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O Fervedouro das Macaúbas é o maior fervedouro aberto ao turismo em Mateiros, no Jalapão (TO). Localizado na Fazenda Santa Luzia, zona rural de Mateiros, ele se destaca pela água em tom verde-esmeralda — única entre todos os fervedouros da região — e por uma nascente com pressão tão intensa que mantém o corpo completamente suspenso. A entrada custa entre R$20 e R$25 por pessoa (verificado em 2024 — confirme o valor na chegada), o horário de visitação vai das 8h às 18h, todos os dias, sem necessidade de reserva. E sim: vale muito a pena.
Chegamos de manhã cedo, antes mesmo de qualquer outro visitante. A estrada de terra nos levou por quase uma hora de Mateiros — buritis altíssimos de cada lado, formações rochosas no horizonte, o sol já quente às 7h30. Quando descemos do carro e seguimos pela trilha até o deck curvo de madeira, a visão nos parou no lugar. Um “olho d’água” verde, transparente, circundado por palmeiras macaúba, em silêncio absoluto. Naquele momento, entendemos por que o Jalapão transforma quem vai.
Sobre o Jalapão
O Jalapão fica no leste do estado do Tocantins, no coração do Brasil Central. É uma das regiões de cerrado mais preservadas do país — um mosaico de campos, veredas, dunas de areia dourada, rios cristalinos, cachoeiras e, claro, os famosos fervedouros. O apelido “Deserto das Águas” resume bem o paradoxo: parece árido à primeira vista, mas esconde nascentes, lagoas e piscinas naturais por toda parte.
O acesso principal se dá por Palmas, capital do Tocantins, a cerca de 350 km das regiões de fervedouros — uma viagem de mais de 4 horas pelas estradas de terra. As três cidades que servem de base para quem visita os atrativos da região são Mateiros, São Félix do Tocantins e Ponte Alta do Tocantins. Entre elas, Mateiros é a mais próxima dos principais fervedouros — e onde fica o Macaúbas.
A infraestrutura da região é simples. As estradas são de terra, a internet é limitada e os restaurantes servem comida caseira. É exatamente esse conjunto que preserva a magia do lugar — o Jalapão ainda não foi tomado pelo turismo de massa, e quem vai entende rapidinho por que isso é uma bênção.
O que são os fervedouros?
Se você nunca ouviu falar, prepare-se para a explicação mais estranha e fascinante do ecoturismo brasileiro.
Fervedouros são nascentes de água subterrânea que afloram na superfície através da areia com tanta pressão que é impossível afundar. Literalmente. O fenômeno se chama ressurgência: a água do lençol freático sobe com força tão intensa que cria uma espécie de “colchão líquido” — quem entra flutua sem esforço nenhum, mesmo sem saber nadar. A sensação é parecida com a do Mar Morto, mas com água doce, cristalina e em pleno cerrado brasileiro.
Existem mais de 120 fervedouros catalogados na região do Jalapão — alimentados pelo aquífero Urucuia, uma das maiores reservas de água doce do Brasil —, mas a maioria fica em propriedades privadas e não está aberta ao turismo. Cada um tem características únicas: a cor da água varia entre azul intenso, azul turquesa e verde-esmeralda, dependendo da profundidade, da vegetação ao redor e da incidência de luz solar. Alguns chegam a impressionantes 75 metros de profundidade — e mesmo assim, você não afunda.
A areia no fundo de cada fervedouro está sempre em movimento, dançando em redemoinhos suaves puxados pela pressão da nascente. Isso cria um ecossistema muito sensível: qualquer produto químico, impacto físico ou excesso de visitantes pode alterar o fluxo natural e comprometer a qualidade da água para sempre. Por isso as regras de visitação são rígidas — e inegociáveis. Já contamos tudo sobre os fervedouros do Jalapão em um post separado, caso queira mergulhar mais fundo no assunto.
Como chegar ao Fervedouro das Macaúbas?
O Fervedouro das Macaúbas fica na Fazenda Santa Luzia, zona rural de Mateiros – TO, com acesso pela rodovia TO-110 no sentido Mateiros/São Félix do Tocantins. A distância de Mateiros é de aproximadamente 33 km, que levam cerca de 45 a 60 minutos de carro — dependendo das condições da estrada de terra.
Carro 4×4 é obrigatório. Não é recomendação, é exigência. A areia fofa das estradas do Jalapão engole qualquer veículo convencional, especialmente quando a estrada é de terra (o que é a regra, não a exceção). Se você não tem 4×4, a saída é contratar uma agência — o que, aliás, a maioria dos visitantes faz.
Ao chegar no local, um guia local te acompanha pela trilha de acesso até o fervedouro. A caminhada é curta (em torno de 300 a 600 metros), bem sinalizada e tranquila — sem nenhuma dificuldade técnica.
Contato direto: (63) 99959-7595
Devo ir com guia ou de forma independente?
As duas opções funcionam — mas cada uma serve um perfil diferente.
Com agência: é a escolha da maioria. Você não precisa se preocupar com nada: a logística das estradas, os ingressos nos fervedouros, a ordem das visitas, o tempo em cada atrativo — tudo fica na mão de profissionais que conhecem a região de trás para frente. Para quem está indo ao Jalapão pela primeira vez, é a opção mais segura e que aproveita melhor o tempo. O ingresso do Macaúbas geralmente já vem incluso no pacote.
De forma independente (carro 4×4 próprio): possível, mas exige planejamento. As estradas de terra não têm muita sinalização, e o GPS costuma falhar em alguns trechos. Se você já conhece a região ou é do tipo que curte explorar no próprio ritmo, funciona. O importante é entrar em contato com o atrativo com antecedência para confirmar o funcionamento.
Um detalhe importante: em ambos os casos, ao chegar no fervedouro, um guia local já está incluso sem custo adicional. Ele controla o tempo de permanência, orienta sobre as regras e acompanha o grupo durante a visita.
Quanto custa a visita?
A entrada no Fervedouro das Macaúbas custa entre R$20 e R$25 por pessoa (verificado em 2024 — confirme o valor atual na recepção). O pagamento é feito diretamente na chegada, sem reserva antecipada: a fila funciona por ordem de chegada, e quem chega primeiro entra primeiro.
O ingresso dá direito a 20 minutos de permanência na água por grupo. Se não tiver ninguém na fila esperando quando o seu tempo acabar, os guias locais geralmente permitem que você fique mais. (Nós ficamos bem mais do que o limite — chegamos como primeiros do dia e desfrutamos sem pressa nenhuma.)
Se você for com agência, o ingresso geralmente já está incluído no pacote do roteiro — verifique antes de contratar para não ter surpresa.
Quem pode visitar o Fervedouro das Macaúbas?
Uma das perguntas mais frequentes de quem planeja ir com a família: crianças pequenas podem entrar?
Podem, sim — e adoram. Nosso filho Nicolas foi ao Fervedouro das Macaúbas ainda bem pequeno e a experiência foi um dos momentos mais bonitos da viagem. Ele flutuava com apoio nos braços dos adultos, ria a cada vez que a pressão da água o levantava um pouco mais, e queria ficar mais tempo dentro. É seguro, desde que os pais estejam presentes e atentos — a criança não pode ficar sozinha, mas com supervisão é uma experiência incrível para qualquer idade.
Para quem tem medo de água ou não sabe nadar: o fervedouro é exatamente para você. A pressão da nascente não te deixa afundar nem que você tente. Se você nunca entrou em um fervedouro antes, o Macaúbas é um ótimo primeiro — a nascente é forte, a flutuação é intensa, e a sensação de “não afundar de jeito nenhum” é muito mais impactante do que qualquer descrição consegue transmitir.
Para quem tem limitações de mobilidade: a trilha de acesso é curta e relativamente tranquila, mas é em chão natural. Verifique com os responsáveis do atrativo com antecedência.
Qual a melhor época para visitar?
A melhor época para visitar o Jalapão — e o Fervedouro das Macaúbas — é entre maio e setembro, durante a estação seca. As estradas de terra ficam transitáveis, a água dos fervedouros tende a estar mais cristalina, e o calor do cerrado, embora intenso, é seco e suportável.
Julho e agosto são os meses de maior movimento — é alta temporada, com mais famílias em férias. A fila para o Macaúbas pode demorar até uma hora nesses períodos, dependendo do horário. Se possível, chegue cedo.
Entre outubro e março é temporada de chuvas. As estradas de terra do Jalapão ficam impraticáveis em dias de muita chuva, e alguns atrativos chegam a fechar temporariamente. O risco de ficar preso ou perder dias de passeio é real.
O hack que mudou nossa visita: chegar antes das 8h e ser um dos primeiros grupos do dia. Quando não há ninguém esperando na fila, os guias locais deixam você ficar na água por quanto tempo quiser. Foi exatamente o que aconteceu conosco — ultrapassamos o limite de 20 minutos sem que ninguém reclamasse, curtindo cada detalhe sem pressa.
Regras de visitação
As regras dos fervedouros existem por uma razão muito simples: esses ecossistemas são extremamente frágeis. Um produto químico na água, areia compactada demais pelo excesso de gente, ou uma nascente perturbada pode comprometer o fervedouro para sempre. As regras não são sugestões — são obrigatórias.
O que é proibido:
- Entrar na água com protetor solar ou repelente. Se você precisar usar, aplique com pelo menos 30 minutos de antecedência para que a pele absorva o produto antes do contato com a água
- Pular na água — o impacto agita a areia e a torna turva
- Pisar na borda do poço — a vegetação das margens protege a nascente e a estrutura do fervedouro
- Exceder o limite de 10 pessoas simultâneas na água
O que é obrigatório:
- Respeitar o tempo de permanência (20 minutos por grupo em alta demanda)
- Seguir as orientações do guia local
- Manter o silêncio — o ambiente é um santuário natural, não um parque aquático
Faz sentido respeitar tudo isso. Você quer que esse lugar continue existindo para seus filhos visitarem um dia, não é?
O Fervedouro das Macaúbas — a experiência completa
O Fervedouro das Macaúbas é um dos mais recentes abertos ao turismo no Jalapão — e rapidamente se tornou um dos mais visitados. Não é difícil entender o porquê.
Entre todos os fervedouros da região, o Macaúbas é o maior em capacidade de visitação: até 10 banhistas simultâneos. Mais espaço na água, fila que anda mais rápido. Mas o que realmente chama atenção é a cor da água: enquanto a maioria dos fervedouros tem aquele azul intenso ou azul turquesa que você já deve ter visto nas fotos, o Macaúbas tem uma tonalidade verde-esmeralda única — como uma piscina de resort, mas completamente natural e muito mais bonita.
A nascente do Macaúbas é uma das mais potentes da região. Quando você entra na água e tenta afundar no centro do poço — onde a pressão é máxima — a água simplesmente te expele de volta para cima. É uma sensação estranha e maravilhosa ao mesmo tempo. Nicolas ficou rindo a cada tentativa: tentava afundar, era jogado para cima, tentava de novo. A água é como um trampolim líquido.
A chegada ao fervedouro também é parte da experiência. A trilha de acesso é curta, bem sinalizada, e passa por uma vegetação de cerrado preservado. Quando você dobra na última curva e aparece o deck curvo de madeira, a visão te para no lugar. O “olho d’água” verde brilhante, cercado por palmeiras macaúba e bananeiras, com a areia branca dançando no fundo — é um daqueles momentos que a câmera registra, mas que só faz sentido de verdade estando lá.
O nome do fervedouro homenageia as palmeiras macaúba (Acrocomia aculeata), típicas do cerrado, que dominam o entorno do local. Elas não são apenas decoração: sustentam um ecossistema único, com aves como o gavião-caboclo e pequenos anfíbios que vivem nas margens da nascente. O local é administrado por famílias da comunidade de Mateiros, que cuidam do controle de acesso, da limpeza e das orientações ambientais — um modelo de turismo de base comunitária que merece reconhecimento.
Fomos os primeiros do dia e aproveitamos cada detalhe: os raios de sol entrando pelas copas das macaúbas, o silêncio quebrado apenas pelo murmúrio da água e pelo riso do Nicolas, a areia branca em redemoinhos sob os pés. É um dos lugares mais especiais que já visitamos no Brasil — e olha que já fomos a muitos.
Dicas para aproveitar melhor a visita
- Chegue antes das 8h. Ser o primeiro grupo do dia é o maior privilégio que o Macaúbas oferece: sem fila, sem limite de tempo, sem disputa pelo espaço. Valeu cada minuto a menos de sono.
- Não aplique protetor solar ou repelente nos 30 minutos antes do banho. Aplique antes de sair da pousada — a pele absorve o produto durante o trajeto até o atrativo.
- Leve câmera à prova d’água ou uma capa impermeável para o celular. As fotos dentro do fervedouro são únicas — a areia em movimento, o verde da água, o fundo translúcido. Não dá para perder.
- Use sandálias que possam molhar — ou entre descalço. O caminho até o fervedouro é em chão natural.
- Leve água e um lanche leve. A infraestrutura no local é básica: há bebidas e artesanato à venda na recepção, mas não espere restaurante completo.
- Combine com outros fervedouros no mesmo dia. O Macaúbas fica bem posicionado para ser combinado com o Fervedouro Buritizinho, o Fervedouro Encontro das Águas e o Fervedouro do Rio Sono — todos próximos de Mateiros.
- Vista roupa de banho por baixo da roupa. Parece óbvio, mas tem gente que esquece e perde tempo se trocando na recepção.
- Respeite o guia local. Ele conhece o fervedouro como ninguém, sabe onde a pressão é mais forte, onde a areia é mais fina. Pergunte, interaja — vale muito.
Outros atrativos do Jalapão para incluir no roteiro
O Fervedouro das Macaúbas é incrível, mas o Jalapão vai muito além. Se você vai até lá — e a viagem não é simples —, aproveite para montar um roteiro completo. Já listamos 32 lugares imperdíveis para conhecer no Jalapão em outro post, mas aqui vai um panorama dos principais:
Fervedouros
O mais antigo e tradicional de todos. O Ceiça foi o primeiro fervedouro do Jalapão a abrir para o turismo, e por muitos anos foi o único. As águas são de um azul intenso impressionante, a nascente é fortíssima e a experiência é a referência para comparar com todos os outros. O ingresso custa entre R$20 e R$35 por pessoa (verificado em 2024), a cerca de 25 km de Mateiros pela TO-110.
Fervedouro Buritizinho
Menor, mas não menos encantador. O Fervedouro Buritizinho é profundo, tem uma atmosfera íntima e uma flutuação surpreendente para o tamanho do poço. É um dos favoritos de quem já visitou vários fervedouros — justamente porque vai na contramão do óbvio. Entrada em torno de R$20, a cerca de 5 km do Macaúbas.
Fervedouro Encontro das Águas
Um dos mais tranquilos e menos movimentados. O Fervedouro Encontro das Águas fica no encontro do Rio Formiga com o Rio Sono — dois rios, dois tons de água se misturando numa transparência hipnotizante. Ótimo para quem quer um banho mais calmo e sem multidão. Entrada em torno de R$20, a cerca de 36 km de Mateiros.
Fervedouro do Rio Sono
Diferente dos outros por ter múltiplas nascentes: vários pontos de flutuação espalhados no mesmo poço, com pressões diferentes em cada um. No Fervedouro do Rio Sono dá para explorar e descobrir qual ponto tem a sensação mais intensa. A cerca de 23 km de Mateiros.
Fervedouro Buritis
Um dos mais fotografados do Jalapão. O Fervedouro Buritis é rodeado por buritis imensos que refletem na água cristalina, e visto de cima pelo drone tem formato de coração — já foi clicado por milhares de visitantes. Entrada em torno de R$25, a cerca de 12 km do Macaúbas.
Fervedouro Beija-flor
Menos famoso, mas um dos favoritos de quem já fez o circuito completo. Pouco frequentado, poço circular azul iluminado por dentro, e a sensação de estar quase sozinho num dos mais bonitos fervedouros da região. No nosso quinto dia pelo Jalapão contamos tudo sobre a visita.
Fervedouro Bela Vista
O maior em diâmetro de toda a região — 15 metros de largura e profundidade estimada em 80 metros. A água varia entre azul e verde-esmeralda conforme a estação. O Fervedouro Bela Vista tem a melhor infraestrutura: restaurante, pousada, camping e uma torre de observação nova com vista aérea do poço. Entrada em torno de R$20, em São Félix do Tocantins.
Grande, com águas azul-turquesa, e bem menos movimentado do que o Ceiça ou o Bela Vista. Localizado em São Félix do Tocantins, tem estrutura com restaurante, pousada e camping — inclusive com opção de mergulho noturno com iluminação subaquática. Entrada em torno de R$25.
Cachoeiras
A mais famosa do Jalapão. Uma queda d’água imponente no Rio Novo, com visual único — especialmente em plena vazante, quando o leito rochoso fica exposto em formações que parecem esculpidas.
Águas azuis cristalinas formando uma piscina natural belíssima. Bastante procurada — chegue cedo para evitar fila. O ingresso custa R$50 por pessoa (verificado em 2024). Vale muito.
Menos conhecida do grande público, um achado para quem gosta de lugares sossegados. Paisagem de cerrado preservado no entorno, queda tripla de aproximadamente 5 metros cada.
Próxima a Palmas, boa opção para quem está começando ou terminando a viagem pela capital do Tocantins.
Cachoeira Escorrega Macaco
O nome já entrega — e o escorregador natural de pedra é exatamente o que você imaginou. Diversão garantida, especialmente para crianças.
Outras atrações naturais
Uma formação rochosa espetacular no meio do cerrado, com um buraco natural que emoldura a paisagem ao fundo. Um dos melhores mirantes naturais da região, e a trilha de acesso — embora exija um pouco de esforço — compensa na chegada.
Lagoa do Japonês
Uma das surpresas mais bonitas do Jalapão. A Lagoa do Japonês em Pindorama tem águas verde-esmeralda e turquesa com uma gruta submersa a cerca de 60 metros do deck. Além do banho, tem tirolesa de 300 metros e caiaque transparente. A estrutura é boa, com restaurante e camping.
Um cânion de pedra impressionante, com paredões rochosos e beleza cênica muito diferente dos fervedouros. Ótimo para quem curte formações geológicas e fotografia de paisagem.
Prainha do Rio Novo / Praia do Caju
Às margens do Rio Novo, a Praia do Caju é uma parada refrescante com água potável — os peixinhos circulam entre as pernas dos banhistas, o que Nicolas achou a coisa mais engraçada do mundo. Tem redário para descansar e o visual de rio no cerrado é muito bonito.
Talvez a imagem mais icônica do Jalapão — dunas de areia dourada em pleno cerrado, com vista panorâmica para o vale. Subir até o topo no final da tarde, com o sol baixo, é uma das experiências mais bonitas que a região oferece.
Serra da Catedral
Uma formação rochosa imponente que domina a paisagem de Mateiros. Dá para ver de longe enquanto você circula pela região. A subida até o topo oferece uma das melhores vistas panorâmicas de toda a área.
Perguntas frequentes sobre o Fervedouro das Macaúbas
Quanto custa a entrada no Fervedouro das Macaúbas?
A entrada custa entre R$20 e R$25 por pessoa (verificado em 2024 — confirme o valor atual na chegada), paga diretamente na recepção do atrativo. Não há reserva antecipada — a visitação funciona por ordem de chegada. Se você for por agência, o ingresso geralmente já está incluso no pacote do roteiro.
Precisa de guia para visitar o Fervedouro das Macaúbas?
Para chegar ao atrativo, recomendamos agência ou carro 4×4 próprio com GPS, já que as estradas de terra do Jalapão têm pouca sinalização. No próprio fervedouro, um guia local já está incluso sem custo adicional — ele acompanha o grupo, orienta sobre as regras e controla o tempo de permanência.
Pode ir com crianças ao Fervedouro das Macaúbas?
Sim, pode — e elas adoram. Nosso filho Nicolas foi bem pequeno e a experiência foi um dos momentos mais marcantes da viagem. A pressão da nascente mantém todos flutuando na superfície, mas a supervisão dos pais é indispensável. O Macaúbas é um ótimo fervedouro para família justamente por ser o maior (mais espaço na água) e ter flutuação muito intensa.
Qual a diferença do Fervedouro das Macaúbas para os outros do Jalapão?
O Macaúbas é o maior fervedouro aberto ao turismo da região (capacidade de 10 pessoas), tem a cor verde-esmeralda única (os outros são predominantemente azuis ou turquesa) e uma das nascentes mais potentes do Jalapão. Também é um dos mais recentes a abrir para visitação — o que explica por que ainda tem menos fila que o Ceiça ou o Bela Vista em boa parte do ano.
O Fervedouro das Macaúbas fica em Mateiros ou São Félix?
Fica na Fazenda Santa Luzia, zona rural de Mateiros – TO, com acesso pela TO-110 no sentido Mateiros/São Félix do Tocantins. A cidade-base mais próxima é Mateiros, a cerca de 33 km de distância (45–60 min de carro 4×4). Contato: (63) 99959-7595.
Posso usar protetor solar no Fervedouro das Macaúbas?
Não. É proibido entrar na água com protetor solar, repelente ou qualquer produto químico no corpo. A orientação é aplicar esses produtos com antecedência — pelo menos 30 minutos antes do banho — para que a pele absorva tudo antes do contato com a nascente. A proibição existe para proteger o ecossistema frágil da nascente.
Qual a melhor época para visitar o Fervedouro das Macaúbas?
Entre maio e setembro, durante a estação seca. As estradas ficam transitáveis, a água é mais cristalina e o calor é mais seco. Julho e agosto são os meses de maior movimento — se você for nessa época, chegue antes das 8h para evitar fila longa. Entre outubro e março, a temporada de chuvas pode tornar as estradas de terra impraticáveis.
O Fervedouro das Macaúbas ficou com a gente muito depois da viagem. É daqueles lugares que você não descreve direito para quem não foi — a sensação de flutuar numa água verde-esmeralda, em silêncio, com as palmeiras balançando acima e a areia branca dançando embaixo, é algo que só o próprio corpo entende.
Se o Jalapão está no seu radar, coloca o Macaúbas no roteiro. E se tiver dúvida sobre como planejar a viagem, conta pra gente nos comentários — respondemos com prazer!
Vamos trilhar? 🌿











