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A gente estava descendo a escadaria de mais de 100 degraus, ainda no começo da trilha, quando ouvimos o ronco antes de ver qualquer coisa. Grave, constante, o barulho da água batendo nas pedras lá embaixo. As Cachoeiras Escorrega Macaco e Roncadeira ficam no distrito de Taquaruçu, a cerca de 35 km de Palmas, e são parada obrigatória para quem vai ao Jalapão. Juntas, formam um dos passeios mais completos da região: trilha sombreada em mata fechada, água gelada pra quem aguentar, opção de rapel de 70 metros e fauna que aparece sem avisar, macacos, quatis, cobras, a natureza completa do cerrado tocantinense.
Fizemos essa visita em janeiro de 2024, no último dia da nossa expedição em família pelo Jalapão, antes de pegar o voo de volta. A dobradinha encaixa tanto na ida quanto na volta sem desvio nenhum, as cachoeiras ficam exatamente na TO-030, a estrada que todo mundo usa. Neste guia você encontra tudo para planejar a visita: como chegar, quanto custa, dicas de quem fez a trilha, o que esperar de cada cachoeira, o rapel e os outros atrativos que Taquaruçu tem a oferecer.
Sobre o Jalapão
O Jalapão é um dos destinos de natureza mais surpreendentes do Brasil, e ainda criminosamente subestimado por muita gente. Fica no estado do Tocantins, no centro do cerrado brasileiro, e concentra uma combinação que você dificilmente vai ver em outro lugar: fervedouros de água azul onde é impossível afundar, cachoeiras de água gelada e cristalina, dunas que parecem deslocadas do Maranhão, cânions de arenito alaranjado e praias de rio com areia branquinha.
O Parque Estadual do Jalapão fica a cerca de 300 km de Palmas, mas o roteiro típico começa muito antes disso. Taquaruçu, com suas cachoeiras, é a primeira grande parada de quem sai da capital em direção ao interior.
Se você quer se aprofundar em tudo que o Jalapão tem a oferecer, confira nosso roteiro completo de 7 dias pelo Jalapão e também nossa lista com os lugares imperdíveis para conhecer no Jalapão e região.
Sobre Taquaruçu
Taquaruçu é um distrito de Palmas, mas tem vida e personalidade próprias. Fica a pouco mais de 400 metros de altitude, o que faz diferença quando a temperatura em Palmas está na casa dos 40°C, e abriga mais de 80 cachoeiras abertas à visitação, paredões de rocha, grutas, trilhas e a tirolesa Voo do Pontal, que com seus 1.300 metros de extensão está entre as maiores do Brasil.
A história do lugar tem um detalhe curioso: Taquaruçu existia como município antes de Palmas. Quando o governador Siqueira Campos decidiu criar a capital do recém-fundado Tocantins, em 1989, foi o prefeito eleito de Taquaruçu quem cedeu a estrutura administrativa para que Palmas pudesse ser instalada, tornando-se assim o primeiro prefeito da capital. Taquaruçu virou distrito, mas manteve sua identidade de vila serrana, hospitaleira e tranquila.
A vegetação do lugar é uma raridade: é uma transição entre cerrado, caatinga e floresta amazônica, com árvores gigantes que convivem com a vegetação rasteira típica do planalto central. É nesse ambiente que as cachoeiras se formam, e a trilha reflete exatamente isso.
Como chegar
A partir de Palmas
O acesso é simples e o trajeto inteiro é asfaltado, o que já é um luxo quando você está indo em direção ao Jalapão. Saindo do centro de Palmas, você pega a TO-030 no sentido Taquaruçu e segue por cerca de 35 a 38 km. O receptivo das cachoeiras fica às margens da própria rodovia, do lado esquerdo para quem vai de Palmas em direção ao interior, com placa de sinalização visível e um estacionamento amplo e gratuito. Você chega antes da vila propriamente dita, o receptivo fica aproximadamente 2,5 km antes da entrada de Taquaruçu.
Não tem como errar: o ponto é exatamente na subida da Serra do Lajeado, ali onde a estrada começa a ganhar altitude e a mata fecha dos dois lados. Para quem usa GPS, as coordenadas aproximadas do receptivo são -10.2850, -48.2050. Ou busque “Cachoeira da Roncadeira Taquaruçu” diretamente no Google Maps, que já aparece certinho.
Na volta do Jalapão
A boa notícia para quem está planejando o roteiro completo é que as cachoeiras ficam exatamente na TO-030, a mesma estrada que conecta Palmas ao Jalapão. Isso significa que você pode visitar tanto na ida quanto na volta sem desvio nenhum, é literalmente no caminho.
Daqui até Ponte Alta do Tocantins, a porta de entrada para o Jalapão, são cerca de 118 km pela TO-030 e depois pela TO-130. Isso torna Taquaruçu uma parada natural perfeita para quebrar a viagem, tomar um banho de cachoeira e já chegar no Jalapão renovado.
Devo ir com guia?
A visita não exige guia. A trilha é bem sinalizada, com placas ao longo do percurso, lixeiras e pontes de madeira nas travessias. Há também monitores ambientais circulando pelo percurso durante o horário de visitação, o que garante uma supervisão mínima sem necessidade de contratação de guia particular.
Se você quiser fazer o rapel na Roncadeira, aí sim precisa contratar uma empresa local. O serviço é oferecido diretamente no receptivo, sem necessidade de agendamento prévio na maioria dos casos.
Para quem está fazendo o roteiro completo do Jalapão com uma agência, as cachoeiras normalmente já estão incluídas no primeiro ou no último dia da expedição. Confira como encaixamos Taquaruçu no roteiro no nosso relato do sétimo dia pelo Jalapão.
Quanto custa?
| Item | Valor aproximado |
| Ingresso (por pessoa) | R$ 18 a R$ 25 |
| Rapel na Roncadeira | R$ 120 a R$ 150 |
| Estacionamento | Gratuito |
Valores registrados entre 2023 e 2025 em diferentes fontes. Confirme o preço atualizado diretamente no receptivo. É sempre bom ter dinheiro em espécie, pois nem sempre aceitam cartão no local.
O rapel inclui equipamento completo (capacete, cadeirinha, luvas, sapatilha) e é supervisionado por profissionais locais. A subida até o topo e a descida pelos 70 metros duram em média 15 a 20 minutos ao todo.
Não é permitido levar comida para dentro da APA. Mas o receptivo tem lanchonete e restaurante, inclusive com a famosa tapioca de Taquaruçu, que tem versões como a de carne seca com rapadura e a “Tapiocafé”, ambas premiadas e muito faladas por quem já esteve por lá.
Quem pode fazer a trilha
A trilha é acessível para a grande maioria dos perfis de visitantes. O grau de dificuldade é fácil a moderado: o percurso em si é plano e bem marcado, mas o início tem uma escadaria íngreme de mais de 100 degraus descendo, o que representa algum esforço, especialmente na volta (quando você sobe de volta com as pernas cansadas e molhadas).
Crianças conseguem fazer tranquilamente. Só precisa de atenção na escadaria e nas pontes molhadas. Idosos com mobilidade reduzida podem ter dificuldade nesse trecho inicial. Nós fizemos a trilha com o Nicolas no colo, e exigiu bastante atenção nas pedras e na descida, mas foi totalmente viável.
Para o rapel, a indicação é para pessoas a partir de 12 anos com condicionamento físico razoável. A subida até o topo da cachoeira, por onde começa a descida, é mais puxada do que a trilha principal. Você sobe segurando em galhos e pedras, em um trecho de escalada leve mas exigente. Vale o esforço, com certeza.
Quando fazer a trilha
A melhor época é de maio a setembro, que corresponde à estação seca do Tocantins. Nesse período, praticamente não chove, as estradas estão em boas condições e as cachoeiras têm um volume de água previsível e estável.
Entre junho e agosto, o inverno seco do cerrado, a temperatura da água pode chegar a aproximadamente 10°C. Água gelada e dia de sol forte é uma combinação difícil de superar.
Evite o período chuvoso, de outubro a abril. A trilha fica escorregadia, a visibilidade cai, e as condições de acesso para o trecho seguinte do Jalapão podem ser comprometidas. A nossa visita foi em janeiro de 2024, plena temporada de chuvas, e a trilha estava consideravelmente mais molhada e escorregadia do que o normal. Tudo bem, mas você fica mais lento e precisa redobrar a atenção.
O horário de funcionamento vai das 8h às 17h30. O último acesso para entrar na trilha é às 16h30. Não chegue depois disso. Não adianta argumentar.
Cuidados ao fazer a trilha
Algumas dicas de quem fez a trilha e aprendeu na prática:
Calçado fechado ou sandália com fixação. O início da trilha tem uma escadaria molhada e a Escorrega Macaco vive fiel ao nome: as pedras têm limo e escorregam de verdade. Não é lugar para chinelo de dedo.
Leve sua própria água. Há lanchonete no receptivo, mas dentro da trilha não tem ponto de abastecimento. Leve no mínimo 1L por pessoa. A caminhada é curta, mas o calor do Tocantins compensa qualquer distância.
Sem protetor solar no banho. A área é uma APA (Área de Proteção Ambiental), e o uso de qualquer produto químico na água é proibido: protetor solar, repelente, shampoo. Aplique antes de entrar na trilha e esqueça dentro d’água.
Sem comida na trilha. É proibido entrar com alimentos na APA. Faça o lanche antes ou depois, no restaurante do receptivo.
Atenção à fauna. Pode aparecer cobra no caminho. Aconteceu conosco e com muita gente que passou por lá. É o habitat natural delas. Continue andando com calma, sem correr nem fazer movimentos bruscos.
Não saia tarde. O acesso encerra às 16h30 e isso é levado a sério. Planeje a visita para chegar cedo, curtir sem pressa e sair antes do fim da tarde.
A trilha das Cachoeiras Escorrega Macaco e Roncadeira
A trilha começa no receptivo, logo ali na beira da TO-030. Você paga o ingresso, guarda o carro no estacionamento gratuito e já vê a entrada da mata à frente.
O começo engana: é uma escadaria longa e íngreme descendo pela encosta. São mais de 100 degraus, e nesse trecho você vai descer bastante, o que significa que na volta você vai subir tudo isso de volta com as pernas cansadas e provavelmente molhadas. Anime-se antecipadamente.
Depois da escadaria, o ambiente muda completamente. A mata fecha, a temperatura cai, e você entra numa trilha sombreada e fresca que beira pequenos riachos e cruza algumas pontes de madeira. A vegetação é densa, com árvores que parecem não ter fim. Algumas têm mais de 300 anos, segundo os moradores locais.
O percurso total do receptivo até a Roncadeira é de cerca de 1,5 km, o que leva entre 20 e 30 minutos de caminhada tranquila. A trilha é bem sinalizada com placas e é de mão dupla: você vai, curte as cachoeiras e volta pelo mesmo caminho.
No meio da trilha, uns 80 metros antes de chegar na Roncadeira, você se depara com a primeira cachoeira: a Escorrega Macaco.
A Cachoeira Escorrega Macaco
A Escorrega Macaco tem cerca de 50 metros de altura e uma formação diferente da Roncadeira. A água desce por uma parede de pedra quase lisa, formando um véu fino. É bonita, mas exige atenção redobrada: as pedras ao redor têm tanto limo que escorregam em qualquer tentativa de aproximação.
Por causa justamente disso (um histórico de acidentes por escorregão nas pedras), o banho na Escorrega Macaco é proibido. Você chega, contempla de um ponto mais seguro que funciona como mirante improvisado, tira as fotos e segue em frente.
Mas espera: por que se chama Escorrega Macaco? Não é por causa das pedras escorregadias. O nome vem de uma trepadeira típica da região, um tipo de cipó, que os macacos usam para descer das árvores em alta velocidade, escorregando literalmente pelo cipó de cima a baixo. Faz sentido quando você vê a quantidade de vegetação emaranhada ao redor da queda.
Olhando bem de perto para a vegetação ao redor, as chances de ver um macaco de verdade são grandes. Ficamos alguns minutos ali só observando o entorno, e eles aparecem.
A Cachoeira da Roncadeira
Uns 80 metros adiante, a trilha abre e você se depara com a Roncadeira. O impacto é imediato.
São 70 metros de queda, a mais alta entre as cachoeiras de Taquaruçu, descendo num anfiteatro natural de paredão de rocha, emoldurado por mata fechada dos dois lados. A base forma uma piscina natural com partes rasas e partes mais fundas, com fundo de areia e pedras pequenas. A água é cristalina e gelada. No inverno pode chegar a 10°C, mas mesmo no calor do cerrado a temperatura é refrescante o suficiente para dar aquele choque primeiro e prazer logo depois.
O nome vem do barulho. A força da água batendo nas pedras produz um som grave e contínuo que lembra um ronco, e esse ronco preenche o anfiteatro natural com uma acústica única. Mesmo antes de ver a cachoeira, você ouve ela chegar. Foi exatamente assim que aconteceu com a gente na descida da escadaria.
Dá para aproveitar de várias formas: nadar na piscina natural (o lado direito é mais raso, ideal para quem não quer aventura), mergulhar nas partes mais fundas, ou passar por trás da queda d’água. Você caminha pelo perímetro da piscina até conseguir se posicionar atrás da cortina de água e olhar para fora de dentro dela. A perspectiva é completamente diferente e vale muito.
O rapel de 70 metros
Para quem quer mais adrenalina, tem o rapel. A descida acontece ao lado da queda, pelos mesmos 70 metros de paredão. Para chegar ao ponto de largada, você faz uma subida adicional, mais íngreme que a trilha principal, com trechos onde precisa se apoiar em galhos e pedras. É curto, mas exige boa disposição.
Lá em cima, a vista já compensa o esforço. E então você vai para a beira e dá aquele friozinho na barriga que quem já fez rapel conhece bem. A descida leva cerca de 15 minutos e é supervisionada por profissionais locais com equipamento completo. A atividade é indicada para maiores de 12 anos.
O preço gira entre R$ 120 e R$ 150 (confirme na hora) e o pagamento é feito diretamente com a empresa que opera o rapel no local. Não precisa agendar com antecedência na maioria dos dias, mas em alta temporada, chegue cedo para garantir vaga.
Fizemos o rapel no sétimo dia da nossa expedição pelo Jalapão, já na saída. Fui o primeiro do grupo a descer, ao lado da cortina d’água gelada, e o instrutor ainda desafiou a virar de cabeça para baixo para foto. O Heitor, que estava visivelmente apreensivo antes de começar, desceu logo em seguida e, ao final, seu sorriso estampado e o “que sensação incrível!” confirmaram que ele também havia se rendido à magia da Roncadeira. Depois de uma semana de trilhas, fervedouros e cachoeiras, aquela descida foi o fechamento perfeito, emoção pura mesmo já com as pernas cansadas.
Outros atrativos próximos em Taquaruçu
Taquaruçu tem mais de 80 cachoeiras catalogadas e uma série de outros atrativos que fazem o destino valer uma parada mais longa, e não apenas uma visita rápida às cachoeiras principais.
Cachoeira do Evilson
Considerada por muitos como a cachoeira mais bonita de Taquaruçu. Com 25 metros de altura e um volume de água impressionante, forma uma piscina natural cercada por vegetação que mistura espécies do cerrado, caatinga e Amazônia. O nome é do próprio dono da propriedade, Sr. Evilson, que administra o local e cobra uma taxa de entrada. A trilha de acesso tem apenas 500 metros. Tem estrutura para camping no entorno.
Cachoeira de Taquaruçu
Uma das mais próximas da vila, com cerca de 60 metros de altura e uma piscina natural de água cristalina e gelada. O acesso é por trilha que margeia um riacho, dentro da Serra do Lajeado. Fica a 30 km de Palmas e é uma das cachoeiras mais frequentadas por quem mora na capital e vem no fim de semana.
Cachoeira da Arara
Fica na propriedade do Hotel Fazenda Ecológica, a cerca de 12 km de Taquaruçu (7 km deles por estrada de terra). Com 30 metros de altura, tem uma piscina natural para banho e uma gruta formada na base da queda. Um dos diferenciais é o cão labrador da fazenda, que acompanha os visitantes na trilha e quase sempre está posando para fotos na beira d’água. A trilha a partir da fazenda tem 700 metros, com uma escadaria íngreme no final.
Cachoeira Vai Quem Quer
No Vale do Vai Quem Quer, uma área de balneários naturais com corredeiras e piscinas naturais formadas pelo Rio São João. O ambiente é mais de rio do que de cachoeira propriamente dita. Ótimo para quem quer um dia mais tranquilo, com opções de banho em diferentes pontos ao longo do vale.
Outros atrativos do Jalapão
Se Taquaruçu é a porta de entrada, o Jalapão é o destino que não tem como decepcionar. Aqui vai um panorama dos principais atrativos para você já ir planejando o roteiro completo:
Pedra Furada
Uma formação rochosa de arenito com buracos naturais que funcionam como molduras para a paisagem do cerrado ao fundo. O pôr do sol fotografado dali é um dos mais icônicos do Jalapão. Confira nosso guia completo da Pedra Furada.
Lagoa do Japonês
Uma lagoa de cor verde-esmeralda com gruta submersa, tirolesa de 300 metros e caiaque transparente. Fica em Pindorama do Tocantins e encanta pelo visual e pela estrutura surpreendente para um destino tão remoto. Veja nosso guia da Lagoa do Japonês.
Cânion Sussuapara
Um dos cenários mais dramáticos do Jalapão: paredes de arenito cor de ferrugem cobertas de vegetação, com um corredor estreito de pedras úmidas e uma cascata pequena no fundo. Selvagem e pouco iluminado, é um dos lugares mais cinematográficos da região. Confira nosso guia do Cânion Sussuapara.
Cachoeira da Velha
A maior queda d’água do Jalapão, com aproximadamente 100 metros de largura e 15 metros de altura. Muitos a chamam de “mini Foz do Iguaçu”. Banho não é permitido pela força da correnteza, mas o mirante já vale a parada. Confira nosso guia da Cachoeira da Velha.
Prainha do Rio Novo
Uma prainha de rio com águas cristalinas e calmas, às margens do Rio Novo, um dos poucos rios com água potável do mundo. Fica a poucos minutos da Cachoeira da Velha e serviu de cenário para o filme “Deus é Brasileiro”. Confira nosso guia da Prainha do Rio Novo.
Praia do Caju (Rio Novo)
Às margens do Rio Novo, a Praia do Caju surpreende com água potável, peixinhos que ficam nos seus pés e um ambiente ainda mais tranquilo do que a Prainha. Confira o artigo completo da Praia do Caju.
Dunas do Jalapão
Um campo de dunas de areia que surge no meio do cerrado como se alguém tivesse transplantado um pedaço do Maranhão para o Tocantins. O visual é irreal, duna, cerrado e céu azul ao mesmo tempo. O pôr do sol visto do topo é um dos mais fotogênicos do Brasil inteiro. Confira nosso guia das Dunas do Jalapão.
Fervedouros
Os fervedouros são o grande cartão-postal do Jalapão: nascentes subterrâneas que brotam com tanta pressão que tornam impossível afundar. O Fervedouro Buritis tem formato de coração visto do drone e água azul-turquesa intensa. O Encontro das Águas tem a maior pressão de todos, capacidade para apenas 4 pessoas por vez. O Macaúbas é o maior e mais esverdeado. O Buritizinho é o mais íntimo. Confira nosso guia completo dos fervedouros do Jalapão com tudo que conhecemos na região.
Cachoeira do Formiga
Água azul-turquesa de fazer doer os olhos. O banho é feito no leito do rio e a cachoeira em si serve de cenário. Não tem limite de visitantes nem restrição de tempo, o que a torna uma das paradas mais populares e acessíveis do Jalapão. Confira nosso guia da Cachoeira do Formiga.
Cachoeira da Arara
Diferente da Cachoeira da Arara de Taquaruçu, esta fica no coração do Jalapão, emoldurada pela Serra do Espírito Santo. Menos frequentada e com ambiente selvagem. Confira o guia da Cachoeira da Arara no Jalapão.
Serra da Catedral
Formações rochosas de arenito esculpidas pela erosão milenar que lembram catedrais naturais. Um dos pontos mais contemplativos e menos turísticos do Jalapão.
Perguntas frequentes sobre as Cachoeiras Escorrega Macaco e Roncadeira
Precisa de guia para visitar a Roncadeira e a Escorrega Macaco?
Não. A trilha é bem sinalizada e conta com monitores ambientais ao longo do percurso durante o horário de funcionamento. Para o rapel, você contrata uma empresa local diretamente no receptivo e não precisa agendar com antecedência na maioria dos dias.
Pode levar crianças na trilha?
Sim. A trilha é acessível para crianças, mas exige atenção na escadaria inicial (mais de 100 degraus) e nas pontes molhadas. Para o rapel, a atividade é indicada a partir dos 12 anos. Fizemos com criança pequena no colo e deu para fazer, mas exigiu bastante atenção.
É permitido levar comida na trilha?
Não. A área é uma APA (Área de Proteção Ambiental) e não é permitido entrar com alimentos. O receptivo tem restaurante e lanchonete, inclusive com as tapiocas premiadas de Taquaruçu, que valem a parada por si mesmas.
Quanto tempo reservar para o passeio?
Conte com 2 a 3 horas para a visita sem o rapel, ida e volta, com tempo para banho na Roncadeira e para observar a Escorrega Macaco. Se for fazer o rapel, adicione mais 1 hora, incluindo a subida até o topo. Quem chega cedo e faz tudo com calma costuma usar o tempo completo de 3 a 4 horas.
A água da cachoeira é muito fria?
Sim, especialmente entre junho e agosto, quando pode chegar a aproximadamente 10°C. No restante da estação seca a temperatura sobe um pouco, mas continua refrescante. Na prática, o choque inicial passa rápido e a água fria em pleno calor do cerrado vira um dos melhores momentos da viagem.
Vale a pena fazer o rapel na Roncadeira?
Se você não tem fobia de altura e está com o físico em dia, vale muito. A descida pelos 70 metros da Roncadeira ao lado da queda d’água é uma das experiências mais marcantes que você pode ter num passeio de natureza. A subida até o topo exige disposição, mas a vista de cima, antes de você se jogar, já paga o ingresso.
Por que não dá para tomar banho na Escorrega Macaco?
As pedras ao redor da cachoeira têm limo e são extremamente escorregadias, e não é exagero. A proibição do banho veio depois de um histórico de acidentes no local. Você pode contemplar e fotografar de um ponto mais seguro, mas entrar na água não é permitido.
Qual é a diferença entre a Escorrega Macaco e a Roncadeira?
São cachoeiras com características completamente distintas. A Escorrega Macaco tem 50 metros de altura, uma parede lisa por onde a água desce em véu fino e não permite banho. A Roncadeira tem 70 metros de queda, forma uma piscina natural ampla para banho e é onde funciona o rapel. A trilha entre as duas tem apenas 80 metros de distância.
Valeu a pena?
Com certeza. As Cachoeiras Escorrega Macaco e Roncadeira são uma daquelas paradas que parecem simples no mapa, “ah, é só uma cachoeira perto de Palmas”, mas que entregam muito mais do que o esperado.
A trilha em si já é uma experiência: a mata fechada, a fauna que aparece sem pedir licença, a mistura de cerrado com árvores gigantes. E aí você chega na Roncadeira e entende por que ela recebeu esse nome. O ronco, a altura, a piscina gelada, a possibilidade de passar por trás da queda, tudo junto cria um conjunto que justifica a parada obrigatória no roteiro.
Se você estiver planejando a viagem ao Jalapão com a família ou qualquer outro grupo, não pule Taquaruçu. Ela é o aperitivo perfeito para o que vem depois.
Conta pra gente nos comentários se você já foi ou se ficou alguma dúvida!




















