transparentes, uma gruta submersa que começa a 60 m do deck, tirolesa de 300 m e caiaque transparente. Confira o guia completo da Lagoa do Japonês.
Cânion Sussuapara
Um cânion de arenito com paredes úmidas e vistas panorâmicas para o cerrado. O Cânion Sussuapara é cercado de lendas e mistérios, perfeito para quem gosta de trilhas e mirantes. O visual lá de cima compensa o esforço da subida.
Prainha do Rio Novo
Uma praia fluvial de água potável às margens do Rio Novo, com peixinhos que chegam nos seus pés e redários espalhados à beira d’água. Um lugar perfeito para descansar entre um atrativo e outro. Contamos mais sobre essa praia no nosso guia da Prainha do Rio Novo.
Praia do Caju
Às margens do Rio Novo, a Praia do Caju tem bancos de areia fina, água transparente e o charme de lugar ainda pouco visitado. Confira tudo no guia da Praia do Caju no Jalapão.
Dunas do Jalapão
As Dunas do Jalapão são um dos cartões-postais mais icônicos da região. Areia alaranjada que contrasta com o verde dos buritis e o azul do céu, e o pôr do sol daqui é considerado um dos mais bonitos de todo o Brasil. Imperdível.
Serra da Catedral
Uma formação rochosa de tirar o fôlego, com uma pirâmide natural em uma das extremidades do planalto. O nascer do sol visto daqui, através das trilhas que sobem até o mirante (cerca de 3.500 m de extensão), é inesquecível. Passamos por ela no caminho de volta e o conjunto de rochas quartzíticas esculpidas pelo vento lembrava torres góticas no meio do cerrado.
Perguntas frequentes sobre a Cachoeira do Formiga
Qual é o ingresso para entrar na Cachoeira do Formiga?
A entrada custa R$ 50,00 por pessoa (verificado em 2025). Para acampar na área, há uma taxa adicional de R$ 30,00 por pessoa por noite. O pagamento normalmente é feito em dinheiro, já que o sinal de internet na região é muito instável.
Precisa de guia para visitar a Cachoeira do Formiga?
Guia não é obrigatório para a cachoeira especificamente, mas é altamente recomendado para a viagem ao Jalapão como um todo. As estradas são de terra, mal sinalizadas e exigem veículo 4×4. A maioria dos visitantes contrata pacotes de expedição com agências locais que incluem transporte, guia, alimentação e hospedagem.
Qual a distância da Cachoeira do Formiga a Mateiros?
A cachoeira fica a aproximadamente 33 km de Mateiros pela rodovia TO-110, no sentido de São Félix do Tocantins. O trajeto leva cerca de 40 minutos dependendo das condições da estrada de terra.
Crianças podem visitar a Cachoeira do Formiga?
Sim, a cachoeira é bastante acessível para toda a família. A trilha de acesso tem menos de 10 minutos e o rio tem trechos com águas calmas e rasas, perfeitos para crianças. O único desafio é a viagem de carro até lá, que envolve longas horas de estrada de terra.
Qual a melhor época para visitar a Cachoeira do Formiga?
A estação seca, entre maio e setembro, é a época recomendada. As estradas ficam em melhores condições, o céu está limpo e as águas mantêm sua transparência. Para evitar multidões, prefira os meses de maio, junho ou setembro, pois julho e agosto costumam ser mais movimentados.
Tem estrutura na Cachoeira do Formiga?
A área tem banheiros, decks e wi-fi, uma estrutura melhor do que a maioria das atrações do Jalapão. Mesmo assim, não há lanchonete na beira da cachoeira. Leve água e petiscos para o dia.
A Cachoeira do Formiga não é a mais alta, não é a mais volumosa, e não tem tirolesa nem aventura de adrenalina. O que ela tem é uma beleza quase difícil de acreditar: aquela água verde-esmeralda, aquele silêncio quebrado só pela queda, aquela sensação de estar num lugar que ainda está sendo descoberto pelo mundo.
Se você vai ao Jalapão e por algum motivo estranho pensar em pular essa cachoeira, repensa. Ela sozinha já justificaria a viagem. Com tudo que o Jalapão tem ao redor, aí então é a experiência completa.
Conta pra gente nos comentários se você já foi ou se ficou com alguma dúvida sobre o roteiro!









![Deck para pulos Cachoeira do Formiga - Jalapão - TO - Vamos Trilhar]](https://www.vamostrilhar.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Deck-para-pulos-Cachoeira-do-Formiga-Jalapão-TO-Vamos-Trilhar-1024x768.webp)












